Retrospectiva 2019: um ano de transformação para as telecomunicações

Streaming, fibra ótica e todos os destaques do setor durante o ano de 2019; entenda as mudanças que mostraram o caminho para a próxima década.

Imagem: Pexels

Você consegue se lembrar de como andava o setor de telecomunicações em janeiro? Pois é, desde então, muita coisa mudou. As operadoras se posicionaram com novas estratégias, o mercado encontrou mais desafios e a legislação, mais uma vez, preocupou corporações, empresários e representantes do governo, que mal podem esperar pelo lucro das novas tecnologias como o 5G.

Abaixo, destacamos os principais fatos do ano, com uma seleção especial das principais matérias publicadas sobre o tema aqui no Minha Operadora. Confira os tópicos:


1. Nextel agora é da Claro!
2. Netflix nas TVs por assinatura?
3. O mundo se mostrou pronto para o 5G, mas a legislação brasileira ainda não
4. TIM Beta com nova pontuação, mas sem novidades
5. Chega de telemarketing abusivo!
6. “Agora, a NET está na Claro”
7. A Oi, mais uma vez, na corda bamba
8. EUA x China, qual país leva a melhor na adoção do 5G?
9. É o fim para a Veek? Calma, há uma cena pós-créditos…
10. A explosão do streaming
11. AT&T, SKY e Warner, a novela continua
12. 4G de 700 MHz no Brasil
13. O novo marco legal das telecomunicações
14. TIM e Vivo vão compartilhar 2G, 3G e 4G

1. Nextel agora é da Claro!

Imagem: Divulgação

Logo no começo do ano, uma notícia agitou o setor. A Claro comprou a Nextel por R$ 3,47 bilhões, mas não poderia imaginar todo o imbróglio que enfrentaria para concluir a gigante aquisição do setor de telecomunicações.

A aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) demorou, mas saiu. A operadora da América Móvil só não contava com tamanho incômodo da concorrência.

A Oi considerou normal a consolidação de mercado. Já a TIM e Vivo, que supostamente estavam interessadas na compra, se manifestaram contra a aquisição e compartilharam o temor de uma possível concentração de espectro.

No entanto, a TIM levou a batalha até o fim e apresentou um documento com o pedido de uma nova análise da negociação. A marca sugeriu que a Claro compartilhasse o espectro que teria em mãos com as operadoras que saíssem prejudicadas após a aquisição.

Entretanto, a empresa da Telecom Itália não saiu vencedora da disputa. Sérgio Ravagnani, relator do processo no Cade, disse que a concentração de espectro pode ser compensada com novas tecnologias, como o 5G, que terá um leilão no próximo ano.

Já Bárbara Rosenberg, advogada da Claro, argumentou que a TIM tentou pegar carona no investimento da concorrência e comentou que, já que o espectro é um insumo tão importante para a marca, ela deveria ter adquirido a Nextel quando teve a oportunidade.

RELEMBRE:

–> Fusão da Claro com a Nextel: qual o impacto para o consumidor?

–> Compra da Nextel pela Claro é aprovada pela Anatel

–> Claro informa clientes sobre junção com a Nextel

2. Netflix nas TVs por assinatura?

Imagem: Divulgação Claro

Em declínio contínuo, as operadoras de TV paga ainda não estão dispostas a jogar a toalha. Prova disso são os novos investimentos para conquistar o consumidor que troca, aos poucos, o consumo da TV por assinatura pelo streaming.

Aplicativos de vídeo sob demanda das prestadoras como Oi Play, SKY Play, Vivo Play e NOW cresceram, ganharam novos recursos, mas a Netflix espalhou sua presença.

A Claro net tv fez uma parceria com a plataforma e passou a permitir que seus assinantes tivessem acesso ao serviço pelo canal 680. A possibilidade de pagamento em conjunto com a fatura da Claro também passou a ser permitida, mas a empresa não é a única.

Em 2018, a Vivo TV também fez uma parceria com a gigante do streaming e incluiu o acesso ao serviço na sua grade.

