01/02/2026
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TJ-RJ decide prorrogar suspensão de pagamentos da Oi até abril

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Oi logo
Reprodução/Gemini

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu prorrogar por mais 90 dias a suspensão da exigibilidade das obrigações da Oi, garantindo que os pagamentos extraconcursais da operadora permaneçam congelados no âmbito de sua recuperação judicial para evitar a falência e viabilizar a venda de ativos estratégicos. A decisão, tomada pela desembargadora Mônica Maria Costa, da 1ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ, atende a uma necessidade operacional identificada pela gestão judicial que comanda o grupo atualmente.

A nova determinação judicial passa a contar a partir de 20 de janeiro de 2026, estendendo a proteção financeira da tele até o mês de abril. Este movimento foi baseado em relatórios técnicos apresentados pelos gestores que administram a companhia desde o afastamento da antiga diretoria estatutária, ocorrido em setembro de 2025. A medida busca oferecer o tempo necessário para que a empresa possa organizar a alienação de ativos essenciais e consiga estabilizar seu fluxo de caixa mensal.

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Blindagem financeira e valorização de ativos

A desembargadora ressaltou em seu despacho que a decretação de falência seria uma medida extrema e prejudicial. Tal ação reduziria drasticamente o valor de mercado dos bens que precisam ser vendidos para a quitação das dívidas. Atualmente, a operadora possui um passivo total de R$ 34 bilhões, enquanto suas propriedades e ativos estão avaliados entre R$ 20,1 e R$ 50,1 bilhões, valores que poderiam despencar caso a continuidade operacional fosse interrompida por uma falência precoce.

Imagem: Getty Images/Reprodução

A suspensão das obrigações extraconcursais é uma ferramenta jurídica excepcional, desenhada para proteger gastos que não estão no plano original, como tributos e taxas de fornecedores. Essa proteção é vital para que a infraestrutura nacional não sofra apagões, visto que a empresa atende a mais de 4,6 mil contratos públicos. Contudo, a instabilidade é visível no mercado, tanto que as ações da Oi são retiradas do pregão contínuo da B3 após queda persistente, gerando receio entre os investidores.

A gestão judicial da tele continua sob a responsabilidade das empresas especializadas WALD e Preserva-Ação. Este grupo de administradores tem o desafio de apresentar um relatório consolidado à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro ao fim destes 90 dias. Enquanto tentam equilibrar as contas, enfrentam barreiras legais diversas, como quando o STJ barra pagamento milionário a administrador judicial da Oi, focando na preservação dos recursos remanescentes para o plano de recuperação.

Desafios operacionais e crise nas subsidiárias

O cenário é agravado pelo fato de que a Oi encabeça lista de operadoras com mais ações na justiça brasileira, o que sobrecarrega severamente seu departamento jurídico e financeiro. Além das brigas nos tribunais por dívidas antigas, a operação cotidiana tem sofrido golpes severos em suas diversas frentes de atuação. Recentemente, o mercado acompanhou com preocupação quando uma subsidiária da Oi demite todos os funcionários após falência direta de suas atividades comerciais.

Essa fragmentação do grupo mostra que a crise não está restrita apenas à holding principal, atingindo braços operacionais importantes. Em dezembro de 2025, o mercado de telecomunicações viu como outra subsidiária da Oi quebra com dívida de R$ 800 mi e milhares perdem emprego, o que aumenta a pressão social pela resolução rápida do processo. A Justiça entende que, sem a suspensão dos pagamentos atuais, o efeito cascata de demissões poderia ser ainda mais devastador para o setor de telecom.

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Histórico de reestruturação e próximos passos

Vale lembrar que a companhia entrou em recuperação judicial pela primeira vez ainda em 2016. Desde então, a operadora passou por aditamentos de planos, saiu do processo em 2022 e retornou pouco tempo depois em 2023. Em 2025, houve um novo pedido de aditamento ao plano que havia sido aprovado no ano anterior. A instabilidade levou a Justiça a decretar a falência em certo momento de 2025, decisão que foi posteriormente revertida para dar lugar a este novo período de transição.

Durante o terceiro trimestre de 2024, a operadora chegou a apresentar números positivos, com receita líquida de R$ 6,4 bilhões e um lucro líquido expressivo de R$ 12,5 bilhões, impulsionado pela alienação de redes móveis. No entanto, o passivo extraconcursal continuou subindo, atingindo R$ 2,2 bilhões em débitos acumulados recentemente. Para tentar mitigar isso, foi autorizado um leilão reverso de R$ 250 milhões, embora o certame ainda não tenha uma data definida para acontecer.

Para o futuro imediato, a tele conta com a liberação de recursos estratégicos, como os R$ 517 milhões de uma conta do Bradesco destinados à Anatel. O foco total da gestão agora reside na manutenção da conectividade para os 9,8 mil contratos privados ativos, enquanto aguarda o relatório final de abril. A suspensão dos débitos é a última barreira que impede a liquidação total de uma das maiores empresas de telecomunicações do país, que ainda luta para se reinventar.

