14/01/2026

Ações da Oi são retiradas do pregão contínuo da B3 após queda persistente

A medida passou a valer a partir da última segunda-feira, 12 de janeiro, quando os papéis ordinários (OIBR3) da operadora seguiram valendo bem abaixo do valor mínimo exigido pela bolsa de valores: R$ 1.

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Imagem: Midjourney/Reprodução

A Oi voltou ao centro das atenções do mercado financeiro após ter suas ações excluídas das negociações contínuas da B3

A medida passou a valer a partir da última segunda-feira, 12 de janeiro, quando os papéis ordinários (OIBR3) da operadora seguiram valendo bem abaixo do valor mínimo exigido pela bolsa de valores: R$ 1.

A decisão da B3 afeta também as ações preferenciais (OIBR4), embora o foco principal esteja nas ordinárias, cuja cotação chegou a R$ 0,17 no fechamento do último pregão do dia 12. 

Diante desse cenário, os ativos da companhia passam agora a ser negociados exclusivamente em regime de leilão, o que representa um novo capítulo na já conturbada trajetória da empresa na bolsa.

Histórico de notificações e tentativa frustrada de grupamento

O alerta sobre a situação crítica das ações da Oi não é recente. A B3 havia notificado oficialmente a operadora em junho de 2025, apontando que os papéis estavam cotados abaixo do piso regulatório desde abril do mesmo ano. 

De acordo com as regras da bolsa, companhias listadas precisam manter o valor de suas ações acima de R$ 1 para seguirem no pregão tradicional.

A operadora teve, portanto, até novembro para adotar medidas que revertessem o quadro. Uma das alternativas cogitadas foi um novo grupamento de ações, dessa vez na proporção de 25 para 1. 

No entanto, a proposta sequer avançou, pois a assembleia de acionistas não atingiu o quórum mínimo necessário para aprovação.

Repetição de um cenário já conhecido

Apesar do impasse atual, não é a primeira vez que a Oi recorre ao artifício do grupamento para tentar reverter a baixa cotação de seus papéis. Em maio de 2024, a companhia conseguiu aprovar um agrupamento de 10 para 1. 

Um movimento semelhante já havia sido executado também em dezembro de 2022, com o mesmo objetivo: ajustar o preço dos ativos para níveis minimamente aceitáveis no mercado.

As ações da Oi podem voltar a ser negociadas continuamente, mas para isso será preciso atingir novamente o valor mínimo de R$ 1 por unidade. 

Até lá, a operadora segue em leilão diário, uma condição que limita a liquidez dos ativos e impõe mais um obstáculo em um momento delicado de sua reestruturação.

Repercussões no mercado e próximos passos

A exclusão do pregão contínuo não anula a negociação dos papéis, mas reduz significativamente sua atratividade para investidores. 

O modelo de leilão tende a limitar a agilidade das operações e pode impactar ainda mais a percepção de risco em torno da empresa.

O mercado agora observa se a Oi conseguirá articular uma nova tentativa de grupamento ou encontrar outra solução para recuperar a confiança dos acionistas e da própria B3. 

Enquanto isso, a operadora precisa lidar com os desafios de manter sua estrutura financeira viável em um setor altamente competitivo e em constante transformação.

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