RELEMBRE:

–> Netflix ultrapassa NET e SKY e se torna maior TV por assinatura

–> Clientes da NET podem assistir Netflix sem precisar de internet

–> Netflix tem acordo com TIM, Claro e Vivo no Brasil

3. O mundo se mostrou pronto para o 5G, mas a legislação brasileira ainda não

Imagem: Divulgação da TIM nas redes sociais

Em 2019, não deu para conter as grandes expectativas com o 5G. A conexão promete ser muito mais que uma evolução do 4G. Quem não quer se sentir próximo de um mundo novo com carros autônomos, inteligência artificial desenvolvida, cidades digitas e outros projetos?

No Brasil, operadoras como Oi, Algar, Claro e TIM fizeram testes, demonstrações, falaram sobre os produtos e soluções que a nova tecnologia vai viabilizar, mas até o momento, tudo ficou apenas na expectativa.

O leilão de espectro estava agendado para março de 2020, mas uma comprovada interferência do sinal da TV via satélite fez com que o 5G permanecesse nos papéis. Outros fatores também foram considerados, como uma expansão do 4G antes mesmo da chegada da quinta geração. Afinal, muitas localidades ainda não possuem acesso à quarta.

Em dezembro, um novo balde de água fria. A Anatel deixou a consulta pública do edital para o ano que vem e o atraso do leilão pode chegar até 2021, segundo analistas. Uma previsão da Ericsson mostra que o Brasil pode perder R$ 25 bilhões com toda essa demora para viabilizar a nova conexão móvel.

RELEMBRE:

–> 5G no mundo: quais países já ofertam a tecnologia?

–> Atraso do 5G pode fazer Brasil perder R$ 25 bilhões

–> 5G ganha novo ‘balde de água fria’ da Anatel

4. TIM Beta com nova pontuação, mas sem novidades

O pré-pago exclusivo da TIM deixou de ser a “menina dos olhos” dos consumidores. O motivo? Aos poucos, o plano ficou obsoleto.

Enquanto a concorrência oferece opções atrativas com aplicativos gratuitos e ligações ilimitadas, o TIM Beta segue sem qualquer novidade. Apenas com os tradicionais 20 GB por R$ 55 para os membros da categoria Lab.

Para não dizer que a operadora passou um ano sem qualquer atualização no produto, as regras do game mudaram. Os clientes agora precisam de apenas 1230 pontos para atingirem a categoria máxima e terem a opção de 20 GB disponível.

O login nas redes sociais deixou de ser válido para pontuar. O convite via WhatsApp foi liberado.

RELEMBRE:

–> Cai o interesse pelo TIM Beta nos últimos 12 meses

–> TIM Beta envelheceu? Exclusividade do plano não é mais a mesma

–> TIM muda regras de pontuação para virar TIM Beta Lab

5. Chega de telemarketing abusivo!

Quem nunca recebeu aquela ligação em momento totalmente inapropriado e quando atendeu, percebeu que era apenas um atendente disposto a vender um pacote de banda larga, TV por assinatura ou linha móvel?

De acordo com o relato de muitos usuários, as abusivas chamadas atrapalhavam as pessoas no trabalho, interrompiam sonos e até mesmo importunavam um momento de descanso.

Foi então que a Anatel determinou que as operadoras estudassem uma maneira de impedir que os usuários de telefonia tivessem tamanho incômodo. Assim, surgiu o “Não me Perturbe”, um cadastro nacional para o consumidor que não deseja mais ser incomodado com as ligações de telemarketing do setor de telecomunicações.

A medida atualmente é válida para as operadoras Algar, Claro/Net, Nextel, Oi, Sercomtel, SKY, TIM e Vivo.

RELEMBRE:

–> Anatel determina que teles criem lista nacional de “não perturbe” em 30 dias

–> Primeiro dia do ‘Não Perturbe’ registra 620 mil cadastros

–> Mais de um milhão de pessoas já bloquearam chamadas de telemarketing

6. “Agora, a NET está na Claro”

Imagem: Reprodução YouTube

A integração dos serviços da Claro, NET e Embratel já era conhecida desde 2011, mas o ano de 2019 marcou o fim definitivo da marca NET.

Em um comercial da operadora, Tiago Leifert, apresentador e garoto propaganda, anunciou: “Agora, a NET está na Claro”. A chamada pegou todos de surpresa, já que agora era oficialmente a incorporação da marca.

Nos meses seguintes, a operação teve continuidade. Decodificadores foram trocados, comerciais circularam a todo vapor e todos acompanharam o nascimento da Claro net tv, que no futuro será reconhecida apenas como Claro.