Empresa abandona o cobre e força operadoras a migrarem para a fibra óptica

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fibra óptica cobre
MIGUEL BAIXAULI/Unsplash

A gigante Openreach anunciou o encerramento das vendas de serviços baseados em cobre para forçar a migração obrigatória para a fibra óptica em mais de 1,2 milhão de propriedades em suas áreas de atuação. A medida ocorre por meio do programa “Stop Sell”, que visa acelerar a transição digital e reduzir custos de manutenção em locais onde a infraestrutura moderna já está disponível para a maioria da população, garantindo conexões mais velozes.

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Entenda como funciona o programa Stop Sell

A política de interrupção de vendas é acionada estrategicamente sempre que a cobertura de tecnologia de ultravelocidade alcança 75% das propriedades em uma determinada região. Nesses locais, as operadoras de varejo que utilizam a rede da empresa ficam proibidas de vender novos contratos baseados na antiga fiação metálica. O foco agora é converter a base instalada para o ambiente digital, preparando o terreno para o encerramento definitivo dos sistemas analógicos.

Com essa nova atualização, mais 132 centrais telefônicas entrarão na lista de restrições, o que representa aproximadamente 1,23 milhão de novos endereços que só poderão contratar serviços modernos. O objetivo central é que qualquer cliente que deseje trocar de plano, renovar um contrato existente ou solicitar uma nova instalação, seja automaticamente direcionado para a infraestrutura digital robusta. Essa estratégia garante que o investimento em novas redes seja aproveitado.

O cronograma de implementação das novas regras

A implementação das novas diretrizes segue um cronograma rigoroso de expansão da rede digital:

  • 1) inclusão imediata de 132 novas centrais;
  • 2) cobertura de 1,23 milhão de novos endereços;
  • 3) ativação das regras em 1.281 locais até fevereiro de 2026;
  • 4) impacto total em 12,5 milhões de propriedades; e
  • 5) meta de atingir 25 milhões de lares até o fim do ano.

Esse avanço rápido visa garantir que a maioria da população migre para a fibra antes do desligamento total do sistema de cobre.

James Lilley, diretor da empresa, afirma que o programa acelera o futuro digital. Para ele, a capacidade do cobre em suportar a demanda atual está em declínio, exigindo foco em tecnologias preparadas para o amanhã. O objetivo é garantir que usuários e provedores utilizem redes mais confiáveis e eficientes para o crescente tráfego de dados.

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Impactos econômicos e o desligamento da rede analógica

Além da questão tecnológica, há um forte componente econômico por trás da decisão institucional. Manter duas redes paralelas — uma analógica e outra digital — gera custos astronômicos e uma complexidade operacional desnecessária para as companhias. Ao eliminar gradualmente os serviços legados, a indústria simplifica sua logística e prepara o terreno para o desligamento total da rede telefônica pública tradicional, previsto para ocorrer em pouco mais de um ano.

A transição também afeta a telefonia fixa residencial, que passa a funcionar via internet. Com o fim dos cabos metálicos, os clientes são migrados para sistemas de voz digital. Esse modelo oferece recursos modernos, como bloqueio de chamadas indesejadas e maior nitidez sonora, substituindo a fiação antiga que muitas vezes fica exposta a danos climáticos e roubos, problemas frequentes que interrompem o serviço básico de milhares de usuários.

A realidade da transição tecnológica no Brasil

Essa tendência de desativação dos fios metálicos encontra um eco muito forte no mercado brasileiro de telecomunicações. Por aqui, as grandes operadoras também aceleram o desligamento de suas redes antigas para reduzir custos de manutenção e mitigar o impacto dos roubos de cabos, que geram prejuízos milionários. A Anatel acompanha esse movimento, incentivando a substituição da infraestrutura por redes que suportem o crescimento do consumo de vídeo e dados.

O Brasil é um dos países com maior demanda por conectividade estável, o que torna a modernização uma peça fundamental para o desenvolvimento econômico. Diferente do modelo europeu, muitas cidades brasileiras já expandem suas redes digitais saltando a etapa do cabeamento metálico. A migração forçada vista no exterior serve de alerta para as empresas nacionais, que precisam adaptar seus parques tecnológicos para evitar a obsolescência e melhorar a experiência do cliente.

Vantagens da tecnologia moderna

A substituição da infraestrutura antiga é um passo fundamental para garantir que a conectividade suporte as demandas de alta velocidade e baixa latência exigidas hoje. Acompanhe a seguir as principais diferenças técnicas que justificam esse movimento de modernização global.

