01/02/2026
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Starlink anuncia marca de 1 milhão de assinantes no Brasil

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Starlink Brasil antena
Divulgação/Starlink

A Starlink anunciou na última quinta-feira (29) que alcançou a marca histórica de 1 milhão de assinantes ativos no Brasil, somando usuários residenciais e empresariais. A informação foi divulgada oficialmente pela empresa através de um comunicado na rede social X, detalhando como a tecnologia de satélites tem sido fundamental para conectar áreas remotas e centros urbanos. A marca é resultado de um plano de expansão agressivo da operadora para resolver gargalos de conectividade no país e atender a uma demanda crescente por internet estável.

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Expansão acelerada e gestão local

A trajetória de crescimento da operadora no mercado nacional impressiona pela rapidez com que novos clientes são adicionados à base. Desde outubro do ano passado, a companhia registrou um salto aproximado de 400 mil acessos, representando um crescimento de 67% em apenas três meses. Para gerenciar esse volume, a Starlink amplia estrutura no Brasil e contrata ex-TIM para fortalecer sua operação local e garantir um atendimento mais robusto aos consumidores, profissionalizando sua presença no país.

Apesar dos números robustos apresentados pela companhia, existe uma divergência notável com os dados oficiais reportados pela agência reguladora do setor. Enquanto a operadora celebra o primeiro milhão, o painel da Anatel indicava cerca de 556 mil acessos em novembro de 2025. Essa diferença é explicada pela defasagem temporal dos relatórios governamentais, que costumam refletir a realidade de meses anteriores, além de utilizarem métodos distintos para contabilizar acessos corporativos e em roaming.

Liderança regional e distribuição de acessos

Abaixo, detalhamos como a base de clientes da operadora está distribuída estrategicamente pelo território nacional, evidenciando o impacto da tecnologia em diferentes contextos:

Região / EstadoPerfil de Consumo e Penetração
Norte do BrasilRegião com a maior penetração per capita do serviço via satélite.
São PauloLiderança em números absolutos de assinantes totais.
Minas GeraisDestaque em volume de contratos residenciais e empresariais.
Áreas RemotasFoco principal para exposição e correção de gargalos de conexão.

O suporte técnico para essa massa de clientes exige uma infraestrutura espacial cada vez mais densa e eficiente. Recentemente, a Starlink consegue autorizacao para lancar 7.500 novos satelites, garantindo que a capacidade de tráfego de dados acompanhe a demanda explosiva. Esse reforço na constelação de satélites visa manter a estabilidade da conexão e reduzir a latência, fatores cruciais para manter a fidelidade dos usuários brasileiros em um mercado que se torna cada vez mais competitivo.

Futuro da conectividade e concorrência

Mesmo com o domínio atual, a operadora observa o surgimento de novos players no horizonte das comunicações via satélite. O cenário competitivo tende a se intensificar, com movimentações recentes indicando que o adeus Starlink china ira lancar internet via satelite no brasil pode ser uma realidade em um futuro próximo. A empresa reforça que a expansão da internet satelital ajuda a expor gargalos históricos de conectividade e destaca a urgência de novos investimentos para garantir a inclusão digital em todas as regiões.

A marca de 1 milhão de clientes consolida o Brasil como um dos mercados mais importantes para a empresa globalmente. Para a Starlink, o sucesso local reforça a necessidade de políticas públicas e investimentos voltados à inclusão digital, especialmente em regiões distantes dos grandes centros urbanos. O avanço da internet via satélite não apenas conecta pessoas, mas também pressiona o setor de telecomunicações a evoluir em termos de infraestrutura e qualidade de serviço para todos os brasileiros.

Senac abre vagas de estágio e inclui oportunidades em telecomunicações

Imagem: iStockphoto/Reprodução

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) abriu um novo processo seletivo de estágio voltado a estudantes do ensino superior. 

As oportunidades são para atuação no Rio de Janeiro e em Brasília e incluem vagas em telecomunicações, além de outras áreas ligadas à tecnologia e à inovação.