A mudança gerou temor e questionamento nos assinantes. Alguns queriam saber quais seriam os benefícios para o consumidor final ou se os serviços teriam algum tipo de piora, mas as respostas são óbvias. A operação da NET continua, assim como a da Claro TV. As duas agora apenas serão uma única marca.

Já a Embratel continuou e o foco será na oferta de tecnologia da informação para grandes empresas.

A Claro inclusive anunciou que aumentar seus investimentos em fibra ótica para competir com os provedores de internet regionais, que crescem disparadamente.

RELEMBRE:

–> ‘Agora, NET está na Claro’, diz novo comercial da operadora

–> Assinantes serão afetados com o fim da marca NET?

–> ‘Gigantes’, Claro e NET são apresentadas ao público como uma só empresa

7. A Oi, mais uma vez, na corda bamba

Game XP. Imagem: Anderson Guimarães

Foi impossível não ler uma notícia sobre a Oi em 2019. Em recuperação judicial desde 2016, a frágil situação financeira da operadora ganhou os holofotes midiáticos. Tudo começou com uma queda de 9,6% na receita do primeiro trimestre.

No segundo, a diminuição de receita caiu para 8,2%, mas o prejuízo líquido cresceu para R$ 1,55 bilhão. Já no terceiro, esse número subiu para R$ 5,747 bilhões, um aumento de 330% no comparativo com 2018.

Em julho, a Oi apresentou um novo plano estratégico para reverter qualquer resultado negativo registrado no caixa. O foco era a expansão da fibra ótica, assim com o aumento da base de clientes pós-pagos e outras novidades.

Outra estratégia foi a venda de ativos não essenciais para a operação, como a participação na angolana Unitel, imóveis sem aproveitamento e outros.

A empresa segue com o plano a todo vapor. A conexão via fibra ótica, por exemplo, já ultrapassa o número de 76 municípios na cobertura. Nos grandes eventos como Rock in Rio, Game XP e CCXP 2019, a operadora também marcou presença com sua potente banda larga.

No entanto, após muitos investimentos, a Oi nunca esteve com tão pouco dinheiro no seu caixa. De acordo com o relatório do escritório de advocacia Arnold Wald, a companhia encerrou o mês de outubro com R$ 2,6 bilhões apenas.

Em um cenário tão alarmante, a venda como um todo foi muita especulada durante o ano. Gigantes estrangeiras como AT&T e China Mobile foram cogitadas como possíveis compradoras, mas também descartadas.

Afinal, a própria Oi nunca se mostrou interessada em negociar sua operação na totalidade. A solução mais destacada foi a venda da operação móvel, que começou a ser cogitada pelo atual diretor de operações Rodrigo Abreu em dezembro.

Tudo indica que Vivo, TIM e Claro entrarão na disputa pelos ativos, mas a empresa segue com otimismo e total presença no mercado de telecomunicações. A fatia do pós-pago, por exemplo, cresceu e um novo produto para clientes corporativos foi lançado.

Em meio a tudo isso, as ações da tele (OIBR3 / OIBR4) vivem uma verdadeira montanha-russa na bolsa de valores. Em novembro, a companhia chegou a ser notificada por operar abaixo do limite mínimo exigido, com valor abaixo de R$1.

Para fechar o ano, a Oi entrou na mira da Operação Lava-Jato, junto com a Vivo. Há uma suspeita de um envolvimento das duas com a empresa fantasma do filho do ex-presidente Lula.

2020 promete ser um ano decisivo para a operadora carioca.

RELEMBRE:

–> Lava Jato começa a investigar repasses do grupo Oi

–> Oi começa a cogitar venda da operação móvel

–> Novo plano estratégico da Oi destaca expansão da fibra ótica

–> Prejuízo da Oi cresce 330% em relação a 2018

–> Oi é notificada pela Bolsa de Valores

8. EUA x China, qual país leva a melhor na adoção do 5G?

Imagem: Divulgação Twitter Huawei

A chinesa Huawei parece incontrolável na expansão do 5G mundo afora. A gigante se posicionou como a principal fornecedora de equipamentos para viabilizar a tecnologia em vários países, mas tem um forte adversário: os Estados Unidos.

