Globo e Netflix se unem pelo streaming; entenda o motivo

Anderson Guimarães
3 min de leitura

Gigantes do entretenimento se manifestaram em prol da regulação do streaming.

Logotipo Globoplay e Netflix
Logotipo Globoplay e Netflix

Parece improvável, mas Globo e Netflix estão do mesmo lado pela regulação do streaming no Brasil. Ambas são grandes concorrentes, mesmo que a segunda mencionada seja vista como uma “gigante” no mercado de vídeo sob demanda e tenha atuação mundial.

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O Grupo Globo segue em destaque como o maior da América Latina e concentra investimentos para fortalecer sua plataforma de streaming (Globoplay) com séries estrangeiras e produções originais de distribuição internacional.

O que une as duas é o Projeto de Lei 4292/19. Nele, os serviços idênticos ao da TV por assinatura com distribuição pela internet devem estar sujeitos às mesmas regras estabelecidas pela Lei de Serviço de Acesso Condicionado (Lei do SeAC).

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Políticos de diversos partidos seguem em um debate acalorado sobre a proposta. Alguns apresentam parecer pela rejeição da proposta e outros consideram alguns pontos importantes para o mercado brasileiro.

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É um projeto de Lei que visa impor cotas de produção nacional e outras iniciativas semelhantes às que são obrigatórias para prestadoras de TV paga.

De forma paralela, há também a PL 8889/2019 que foi aprovada na Comissão de Cultura como texto substitutivo. Trata-se de uma atualização da Lei para obrigar que serviços como Amazon, Netflix e outros invistam 10% do seu faturamento bruto em produções nacionais.

Já Globo e Netflix se unem no posicionamento contrário ao enquadramento dos serviços de streaming nas mesmas regras impostas para a TV por assinatura.

Marcelo Bechara, diretor de Regulação e Relações Institucionais do Grupo Globo, esteve na audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados. Ele defendeu que a regulação deve ser diferente.

A Netflix foi representada por Maurício Fittipaldi, consultor da Motion Picture Association (MPA). Na ocasião, o executivo argumentou que todo conteúdo audiovisual distribuído por estrutura de telecomunicações, como a TV, não pode ser equiparado à transmissão pela internet.

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Com informações de Convergência Digital

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