CaracterísticaRede de CobreRede de Fibra
VelocidadeLimitada e sofre quedas com a distânciaAltíssima e constante em longas distâncias
EstabilidadeSensível a interferências eletromagnéticasImune a interferências externas e ruídos
ManutençãoAlta frequência de reparos por oxidaçãoBaixa manutenção e maior durabilidade
Consumo de EnergiaMaior consumo nos equipamentos de redeMais eficiente e sustentável energeticamente
Vida ÚtilTecnologia em obsolescência aceleradaPreparada para futuras evoluções (5G/6G)

A migração garante estabilidade e exige novos equipamentos, marcando o fim definitivo do uso do cobre. O movimento das gigantes de rede serve como modelo para a modernização forçada do setor, estabelecendo a fibra como o padrão absoluto de conectividade. Essa mudança é fundamental para suportar as crescentes demandas digitais brasileiras, tanto no ambiente residencial quanto no corporativo, garantindo maior eficiência tecnológica e segurança.

Trump investe em títulos da Netflix e Warner logo após anúncio de fusão

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Imagem: rawpixel.com/Reprodução

Poucos dias após o mercado ser sacudido por uma notícia de peso, a proposta de fusão entre Netflix e Warner Bros. Discovery, documentos oficiais revelaram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comprou títulos de dívida dessas duas empresas. O valor investido? Algo em torno de US$ 1 milhão.

As aquisições aconteceram nos dias 12 e 16 de dezembro do ano passado, segundo registros divulgados pela própria Casa Branca. Trump aplicou entre US$ 250 mil e US$ 500 mil em papéis da Netflix e quantia semelhante em títulos da Warner, por meio da Discovery Communications. 

Os investimentos foram feitos na forma de títulos corporativos, um tipo de aplicação que oferece retorno em juros, bastante comum no ambiente financeiro.

Investimento levanta dúvidas

O que chamou atenção foi o momento da movimentação. Não por ser ilegal, a compra é permitida e declarada, mas pelo fato de vir logo após Trump ter comentado publicamente sobre a fusão. 

À época, ele demonstrou preocupação com a concentração de mercado que poderia advir da união das gigantes do entretenimento.

O governo se defende, afirmando que os investimentos presidenciais são gerenciados por terceiros. Ainda assim, o possível cruzamento de interesses, político e financeiro, reacende discussões sobre conflitos éticos.

Netflix e Warner reposicionam o mercado

A proposta de fusão, avaliada em mais de US$ 80 bilhões, ainda depende do aval dos órgãos reguladores. Se aprovada, pode provocar mudanças importantes na estrutura da indústria do streaming, que já vive um cenário de intensa competição global.

Netflix, que busca ampliar sua base de conteúdo, e Warner, dona de uma vasta biblioteca audiovisual, veem a união como estratégica. Juntas, podem enfrentar melhor concorrentes como Amazon Prime e Disney+, que já operam com estruturas consolidadas e presença global.

Olhares atentos

O episódio, embora envolva cifras expressivas, não se resume aos valores. Ele levanta uma questão maior: até que ponto figuras públicas com poder de decisão podem, ou devem, se envolver financeiramente com empresas cujos destinos estão, direta ou indiretamente, sob sua alçada?

A Casa Branca insiste na legalidade da operação. O mercado, por sua vez, observa com cautela. Nos bastidores, a expectativa é sobre o desfecho da fusão e como ele influenciará não só o cenário do streaming, mas também a relação entre política e negócios.

Anatel recebe recomendações que podem mudar o mercado de telemarketing

Imagem: Getty Images/iStockphoto/Reprodução

A obrigatoriedade do uso do prefixo 0303 em chamadas de telemarketing pode voltar ao centro das discussões regulatórias no país. 

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou uma recomendação formal à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pedindo que a medida volte a ser aplicada de forma imediata.

A solicitação reacende um tema de interesse direto do consumidor: o direito à informação clara e à privacidade em meio ao crescente volume de chamadas não solicitadas. 

A Anatel, por sua vez, terá um prazo de 30 dias para responder ao documento, que aponta fragilidades na proteção dos usuários desde a flexibilização da norma em 2025.

Anatel retirou a exigência no ano passado

A decisão da Anatel que derrubou a obrigatoriedade do código 0303 partiu da percepção de que o prefixo estaria sendo estigmatizado, afetando negativamente empresas que utilizam o canal de forma legítima. A agência também alegou, à época, que outras soluções tecnológicas seriam adotadas como alternativa ao modelo.

Entre essas alternativas está a chamada Origem Verificada, uma funcionalidade ainda em fase de implantação, cujo objetivo é autenticar a identidade de quem realiza a ligação. 

No entanto, o MPF alerta que esse sistema ainda não cobre todo o território nacional e pode ser inacessível para parte significativa da população, principalmente usuários de celulares mais simples.

Outras medidas são vistas como insuficientes pelo MPF

Na recomendação oficial, o Ministério Público argumenta que não há garantias suficientes de que a substituição do 0303 por novas tecnologias assegure a mesma transparência para os consumidores.