O país baniu a empresa das terras americanas após suspeitar do envolvimento em uma espionagem contra o governo, para benefício da China. As acusações nunca foram provadas, mas a rivalidade comercial se agravou, a ponto dos Estados Unidos não recomendarem a empresa para os países aliados. O Brasil, inclusive, recebeu o alerta.

Mas, diversos analistas acreditam que os dois países estão em uma verdadeira corrida pela adoção do 5G, já que os Estados Unidos lideraram no 4G e querem o lucro que a quinta geração poderá trazer para os cofres chineses.

O governo do presidente Jair Bolsonaro, apesar de muito envolvido na aliança com os americanos, não descartou fazer negócios com a Huawei, que já se faz presente no Brasil ao lado de muitas operadoras em testes do 5G.

Entretanto, o jogo pode estar prestes a mudar com o surgimento do Growth in the Americas, programa do governo americano que vai ajudar países latino-americanos na atração de investimentos privados para os setores que são prioridades.

Obviamente, a infraestrutura de telecomunicações está no foco e o Brasil deve ser incluído. Com isso, a Huawei pode ser impedida de participar do leilão 5G previsto para 2020.

RELEMBRE:

–> Nova estratégia dos EUA pode barrar 5G da Huawei no Brasil

–> América Latina vive armadilha dos EUA, segundo Huawei

–> Brasil recebe alerta dos EUA sobre vulnerabilidade da Huawei

9. É o fim para a Veek? Calma, há uma cena pós-créditos

Veek atualiza foto de perfil e internet vai à loucura
Imagem: Divulgação da Veek nas redes sociais

Quando o filme termina com uma cena pós-créditos, é sinal que uma continuação vem por aí. É por isso que traçamos essa analogia com a Veek.

Em abril, a MVNO 100% digital entrou em desacordo com a companhia que disponibilizava a rede para os clientes da marca, a Surf Telecom. Tudo começou quando a empresa passou a permitir recargas em pontos físicos, o que contrariava o modelo da operadora, com funcionamento totalmente online.

Com isso, a API de recarga da Veek foi bloqueada pela Surf Telecom, os chips pararam de ser entregues e a operadora foi descredenciada da companhia.

Em julho, a Veek anunciou oficialmente a suspensão de suas operações com a promessa de um retorno. Agora, tudo indica que a MVNO está pronta para ressurgir das cinzas e já se manifesta pelas redes sociais. Nos resta aguardar os próximos capítulos.

RELEMBRE:

–> Veek é descredenciada pela Surf Telecom; entenda o que muda

–> Operadora Veek suspende oficialmente operações

–> Veek atualiza foto de perfil e internet vai à loucura

10. A explosão do streaming

Disney+ terá grande repertório de musicais e documentários
Imagem: Divulgação Disney+

De fato, todos imaginaram que o streaming seria a TV do futuro e o ano de 2019 veio para provar isso. A coroa da Netflix balançou e segue com tremores. O primeiro é motivado pelo Disney+, que chegará no segundo semestre de 2020 em terras brasileiras e já estreou em outros países com milhões de assinaturas.

E vem mais por aí, a TimeWarner anunciou o lançamento do HBO Max, que segue sem previsão no Brasil, por conta da legislação. Há também o Peacock, da NBCUniversal e diversas outros.

Por aqui, o mercado continua nas mãos da Netflix e de players como Globoplay, Telecine Play, DAZN, Amazon Prime Vídeo e outros.

RELEMBRE:

–> Disney+ teve 22 milhões de downloads desde lançamento

–> Amazon Prime Vídeo avança frente à Netflix

–> Globo e Netflix se unem pelo streaming; entenda o motivo

11. AT&T, SKY e Warner, a novela continua

A gigante operadora americana AT&T, dona da SKY, tenta, desde 2016, aprovar a compra da TimeWarner no Brasil, único país em que ainda não conseguiu consolidar os negócios.

No entanto, a legislação segue como uma forte barreira. A Lei do Serviço de Acesso Condicionado impede a propriedade cruzada. Ou seja, a companhia não pode ter uma empresa de produção e distribuição em seu controle. Se a compra for aprovada, ela terá a SKY e a Warner, dona de canais como HBO, TNT, Warner Channel, entre outros.

