
A gigante Openreach anunciou o encerramento das vendas de serviços baseados em cobre para forçar a migração obrigatória para a fibra óptica em mais de 1,2 milhão de propriedades em suas áreas de atuação. A medida ocorre por meio do programa “Stop Sell”, que visa acelerar a transição digital e reduzir custos de manutenção em locais onde a infraestrutura moderna já está disponível para a maioria da população, garantindo conexões mais velozes.
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Entenda como funciona o programa Stop Sell
A política de interrupção de vendas é acionada estrategicamente sempre que a cobertura de tecnologia de ultravelocidade alcança 75% das propriedades em uma determinada região. Nesses locais, as operadoras de varejo que utilizam a rede da empresa ficam proibidas de vender novos contratos baseados na antiga fiação metálica. O foco agora é converter a base instalada para o ambiente digital, preparando o terreno para o encerramento definitivo dos sistemas analógicos.
Com essa nova atualização, mais 132 centrais telefônicas entrarão na lista de restrições, o que representa aproximadamente 1,23 milhão de novos endereços que só poderão contratar serviços modernos. O objetivo central é que qualquer cliente que deseje trocar de plano, renovar um contrato existente ou solicitar uma nova instalação, seja automaticamente direcionado para a infraestrutura digital robusta. Essa estratégia garante que o investimento em novas redes seja aproveitado.
O cronograma de implementação das novas regras
A implementação das novas diretrizes segue um cronograma rigoroso de expansão da rede digital:
- 1) inclusão imediata de 132 novas centrais;
- 2) cobertura de 1,23 milhão de novos endereços;
- 3) ativação das regras em 1.281 locais até fevereiro de 2026;
- 4) impacto total em 12,5 milhões de propriedades; e
- 5) meta de atingir 25 milhões de lares até o fim do ano.
Esse avanço rápido visa garantir que a maioria da população migre para a fibra antes do desligamento total do sistema de cobre.
James Lilley, diretor da empresa, afirma que o programa acelera o futuro digital. Para ele, a capacidade do cobre em suportar a demanda atual está em declínio, exigindo foco em tecnologias preparadas para o amanhã. O objetivo é garantir que usuários e provedores utilizem redes mais confiáveis e eficientes para o crescente tráfego de dados.
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Impactos econômicos e o desligamento da rede analógica
Além da questão tecnológica, há um forte componente econômico por trás da decisão institucional. Manter duas redes paralelas — uma analógica e outra digital — gera custos astronômicos e uma complexidade operacional desnecessária para as companhias. Ao eliminar gradualmente os serviços legados, a indústria simplifica sua logística e prepara o terreno para o desligamento total da rede telefônica pública tradicional, previsto para ocorrer em pouco mais de um ano.
A transição também afeta a telefonia fixa residencial, que passa a funcionar via internet. Com o fim dos cabos metálicos, os clientes são migrados para sistemas de voz digital. Esse modelo oferece recursos modernos, como bloqueio de chamadas indesejadas e maior nitidez sonora, substituindo a fiação antiga que muitas vezes fica exposta a danos climáticos e roubos, problemas frequentes que interrompem o serviço básico de milhares de usuários.
A realidade da transição tecnológica no Brasil
Essa tendência de desativação dos fios metálicos encontra um eco muito forte no mercado brasileiro de telecomunicações. Por aqui, as grandes operadoras também aceleram o desligamento de suas redes antigas para reduzir custos de manutenção e mitigar o impacto dos roubos de cabos, que geram prejuízos milionários. A Anatel acompanha esse movimento, incentivando a substituição da infraestrutura por redes que suportem o crescimento do consumo de vídeo e dados.
O Brasil é um dos países com maior demanda por conectividade estável, o que torna a modernização uma peça fundamental para o desenvolvimento econômico. Diferente do modelo europeu, muitas cidades brasileiras já expandem suas redes digitais saltando a etapa do cabeamento metálico. A migração forçada vista no exterior serve de alerta para as empresas nacionais, que precisam adaptar seus parques tecnológicos para evitar a obsolescência e melhorar a experiência do cliente.
Vantagens da tecnologia moderna
A substituição da infraestrutura antiga é um passo fundamental para garantir que a conectividade suporte as demandas de alta velocidade e baixa latência exigidas hoje. Acompanhe a seguir as principais diferenças técnicas que justificam esse movimento de modernização global.
| Característica | Rede de Cobre | Rede de Fibra |
| Velocidade | Limitada e sofre quedas com a distância | Altíssima e constante em longas distâncias |
| Estabilidade | Sensível a interferências eletromagnéticas | Imune a interferências externas e ruídos |
| Manutenção | Alta frequência de reparos por oxidação | Baixa manutenção e maior durabilidade |
| Consumo de Energia | Maior consumo nos equipamentos de rede | Mais eficiente e sustentável energeticamente |
| Vida Útil | Tecnologia em obsolescência acelerada | Preparada para futuras evoluções (5G/6G) |
A migração garante estabilidade e exige novos equipamentos, marcando o fim definitivo do uso do cobre. O movimento das gigantes de rede serve como modelo para a modernização forçada do setor, estabelecendo a fibra como o padrão absoluto de conectividade. Essa mudança é fundamental para suportar as crescentes demandas digitais brasileiras, tanto no ambiente residencial quanto no corporativo, garantindo maior eficiência tecnológica e segurança.