A seleção é realizada com apoio do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), responsável por concentrar as inscrições e orientar os candidatos sobre os critérios exigidos. O programa tem como foco oferecer experiência prática a estudantes que ainda estão em fase de formação acadêmica.

Telecomunicações aparecem entre as áreas com oportunidades

Entre os perfis buscados, as vagas Senac em telecomunicações acompanham a necessidade crescente de profissionais ligados à conectividade, redes e infraestrutura digital. 

O setor segue como base para o funcionamento de serviços corporativos, plataformas digitais e sistemas de comunicação em larga escala.

Durante o estágio, os estudantes têm contato direto com rotinas técnicas e operacionais, participando de atividades que envolvem suporte, acompanhamento de projetos e interação com equipes especializadas. A vivência prática é vista como um complemento importante à formação teórica adquirida nos cursos superiores.

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Processo seletivo inclui outras frentes da área de tecnologia

O processo seletivo não se limita a esse segmento de telecom. O Senac também abriu vagas para estudantes das áreas de dados, desenvolvimento de software, computação em nuvem, inteligência artificial e cibersegurança.

A variedade de áreas reflete a estratégia da instituição de ampliar a formação de profissionais para diferentes frentes do setor tecnológico, acompanhando as transformações do mercado e as novas exigências das empresas.

Quem pode se candidatar às vagas Senac?

Podem participar da seleção estudantes matriculados em cursos de graduação ou tecnológicos, desde que não estejam no último semestre. 

As exigências variam conforme a área pretendida, mas o programa prioriza candidatos que ainda tenham tempo de estágio suficiente para desenvolver as atividades propostas.

Os estagiários selecionados recebem bolsa-auxílio mensal, além de benefícios como auxílio-transporte e alimentação no local. O processo também segue critérios de inclusão, com reserva de vagas para pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados negros, conforme determina a legislação.

Inscrições e etapas da seleção

As inscrições devem ser feitas pela plataforma do CIEE até 9 de fevereiro. O processo pode incluir análise curricular e entrevistas, dependendo da área de atuação. As atividades são presenciais e ocorrem nas unidades do Senac localizadas no Rio de Janeiro e em Brasília.

Para estudantes interessados em iniciar carreira nos setores ofertados, as vagas Senac representam uma oportunidade de contato direto com o ambiente profissional e com práticas que fazem parte do dia a dia do mercado tecnológico.

Em parceria com Luxemburgo, MCom quer ampliar internet em escolas

Imagem: Shutterstock/Reprodução

O Ministério das Comunicações avançou em articulações internacionais para ampliar a conectividade de escolas públicas brasileiras, com foco em soluções tecnológicas voltadas a regiões com infraestrutura limitada. 

As tratativas envolvem cooperação com Luxemburgo, um pequeno país europeu, e fazem parte da estratégia do governo federal para acelerar a inclusão digital no ambiente educacional.

A agenda internacional do MCom tem como objetivo avaliar modelos de parceria e tecnologias capazes de ampliar o acesso à internet em áreas onde a implantação de redes terrestres enfrenta obstáculos técnicos ou custos elevados.

Diálogo com Luxemburgo inclui empresas e autoridades do setor

Durante a missão oficial a Luxemburgo, representantes do Ministério das Comunicações mantiveram reuniões com autoridades locais e empresas do setor de telecomunicações, entre elas a SES S.A., operadora global de satélites. 

O diálogo buscou mapear soluções já adotadas no país europeu e discutir possibilidades de cooperação técnica com aplicação no contexto brasileiro.

Segundo o MCom, o intercâmbio internacional permite avaliar alternativas de conectividade em larga escala, especialmente voltadas a escolas localizadas em regiões rurais, comunidades isoladas e localidades de difícil acesso.

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Parceria envolve Telebras e programas federais

A cooperação internacional não parte do zero. O Ministério das Comunicações destaca que a atuação conjunta com a SES S.A. já ocorre no âmbito de políticas públicas federais, por meio da Telebras. A estatal é responsável por operacionalizar parte das ações de conectividade educacional no país.

Essa cooperação está inserida no contexto do GESAC/Wi-Fi Brasil, programa federal voltado à oferta de acesso gratuito à internet em escolas, unidades de saúde e outras instituições públicas. 