Segundo o órgão, o fim da exigência do prefixo 0303 criou uma “lacuna regulatória” que tem sido explorada por empresas que voltaram a operar sem a devida identificação, o que compromete o controle das chamadas indesejadas.

Dessa forma, em sua sugestão, o MPF propõe três ações imediatas à Anatel:

  • Restabelecimento da obrigatoriedade do uso do prefixo 0303 em ligações de telemarketing ativo;
  • Manutenção da exigência até a efetiva universalização da nova tecnologia;
  • Garantia de que qualquer solução alternativa seja acessível, eficaz e compatível com diferentes tipos de aparelhos.

Debate reacende embate entre regulação e mercado

A recomendação do MPF surge em meio a um cenário em que consumidores continuam reportando ligações comerciais abusivas, apesar de iniciativas anteriores da própria Anatel e de operadoras para conter o problema.

Nos últimos anos, projetos como o Não me Perturbe, criado pelas operadoras e a implementação do próprio 0303, foram passos importantes no combate ao telemarketing indesejado. 

Ainda assim, parte do setor defende que a excessiva regulamentação pode inviabilizar estratégias comerciais legítimas e afetar segmentos como o de cobrança e relacionamento com o cliente.

Enquanto isso, a sociedade civil e entidades de defesa do consumidor reforçam que a transparência e o consentimento do usuário devem prevalecer em qualquer modelo adotado. 

A discussão, portanto, vai além de uma simples numeração: trata-se do equilíbrio entre liberdade de atuação empresarial e o respeito ao espaço do cidadão.

E agora?

Com a recomendação entregue, cabe à Anatel decidir se acolhe ou não o pedido. O documento ainda não tem força de imposição legal, mas representa mais um sinal de que o tema segue sob forte vigilância institucional.

Caso a agência decida não seguir a recomendação, o MPF pode adotar medidas judiciais. Até lá, o impasse sobre o futuro do 0303 e das ligações de telemarketing segue sem uma resolução definitiva.

Vivo lidera mercado de telecomunicações com folga em 2025

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Vivo padrão
Divulgação/Vivo

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou o Relatório de Monitoramento da Competição do 4T2025, confirmando que a Vivo lidera o mercado de telefonia móvel no Brasil ao final deste ano através de uma análise técnica da Superintendência de Competição que mapeou a estabilidade do setor e a expansão do 5G para garantir a sustentabilidade econômica das operadoras. O documento revela como a qualidade de rede e a diferenciação comercial tornaram-se as principais ferramentas de disputa em um cenário de oligopólio consolidado nacionalmente.

O cenário das telecomunicações brasileiras em 2025 mostra um setor resiliente, onde as estratégias migraram do foco em volume bruto para a busca por maior rentabilidade. A expansão do pós-pago e o consumo massivo de dados impulsionaram os resultados, mantendo o Índice Herfindahl-Hirschman (HHI) em patamares elevados, embora com uma leve tendência de desconcentração. Esse equilíbrio permite que grandes grupos mantenham seus investimentos em infraestrutura de ponta e novas tecnologias.

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Hegemonia no mercado móvel e números do setor

A distribuição de forças na telefonia móvel brasileira reflete a solidez das grandes operações nacionais, que detêm a maioria absoluta das linhas ativas. O mercado encerrou o período com 270,3 milhões de acessos, apresentando uma recuperação importante após as quedas registradas no ano anterior, com a liderança isolada sendo mantida pela principal operadora do país, conforme detalhado na estrutura competitiva abaixo:

  • Vivo: 38,1% de participação de mercado (líder)
  • Claro: 33,1% de participação de mercado
  • TIM: 23,1% de participação de mercado
  • Pequenas Prestadoras (PPPs): 5,7% de participação de mercado

Ao final do último trimestre, as adições líquidas somaram 1,69 milhão de novos contratos, evidenciando uma disputa acirrada pela fidelidade do consumidor de alta renda. O mercado segue concentrado nas três gigantes, que juntas somam mais de 94% dos acessos móveis totais. Essa configuração exige que a regulação técnica atue de forma coordenada com a política concorrencial para evitar assimetrias que possam prejudicar a entrada de novos competidores ou a inovação tecnológica.

Pessoa segura smartphone que tem logomarca da Vivo na tela.
Imagem: Vivo/reprodução

Pulverização na banda larga e novos serviços digitais

Diferente do setor móvel, a banda larga fixa apresenta um cenário muito mais fragmentado e competitivo no território brasileiro. O mercado fechou 2025 com 52,9 milhões de conexões, onde as prestadoras de pequeno porte (PPPs) dominam com 63,3% de market share. Esse segmento é vital para a interiorização da fibra óptica, embora o número de empresas reportando dados tenha oscilado, sinalizando um movimento de consolidação que a Anatel acompanha de perto.

