01/02/2026
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Fundo ligado ao MCom viabilizou a chegada de internet a 3,5 milhões em 2025

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Imagem: Midjourney/Reprodução

No ano passado, uma das maiores iniciativas de inclusão digital já realizadas no país levou internet de alta capacidade a 3,5 milhões de brasileiros. A maior parte desse público vive em favelas e periferias, áreas que, por muito tempo, ficaram fora do alcance da infraestrutura digital tradicional.

O projeto, liderado pelo Ministério das Comunicações, foi viabilizado com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Ao todo, foram aplicados R$ 2,8 bilhões, em um modelo que favoreceu o financiamento a provedores regionais, especialmente de pequeno e médio porte.

Provedores locais ampliam presença onde as grandes não chegam

De acordo com o ministério, boa parte da expansão aconteceu graças à atuação de 479 empresas, que foram responsáveis por levar rede a 1.223 municípios espalhados pelo país. 

O foco recaiu sobre áreas que não costumam ser prioridade para operadoras nacionais, seja por dificuldade de acesso, seja pela baixa atratividade comercial.

Nessas localidades, foram instalados 12 mil km de fibra óptica e 616 estações rádio base compatíveis com redes 4G e 5G. Com isso, mais de 780 mil domicílios passaram a contar com conexão de qualidade, número que inclui 680 comunidades de favelas. São áreas onde, até pouco tempo atrás, o sinal mal chegava, quando chegava.

Internet como ferramenta de inclusão

A chegada da internet tem um efeito direto na vida cotidiana: facilita o acesso à educação a distância, consultas médicas online, oportunidades de trabalho remoto e até serviços públicos. 

Isso se reflete, também, na economia local. O fortalecimento dos provedores regionais gera emprego, movimenta o comércio e ajuda a reduzir desigualdades estruturais.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, resumiu a proposta citando suas principais potencialidades. “Conectividade é inclusão, é oportunidade e é cidadania. Esse investimento garante que milhões de brasileiros tenham acesso a serviços, informação e novas oportunidades de investimento”.

O papel do Fust nesse processo

O Fust é um fundo público criado para ampliar o acesso aos serviços de telecomunicações. Sua gestão é feita pelo Ministério das Comunicações, com execução financeira sob responsabilidade do BNDES

Os recursos podem ser aplicados em diferentes modelos. Nesse caso, o reembolsável, voltado a empresas com capacidade de expandir a rede em áreas vulneráveis.

Ao injetar capital nessas regiões por meio de pequenos operadores, o governo consegue chegar a locais que, por critérios puramente econômicos, continuariam desconectados.

Caminho para a conectividade real

Mais do que atingir metas numéricas, a iniciativa busca corrigir uma distorção histórica: milhões de brasileiros que vivem nas franjas dos grandes centros urbanos, ou em cidades menores, ainda enfrentam dificuldade de acesso à internet estável.

Esse projeto, que combina investimentos públicos e ação descentralizada de provedores regionais, representa uma mudança concreta no mapa da conectividade no Brasil, com impacto direto na vida das pessoas.

Google é condenado indenizar usuária que teve e-mail invadido

Imagem: Getty Images/Reprodução

Uma decisão da 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) determinou que o Google deverá pagar R$ 20 mil a uma usuária que teve sua conta de e-mail invadida. O caso envolve não apenas a violação da conta, mas também consequências graves como extorsão, ataques racistas e exposição de conteúdo íntimo.

A vítima relatou que, após a desativação de seu chip de celular, criminosos conseguiram acessar seu e-mail pessoal e, a partir disso, comprometer também suas redes sociais. Segundo o processo, os invasores usaram os perfis para aplicar golpes e ameaçaram divulgar fotos privadas.

Invasão digital, danos no mundo real

As consequências não se limitaram ao ambiente online. Além de ter sua imagem utilizada para fraudes, a consumidora foi alvo de mensagens com teor racista e teve sua intimidade violada em aplicativos de mensagens. O episódio, segundo a defesa, causou abalo emocional significativo.

Em primeira instância, o Google foi poupado da responsabilidade. O juiz entendeu que os crimes haviam sido cometidos por terceiros e, por isso, não caberia indenização por parte da plataforma.