A iniciativa utiliza diferentes tecnologias, incluindo soluções via satélite, para alcançar regiões sem cobertura adequada de redes terrestres.

Conectividade escolar ainda é desafio no país

Apesar dos avanços registrados nos últimos anos, o MCom reconhece que uma parcela significativa das escolas públicas brasileiras ainda opera com acesso limitado ou inexistente à internet. 

O problema é mais frequente fora dos grandes centros urbanos, onde a infraestrutura de telecomunicações é menos desenvolvida.

A falta de conectividade compromete o uso de plataformas educacionais digitais, o acesso a conteúdos online e a participação em programas federais baseados em serviços digitais. Para o MCom, a internet passou a ser um elemento estrutural da política educacional.

Tecnologia via satélite ganha protagonismo

Nesse cenário, as soluções de conectividade via satélite ganharam espaço nas discussões conduzidas pelo Ministério das Comunicações. 

A tecnologia permite acelerar o atendimento a escolas em áreas remotas, reduzindo a dependência de obras complexas de infraestrutura.

A cooperação com parceiros internacionais, como a discutida em Luxemburgo, é vista como uma forma de fortalecer iniciativas já existentes, ampliando o alcance do GESAC/Wi-Fi Brasil e de outras políticas públicas coordenadas pelo MCom.

Próximos passos seguem em avaliação técnica

As articulações internacionais ainda estão em fase técnica. Não há definição sobre cronograma ou novos acordos formais. A expectativa do Ministério das Comunicações é aprofundar as análises nos próximos meses e avaliar a implementação de projetos-piloto integrados às políticas já em andamento.

Para o MCom, ampliar a conectividade nas escolas públicas é uma etapa essencial para reduzir desigualdades regionais e garantir que estudantes de diferentes partes do país tenham acesso às mesmas oportunidades digitais.

* Com informação do Ministério das Comunicações

Caiu por aí? Usuários relatam falhas no sinal da TIM nesta sexta (30)

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Imagem: Bloomberg Finance LP/Reprodução

Usuários da TIM enfrentaram dificuldades para usar serviços de telefonia e internet móvel nesta sexta-feira (30). Ao longo do dia, relatos sobre perda de sinal e instabilidade começaram a circular entre consumidores, principalmente em redes sociais e plataformas de monitoramento de serviços.

As queixas não surgiram todas de uma vez. No início, eram comentários isolados, mas, com o passar das horas, passaram a se repetir com mais frequência. 

Muitos usuários relataram que o celular ficou sem acesso à internet por alguns minutos, enquanto outros afirmaram que sequer conseguiam completar chamadas.

Em alguns casos, o serviço retornava sozinho. Em outros, a conexão voltava de forma instável, caindo novamente pouco tempo depois. Não houve um padrão único de falha, o que aumentou a sensação de incerteza entre os clientes.

O Downdetector reuniu grande número de reclamações

Esses relatos também apareceram no Downdetector, site que reúne notificações de usuários quando serviços de diversos nichos apresentam problemas. 

Os registros relacionados à TIM ficaram acima do volume considerado normal, o que costuma indicar uma instabilidade mais ampla, e não apenas casos pontuais.

Confira o gráfico que aponta um aumento repentino de reclamações:

Imagem: Downdetector/Reprodução

Muitas reclamações nas redes também

Como ocorre em situações semelhantes, as redes sociais funcionaram como espaço de confirmação. Usuários perguntavam se o problema era geral e compartilhavam dificuldades para trabalhar, estudar ou usar aplicativos que dependem de conexão constante. A troca de mensagens ajudou a reforçar a percepção de que a falha afetava mais de uma região.

Em episódios desse tipo, operadoras geralmente informam que equipes técnicas estão atuando para normalizar os serviços, o que nem sempre acontece de forma imediata.

Até o fechamento desta matéria, a TIM não havia divulgado informações oficiais explicando a causa do problema ou detalhando a extensão da instabilidade.

De qualquer forma, passadas horas do pico de reclamações, o volume parece ter diminuído, o que indica volta à estabilidade.