A transformação digital também impactou profundamente os serviços de voz e vídeo, com a TV por assinatura tradicional em queda livre frente ao streaming. Já a telefonia fixa tornou-se um componente secundário em pacotes centrados em dados, à medida que os serviços de voz migraram definitivamente para aplicações OTT. Essa mudança de comportamento do consumidor força operadoras a integrarem ecossistemas digitais completos em suas ofertas comerciais básicas.

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Crescimento profissional e o impacto na economia

A necessidade de manter redes complexas e serviços de alta qualidade gerou um impacto positivo direto no mercado de trabalho especializado ao longo do ano. Nesse ambiente de constante inovação, cresce a demanda por profissionais de telecom no brasil segundo o linkedin, especialmente para funções ligadas à arquitetura de redes 5G e segurança. A mão de obra qualificada tornou-se um diferencial competitivo estratégico para as grandes prestadoras.

Além das vagas técnicas específicas, a relevância do setor para o desenvolvimento nacional é comprovada pelo volume total de contratações realizadas. Dados oficiais mostram que o setor de comunicacao gera mais de 450 mil empregos em 2025, consolidando-se como um dos pilares da economia brasileira. Esse dinamismo ajuda a sustentar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e promove a inclusão social através da conectividade em larga escala.

Ameaça dos dispositivos irregulares e inovação

Um dos grandes alertas do relatório da Anatel para 2025 reside no mercado de dispositivos, que passou a ser um vetor estratégico da competição. O aumento da comercialização de smartphones não homologados cria uma assimetria perigosa, pois agentes irregulares evitam custos de certificação e tributação. Isso prejudica não apenas as fabricantes regulares, mas também a experiência do usuário final e a integridade técnica das redes operadas por empresas.

No campo da tecnologia, o lançamento do SoberanIA, o primeiro modelo público de inteligência artificial treinado em português, marcou o final do ano. Ao mesmo tempo, o setor lidou com eventos societários drásticos, como as falências decretadas da Oi e da Serede. O equilíbrio entre inovação, segurança jurídica e combate à pirataria de dispositivos será o grande desafio para o órgão regulador e para as lideranças do mercado de telecomunicações no próximo ciclo.

Elon Musk é chamado de ‘idiota’ por CEO da Ryanair, retruca e gera confusão

Imagem: Getty Images/Reprodução

Um impasse entre conectividade em voo e eficiência operacional acabou virando um embate pessoal entre dois nomes fortes do mundo corporativo. 

A Ryanair, maior companhia aérea de baixo custo da Europa, decidiu não adotar o serviço de internet via satélite oferecido pela Starlink, empresa da SpaceX, comandada por Elon Musk. A justificativa? Questões técnicas e financeiras.

O CEO da companhia, Michael O’Leary, afirmou recentemente que o equipamento necessário para oferecer internet em seus aviões comprometeria o consumo de combustível, além de representar um custo operacional elevado. 

Em declarações à imprensa irlandesa, ele estimou que o investimento poderia chegar a US$ 250 milhões por ano, algo que não se encaixa no modelo econômico da empresa.

Musk critica decisão e acusa desinformação

A declaração não passou despercebida por Elon Musk. Em uma publicação feita no X (antigo Twitter), que também percente a ele, o bilionário rebateu as críticas e disse que O’Leary estaria “mal informado” sobre a tecnologia da Starlink. 

Segundo Musk, companhias concorrentes que já adotaram a solução têm registrado alta satisfação entre passageiros e ganhos competitivos.

Musk ainda insinuou que a Ryanair corre o risco de perder relevância ao não acompanhar uma tendência crescente na aviação: o acesso à internet rápida a bordo. Para ele, trata-se de uma comodidade que deve se tornar padrão nos próximos anos.

Imagem: Shutterstock/Reprodução

O’Leary mantém posição e sobe o tom

Em resposta, Michael O’Leary não economizou nas palavras. Disse que Musk “não entende nada de aviação comercial” e criticou a forma como o executivo promove suas tecnologias. “Ele é um idiota. Muito rico, mas continua sendo um idiota”, disparou o executivo.

A troca de farpas se intensificou com novas postagens nas redes sociais. Musk chegou a sugerir que O’Leary deveria ser substituído na liderança da Ryanair e o chamou de “idiota absoluto”, o que elevou ainda mais a temperatura do debate.

Conectividade em voo: custo ou diferencial?

Por trás do embate público, existe uma discussão real sobre os desafios da conectividade em aeronaves. A instalação de antenas no topo das aeronaves, como exige a solução da Starlink, pode de fato impactar o desempenho aerodinâmico e gerar aumento no consumo de combustível, um fator crítico para empresas do modelo low cost.

Ao mesmo tempo, cresce o número de companhias aéreas, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, que firmam acordos com a Starlink em busca de oferecer conexão de alta velocidade durante o voo. A SpaceX, por sua vez, tem ampliado sua atuação no setor com foco também no Oriente Médio.

Imagem: SOPA Images/Reprodução

O futuro dirá quem tem razão

O episódio entre Elon Musk e Michael O’Leary exemplifica o tipo de tensão que surge quando inovação e custo operacional colidem. 

Enquanto algumas companhias enxergam a internet a bordo como diferencial competitivo, outras, como a Ryanair, avaliam com cautela os impactos financeiros de sua implementação.

Por ora, a Starlink continua expandindo sua atuação, e a Ryanair mantém sua política de eficiência a qualquer custo. Se o futuro reservará razão para um ou para outro, ainda é cedo para dizer. 

O certo é que, em um setor tão competitivo quanto o da aviação, decisões como essa podem ter efeitos de longo prazo, para o bem ou para o mal.

* Com informações da Bloomberg

Por que a internet no Brasil continua instável, mesmo com a expansão da fibra óptica?

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Imagem: Midjourney/Reprodução

Nos últimos anos, o avanço da fibra óptica no Brasil tem sido notável. Dados de 2025 mostram que quase metade dos domicílios do país já conta com essa tecnologia. 

Mesmo assim, muitas pessoas seguem enfrentando dificuldades para manter uma conexão estável de internet e não é por acaso.

Entre abril e junho de 2025, mais de 3,5 milhões de novas conexões de fibra óptica foram ativadas em residências brasileiras, de acordo com dados de mercado. Mas a infraestrutura por trás desse crescimento nem sempre acompanha a demanda.

A fibra chega, o sinal melhora, mas os gargalos persistem. Um dos principais motivos para a queda frequente da internet está na operação por trás da rede: equipamentos sobrecarregados, rotas congestionadas e ausência de monitoramento em tempo real acabam comprometendo o serviço.

O papel da manutenção e da gestão inteligente

Diferente do que muitos imaginam, manter uma rede estável exige mais do que entregar velocidade no papel. É preciso acompanhar o comportamento da rede em tempo real, identificar pontos de falha antes que eles afetem o usuário e, principalmente, investir em manutenção preventiva.

Operadoras que adotam medidas como redirecionamento automático de tráfego em caso de falhas ou substituição programada de equipamentos tendem a oferecer uma experiência muito mais consistente. No entanto, nem todos os provedores seguem essa lógica.

A desigualdade na infraestrutura ainda pesa

Outro fator decisivo é a ausência de infraestrutura de suporte em diversas regiões do país. De acordo com o Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT), ainda existem mais de mil municípios sem backhaul óptico, uma espécie de “espinha dorsal” da rede que conecta as cidades aos grandes centros de dados.

Na prática, isso significa que, mesmo que a casa do consumidor conte com uma moderna instalação de fibra óptica, a conexão pode sofrer limitações severas se a estrutura que abastece aquela área for deficitária.

Internet estável depende de mais do que velocidade

O cenário atual mostra que a internet no Brasil evoluiu em cobertura, mas ainda patina em qualidade. A responsabilidade é compartilhada entre operadoras, que precisam investir em inteligência de rede, e políticas públicas que incentivem a expansão da infraestrutura de forma equilibrada.

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Passageiro se recusa a colocar modo avião no celular e é expulso de voo

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modo avião voo
Sten Ritterfeld/Unsplash

Na tarde de sexta-feira (16), um passageiro acabou retirado de um voo da Latam no Aeroporto de Brasília pela Polícia Federal após um conflito sobre o uso do modo avião no celular, motivado pela sua recusa em seguir as normas de segurança e pelo comportamento indisciplinado demonstrado perante a tripulação. O voo LA3782, com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, teve sua decolagem interrompida quando o homem se negou a ativar a função e a mostrar o aparelho aos comissários de bordo.

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O conflito e a intervenção da Polícia Federal

Segundo relatos de passageiros ouvidos pelo portal g1, a confusão teve início quando uma comissária questionou o homem sobre a ativação do modo avião. O passageiro teria respondido de forma ríspida, afirmando que não colocaria o celular na função e que “nem se o avião caísse” o faria. Diante da resistência e da recusa em colaborar, a aeronave, que já realizava o procedimento de taxiamento para decolar, precisou retornar à baia de embarque para que a situação fosse resolvida pela equipe de solo e pelas autoridades.

Imagens gravadas por outros viajantes mostram o momento da negociação, onde funcionários da Latam tentaram, sem sucesso, convencer o passageiro a desembarcar voluntariamente. Com a permanência do impasse e a postura agressiva do indivíduo, que chegou a mencionar processos judiciais contra a empresa, a Polícia Federal foi acionada. A PF esclareceu que sua atuação seguiu o Código Brasileiro de Aeronáutica, retirando o passageiro para preservar a ordem e a segurança, agindo conforme a autoridade do comandante do voo.