Já imaginou se a empresa determinasse que todos os canais em posse da Warner fossem exclusivos da SKY? É isso que a lei tenta evitar, mas a companhia americana já assinou um termo de não discriminação da concorrência com o Cade.

As tentativas de aprovação seguem por dois caminhos. O primeiro é tentar a liberação com o Cade e a Anatel, sob o argumento de que a TimeWarner está sediada nos Estados Unidos. O segundo é uma possível mudança na Lei para que a propriedade cruzada não seja mais proibida.

A AT&T já ameaçou até mesmo retirar os canais Warner da TV por assinatura, caso a compra não seja aprovada no Brasil. A americana não está interessada em se desfazer da SKY.

RELEMBRE:

–> Desejada por brasileiros, a AT&T é mesmo tudo o que dizem?

–> AT&T está disposta a fechar canais no Brasil para não perder SKY

–> Entenda a influência da família Bolsonaro no futuro da AT&T e SKY

12. 4G de 700 MHz no Brasil

Outra boa novidade para o setor foi a liberação da faixa de 700 MHz para o 4G, em todo o Brasil, com o fim do sinal analógico de televisão.

Uma massiva operação de remanejamento de frequências foi finalizada em 2019. Agora, TIM, Claro e Vivo já podem ativar o 4G mais potente no Brasil inteiro. A nova faixa melhora o alcance da conexão em ambientes fechados como shoppings e outros.

A percepção de melhora é imediata. A operadora mais avançada com a iniciativa é a TIM, que ampliou sua cobertura para mais de duas mil cidades.

RELEMBRE:

–> TIM, Claro e Vivo já podem ativar 4G de 700 MHz no Brasil inteiro

–> OFICIAL: Conheça as cidades com 4G de 700 MHz da TIM

–> TIM amplia cobertura 4G na faixa 700 MHz para mais de 2 mil cidades

13. O novo marco legal das telecomunicações

Nós não mentimos quando destacamos que 2019 foi um ano de transformações. A aprovação do novo marco legal das telecomunicações comprova. A Lei 13.879/19 foi aprovada sem vetos pelo presidente Jair Bolsonaro.

Com o novo texto, empresas que optarem pelo contrato de autorização serão dispensadas da concorrência pública na prestação de serviços. Apenas o poder público possui o poder de revogar.

As companhias poderão também incorporar ativos da União e comercializarem entre si radiofrequências do 2G, 3G e 4G, além do 5G, desde que autorizadas pela Anatel.

Uma das grandes beneficiadas foi a Oi, que possui a maior rede de telefonia fixa e não precisa mais seguir metas de universalização. Até mesmo a obrigação de instalar orelhões, que não existe mais, vai reduzir os custos da prestadora.

RELEMBRE:

–> Bolsonaro sanciona sem vetos novo marco legal das telecomunicações

–> Regulamentação de novo marco legal das teles deve levar um ano

–> Aprovação da Lei das Teles reflete nas ações da Vivo, TIM e Oi

14. TIM e Vivo vão compartilhar 2G, 3G e 4G

Imagem: Divulgação TIM e Vivo

Para fechar, em dezembro, Vivo e TIM concluíram os acordos e estão prontas para compartilhar a infraestrutura de 2G, 3G e 4G em várias cidades brasileiras. As duas marcas terão a possibilidade de reduzir custos operacionais e ampliarem suas presenças pelas respectivas redes que possuem e vão partilhar.

Mais de 400 municípios que não possuíam cobertura de uma das operadoras serão beneficiados. O projeto inicial ainda será finalizado e o balanço final será divulgado em 180 dias, quando a expansão territorial da iniciativa será definida com mais exatidão.

RELEMBRE:

–> Vivo e TIM vão compartilhar 3G e 4G em mais de 800 cidades

–> TIM e Vivo anunciam compartilhamento de redes 2G e 4G

–> TIM e Vivo concluirão termos do compartilhamento de 4G em 60 dias

Por aqui, encerramos a grande retrospectiva de 2019. Um ano decisivo que mostrou os novos caminhos do setor para a década que está por vir. Com base em tudo o que vivemos, qual deve ser o cenário para 2020 em diante? Por enquanto, nos resta especular, imaginar e acompanhar o que vem por aí. O Minha Operadora deseja um Feliz Ano Novo para todos!

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About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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