Um cenário chato, mas comum e “normal”

Especialistas do setor de telecomunicações explicam que falhas em redes móveis podem ocorrer por diversos motivos, como ajustes técnicos, manutenção emergencial ou problemas pontuais na infraestrutura. 

Nem sempre essas ocorrências são perceptíveis de forma uniforme para todos os usuários. Porém, sempre há “bolsões” mais afetados, de onde vêm as reclamações.

* Com informações do Downdetector

Oi deve leiloar sua participação na V.tal após autorização judicial

Imagem: Shutterstock/Reprodução

A Oi recebeu autorização da Justiça para leiloar sua participação de 27,26% na V.tal, fornecedora de infraestrutura de fibra óptica.

A medida representa um novo capítulo na extensa recuperação judicial da operadora, que segue em busca de reequilíbrio financeiro.

A decisão foi tomada pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável por conduzir o processo de reestruturação da companhia. A previsão é de que o leilão ocorra no dia 5 de março de 2026, às 15h, com propostas apresentadas previamente por interessados.

Venda sem dívidas ou ônus

A operação de venda foi estruturada para atrair investidores em condições de segurança jurídica. O edital estipula que a fatia acionária será transferida livre de dívidas, passivos trabalhistas ou exigências regulatórias. O valor mínimo aceito será de R$ 12,3 bilhões, com pagamento integral à vista e em moeda corrente nacional.

Segundo o edital, não serão aceitas propostas que envolvam compensações, uso de créditos ou qualquer tipo de parcelamento. A venda será realizada no contexto de um processo competitivo, nos moldes da Lei de Recuperação Judicial, garantindo lisura e transparência na condução.

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Relevância estratégica

O montante arrecadado com a venda é considerado essencial para que a Oi cumpra compromissos com credores e avance em seu plano de recuperação, que já se estende por anos. 

A participação da companhia na V.tal, adquirida por meio da antiga unidade de fibra, é um dos ativos mais valiosos atualmente em seu portfólio.

A alienação deve ajudar a empresa a aliviar seu endividamento e a viabilizar operações futuras mais enxutas, voltadas ao segmento de clientes corporativos e serviços digitais. A Oi já não atua diretamente na oferta de fibra ao consumidor final, função atualmente sob responsabilidade da própria V.tal.

Interessados já podem se qualificar

De acordo com os termos do processo, os interessados no leilão devem apresentar documentos de habilitação e comprovação de capacidade financeira previamente. 

O processo seguirá todos os trâmites estabelecidos no edital, com acompanhamento do juízo e supervisão de administradores judiciais.

Samu permite acionamento do 192 via internet em áreas sem operadora

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samu roraima whatsapp
Divulgação/Governo de Roraima

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) passa a aceitar chamadas via internet em locais sem cobertura de operadoras de telefonia móvel a partir da implantação do Samu+ pela Sesau (Secretaria de Saúde) de Roraima. A novidade, disponível desde 2025, permite que qualquer cidadão com acesso à rede wi-fi, 3G, 4G ou 5G acione o 192 mesmo onde o sinal das operadoras não funciona.

A iniciativa representa um avanço significativo para as telecomunicações aplicadas à saúde pública no Brasil, especialmente em regiões remotas e áreas rurais que historicamente enfrentam problemas de cobertura das operadoras móveis. Com a nova tecnologia, a ausência de sinal telefônico deixa de ser um impedimento para solicitar atendimento de urgência e emergência.

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Como funciona o Samu+

O Samu+ funciona através de um software de regulação médica responsável pelo registro das ocorrências e das ligações recebidas. O sistema também viabiliza a troca de informações entre as equipes de regulação e intervenção, além de gerar dados estatísticos encaminhados ao Ministério da Saúde para monitoramento das políticas públicas de saúde em todo o país.

O Samu+ está disponibilizando a possibilidade da realização de ligações via web, ou seja, locais que não tem sinal de operadora, ou se por alguma razão alguma região está com problema na operadora, mas tem sinal de internet, esses lugares vão poder acionar o 192“, explicou Wandressa Reis, responsável pelo suporte de TI do Samu.