Tribunal reformou decisão

No entanto, em recurso, o TJDF reverteu esse entendimento. O colegiado argumentou que, mesmo quando o dano parte de terceiros, há responsabilidade objetiva do provedor quando se constata falha na segurança do serviço oferecido.

De acordo com o acórdão, empresas que atuam no ambiente digital assumem riscos inerentes à atividade econômica que exercem. Assim, não é necessário que a vítima prove o sofrimento psicológico, já que o contexto, envolvendo exposição íntima e ofensas raciais, presume esse tipo de dano.

O Google, por sua vez, sustentou que não havia relação de consumo com a usuária e que a responsabilidade pelo acesso indevido estaria ligada à guarda das senhas pessoais. O tribunal, porém, considerou esses argumentos insuficientes.

Discussão sobre dever de cuidado

Mais do que a condenação em si, a decisão chama atenção para o debate em torno do dever de cuidado das plataformas com os dados dos usuários. 

Em tempos de ataques digitais cada vez mais sofisticados, o julgamento reforça a ideia de que grandes empresas de tecnologia devem responder não só por falhas internas, mas também por brechas que permitam ações de terceiros.

Casos como esse deixam um recado claro: segurança digital não é apenas uma responsabilidade do usuário. Quando há vulnerabilidade nos sistemas de empresas como o Google, os efeitos extrapolam a internet e podem acabar nos tribunais.

Essa praia nordestina “recepciona” 90% da internet que chega ao Brasil

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Imagem: Getty Images/iStockphoto/Reprodução

Em meio ao vaivém das ondas e ao cenário turístico que atrai milhares de visitantes todos os anos, um trecho do litoral brasileiro guarda uma importância estratégica que escapa aos olhos da maioria. É ali, num espaço de poucos quilômetros, que chega quase todo o fluxo de dados que conecta o país ao resto do mundo.

Quase 90% da internet internacional que circula no Brasil entra por esse ponto. Não, não estamos falando de antenas, satélites ou sinais pelo ar. 

A conexão vem por baixo do mar, por cabos de internet submarinos que se estendem por milhares de quilômetros até alcançar o continente.

Você sabe de que lugar estamos falando? Trata-se da Praia do Futuro, em Fortaleza, capital do Ceará.

Cabos invisíveis, mas indispensáveis

Apesar de vivermos imersos em conexões móveis e redes sem fio, a base que sustenta a internet global ainda depende fortemente de fios e longos. 

São os cabos submarinos de fibra óptica, como os que aportam na Praia do Futuro, que transportam a maior parte das informações entre países e continentes.

Estes cabos cruzam os oceanos silenciosamente, ligando grandes centros de dados, onde empresas como Google, Meta e Amazon armazenam suas informações. 

Dados da União Europeia e da Anatel indicam que mais de 97% da comunicação digital entre continentes depende dessa infraestrutura física. O uso de satélites, embora importante em áreas remotas, ainda representa uma fatia muito menor.

Imagem: TeleGeography /BBC News Brasil/Reprodução

A geografia como aliada

A Praia do Futuro, que agora desponta como protagonista da conectividade brasileira, foi escolhida não por acaso. A proximidade com outros continentes, como Europa, América do Norte e África, foi um dos primeiros atrativos. 

Mas outros elementos contaram: um fundo oceânico estável, pouco movimento urbano no entorno, e espaço suficiente para construção de infraestrutura técnica.

Essas condições favoreceram a instalação de uma série de cabos de internet no trecho. Hoje, são 16 linhas submarinas ancoradas ali, o maior número da América Latina. Essa concentração coloca o Brasil, e especificamente esse ponto do litoral cearense, no radar das principais rotas de dados do planeta.

Crescimento e investimento

Com tantos cabos chegando por ali, era natural que a infraestrutura ao redor também se desenvolvesse. Hoje, existem diversos data centers de grande porte na região, todos projetados para lidar com alto volume de tráfego, com padrões de segurança internacionais. Os ambientes são controlados, blindados contra falhas de energia e até alterações climáticas.

E tem mais por vir. Há projetos de expansão em andamento, com cifras que passam dos R$ 2 bilhões em investimentos. Um deles, previsto para a área portuária próxima, deve abrigar um dos maiores centros de dados do país um empreendimento que já chama atenção de grandes players da tecnologia, incluindo uma gigante do setor de vídeos curtos, que preferiu não confirmar oficialmente o interesse.

Por que isso importa para o usuário comum?

É simples: quanto mais perto os cabos e centros de dados estiverem dos usuários, melhor o desempenho dos serviços online. Quando você clica em um vídeo, uma música ou acessa um arquivo na nuvem, essa informação precisa viajar de algum lugar até o seu dispositivo. 

Se o conteúdo está armazenado no Brasil, esse caminho é mais curto. Mas se está fora, ele primeiro precisa atravessar o oceano por um desses cabos.

Fortaleza, cidade que abriga esse ponto estratégico, vem se destacando justamente por permitir essa conexão mais direta e rápida com servidores internacionais. O resultado? Menos tempo de espera para carregar um conteúdo, menor latência e melhor experiência de navegação.

Imagem: Shutterstock/Reprodução

Uma estrutura complexa e vulnerável

Mesmo com toda essa sofisticação, os cabos submarinos não estão livres de riscos. Em águas rasas, mergulhadores especializados conseguem fazer reparos. Em áreas mais profundas, o processo é delicado: às vezes é preciso trazer o cabo à superfície ou usar robôs para realizar a manutenção. 

E há ainda preocupações geopolíticas: alguns cabos no mundo foram danificados nos últimos anos, sob suspeitas de sabotagem.

No caso brasileiro, o sistema interno de troca de tráfego ajuda a minimizar possíveis impactos. Cerca de 70% a 80% dos dados consumidos pelos brasileiros já circulam dentro do país, o que reduz a dependência dos links internacionais em muitos casos.

Uma nova posição no mapa digital

O Brasil tem ganhado destaque como um dos polos emergentes de conectividade global. E esse pequeno trecho de litoral nordestino, que muitos conhecem apenas como destino turístico, está no centro dessa transformação.

A internet pode parecer invisível, mas seu caminho é bem real e passa por fios longos, silenciosos, instalados sob o mar. No Brasil, eles quase sempre chegam pelo mesmo lugar: a Praia do Futuro. E é exatamente isso que está mudando o mapa da informação no país.

Starlink amplia estrutura no Brasil e contrata ex-TIM

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Paulo Esperandio SpaceX Starlink
Bruno de Castro/Jornal de Brasília

A Starlink anunciou nesta semana a ampliação de sua estrutura no Brasil com a contratação de Paulo Esperandio, ex-TIM, para o cargo de diretor de desenvolvimento de negócios, visando profissionalizar sua operação local e expandir sua presença nos setores corporativo e governamental. A mudança ocorre para dar suporte aos 600 mil clientes no país, transformando a gestão que antes era remota em um time presencial dedicado para acelerar o crescimento.

A chegada de Paulo Esperandio, que atuava como CMO da TIM até o final do ano passado, representa um marco na estratégia da SpaceX para o território nacional. Atualmente, a operação brasileira conta com apenas quatro funcionários focados no suporte aos revendedores. A meta da companhia é encerrar o ano com uma equipe de 20 especialistas, incluindo profissionais que atuarão diretamente no segmento “consumer”, garantindo um atendimento mais robusto aos usuários.

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Formalização jurídica e foco corporativo

Outro passo decisivo foi o estabelecimento de um CNPJ brasileiro com responsáveis locais, o que facilita o diálogo com órgãos reguladores e a participação em contratos públicos. Apesar dessa estrutura nacional, a empresa mantém seu DNA de startup com um modelo matricial, onde as decisões estratégicas continuam ligadas diretamente à matriz nos Estados Unidos. Essa proximidade jurídica permite que a Starlink avance com agilidade em novos acordos comerciais.

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Desempenho no mercado e concorrência direta

Atualmente, o país é um dos principais mercados globais da empresa, com 600 mil clientes ativos. A Starlink está entre as três operadoras que mais crescem em adições líquidas, ao lado de Vivo e Claro, sendo a única puramente satelital. Contudo, o crescimento acelerado impõe desafios de infraestrutura, uma vez que mesmo em expansão starlink tem desempenho inferior a média global no brasil em diversos testes de velocidade e latência realizados recentemente no país.

O setor observa de perto a chegada de novos competidores que podem desafiar a hegemonia de Elon Musk por aqui. A atenção do mercado se volta agora para o avanço tecnológico do mercado asiático e os rumores recentes de que a china irá lançar internet via satélite no brasil em breve. Para enfrentar essa possível ameaça, a nova diretoria de negócios focará em parcerias estratégicas e na fidelização de grandes clientes governamentais.

O futuro da conectividade móvel por satélite

A visão de longo prazo inclui a oferta de serviços móveis diretos via satélite, o que coloca a empresa no radar das teles tradicionais como uma concorrente de peso. Esse movimento será suportado por uma infraestrutura massiva, visto que a starlink consegue autorização para lançar 7.500 novos satélites adicionais. Paulo Esperandio terá o papel fundamental de converter esse potencial tecnológico em vantagem comercial real.

Não Me Perturbe soma 1,7 milhão de novos cadastros em 2025

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Bruno Peres/Agência Brasil

A plataforma Não Me Perturbe encerrou 2025 com crescimento expressivo ao registrar 1,7 milhão de novas adesões, segundo dados divulgados pela Conexis Brasil Digital. Criada pelo setor de telecomunicações, a iniciativa alcançou 14,2 milhões de números cadastrados no país, bloqueando chamadas de telemarketing de operadoras e ofertas de crédito consignado, como forma de respeitar a vontade do consumidor e reduzir reclamações.

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Crescimento consolidado e estatísticas anuais

A expansão da ferramenta reflete a busca constante do brasileiro por maior controle sobre suas comunicações, resultando em uma média de quase 5 mil novos registros diários durante todo o ano passado. Desde o seu lançamento em julho de 2019, o sistema acumulou 14,2 milhões de terminais protegidos, consolidando-se como um pilar de defesa do consumidor no setor de telecomunicações, com destaque para a liderança proporcional do Distrito Federal e o volume massivo de bloqueios em São Paulo.

Indicador de Desempenho em 2025Dados Registrados
Total de números cadastrados14,2 milhões
Novos cadastros no ano1,7 milhão
Média de cadastros diários5 mil registros
Líder em volume (São Paulo)6,3 milhões de bloqueios
Líder proporcional (Distrito Federal)9,4% da base local
Bloqueios em Minas Gerais1,3 milhão
Bloqueios no Paraná1,2 milhão

Autorregulação e maturidade do mercado

Para o presidente-executivo da Conexis Brasil Digital, Marcos Ferrari, o sucesso da plataforma em 2025 é uma prova da maturidade alcançada pelo setor de telecomunicações brasileiro. Ele destaca que a iniciativa da Não Me Perturbe é um excelente exemplo do impacto positivo da autorregulação na vida do cidadão comum. Segundo Ferrari, a ferramenta reforça o respeito à vontade do consumidor e tem sido um fator determinante para a redução no volume de reclamações nos últimos anos.

A Conexis, que é a nova marca do antigo sindicato SindiTelebrasil, ressalta que a manutenção do sistema é um compromisso das principais operadoras do país. Ao oferecer um canal direto de exclusão de listas de telemarketing, o setor busca não apenas cumprir normas, mas elevar o padrão de atendimento e relacionamento. O engajamento de 14,2 milhões de brasileiros mostra que a plataforma é reconhecida como um porto seguro contra a inconveniência das chamadas automáticas.

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Diretrizes de funcionamento e regras

O procedimento para garantir o silêncio do telefone é simplificado e pode ser realizado diretamente pelo usuário em poucos minutos de forma digital. Ao efetivar a inscrição, o consumidor assegura que seu número seja retirado das listas de prospecção ativa das empresas participantes da iniciativa.

  • O cadastro deve ser feito pelo site oficial (https://www.naomeperturbe.com.br/), pelo aplicativo dedicado ou através dos Procons estaduais;
  • O bloqueio é direcionado especificamente para chamadas de telemarketing de serviços de telecomunicações e ofertas de crédito consignado;
  • Após a realização do cadastro no portal, as empresas possuem um prazo regulamentar de até 30 dias para efetivar a interrupção das chamadas;
  • A plataforma funciona apenas para as empresas que aderiram formalmente ao sistema, abrangendo as principais operadoras do mercado nacional;
  • Vale ressaltar que o sistema não bloqueia ligações de outros setores, como planos de saúde, cobranças de dívidas ou serviços de natureza distinta.

Atuação da Anatel e segurança digital

Em setembro de 2025, a Anatel obrigou todas as operadoras, incluindo as pequenas, a aderirem ao Não Me Perturbe. A medida impede que qualquer prestadora ignore a lista nacional de bloqueio, garantindo proteção uniforme.

A agência também combate fraudes e exige a identificação de chamadores. Ferramentas como o “Qual Empresa Me Ligou” ajudam o cidadão a denunciar abusos e retomar o controle de sua linha telefônica contra contatos invasivos.

BB Cel? Banco do Brasil pode entrar no setor de MVNO para desbancar o Nubank

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Banco do Brasil BB Cel MVNO
Reprodução/Gemini

O Banco do Brasil planeja lançar uma MVNO este ano, conforme revelado pelo portal MobileTime, buscando uma parceira em telecomunicações para oferecer serviços de telefonia móvel a todos os seus correntistas ainda em 2026. A iniciativa visa fortalecer o ecossistema digital da instituição através do uso de infraestrutura compartilhada, integrando pacotes de dados e voz diretamente às contas bancárias para aumentar a fidelidade dos usuários de forma estratégica e competitiva.

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Parceria estratégica e seleção técnica

O Banco do Brasil está em fase final de seleção para definir qual operadora de rede móvel (MNO) fornecerá a infraestrutura necessária para o projeto. Segundo apurado, o banco já conversou com as principais teles do país e agora avalia as propostas de duas candidatas finalistas. A decisão sobre a parceira tecnológica deve ser anunciada em breve, permitindo o início das operações comerciais sob o modelo de operadora credenciada, focando totalmente na agilidade de implementação.

Agências do Banco do Brasil terão acesso gratuito à internet

Nesse modelo de operação virtual, a instituição financeira não precisa investir em torres ou frequências próprias, utilizando a rede de terceiros para o tráfego de sinais. Essa estratégia permite que o banco concentre seus esforços no atendimento ao cliente e na criação de pacotes comerciais atrativos. A ideia central é oferecer conectividade de qualidade para os correntistas, aproveitando a capilaridade da rede parceira para garantir cobertura nacional desde o primeiro dia de operação.

Planos para todos os perfis de clientes

Internamente, o projeto foi batizado com o codinome “BB Cel”, embora a marca definitiva para o consumidor final ainda esteja em processo de estudo e criação. O objetivo do banco é atingir uma base extremamente ampla de usuários, sem se limitar a um nicho específico. Estão previstos planos nas modalidades pré-paga e pós-paga, com ofertas desenhadas para atender desde o público de baixa renda até os clientes dos segmentos premium e de alta renda da instituição estatal.

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Reação ao avanço das fintechs e mercado

A aceleração deste projeto dentro do Banco do Brasil ocorreu principalmente a partir do ano passado, impulsionada pelo surgimento da Nucel, a operadora móvel do Nubank. O serviço da fintech, que funciona desde 2024 com a venda de chips físicos e eSIM, acendeu o sinal de alerta nos bancos tradicionais. O BB busca agora não apenas igualar a oferta da concorrência digital, mas utilizar seu peso institucional e solidez para atrair aqueles que buscam segurança e tradição.

Com este lançamento, o Banco do Brasil se tornará o primeiro grande banco tradicional do país a operar um serviço de comunicação próprio voltado ao consumidor final. Enquanto outros bancos focaram em parcerias pontuais ou nichos corporativos, o BB aposta no varejo massificado. Essa movimentação é vista por analistas como um passo fundamental para a retenção de clientes jovens, que priorizam a convergência de serviços digitais em um único provedor de confiança.

Histórico e convergência no setor

A integração entre serviços financeiros e de telecomunicações no Brasil já possui um histórico de mais de duas décadas. O Banco Inter, por exemplo, já disponibiliza a Inter Cel, que vende planos diretamente aos seus clientes. Outro caso é o Banco Safra, que utiliza redes móveis para a conexão de suas máquinas de pagamento. O movimento inverso também já foi testado com o Vivo Pay e o Claro Pay, mostrando que a união entre os dois setores é uma tendência consolidada.

Apesar das oportunidades, o mercado também apresenta desafios contratuais e operacionais. Um exemplo recente foi a parceria entre a TIM e o C6 Bank, que apresentou resultados positivos no início, mas acabou sendo encerrada devido a conflitos jurídicos. O Banco do Brasil parece estar ciente desses riscos, optando por um modelo de MVNO credenciada que oferece maior controle sobre a oferta comercial, reduzindo a dependência direta de acordos de co-marketing complexos.

Adeus assinatura? Amazon e Roku liberam canais grátis no Fire TV

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Roku Fire TV Amazon
Reprodução/Gemini

Em uma movimentação estratégica para dominar o mercado de streaming gratuito, a Amazon e a Roku anunciaram nesta semana a integração de 50 novos canais ao Fire TV, permitindo que usuários de dispositivos de streaming e TVs inteligentes acessem conteúdo variado sem custos adicionais. A expansão ocorre globalmente a partir deste mês de janeiro de 2026, utilizando a tecnologia FAST para atrair consumidores que buscam entretenimento de qualidade sem as taxas mensais das plataformas tradicionais.

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Uma nova era para o conteúdo gratuito

O anúncio surge logo após a participação de destaque da Amazon na CES 2026, onde a gigante da tecnologia apresentou novidades em hardware, como a nova TV “Ember Artline”. Ao unir forças com a Roku, a empresa fortalece o ecossistema do Fire TV, que agora integra oficialmente o “The Roku Channel”. Essa colaboração marca uma mudança significativa no modelo de negócios da Roku, que deixa de ser exclusivo de seus próprios aparelhos para se tornar um provedor de conteúdo em plataformas concorrentes, ampliando seu alcance global.

Roku Amazon Fire TV
Divulgação/Roku

Além dos canais provenientes da Roku, o Fire TV também está recebendo seleções de conteúdo da Fubo, outro serviço popular focado em esportes e entretenimento. Com essas adições, o ecossistema da Amazon atinge a marca impressionante de 14 serviços de streaming gratuitos integrados, totalizando mais de 1.900 canais disponíveis. A oferta abrange desde reality shows e cinema clássico até programas de culinária e notícias 24 horas por dia, consolidando o Fire TV como um hub completo para o consumo de mídia digital atual.

Facilidade de acesso e nova interface

Para facilitar o acesso a essa vasta biblioteca, a Amazon implementou recentemente a maior atualização de interface do Fire TV nos últimos cinco anos. Os usuários agora podem fixar até 20 de seus serviços favoritos na página inicial, além de utilizar a aba “Live Guide” para navegar pelos canais em tempo real. Essa mudança foca na simplicidade e na descoberta de conteúdo, garantindo que o usuário encontre rapidamente o que deseja assistir entre as milhares de opções gratuitas, como o Pluto TV, o Tubi e o próprio serviço Freevee da Amazon.

O acesso ao The Roku Channel no Fire TV é simplificado pela integração com a Alexa. Os usuários podem simplesmente dizer “Alexa, abrir The Roku Channel” para iniciar a experiência de forma imediata. Um ponto positivo destacado pelas empresas é que não é necessário criar uma conta na Roku ou possuir hardware adicional para desfrutar do conteúdo. Basta ter um dispositivo Fire TV compatível para começar a assistir a milhares de filmes e episódios de séries suportados por anúncios, o que democratiza o acesso à diversão e ao entretenimento.

Anatel apreende smartphones sem homologação em shopping de Alagoas

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anatel fiscalização maceio alagoas
Divulgação/Anatel

Na última quinta-feira (8), a Anatel impediu a comercialização de smartphones irregulares em um shopping de Maceió-AL por meio de uma operação de inteligência para proteger os consumidores. Os fiscais do escritório local agiram após detectarem irregularidades em produtos que não atendiam às normas de segurança. A ação foi motivada por dados colhidos na última Black Friday, visando retirar de circulação itens que representam perigo real, como explosões e curtos-circuitos, garantindo a ordem no setor.

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Fiscalização e segurança em Alagoas

Cerca de 50 produtos de telecomunicações, com destaque para aparelhos celulares, tiveram sua venda suspensa por não apresentarem o selo de homologação exigido no Brasil. Durante a vistoria, os fiscais lacraram o equivalente a R$ 12 mil em mercadorias diversas, incluindo acessórios que também não possuíam certificação. Essa medida é fundamental para evitar que equipamentos de baixa qualidade cheguem às mãos do público, prejudicando o funcionamento das redes e a segurança pessoal.

O fim da franquia? Prime Mobile promete internet ilimitada de verdade

O conselheiro da agência, Edson Holanda, destacou que a atuação em Alagoas é uma prova de que o órgão não aceita a venda de itens que coloquem o consumidor em risco. Ele reforçou a importância de sempre buscar o selo oficial, pois qualquer dispositivo que emita radiofrequência precisa passar por testes rigorosos antes de ser vendido. Sem essa garantia, o usuário fica vulnerável a falhas técnicas graves, além de não ter o suporte previsto pelas normas de qualidade nacionais.

Inteligência estratégica e continuidade

A operação não ocorreu ao acaso, sendo parte integrante do Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP) da agência reguladora. As informações que levaram ao shopping de Maceió foram mapeadas em novembro de 2025, durante fiscalizações realizadas em Arapiraca e na capital durante a Black Friday. Naquela ocasião, o volume de produtos lacrados foi ainda maior, atingindo R$ 45 mil em mercadorias, o que permitiu identificar os pontos de venda que persistiam em práticas comerciais ilícitas.

Para a superintendente de Fiscalização, Gesiléa Fonseca Teles, o foco principal é combater a concorrência desleal e proteger a economia formal do país. Ao monitorar reincidências no varejo físico, a agência garante que empresas que seguem a lei não sejam prejudicadas por quem ignora as regras. Marcio Henrique Souza, gerente local, explicou que a fiscalização é um trabalho contínuo, servindo para prevenir acidentes domésticos e assegurar que o aparelho entregue o que realmente promete.

Panorama nacional e tecnologia no combate

O cerco contra a irregularidade tem se intensificado em todo o território brasileiro, atingindo patamares recordes de apreensões em diversas regiões. Recentemente, em uma ação conjunta de grande impacto, diversos aparelhos ilegais foram alvo de ação da Anatel e Receita no MA, resultando na retirada de R$ 3 milhões em eletrônicos. Essas operações buscam desestruturar redes de comércio ilegal que operam tanto em lojas físicas quanto em ambientes digitais e redes sociais.

Outra frente de atuação importante envolve o combate ao uso indevido do espectro, como visto quando a Anatel flagra esquema de transmissores ilegais e faz prisão no RS, reforçando que a vigilância é total. Desde 2018, já foram retirados 8,4 milhões de produtos irregulares do mercado. Somente em 2025, o órgão lacrou milhares de itens em centros de distribuição de gigantes como Amazon e Mercado Livre, mostrando que nem mesmo os maiores marketplaces estão isentos da fiscalização.

Nelson Tanure, dono da Ligga e ex-TIM, é alvo da PF no caso Master

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nelson tanure
Reprodução/Alerj

Nesta quarta-feira (14), o empresário Nelson Tanure, figura central na criação da Ligga e conhecido pela venda da Intelig para a TIM Brasil, foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes financeiras no Banco Master, tendo seu celular apreendido no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, sob suspeita de integrar um esquema de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro que teria movimentado bilhões de reais ilegalmente no sistema financeiro nacional.

Leia mais:

O histórico de Nelson Tanure nas telecomunicações

No setor de telecomunicações, Nelson Tanure exerce grande influência por décadas, tendo sido responsável por movimentações que alteraram o mapa das operadoras no país. Um de seus negócios de maior impacto foi a aquisição da operadora Intelig por apenas R$ 10 milhões, que posteriormente foi revendida para a TIM por aproximadamente R$ 650 milhões. Além disso, o empresário liderou a criação do Grupo Ligga, consolidado a partir da compra de ativos estratégicos da Copel Telecom e da Sercomtel.

Sua atuação no segmento de tecnologia também incluiu uma participação direta na Oi em 2016, em meio a um dos maiores processos de recuperação judicial do país. Tanure construiu uma trajetória marcada pela compra e reestruturação de companhias em setores estratégicos como energia, petróleo, saúde e mídia. Ele é conhecido por investir em ativos desvalorizados e empresas em crise, aplicando uma estratégia de renegociação de dívidas para valorizar as companhias antes de possíveis vendas.

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Detalhes da operação da Polícia Federal e do caso Banco Master

A operação deflagrada pela Polícia Federal nesta semana mira um suposto esquema bilionário de fraudes no Banco Master. Tanure foi abordado pelos agentes federais no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, enquanto se preparava para um voo nacional com destino a Curitiba. Sem oferecer qualquer resistência, o empresário entregou seu aparelho celular e os documentos solicitados. A ação faz parte da segunda fase da investigação, que resultou no bloqueio de bens que superam R$ 5,7 bilhões.

As investigações da PF buscam desarticular uma suposta organização criminosa envolvida em gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. O foco central é a concessão de créditos fictícios pelo Banco Master, cujas fraudes podem atingir o montante de R$ 12 bilhões, segundo estimativas da corporação. No ano passado, Tanure já havia sido alvo de apurações que questionavam se ele seria o verdadeiro controlador oculto da instituição financeira, mesmo sem aparecer oficialmente como o proprietário.

Perfil empresarial e outras controvérsias no mercado

Nelson Tanure nasceu em Salvador em 1951 e formou-se em Administração pela UFBA. Iniciou sua carreira na empresa imobiliária do pai e, desde os anos 80, foca em reestruturações profundas. Recentemente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reabriu investigações sobre a compra da Alliança Saúde, focando em prazos legais supostamente extrapolados pelo investidor. Além disso, o Ministério Público Federal apresentou denúncia criminal por suposto uso de informação privilegiada no processo de compra da Gafisa.

O estilo de gestão de Tanure é frequentemente descrito como agressivo e baseado no uso intensivo de alavancagem financeira. Embora consiga resultados expressivos na recuperação de ativos em dificuldades, como visto na transformação da antiga HRT na atual PRIO, seus métodos geram constantes debates sobre governança corporativa. A estratégia de comprar barato empresas em colapso tornou-se sua marca registrada. No último ano, ele chegou a negociar o controle da petroquímica Braskem, mas acabou desistindo do projeto.

O portal Minha Operadora entrou em contato com as assessorias de imprensa da TIM Brasil e da Ligga para solicitar um posicionamento oficial sobre a operação da Polícia Federal que envolve o empresário Nelson Tanure. Até o momento desta publicação, não houve um retorno por parte das companhias. O espaço segue aberto e esta matéria será atualizada assim que um posicionamento for enviado.

STJ barra pagamento milionário a administrador judicial da Oi

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Imagem: Getty Images/Reprodução

Uma decisão do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspendeu o pagamento de R$ 750 milhões ao administrador judicial da Oi, Bruno Rezende. 

O valor havia sido autorizado no fim de dezembro pela juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, como remuneração pelos serviços prestados durante o processo de recuperação e falência da operadora.

A quantia causou surpresa e repercussão imediata no meio jurídico e empresarial. O montante seria equivalente a 5% de tudo o que viesse a ser devolvido aos credores da companhia, segundo os termos homologados por Chevrand. 

O próprio administrador judicial estimou em R$ 15 bilhões o total a ser arrecadado com a venda de ativos da Oi, base para o cálculo do honorário.

Percentual sob questionamento

Ao justificar sua decisão, a magistrada argumentou que a remuneração estava de acordo com os padrões legais e refletia a complexidade da função exercida. 

Ela afirmou que o percentual proposto respeitava a legislação vigente e reconhecia o desempenho do gestor judicial à frente da condução do processo.

No entanto, para o ministro do STJ, o valor previsto extrapola os limites do razoável. Campbell não apenas sustou o pagamento, como também determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passe a acompanhar de perto o andamento do caso.

Acompanhamento reforçado

A medida do STJ adiciona um novo capítulo à longa trajetória de reestruturação da Oi, que passou por recuperação judicial em 2016 e posteriormente entrou em processo de falência. 

A operadora, uma das maiores do país até a década passada, enfrentou dificuldades financeiras severas, que culminaram em um extenso plano de venda de ativos.

Com a decisão do tribunal superior, o pagamento milionário ao administrador judicial permanece suspenso até nova análise. O CNJ, por sua vez, terá papel ativo no monitoramento dos desdobramentos, o que pode incluir nova avaliação sobre os critérios utilizados para definição dos honorários.

* Com informações de Lauro Jardim, via O Globo