01/02/2026
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Vivo é reconhecida por transparência climática e anuncia reflorestamento na Amazônia

Imagem: Shutterstock/Reprodução

A Vivo voltou a chamar atenção internacional por suas práticas ambientais. Pela sexta vez seguida, a empresa entrou para a chamada A-List do CDP, uma organização sem fins lucrativos que avalia empresas do mundo todo com base na transparência e no desempenho frente às mudanças climáticas.

Esse grupo, que representa apenas 4% das companhias analisadas, reúne nomes que conseguem ir além do discurso e apresentar ações concretas.

A operadora tem demonstrado resultados consistentes. Desde 2015, reduziu mais de 90% das suas emissões diretas de gases de efeito estufa. Boa parte disso se deve à adoção de energia elétrica 100% renovável em sua operação e a um esforço contínuo por mais eficiência no consumo.

Redução de impacto e parcerias com fornecedores

Mas o trabalho não se limita às próprias instalações. A Vivo também tem puxado sua cadeia de fornecedores para essa pauta. 

Atualmente, segundo dados da empresa, cerca de 87% dos parceiros mais intensivos em carbono já estão engajados em compromissos ambientais. A meta maior é atingir a neutralidade de carbono até 2035, cinco anos antes do prazo estabelecido por acordos globais.

No lado do consumidor, a operadora mantém o programa Vivo Recicle, criado há quase duas décadas. A proposta é simples, mas eficaz: oferecer pontos de coleta para resíduos eletrônicos. Desde o início do projeto, mais de 187 toneladas de lixo eletrônico já foram retiradas de circulação.

Projeto ambiental mira a floresta amazônica

Um passo mais ambicioso veio com o lançamento da Floresta Futuro Vivo. A proposta é recuperar 800 hectares na Amazônia, em parceria com a re.green. 

A meta envolve o plantio e conservação de mais de 900 mil árvores nativas, com atenção à biodiversidade e ao fortalecimento das comunidades locais.

O projeto prevê intervenções em áreas degradadas, buscando não só restaurar a vegetação, mas também reconstruir funções ecológicas que foram perdidas. 

Entre as espécies incluídas estão aquelas ameaçadas de extinção. A iniciativa também pretende reconectar fragmentos isolados da floresta.

Sustentabilidade como estratégia, não como discurso

Com iniciativas desse porte, a Vivo tenta deixar claro que sustentabilidade não é apenas um item de reputação. A pauta vem sendo tratada como um componente estratégico da operação, algo que se reflete tanto nas metas ambientais quanto nos investimentos feitos fora do core business.

A recorrência no reconhecimento do CDP indica que esse esforço tem sido levado a sério. Se vai durar e gerar impacto real a longo prazo, só o tempo dirá. Mas, ao menos por enquanto, a empresa mostra que está se movendo na direção certa.

Brasil vai levar tecnologia 4G para 1,3 mil localidades rurais em 2026

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torre de internet área rural
MD ABU SAYEED/Unsplash

O Ministério das Comunicações confirmou que o Brasil vai ampliar a cobertura 4G e levar internet a mais de 1,3 mil localidades rurais em 2026, utilizando recursos de compromissos do leilão 5G e ações do GAISPI para integrar cerca de 800 mil pessoas que hoje vivem desconectadas em regiões remotas, garantindo o acesso a serviços digitais essenciais e promovendo a cidadania em áreas que historicamente sofrem com o isolamento tecnológico.

A nova etapa de expansão é fruto de políticas públicas estruturadas, fundamentadas principalmente nas obrigações assumidas pelas operadoras durante o leilão do 5G. O projeto foca em áreas de baixa atratividade econômica, onde a infraestrutura demoraria a chegar sem a intervenção estatal. Além dos compromissos diretos, as ações do GAISPI, grupo que cuida da limpeza do espectro de 3,5 GHz, têm sido fundamentais para acelerar a instalação de antenas em locais de difícil acesso.

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Estratégias de expansão e leilão reverso

Um dos mecanismos inovadores para essa implementação é o chamado leilão reverso, conduzido pelo Grupo de Implantação da TV Digital (Gired). Nesse modelo, as operadoras de telecomunicações disputam a oportunidade de atender determinadas localidades oferecendo o menor valor de subsídio. A empresa que solicitar o menor montante para executar a obra de infraestrutura na região ganha o contrato. Esse formato garante maior eficiência no uso dos recursos públicos oriundos do setor.