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Passo a passo para acionar o serviço

Como usar o Samu+ via internet:

  1. Salvar o número +55 95 3621-2800 no telefone
  2. Enviar uma mensagem via WhatsApp para esse contato
  3. Receber automaticamente um link de acesso
  4. Clicar no link para ser direcionado à página web
  5. Realizar a chamada para o 192 através da internet

Todas as ligações realizadas pelo sistema são gravadas e registradas, garantindo a segurança das informações, a rastreabilidade dos atendimentos e a continuidade do socorro. A tecnologia supera uma das principais barreiras enfrentadas pela população em emergências: a dependência exclusiva da infraestrutura das operadoras de telefonia móvel para acionar o serviço de urgência.

Abrangência e resultados em Roraima

A Cermu (Central Estadual de Regulação Médica de Urgência de Roraima) coordena o socorro pré-hospitalar em todos os 15 municípios do estado, intermediando atendimentos clínicos, traumáticos e transferências inter-hospitalares. Somente em 2025, a Central registrou cerca de 54.368 protocolos de atendimentos, demonstrando a alta demanda pelo serviço.

Orientações importantes ao acionar o Samu

SituaçãoOrientação
Informações essenciaisFornecer endereço completo e pontos de referência
Acidentes em vias públicasIsolar e sinalizar o local para evitar novas ocorrências
Após o acionamentoNão deixar o local, pois pode cancelar a ocorrência
Conexão necessáriaWi-Fi, 3G, 4G ou 5G (não precisa de sinal de operadora)

Iniciativa também presente no Paraná

A solução implementada em Roraima segue tendência observada em outras regiões do Brasil. O Consamu (Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná) já disponibiliza ferramenta semelhante através do aplicativo Samu App Ipcom, que atende 43 municípios consorciados. A ferramenta permite acionamento do 192 via internet, com cadastro simples e envio automático de localização via GPS ao médico regulador.

Anatel vai manter divisão da faixa de 6 GHz, contrariando Associação NEO

Imagem: folhapress.folha.com.br/Reprodução

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu manter sua posição sobre a divisão da faixa de 6 GHz, rejeitando o pedido de reconsideração protocolado pela Associação NEO.

A entidade, que representa operadoras regionais de telecomunicações, contestava a forma como o processo foi conduzido e pedia a revisão da decisão que destina parte da frequência para aplicações não licenciadas, como o Wi-Fi 6E, e outra para serviços móveis licenciados.

A negativa da Anatel veio por meio de deliberação em circuito, confirmando que o processo seguiu os trâmites legais e regimentais previstos. Segundo a agência, por se tratar de um ato normativo de natureza geral, não caberia recurso nos moldes solicitados pela NEO.

Contestação da NEO

A Associação NEO argumentava que o tema exigia uma abordagem mais aprofundada e questionava o uso do circuito deliberativo, uma modalidade que dispensa reunião presencial entre conselheiros. 

Outro ponto levantado pela entidade foi a ausência de uma Análise de Impacto Regulatório (AIR) específica sobre os efeitos da divisão da faixa de 6 GHz.

A Anatel, por sua vez, respondeu que a AIR relativa à destinação da subfaixa que será leiloada já está em desenvolvimento dentro de outro processo administrativo. Portanto, o argumento da ausência de avaliação técnica detalhada não seria suficiente para reabrir a deliberação original.

Impacto no setor

Com a manutenção da decisão, a Anatel reforça sua estratégia de abrir espaço tanto para inovações em conectividade Wi-Fi quanto para o avanço do 5G por meio de espectros licenciados. 

Para as operadoras regionais representadas pela NEO, no entanto, a medida pode ampliar as desigualdades competitivas, uma vez que grandes grupos do setor tendem a dominar as faixas mais valiosas para a oferta de serviços móveis.

Com isso, a Anatel seguirá com os trâmites administrativos para a destinação e eventual licitação das faixas licenciadas. 

Já a NEO deverá avaliar se há espaço para novas ações dentro do marco regulatório vigente ou mesmo recorrer a outras instâncias administrativas.