Confira o vídeo:

Impactos operacionais e segurança técnica

A Latam informou, por meio de nota oficial, que solicitou o apoio policial devido ao comportamento indisciplinado e ressaltou que cumpre rigorosamente todos os padrões de segurança técnica. O impacto para os demais passageiros ocorreu de imediato: o voo, inicialmente previsto para as 17h45, só conseguiu decolar às 19h20, gerando um atraso de mais de uma hora e meia. A empresa reforçou que adota todas as medidas necessárias para garantir a integridade de todos os clientes e funcionários durante as operações.

Este incidente traz à tona um questionamento recorrente entre os usuários de tecnologia: afinal, por que as companhias insistem tanto no uso dessa função? Embora os sistemas de aviação modernos possuam proteções robustas, a emissão de sinais de rádio por dispositivos móveis pode, teoricamente, causar ruídos nas frequências de comunicação entre pilotos e torres de controle. Em um ambiente onde a precisão constitui um fator vital, qualquer potencial interferência acaba tratada como um risco desnecessário.

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A necessidade técnica do bloqueio de sinais

A obrigatoriedade de desligar as transmissões de rádio durante o voo visa proteger a navegação. Entenda os principais motivos técnicos que justificam essa norma global:

  • Evitar interferência em frequências críticas: Celulares operando em frequências de rede móvel podem causar ruídos audíveis nos fones dos pilotos, dificultando a escuta de instruções da torre de controle.
  • Prevenir sobrecarga em torres de solo: Em alta altitude, o celular tenta se conectar a várias torres simultaneamente com potência máxima, o que pode causar instabilidade nas redes de telecomunicações terrestres.
  • Garantir a precisão de instrumentos sensíveis: Dispositivos antigos ou com defeito podem emitir ondas que interferem em altímetros e outros sensores eletrônicos essenciais para pousos e decolagens seguros.
  • Padronização internacional de segurança: Como não é possível testar cada modelo de celular individualmente, a indústria adota o bloqueio total de sinais como medida preventiva universal para evitar acidentes.

Responsabilidades e normas de conduta

Além da questão técnica das telecomunicações, o cumprimento das ordens da tripulação constitui uma norma jurídica rigorosa. No Brasil, o comandante possui autoridade legal para decidir sobre a permanência de um passageiro a bordo. A recusa em seguir instruções simples, como ativar o modo avião, recebe a classificação de indisciplina. Esse comportamento não apenas compromete a logística da malha aérea nacional, mas também resulta em punições administrativas e possíveis impedimentos de novos voos pela companhia.

Após o desembarque forçado pela Polícia Federal, o passageiro foi levado para fora do aeroporto de Brasília. A PF destacou que decisões sobre reembolsos ou remarcações ficam sob responsabilidade exclusiva da companhia aérea, por serem questões contratuais. No caso em questão, a resistência do homem em cooperar com a segurança do voo invalidou sua permanência na aeronave. O episódio demonstra que o uso da tecnologia a bordo deve sempre respeitar as diretrizes de segurança vigentes.

Vivo anuncia Rogério Takayanagi como novo VP de Engenharia

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Rogerio Takayanagi Vivo
Reprodução/Redes Sociais

A Vivo anunciou nesta sexta-feira (16), que a vice-presidência de engenharia e serviços ao cliente será comandada por Rogério Takayanagi, visando reforçar sua infraestrutura fixa e móvel no Brasil por meio de um planejamento tecnológico avançado, após o executivo acumular vasta experiência liderando transformações digitais em outras grandes operadoras nacionais e internacionais ao longo de três décadas de carreira no setor.

Sob o comando do novo vice-presidente, a operadora pretende dar continuidade à sua estratégia de impulsionar o crescimento das receitas e promover a convergência de serviços. Rogério Takayanagi responderá diretamente ao COO da companhia, Alex Salgado, com a missão de garantir simplicidade operacional e eficiência, suportando a empresa na liderança de um mercado em transformação acelerada e cada vez mais focado na conectividade de alta qualidade.

Leia mais:

Histórico profissional e formação técnica

Formado em engenharia elétrica pela conceituada Poli-USP e com pós-graduação pela FGV, Takayanagi possui 30 anos de experiência no mercado de telecomunicações. Antes de chegar à Vivo, ele acumulou passagens por empresas como Promon e Value Partners, onde atuou em projetos globais de estratégia e M&A. Sua expertise técnica e gerencial é reconhecida por unir o conhecimento de engenharia com uma visão de negócios voltada para resultados tangíveis.

Rogerio Takayanagi diretor estatutario Oi
Takayanagi em época da Oi (Reprodução)

Na sua trajetória pela TIM, entre os anos de 2009 e 2016, o executivo exerceu o cargo de CMO, liderando o reposicionamento que dobrou a base de clientes da empresa. Outro marco importante foi sua atuação como CEO e cofundador do TIM Fiber (Live TIM). Nesse projeto, ele estabeleceu um benchmark mundial ao lançar o serviço em apenas cinco meses, consolidando sua reputação como um gestor capaz de acelerar entregas complexas e inovadoras no mercado de fibra.

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Atuação estratégica e transição na Vivo

Em sua jornada mais recente na Oi, onde atuou até o final de 2024, Takayanagi foi Chief Strategy and Transformation Officer, liderando processos de simplificação digital e estratégias baseadas em dados. Ele também serviu como CRO para os segmentos Residencial e de Pequenas e Médias Empresas, focando na aceleração da rede de fibra. Além de sua nova função na Vivo, o executivo continua integrando conselhos de empresas como V.tal, Serede e Tahto.

Rogério Takayanagi chega para substituir Juan Claros, que ocupava a função desde abril de 2025, durante um período de reestruturações nos cargos de chefia da operadora. A mudança reforça o compromisso da Vivo em atrair talentos com perfil de execução para áreas críticas. Com sua entrada, a companhia busca solidificar sua infraestrutura de rede, garantindo que o planejamento tecnológico esteja alinhado com as demandas de um consumidor cada vez mais digital.

Netflix garante direitos globais de filmes da Sony após cinema

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netflix sony
Reprodução/Gemini

A Netflix e a Sony Pictures Entertainment firmaram, na última quinta-feira (15), uma expansão global de seu contrato para levar lançamentos de cinema diretamente ao streaming após as janelas tradicionais. A parceria visa fortalecer o catálogo da gigante do streaming em diversos países, garantindo direitos preferenciais de exibição de forma escalonada. O movimento ocorre para atender à demanda por conteúdos de alta qualidade e consolidar a liderança da plataforma no mercado mundial.

O novo acordo plurianual amplia a colaboração iniciada em 2021, que antes era focada prioritariamente no mercado dos Estados Unidos. Avaliado inicialmente em US$ 2,5 bilhões, aquele contrato pavimentou o caminho para a atual estratégia de escala global entre as empresas. Agora, a meta é que a implementação em novos territórios ocorra gradualmente, conforme os direitos locais sejam liberados, com a expectativa de que a integração total seja concluída no início de 2029.

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Nos Estados Unidos, o cronograma estabelece que o novo vínculo passe a valer de forma plena a partir de 2027. Em outros mercados estratégicos, como a Alemanha e partes da Ásia, os usuários já desfrutam de alguns benefícios dessa união comercial. A estratégia de lançamentos graduais permite que ambas as companhias gerenciem contratos de licenciamento pré-existentes, garantindo uma transição suave e contínua para os assinantes localizados em diferentes regiões do planeta.

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Franquias de peso e catálogo expandido

Além dos lançamentos inéditos, a plataforma poderá licenciar filmes e séries de TV selecionados do vasto acervo do estúdio. Ter esses títulos disponíveis é um diferencial competitivo enorme para a retenção de usuários. Confira alguns dos sucessos da Sony que estarão na Netflix:

  • Franquia Homem-Aranha: Incluindo o aguardado “Além do Aranhaverso” e os filmes de animação de sucesso.
  • Saga Jumanji: Títulos da franquia de aventura que possuem grande apelo comercial e histórico de audiência global.
  • Venom: A Última Dança: Um dos sucessos recentes do universo de personagens da Marvel que chegará ao serviço.
  • Todos Menos Você: Comédia romântica que obteve excelente desempenho nas bilheterias mundiais.
  • Cinebiografia dos Beatles: O ambicioso projeto de Sam Mendes que contará a história da banda em quatro filmes distintos.
Cena do filme 'Homem-Aranha: Através do Aranhaverso' Divulgação
Cena do filme ‘Homem-Aranha: Através do Aranhaverso’ (Divulgação)

A presença desses títulos é fundamental, especialmente em um cenário onde as operadoras de telecomunicações utilizam o streaming como um atrativo para fidelizar clientes de banda larga fixa. Paul Littmann, executivo da produtora, destacou que o acordo reforça o valor duradouro de suas produções cinematográficas perante o público global da plataforma. Essa sinergia garante que conteúdos de alto nível cheguem aos lares de forma rápida, logo após saírem do circuito comercial.

Movimentações no mercado de entretenimento

O anúncio desta parceria global surge em meio a negociações intensas nos bastidores de Hollywood. Enquanto busca consolidar seu catálogo, a gigante do streaming acompanha de perto os movimentos de seus principais concorrentes. Recentemente, surgiram informações de que a Warner recusa proposta de US$ 108 bi da Paramount e mantém acordo com a Netflix, o que indica uma tendência de mercado onde as empresas buscam cercar-se dos maiores estúdios.

Se a plataforma for bem-sucedida em suas futuras aquisições e parcerias, ela poderá deter direitos de exibição pós-cinema de gigantes como Universal, Warner e o estúdio independente A24. Em 2024, a empresa já havia ampliado seu contrato com a NBCUniversal, incluindo filmes live-action de franquias como “Velozes e Furiosos”. Esse acúmulo de propriedades intelectuais coloca a companhia em uma posição de vantagem estratégica inédita frente aos outros serviços de vídeo sob demanda.