Esse modelo de licitação assegura que o Estado economize recursos enquanto garante a cobertura em áreas de difícil acesso geográfico. As operadoras podem escolher os lotes que melhor se adequam à sua rede logística e apresentar lances únicos para cada região. As vencedoras tornam-se responsáveis pela manutenção e operação do serviço, garantindo que a tecnologia chegue com qualidade superior para os moradores que residem em povoados rurais e distritos afastados dos grandes centros urbanos.

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Integração tecnológica e o papel do GAISPI

Além do leilão 5G, o Ministério capitaliza as ações coordenadas pelo GAISPI, que têm acelerado a chegada da conectividade móvel a regiões rurais e remotas. O grupo também é responsável pela implementação das infovias subfluviais, que são essenciais para levar o sinal de internet a locais de difícil penetração terrestre. Esse esforço conjunto permite que o sinal se estabilize antes mesmo do prazo final estipulado para o término das obras físicas de instalação das torres.

A implementação técnica também está vinculada aos compromissos de cobertura assumidos durante o certame do 5G realizado recentemente. Embora o foco daquela licitação fosse a nova geração de internet, as contrapartidas exigiam o reforço do sinal em estradas e comunidades menores que ainda dependem da quarta geração para atividades básicas. Assim, a infraestrutura montada agora serve como base sólida para evoluções tecnológicas futuras em todo o vasto território nacional.

O impacto socioeconômico da conectividade

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou a importância vital da iniciativa para o desenvolvimento do país. Segundo o chefe da pasta, “Conectar o Brasil profundo é conectar pessoas a oportunidades. Onde chega internet, chegam emprego, educação, saúde e cidadania. A expansão do 4G em 2026 é mais um passo para que nenhum brasileiro fique fora do que o país está construindo”. A declaração reforça o compromisso em reduzir o abismo digital.

Com o acesso garantido, os moradores dessas 1,3 mil localidades poderão utilizar plenamente as plataformas de serviços públicos digitais, como o sistema Gov.Br e aplicativos de saúde. Além disso, o ensino a distância ganha força em áreas onde o deslocamento físico até escolas técnicas e universidades é um desafio constante. A tecnologia também facilita o uso de serviços financeiros, acabando com a necessidade de viagens longas apenas para realizar pagamentos simples.

O futuro da telefonia móvel no campo

Embora o 5G avance rapidamente nas capitais, o 4G continua sendo o pilar da conectividade brasileira, concentrando cerca de 67% dos acessos móveis no país. É notável como a tecnologia está mudando a vida de quem produz e vive no interior, visto que o cada vez mais presente no campo 4G já leva internet a 1,7 milhão de brasileiros e segue crescendo. Esse movimento reduz drasticamente a distância entre o campo e os grandes centros.

A redução do abismo digital entre cidades grandes e pequenas comunidades é o resultado de uma estratégia de longo prazo focada em áreas negligenciadas. Com o cumprimento dessas metas de cobertura, o setor de telecomunicações brasileiro dá um passo decisivo rumo à universalização do acesso. O acompanhamento rigoroso dos prazos garantirá que, até o final de 2026, as 1,3 mil localidades selecionadas estejam plenamente integradas à rede nacional de comunicações digitais.

Brasil atrai bilhões em data centers, mas mercado cobra regulamentação fiscal

Imagem: Getty Images/Reprodução

O mercado global de data centers está em plena transformação e o Brasil surge como uma das principais apostas para receber parte dos cerca de US$ 3 trilhões (por volta de R$ 16 tri) em investimentos previstos até 2030. 

O volume, estimado por relatório recente da agência Moody’s, reflete o avanço acelerado de tecnologias como inteligência artificial, computação em nuvem e digitalização em larga escala. 

Nesse cenário, o país ocupa hoje a 12ª posição no ranking mundial de infraestrutura para armazenamento e processamento de dados e já domina metade do setor na América Latina. São cerca de 200 instalações em operação no território nacional, concentradas principalmente nos grandes centros urbanos. 

Entre os fatores que elevam o potencial do Brasil estão a ampla oferta de energia renovável, a disponibilidade hídrica e a posição geográfica estratégica no tráfego de dados globais, favorecida pela presença de cabos submarinos intercontinentais.

Mas apesar do cenário promissor, parte do setor ainda observa com cautela. O motivo: a indefinição em torno da regulamentação do ReData, o regime especial de tributação para serviços de data center.

Criado por medida provisória no ano passado, o mecanismo ainda depende de aprovação definitiva, com prazo de conversão da MP se encerrando em 25 de fevereiro.