CADE impõe análise mais rígida na aquisição da Um Telecom pela V.tal

Imagem: Shutterstock/Reprodução

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) optou por não seguir com o rito sumário na análise da aquisição da Um Telecom pela V.tal. A decisão, tomada pela Superintendência-Geral do órgão, afasta a possibilidade de um trâmite simplificado e sinaliza a necessidade de avaliação mais aprofundada da operação entre as duas companhias do setor de telecomunicações.

Segundo o CADE, a fusão apresenta indícios de sobreposição horizontal significativa, o que impede sua tramitação por via rápida. Dados técnicos indicam que, em determinados mercados, a participação combinada das empresas ultrapassa 50%. Em outros cenários, embora o percentual seja inferior, há variação relevante no índice de concentração (HHI), o que também levanta alertas.

O que está em jogo na operação

O negócio envolve a compra de 100% da Um Telecom por parte da V.tal, empresa que atua na área de infraestrutura neutra de fibra óptica. 

A Um Telecom, por sua vez, mantém presença consolidada no Nordeste e também controla a Atlantic Hub e a Atlantic Data Center. Esta última ainda não está em operação.

Para a V.tal, a aquisição é estratégica: amplia sua capilaridade regional, reforça sua base técnica e operacional e a posiciona com mais força no atendimento a ISPs, operadoras e clientes corporativos. 

A companhia considera que a incorporação da estrutura da Um Telecom representa um passo relevante para expandir sua competitividade nacional.

Impactos no setor e próximos passos

O movimento da V.tal ocorre em um momento de forte movimentação no setor, com grandes empresas buscando reforçar posições regionais e ampliar redes de conectividade.

A decisão do CADE, embora não interrompa o andamento da transação, impõe um novo ritmo à avaliação do negócio, que agora será analisado em profundidade.

A partir da negativa ao rito sumário, o processo passa a demandar mais etapas formais, com direito a manifestação de terceiros interessados, coleta de documentos adicionais e eventual imposição de condicionantes para a aprovação.

Empresas envolvidas na operação ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a decisão do órgão regulador.

Avaliação mais criteriosa

A conduta do CADE reflete uma postura mais cautelosa diante de operações com potencial de impacto competitivo. A autoridade antitruste busca garantir que a concentração de mercado não afete a livre concorrência nem prejudique a oferta de serviços no setor.

A análise agora segue em rito ordinário, sem prazo definido para conclusão. A depender do grau de complexidade identificado, o processo pode se estender por vários meses, com implicações relevantes para os planos das empresas envolvidas.

Vivo inicia campanha com Vini Jr para Copa do Mundo 2026

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Vini Jr Vivo Copa do Mundo 2026
Divulgação/Africa

A Vivo já está no aquecimento para a Copa do Mundo 2026 com o lançamento da campanha “Brasileiro Roxo”, que terá Vini Jr como estrela principal e conecta a paixão dos torcedores à identidade visual da operadora. A estratégia, desenvolvida pela Africa Creative, será veiculada a partir de março e marca os preparativos da empresa para o mundial que acontecerá em formato inédito no Canadá, Estados Unidos e México.

Patrocinadora da seleção brasileira desde 2005, a Vivo considera o futebol um dos maiores investimentos da companhia, inclusive como Grupo Telefónica no mundo. Marina Daineze, vice-presidente de comunicação e sustentabilidade da operadora, revela que as equipes planejam a ativação desde o ano passado, monitorando constantemente a relação do brasileiro com o esporte.

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Resgate da paixão pelo futebol

Pesquisas encomendadas pela empresa mostram que, apesar do relacionamento estremecido entre torcedores e seleção nos últimos anos, a proximidade da Copa resgata uma conexão visceral e emocional dos brasileiros com o futebol. É justamente esse sentimento que a campanha “Brasileiro Roxo” pretende explorar, criando um trocadilho entre a paixão do torcedor e a cor dominante na identidade visual da Vivo.

O primeiro filme da campanha já foi gravado na Espanha com Vini Jr, que protagonizará as principais peças publicitárias. Além do craque do Real Madrid, as ações contarão com um personagem que encarna o brasileiro apaixonado pelo futebol e pelas características culturais do país, como fé, otimismo e a crença de que tudo vai dar certo.

