
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou o Relatório de Monitoramento da Competição do 4T2025, confirmando que a Vivo lidera o mercado de telefonia móvel no Brasil ao final deste ano através de uma análise técnica da Superintendência de Competição que mapeou a estabilidade do setor e a expansão do 5G para garantir a sustentabilidade econômica das operadoras. O documento revela como a qualidade de rede e a diferenciação comercial tornaram-se as principais ferramentas de disputa em um cenário de oligopólio consolidado nacionalmente.
O cenário das telecomunicações brasileiras em 2025 mostra um setor resiliente, onde as estratégias migraram do foco em volume bruto para a busca por maior rentabilidade. A expansão do pós-pago e o consumo massivo de dados impulsionaram os resultados, mantendo o Índice Herfindahl-Hirschman (HHI) em patamares elevados, embora com uma leve tendência de desconcentração. Esse equilíbrio permite que grandes grupos mantenham seus investimentos em infraestrutura de ponta e novas tecnologias.
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Hegemonia no mercado móvel e números do setor
A distribuição de forças na telefonia móvel brasileira reflete a solidez das grandes operações nacionais, que detêm a maioria absoluta das linhas ativas. O mercado encerrou o período com 270,3 milhões de acessos, apresentando uma recuperação importante após as quedas registradas no ano anterior, com a liderança isolada sendo mantida pela principal operadora do país, conforme detalhado na estrutura competitiva abaixo:
- Vivo: 38,1% de participação de mercado (líder)
- Claro: 33,1% de participação de mercado
- TIM: 23,1% de participação de mercado
- Pequenas Prestadoras (PPPs): 5,7% de participação de mercado
Ao final do último trimestre, as adições líquidas somaram 1,69 milhão de novos contratos, evidenciando uma disputa acirrada pela fidelidade do consumidor de alta renda. O mercado segue concentrado nas três gigantes, que juntas somam mais de 94% dos acessos móveis totais. Essa configuração exige que a regulação técnica atue de forma coordenada com a política concorrencial para evitar assimetrias que possam prejudicar a entrada de novos competidores ou a inovação tecnológica.

Pulverização na banda larga e novos serviços digitais
Diferente do setor móvel, a banda larga fixa apresenta um cenário muito mais fragmentado e competitivo no território brasileiro. O mercado fechou 2025 com 52,9 milhões de conexões, onde as prestadoras de pequeno porte (PPPs) dominam com 63,3% de market share. Esse segmento é vital para a interiorização da fibra óptica, embora o número de empresas reportando dados tenha oscilado, sinalizando um movimento de consolidação que a Anatel acompanha de perto.
A transformação digital também impactou profundamente os serviços de voz e vídeo, com a TV por assinatura tradicional em queda livre frente ao streaming. Já a telefonia fixa tornou-se um componente secundário em pacotes centrados em dados, à medida que os serviços de voz migraram definitivamente para aplicações OTT. Essa mudança de comportamento do consumidor força operadoras a integrarem ecossistemas digitais completos em suas ofertas comerciais básicas.
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Crescimento profissional e o impacto na economia
A necessidade de manter redes complexas e serviços de alta qualidade gerou um impacto positivo direto no mercado de trabalho especializado ao longo do ano. Nesse ambiente de constante inovação, cresce a demanda por profissionais de telecom no brasil segundo o linkedin, especialmente para funções ligadas à arquitetura de redes 5G e segurança. A mão de obra qualificada tornou-se um diferencial competitivo estratégico para as grandes prestadoras.
Além das vagas técnicas específicas, a relevância do setor para o desenvolvimento nacional é comprovada pelo volume total de contratações realizadas. Dados oficiais mostram que o setor de comunicacao gera mais de 450 mil empregos em 2025, consolidando-se como um dos pilares da economia brasileira. Esse dinamismo ajuda a sustentar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e promove a inclusão social através da conectividade em larga escala.
Ameaça dos dispositivos irregulares e inovação
Um dos grandes alertas do relatório da Anatel para 2025 reside no mercado de dispositivos, que passou a ser um vetor estratégico da competição. O aumento da comercialização de smartphones não homologados cria uma assimetria perigosa, pois agentes irregulares evitam custos de certificação e tributação. Isso prejudica não apenas as fabricantes regulares, mas também a experiência do usuário final e a integridade técnica das redes operadas por empresas.
No campo da tecnologia, o lançamento do SoberanIA, o primeiro modelo público de inteligência artificial treinado em português, marcou o final do ano. Ao mesmo tempo, o setor lidou com eventos societários drásticos, como as falências decretadas da Oi e da Serede. O equilíbrio entre inovação, segurança jurídica e combate à pirataria de dispositivos será o grande desafio para o órgão regulador e para as lideranças do mercado de telecomunicações no próximo ciclo.