Incentivos travados, investimentos em espera

O ReData prevê R$ 5,2 bilhões em incentivos fiscais para fomentar novos empreendimentos no setor. A medida é considerada estratégica por representantes da indústria, sobretudo para atrair projetos em regiões menos desenvolvidas do país. 

No entanto, enquanto o texto não for convertido em lei, investidores mantêm certa resistência em acelerar planos de expansão.

Paralelamente, o governo federal, por meio do Ministério das Comunicações, avança na elaboração de uma Política Nacional de Data Centers, que fará parte da Nova Indústria Brasil (NIB). 

A proposta inclui diretrizes para qualificação de mão de obra, aumento da eficiência energética, estímulo à produção nacional de equipamentos e maior segurança jurídica aos investidores.

Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o objetivo é consolidar o Brasil como hub de soluções digitais e infraestrutura de data centers, ampliando sua competitividade internacional e integrando a economia brasileira ao fluxo global de inovação.

Crescimento global pressiona infraestrutura

A expansão dos data centers não se limita ao território brasileiro. No exterior, gigantes da tecnologia — como Amazon, Microsoft, Google e Meta, já aportaram cerca de US$ 400 bilhões em 2025, com novas rodadas previstas até 2027. 

Esse movimento impõe desafios: cresce a demanda por energia elétrica, aumenta o custo de equipamentos e surgem pressões ambientais, sobretudo em regiões com restrições hídricas.

Relatórios apontam ainda para um novo perfil de financiamento no setor, com fundos institucionais ingressando ainda nas fases iniciais dos projetos, o que indica amadurecimento do modelo de negócio. Mas especialistas alertam: sem planejamento regulatório e estabilidade institucional, países como o Brasil podem perder espaço para concorrentes mais ágeis.

Potencial existe, mas depende de ação

Com a infraestrutura necessária, energia limpa e localização privilegiada, o Brasil reúne todos os ingredientes para se destacar ainda mais no mapa global dos data centers

Contudo, a concretização desse potencial passa por decisões políticas urgentes, como a aprovação do ReData e a implementação eficaz da nova política nacional.

Enquanto isso, o setor observa. E espera.

* Com informações do Ministério das Comunicações

O plano bilionário do novo cabo submarino para “fugir” das tensões na China

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Cabo submarino
Reprodução/lyntia

A NTT Data, em parceria com a Sumitomo e a JA Mitsui Leasing, anunciou nesta semana a criação da joint venture Intra-Asia Marine Networks para construir o I-AM Cable, um novo cabo submarino de US$ 1 bilhão que ligará o Japão à Malásia e Singapura até 2029. O projeto visa fortalecer a conectividade regional e garantir segurança estratégica ao evitar rotas congestionadas no Mar da China Meridional, utilizando tecnologia de ponta para suportar a crescente demanda por inteligência artificial e serviços digitais avançados de grandes operadoras.

A infraestrutura digital tornou-se o alicerce fundamental da economia global moderna, sendo atualmente responsável por quase 99% de todas as transferências de dados internacionais entre os continentes. Ao estabelecer essa nova rota submarina, as empresas parceiras buscam oferecer uma alternativa robusta e resiliente contra desastres naturais frequentes na região. Além disso, o projeto consolida o papel estratégico do Japão como um centro de dados vital na Ásia, conectando de forma eficiente o ecossistema tecnológico do continente com os Estados Unidos e o mercado global.

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Detalhes da Rota e Conectividade Regional

O planejamento detalhado do I-AM Cable estabelece um caminho estratégico para garantir que o fluxo de dados entre os principais polos econômicos da Ásia ocorra de maneira ininterrupta e segura. Abaixo, destacamos os principais pontos geográficos e as ramificações que compõem a estrutura desta nova infraestrutura de rede internacional:

  • Ponto de partida no Japão com três estações de aterrissagem: Chiba, Mie e Fukuoka;
  • Conexão direta ligando o território japonês à Malásia e a Singapura pelo leito oceânico;
  • Extensão total aproximada de 8.100 quilômetros cruzando pontos estratégicos do mar;
  • Conectividade adicional planejada para mercados da Coreia do Sul, Filipinas e Taiwan;
  • Fukuoka atuará como hub internacional coordenado com novos clusters de data centers.
Divulgação/sumitomocorp

A escolha de Fukuoka como um dos pontos de conexão não foi por acaso, já que a cidade está sendo desenvolvida para se tornar um hub de comunicações internacionais de destaque no oeste japonês. Esse movimento está em total coordenação com o surgimento de novos clusters de data centers de grande escala na região. Com isso, os parceiros esperam não apenas melhorar a velocidade de tráfego, mas também contribuir para a revitalização regional e fortalecer a competitividade internacional das nações envolvidas diretamente no projeto.

