Imagem: Midjourney/Reprodução

Ações da Oi são retiradas do pregão contínuo da B3 após queda persistente

Goodanderson Gomes
4 min de leitura
Imagem: Midjourney/Reprodução

A Oi voltou ao centro das atenções do mercado financeiro após ter suas ações excluídas das negociações contínuas da B3

- Publicidade -

A medida passou a valer a partir da última segunda-feira, 12 de janeiro, quando os papéis ordinários (OIBR3) da operadora seguiram valendo bem abaixo do valor mínimo exigido pela bolsa de valores: R$ 1.

A decisão da B3 afeta também as ações preferenciais (OIBR4), embora o foco principal esteja nas ordinárias, cuja cotação chegou a R$ 0,17 no fechamento do último pregão do dia 12. 

- Publicidade -

Diante desse cenário, os ativos da companhia passam agora a ser negociados exclusivamente em regime de leilão, o que representa um novo capítulo na já conturbada trajetória da empresa na bolsa.

Histórico de notificações e tentativa frustrada de grupamento

O alerta sobre a situação crítica das ações da Oi não é recente. A B3 havia notificado oficialmente a operadora em junho de 2025, apontando que os papéis estavam cotados abaixo do piso regulatório desde abril do mesmo ano. 

- Publicidade -

De acordo com as regras da bolsa, companhias listadas precisam manter o valor de suas ações acima de R$ 1 para seguirem no pregão tradicional.

A operadora teve, portanto, até novembro para adotar medidas que revertessem o quadro. Uma das alternativas cogitadas foi um novo grupamento de ações, dessa vez na proporção de 25 para 1. 

No entanto, a proposta sequer avançou, pois a assembleia de acionistas não atingiu o quórum mínimo necessário para aprovação.

Repetição de um cenário já conhecido

Apesar do impasse atual, não é a primeira vez que a Oi recorre ao artifício do grupamento para tentar reverter a baixa cotação de seus papéis. Em maio de 2024, a companhia conseguiu aprovar um agrupamento de 10 para 1. 

Um movimento semelhante já havia sido executado também em dezembro de 2022, com o mesmo objetivo: ajustar o preço dos ativos para níveis minimamente aceitáveis no mercado.

- Publicidade -

As ações da Oi podem voltar a ser negociadas continuamente, mas para isso será preciso atingir novamente o valor mínimo de R$ 1 por unidade. 

Até lá, a operadora segue em leilão diário, uma condição que limita a liquidez dos ativos e impõe mais um obstáculo em um momento delicado de sua reestruturação.

Repercussões no mercado e próximos passos

A exclusão do pregão contínuo não anula a negociação dos papéis, mas reduz significativamente sua atratividade para investidores. 

O modelo de leilão tende a limitar a agilidade das operações e pode impactar ainda mais a percepção de risco em torno da empresa.

O mercado agora observa se a Oi conseguirá articular uma nova tentativa de grupamento ou encontrar outra solução para recuperar a confiança dos acionistas e da própria B3. 

Enquanto isso, a operadora precisa lidar com os desafios de manter sua estrutura financeira viável em um setor altamente competitivo e em constante transformação.

Compartilhar este artigo
Se inscrever
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais antigo
Mais recente Mais Votados
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários