
O Banco do Brasil planeja lançar uma MVNO este ano, conforme revelado pelo portal MobileTime, buscando uma parceira em telecomunicações para oferecer serviços de telefonia móvel a todos os seus correntistas ainda em 2026. A iniciativa visa fortalecer o ecossistema digital da instituição através do uso de infraestrutura compartilhada, integrando pacotes de dados e voz diretamente às contas bancárias para aumentar a fidelidade dos usuários de forma estratégica e competitiva.
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Parceria estratégica e seleção técnica
O Banco do Brasil está em fase final de seleção para definir qual operadora de rede móvel (MNO) fornecerá a infraestrutura necessária para o projeto. Segundo apurado, o banco já conversou com as principais teles do país e agora avalia as propostas de duas candidatas finalistas. A decisão sobre a parceira tecnológica deve ser anunciada em breve, permitindo o início das operações comerciais sob o modelo de operadora credenciada, focando totalmente na agilidade de implementação.

Nesse modelo de operação virtual, a instituição financeira não precisa investir em torres ou frequências próprias, utilizando a rede de terceiros para o tráfego de sinais. Essa estratégia permite que o banco concentre seus esforços no atendimento ao cliente e na criação de pacotes comerciais atrativos. A ideia central é oferecer conectividade de qualidade para os correntistas, aproveitando a capilaridade da rede parceira para garantir cobertura nacional desde o primeiro dia de operação.
Planos para todos os perfis de clientes
Internamente, o projeto foi batizado com o codinome “BB Cel”, embora a marca definitiva para o consumidor final ainda esteja em processo de estudo e criação. O objetivo do banco é atingir uma base extremamente ampla de usuários, sem se limitar a um nicho específico. Estão previstos planos nas modalidades pré-paga e pós-paga, com ofertas desenhadas para atender desde o público de baixa renda até os clientes dos segmentos premium e de alta renda da instituição estatal.
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Reação ao avanço das fintechs e mercado
A aceleração deste projeto dentro do Banco do Brasil ocorreu principalmente a partir do ano passado, impulsionada pelo surgimento da Nucel, a operadora móvel do Nubank. O serviço da fintech, que funciona desde 2024 com a venda de chips físicos e eSIM, acendeu o sinal de alerta nos bancos tradicionais. O BB busca agora não apenas igualar a oferta da concorrência digital, mas utilizar seu peso institucional e solidez para atrair aqueles que buscam segurança e tradição.
Com este lançamento, o Banco do Brasil se tornará o primeiro grande banco tradicional do país a operar um serviço de comunicação próprio voltado ao consumidor final. Enquanto outros bancos focaram em parcerias pontuais ou nichos corporativos, o BB aposta no varejo massificado. Essa movimentação é vista por analistas como um passo fundamental para a retenção de clientes jovens, que priorizam a convergência de serviços digitais em um único provedor de confiança.
Histórico e convergência no setor
A integração entre serviços financeiros e de telecomunicações no Brasil já possui um histórico de mais de duas décadas. O Banco Inter, por exemplo, já disponibiliza a Inter Cel, que vende planos diretamente aos seus clientes. Outro caso é o Banco Safra, que utiliza redes móveis para a conexão de suas máquinas de pagamento. O movimento inverso também já foi testado com o Vivo Pay e o Claro Pay, mostrando que a união entre os dois setores é uma tendência consolidada.
Apesar das oportunidades, o mercado também apresenta desafios contratuais e operacionais. Um exemplo recente foi a parceria entre a TIM e o C6 Bank, que apresentou resultados positivos no início, mas acabou sendo encerrada devido a conflitos jurídicos. O Banco do Brasil parece estar ciente desses riscos, optando por um modelo de MVNO credenciada que oferece maior controle sobre a oferta comercial, reduzindo a dependência direta de acordos de co-marketing complexos.