Inovação Tecnológica e Capacidade Massiva

Um dos grandes diferenciais técnicos deste novo Cabo Submarino é a utilização da funcionalidade Wavelength Selective Switch, conhecida pela sigla WSS no setor. Essa tecnologia permite que a largura de banda de cada rota individual seja ajustada de forma remota, conferindo à rede uma flexibilidade essencial para lidar com as flutuações constantes nas demandas de tráfego de dados. Assim, as operadoras de telecomunicações conseguem responder rapidamente às necessidades em evolução de seus principais clientes corporativos globais.

Além do sistema WSS, o projeto adotará a tecnologia de Multiplexação por Divisão Espacial (SDM), permitindo a acomodação de até 16 pares de fibras ópticas por cabo (totalizando 32 núcleos). Essa combinação tecnológica resultará em uma capacidade total de design de aproximadamente 320 Terabits por segundo (Tbps). Essa escala de largura de banda é projetada para atender especificamente às gigantes globais de tecnologia e operadoras que lidam com volumes massivos de dados gerados por novas aplicações de inteligência artificial.

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Geopolítica e Segurança de Infraestrutura

A decisão de traçar uma rota que desvia deliberadamente do Mar da China Meridional é vista por analistas de mercado como uma manobra estratégica de segurança e soberania digital. Embora a região seja geograficamente mais direta, ela é hoje extremamente congestionada e está sob forte influência política e militar da China. Ao buscar caminhos alternativos, os construtores deste projeto evitam possíveis tensões governamentais e interrupções físicas, garantindo que o fluxo de informações críticas entre o Japão e a Ásia não sofra qualquer interferência.

Cliente insatisfeito com cobrança da TIM esfaqueia revendedor de loja em PE

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Imagem: G1/Reprodução

Um revendedor da TIM foi vítima de uma tentativa de homicídio na manhã desta quarta-feira (14), no centro da cidade de Carpina, localizada na Zona da Mata Norte de Pernambuco. 

O crime ocorreu dentro de uma unidade da operadora, instalada na Rua dos Correios, e teve como autor um cliente de 65 anos identificado como Manuel Barbosa da Silva Santos, preso em flagrante após o ataque a Carlos André Barbosa Figueiredo, de 46.

A dinâmica do ataque

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil e comprovadas por imagens das câmeras de segurança da loja, o idoso se dirigiu até o local alegando estar sendo prejudicado por cobranças indevidas em sua conta de telefone celular. 

Irritado com a situação e apontando o funcionário como o responsável direto pelo problema, Manuel sacou uma faca peixeira que trazia consigo e atingiu o Carlos André na região do tórax, enquanto ele atendia outro idoso.

O revendedor da TIM foi socorrido inicialmente para a Unidade Mista de Carpina e, diante da gravidade dos ferimentos, transferido para um hospital na capital, Recife. Apesar do susto, seu estado de saúde é estável e segue em observação. 

Já o agressor, foi detido por pessoas que estavam no local e em seguida conduzido por agentes da Polícia Militar à delegacia local, onde foi autuado por tentativa de homicídio qualificado. Um inquérito foi aberto para investigar as circunstâncias da agressão.

Operadora se manifesta

Em nota encaminhada à imprensa, a TIM lamentou o ocorrido e afirmou estar colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos. 

Até a publicação dessa matéria, a operadora não confirmou se cobranças indevidas de fato estavam sendo feitas ao criminoso em questão.

A empresa destacou que repudia qualquer ato de violência e reforçou que medidas legais estão sendo adotadas para garantir a segurança dos seus colaboradores, parceiros e clientes.

Um problema antigo

É de conhecimento geral que, em casos de conflito com operadoras ou outros serviços de telecom, o consumidor pode buscar canais formais de resolução, como a central de atendimento da empresa, o Procon e plataformas como o site consumidor.gov.br.

O episódio levanta novamente a discussão sobre o atendimento ao cliente nas operadoras de telefonia móvel, um dos setores que mais concentram reclamações no país, segundo dados recentes da Anatel.

Mesmo assim, casos de agressão física contra funcionários seguem sendo exceção, apesar de preocupar pela escalada de conflitos em situações que deveriam ser resolvidas por vias legais.

A Polícia Civil de Pernambuco continua apurando o caso.