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Embaixadores da campanha

A estratégia vai além do universo esportivo e incluirá embaixadores de diferentes modalidades e segmentos. Cada um apresentará sua versão do que significa ser um brasileiro roxo e como se conectam digitalmente:

  • Surf: Gabriel Medina e Ítalo Ferreira
  • Skate: Rayssa Leal
  • Ciclismo: Ana Vitoria Magalhães (Tota)
  • Cultura Pop: Ana Castela e Gil do Vigor
  • Futebol: Vini Jr (protagonista)

As mensagens da campanha explorarão o sentimento de união da torcida, fazendo analogias com o dia a dia dos brasileiros e sua relação com a tecnologia. A abordagem mantém o posicionamento da Vivo sobre uso saudável das telas, sem excessos, mesmo em um contexto de evento esportivo de grande impacto digital.

Parceria com CazéTV

No campo das transmissões, a operadora renovou a parceria com a CazéTV, que ampliou sua cobertura para a edição de 2026. Marina Daineze justifica o patrocínio pelo caráter interativo e espontâneo das transmissões do canal, alinhado à nova forma como as pessoas se comunicam e consomem conteúdo esportivo.

Liderança no mercado

A Vivo encerrou 2025 liderando a telefonia móvel no Brasil com folga em relação aos concorrentes:

OperadoraMarket Share
Vivo38,4%
Claro33,1%
TIM23,1%

A operadora domina uma base de 116,6 milhões de acessos, alcança 30,5 milhões de domicílios e empresas com fibra ótica e está presente em 716 cidades com tecnologia 5G, cobrindo 67,6% da população brasileira. O valor da Vivo também superou sua matriz espanhola pela primeira vez, consolidando sua posição estratégica no mercado de telecomunicações.

STJ suspende decisão que mandava a Anatel autorizar mudança na Surf Telecom

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Imagem: Surf Telecom/Divulgação

A disputa judicial em torno da transferência de controle da Surf Telecom ganhou novo capítulo. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu suspender os efeitos de decisões judiciais que obrigavam a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a autorizar, de maneira imediata, a mudança societária da operadora.

A medida tem efeito até que o processo seja finalizado em instâncias superiores. A Anatel já havia recorrido da decisão que obrigava a sua atuação.

O impasse envolve o grupo Plintron do Brasil, interessado em assumir o controle da Surf Telecom, e decisões anteriores do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) que determinavam a concessão da anuência prévia por parte da Anatel, mesmo sem o encerramento do julgamento principal da ação.

Justiça reconhece papel técnico da Anatel

Segundo o ministro Luis Felipe Salomão, que atualmente responde pela presidência do STJ, a atuação da Anatel em processos dessa natureza é de natureza técnica e regulatória, e não pode ser substituída por decisões judiciais antecipadas. 

Ele destacou que a autorização para mudanças de controle em empresas de telecomunicações exige análise criteriosa da agência, baseada em critérios legais e regulatórios.

Para o magistrado, antecipar essa autorização sem o devido processo técnico comprometeria o poder de avaliação da agência reguladora e poderia causar efeitos irreversíveis à estrutura do setor.

Riscos à continuidade dos serviços

A decisão também considera os potenciais riscos à prestação dos serviços de telecomunicações. Caso a mudança societária ocorra sem o devido respaldo da Anatel, pode haver descontinuidade ou prejuízo ao consumidor. A suspensão, portanto, visa resguardar o interesse público e preservar a competência da agência até que o processo esteja concluído.

A Surf Telecom opera como autorizada no setor de telecomunicações e, por isso, está sujeita à supervisão regulatória da Anatel. Toda e qualquer alteração em sua estrutura de controle societário depende de autorização prévia da agência, conforme determina a legislação vigente.

Processo segue em tramitação

Com a decisão do STJ, todas as ordens que impunham à Anatel a aprovação imediata da operação ficam suspensas temporariamente. 

A deliberação sobre o mérito definitivo da controvérsia ainda será apreciada no curso do processo, que continua em tramitação nas instâncias superiores.