* Com informações do Diário de Pernambuco

Mercado de smartphones cresce e alcança 1,25 bilhão de unidades em 2025

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Celulares smartphones vendas
Reprodução/Gemini

Em 2025, o mercado global de telecomunicações celebrou um marco histórico ao registrar a venda de aproximadamente 1,25 bilhão de smartphones em todo o mundo. Segundo os relatórios consolidados da IDC, este crescimento de 1,5% foi motivado pela alta procura por modelos premium e dispositivos equipados com inteligência artificial. As fabricantes aceleraram as atualizações através de novos formatos e planos de financiamento agressivos, facilitando a troca de aparelhos pelos consumidores globais.

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Mudança histórica na liderança do setor

Pela primeira vez em mais de catorze anos, a Apple superou a Samsung, tornando-se a maior vendedora deste setor no planeta. A gigante de Cupertino alcançou o recorde de 247,8 milhões de remessas anuais, o que representa quase 20% de toda a participação de mercado em 2025. O sucesso da linha iPhone 17 foi o principal motor dessa expansão, apresentando uma demanda massiva em mercados estratégicos, garantindo à empresa seu melhor desempenho histórico em termos de volume e valor arrecadado.

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Por outro lado, a Samsung também apresentou resultados sólidos, especialmente com seus modelos dobráveis, como o Galaxy Z Fold 7 e o Galaxy Z Flip 7, que superaram as gerações anteriores. O mercado mostrou resiliência mesmo diante de incertezas econômicas globais e tensões tarifárias, provando que o interesse por inovação em hardware continua em alta. Fabricantes como a Xiaomi e a vivo também ganharam espaço, aproveitando o vácuo deixado em segmentos intermediários com foco em fotografia.

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Metodologia e desempenho das fabricantes

É importante destacar que os dados da IDC refletem apenas remessas de dispositivos de marca própria, excluindo vendas OEM e unidades recondicionadas. A categoria Empresa representa a holding atual para todas as marcas operadas como subsidiárias, garantindo uma visão fiel do mercado corporativo. Além disso, a consultoria declara empate estatístico quando a diferença de participação é igual ou inferior a 0,1%, detalhe técnico que assegura a precisão do levantamento sobre os fabricantes.

EmpresaRemessas 3T25 (mi)Market Share 3T25Remessas 3T24 (mi)Market Share 3T24Crescimento Anual
1. Samsung61.418.8%57.718.3%6.3%
2. Apple59.418.2%57.118.1%4.1%
3. Xiaomi43.413.3%42.813.6%1.4%
4. Transsion29.29.0%25.78.2%13.4%
5. vivo27.98.6%27.08.6%3.4%
Outros104.532.1%104.533.2%0.0%
Total325.7100.0%314.7100.0%3.5%

Conectividade e o impacto da inteligência artificial

A inteligência artificial generativa foi o grande motor tecnológico do ano, atraindo tanto o público de luxo quanto os compradores de modelos intermediários. No contexto regional, esse avanço tecnológico é acompanhado pela infraestrutura, visto que o brasil lidera 5g na america latina e atinge 4o lugar mundial, o que fomenta a busca por aparelhos modernos. Marcas como a Transsion também cresceram ao focar em redes de distribuição fortes em mercados emergentes e preços competitivos.

O valor financeiro gerado pela indústria também atingiu patamares elevados em 2025, com a Apple superando 261 bilhões de dólares em valor de remessas. Esse crescimento de 7,2% no faturamento indica uma migração dos usuários para aparelhos mais caros, o que as operadoras de telefonia têm aproveitado para ofertar planos de dados mais robustos. Essa estratégia de “premiumização” ajuda a absorver parte dos custos logísticos elevados, garantindo que o mercado continue lucrativo e inovador.

Desafios e perspectivas para o futuro

No entanto, o cenário para o próximo ano exige cautela, pois projeções indicam que os celulares devem vender ate 2 a menos em 2026 segundo relatorio recente da IDC. A escassez global de chips de memória deve elevar os custos de produção, impactando diretamente o preço final dos dispositivos. Fabricantes precisarão adotar estratégias para proteger suas fatias de mercado, possivelmente ajustando seus portfólios para modelos com margens maiores para absorver o impacto dos componentes.

No Brasil, o papel das operadoras continua sendo fundamental para democratizar o acesso a essas novas tecnologias através de subsídios e parcelamentos. O volume total de 1,25 bilhão de smartphones vendidos no mundo reforça a importância da conectividade na vida moderna, seja para o trabalho ou entretenimento digital. O sucesso das marcas nos próximos ciclos dependerá da capacidade de escala e de negociações favoráveis para garantir componentes essenciais em um cenário de oferta restrita.

Internet grátis? Goiás libera Wi-Fi em 40 pontos turísticos; veja onde

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Foiás Wi-fi free gratis turismo
Reprodução/Gemini

O Governo de Goiás iniciou na última segunda-feira a instalação de Wi-Fi gratuito em 40 pontos turísticos de 28 municípios, por meio do projeto NaveGO, com o objetivo de fortalecer a economia local e integrar digitalmente regiões com baixa oferta de sinal. A ação, coordenada pela Secretaria-Geral de Governo, utiliza conexões via fibra, rádio e satélite para garantir o acesso de visitantes e moradores em áreas estratégicas do estado goiano de forma eficiente.

A iniciativa busca impulsionar o turismo em localidades icônicas que sofrem com a falta de infraestrutura de telecomunicações. Segundo o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, a presença da internet pública contribui diretamente para a conectividade da população e o desenvolvimento econômico regional. Com o sinal liberado, turistas podem compartilhar experiências em tempo real, enquanto empreendedores locais ganham ferramentas digitais essenciais para expandir seus negócios.

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Tecnologia adaptada ao terreno

Para superar os desafios geográficos de regiões como a Chapada dos Veadeiros, o projeto adota um mix de soluções tecnológicas avançadas. A implantação utiliza fibra óptica, rádio ou satélite, dependendo das condições técnicas de cada localidade. Esse modelo híbrido assegura que o sinal permaneça estável mesmo em áreas de vegetação densa ou relevo acidentado. A subsecretaria responsável monitora a capacidade da rede para suportar múltiplos usuários simultâneos com alta qualidade.

O sistema conta com um gerenciamento centralizado sob responsabilidade da Subsecretaria de Cidades Inteligentes. Além de fornecer o acesso, o governo estadual garante suporte técnico especializado e mecanismos de segurança para a proteção dos dados dos usuários conectados. Esse controle operacional permite identificar falhas rapidamente e realizar manutenções preventivas, mantendo a disponibilidade do serviço essencial em comunidades tradicionais e assentamentos rurais do estado de Goiás.

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Cronograma e expansão digital

O cronograma oficial estabelece que a montagem física dos equipamentos e as vistorias técnicas sejam finalizadas até fevereiro de 2026. Após essa etapa, as redes passarão por um período de testes de desempenho e avaliações de segurança cibernética. A previsão para a ativação total e definitiva de todos os 40 pontos é para o mês de março. Com isso, o estado consolida sua estratégia de modernização tecnológica, integrando serviços de energia e telecomunicações de forma planejada e sustentável.

Além dos grandes parques, o projeto beneficia povoados como o Moinho e assentamentos como o Pinga-Fogo, promovendo uma verdadeira inclusão digital. A chegada da internet gratuita permite o acesso a serviços públicos online e educação à distância para moradores de áreas remotas. Essa integração social é um dos pilares do NaveGO, que busca reduzir as desigualdades tecnológicas entre os grandes centros urbanos e o interior, fortalecendo a cidadania e a economia criativa nas pequenas vilas.

Impacto no ecossistema turístico

A conectividade em centros de apoio ao turista e orlas de lagos transforma a dinâmica do lazer no estado. Locais como o Parque Estadual Terra Ronca e a Comunidade Kalunga agora fazem parte de uma rede inteligente que facilita a localização e a segurança dos visitantes. A modernização das infraestruturas turísticas é vista como um diferencial competitivo para atrair novos investimentos e aumentar o fluxo de viajantes nacionais e internacionais, interessados em explorar as belezas naturais goianas.

A escolha das 40 localidades seguiu critérios técnicos de interesse público e potencial turístico. A Secretaria-Geral de Governo enfatiza que a operação contínua dos pontos de acesso é uma prioridade, com equipes dedicadas para garantir que o sinal de Wi-Fi atenda aos padrões de conformidade. Essa estratégia de telecomunicações posiciona o governo estadual como um facilitador da inovação, criando um ambiente propício para o crescimento de novos serviços digitais em todo o território local.

Localidades atendidas pelo projeto

  • Posse D’Abadia (Abadiânia)
  • Olhos D’Água (Alexânia)
  • Distrito de São Jorge (Alto Paraíso de Goiás)
  • Centro de Apoio ao Turista (Alto Paraíso de Goiás)
  • Povoado do Moinho (Alto Paraíso de Goiás)
  • CAT Praia Quarto Crescente (Aragarças)
  • Centro de Apoio ao Turista (Aruanã)
  • Orla Lago dos Tigres (Britânia)
  • Distrito de Itacaiú (Britânia)
  • Corumbazul (Buriti Alegre)
  • Comunidade Kalunga (Cavalcante)
  • Praça Central – Diogo Teles Cavalcante (Cavalcante)
  • Centro de Apoio ao Turista (Cavalcante)
  • Buenolândia (Goiás)
  • Águas Lindas de São João (Goiás)
  • Girassol (Cocalzinho de Goiás)
  • Praça Central – Praça do Ginásio (Cocalzinho de Goiás)
  • Praça Principal (Colinas do Sul)
  • Povoado de São Benedito (Itaberaí)
  • Praça Central (Itaguari)
  • Praça do Lago (Jandaia)
  • Lago Bom Sucesso (Jataí)
  • Praça Central (Lagoa Santa)
  • Praça Central (Mambaí)
  • Praia do Sol (Minaçu)
  • Parque Nacional das Emas (Mineiros)
  • Assentamento Pinga-Fogo (Mineiros)
  • Povoado do Muquém (Niquelândia)
  • Estância Corujinha – Lago Serra da Mesa (Niquelândia)
  • Praça Principal (Paraúna)
  • Casa de Santa Dica Lagolândia (Pirenópolis)
  • Povoado São João (São Domingos)
  • Orla do Lago (São Domingos)
  • Parque Estadual Terra Ronca (São Domingos)
  • Centro de Apoio ao Turista (São João D’Aliança)
  • Distrito de Luiz Alves (São Miguel do Araguaia)
  • Praia Lago Azul (São Simão)
  • Distrito de Itaguaçu (São Simão)
  • Praia do Lago Azul (Três Ranchos)
  • Praia da Generosa (Uruaçu)

Acordo Mercosul-UE pode redefinir setor de telecom na América do Sul

Imagem: Midjourney/Reprodução

Uma nova etapa se desenha para o setor de telecomunicações no Mercosul. O bloco sul-americano e a União Europeia concluíram um acordo comercial que dedica, pela primeira vez, um capítulo exclusivo às comunicações digitais. 

O texto reúne diretrizes sobre redes, interconexão, uso de espectro e outras bases técnicas. Embora a radiodifusão tenha ficado de fora, as normas abrangem serviços públicos que operam por meio de redes de telecom.

O documento, bastante técnico em certos pontos, parte de princípios estabelecidos por organismos internacionais como a União Internacional de Telecomunicações (UIT). 

Ainda assim, respeita a autonomia dos países, ao permitir que cada um defina até onde autoriza a instalação e operação de redes.

Regulação ganha novos contornos

Não se trata apenas de diretrizes técnicas. O tratado reforça o papel das agências reguladoras, exigindo que elas sejam independentes dos prestadores de serviço, tanto do ponto de vista jurídico quanto funcional. 

A proposta também busca evitar taxas de licenciamento abusivas, que, por si só, possam desestimular a entrada de novos agentes no setor. Valores pagos em leilões de espectro ou destinados a fundos de serviço universal ficam fora dessa regra.

Quando se fala em espectro, aliás, o acordo recomenda uma administração mais transparente. Países deverão, sempre que possível, divulgar como as faixas estão sendo utilizadas, a não ser em situações específicas, como uso militar. 

Numeração e direitos de passagem também entram na lista de recursos que devem ser tratados com objetividade e sem discriminação.

Roaming, concorrência e o papel das grandes operadoras

Outro ponto relevante é o roaming internacional. Embora o texto não determine o fim das tarifas para uso de celular fora do país de origem, ele propõe que as partes cooperem para tornar os preços mais transparentes. Há, também, o compromisso de que a qualidade do serviço em roaming não fique aquém da oferecida aos consumidores locais.

No campo da concorrência, o tratado cobra medidas contra práticas anticompetitivas. Empresas que detêm poder de mercado deverão garantir acesso justo a instalações essenciais, inclusive com padrões técnicos e preços equilibrados. 

A interconexão entre redes passa a ser considerada um direito dos operadores autorizados, com espaço para negociação, mas também para intervenção das autoridades, se necessário.

Alguns países já aparecem com observações específicas. No Uruguai, por exemplo, a estatal Antel domina a infraestrutura. Por isso, o texto determina que as obrigações se apliquem a todos os prestadores de serviço, e não apenas aos que exercem posição dominante.

Tecnologia e digitalização em foco

Além das telecomunicações, o acordo toca diretamente o comércio eletrônico. Estão previstas medidas como a proibição de tarifas sobre transmissões eletrônicas, reconhecimento da neutralidade tecnológica e a não exigência de licenças apenas por um serviço ser prestado online.

A expectativa é que o novo ambiente regulatório ajude a atrair investimentos para a região. A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), por exemplo, enxerga uma chance concreta de ampliar o alcance do setor de tecnologia nacional. 

Mas o entusiasmo vem com ressalvas: o sucesso, segundo a entidade, dependerá da forma como o Brasil conduzirá a implementação, sobretudo em questões como segurança jurídica, tributação e modernização trabalhista.

Analistas internacionais, como os da consultoria Omdia, avaliam que o tratado pode funcionar como uma alavanca. Para eles, trata-se de uma oportunidade para o Mercosul se conectar de forma mais efetiva à economia digital global e diversificar seu modelo econômico, hoje fortemente baseado em exportação de commodities.

O fim da franquia? Prime Mobile promete internet ilimitada de verdade

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Prime Mobile
Reprodução/Gemini

A Prime Mobile, operadora fundada pelos empreendedores Anthoni e Reynni, lançou no Brasil um modelo de negócio disruptivo focado em planos de internet móvel totalmente ilimitada em todos os 27 estados do país. A empresa utiliza um modelo de MVNO indireta para fornecer dados sem os tradicionais limites de consumo. A iniciativa surgiu para resolver a carência de conectividade robusta, permitindo que utilizadores naveguem sem interrupções ou reduções de velocidade.

Leia mais:

A história por trás da revolução ilimitada

A marca nasceu da experiência dos fundadores Anthoni e Reynni com tecnologia e operações digitais. Antes da Prime Mobile, eles atuaram com conectividade rural e internet via satélite, onde o limite de gigabytes era um entrave constante. Naquela época, os limites rígidos de consumo eram o maior obstáculo para quem dependia da rede para trabalhar ou se comunicar, motivando a busca por uma solução sem restrições de dados no celular.

A operadora surgiu de um questionamento: se a banda larga fixa é ilimitada, por que o celular não poderia ser? Enquanto as teles tradicionais oferecem apenas apps específicos sem desconto na franquia, a Prime Mobile libera todo o tráfego para qualquer finalidade. A empresa busca revolucionar o setor com uma solução “plug and play”, eliminando a necessidade de contratos complexos ou obras para garantir o acesso à internet móvel.

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Planos disponíveis e formas de contratação

A Prime Mobile apresenta opções flexíveis de conectividade para diferentes perfis de utilizadores, desde o uso nacional intenso até necessidades de viagens internacionais. O processo de contratação é simplificado e pode ser realizado de forma digital através do site oficial da operadora.

PlanoValorPrincipais Características
Plano BrasilR$ 149/mêsDados e chamadas ilimitadas, sem fidelização.
Plano MundoR$ 249/mêsDados ilimitados, suporte global, ideal para viajantes.
Plano AnualR$ 1.599 (a pronto)Valor mensal reduzido, pagamento via Boleto, PIX ou Cartão.

Além da mensalidade, o contrato estabelece uma taxa de adesão obrigatória de R$ 149,00, cujo pagamento deve ser confirmado antes do fornecimento do serviço. O pagamento das faturas recorrentes é feito via boleto bancário, sendo que o custo de emissão do documento é da responsabilidade do assinante. Os interessados em aderir à proposta podem realizar a assinatura diretamente pelo canal oficial da empresa em https://www.primemobile.com.br/home.

Do protótipo à expansão em escala nacional

A estruturação da empresa seguiu um processo cuidadoso de validação técnica e comercial, operando inicialmente como um MVP por aproximadamente um ano. Este período foi essencial para garantir a sustentabilidade técnica e a previsibilidade de custos antes da expansão nacional. O modelo foi ajustado de forma gradual, respeitando sempre as regras do ecossistema regulatório e operando através de parcerias consolidadas, o que permitiu à empresa atingir uma presença em todos os 27 estados brasileiros.

Atualmente, a empresa posiciona-se como uma solução prática para quem procura conectividade imediata, seja para uso individual em smartphones ou para acesso sem fios em residências e empresas. A visão da marca é tornar-se referência em conectividade descomplicada, eliminando a burocracia e as surpresas de consumo que costumam afastar os clientes das operadoras convencionais. A meta é levar este modelo cada vez mais longe, sempre com foco na experiência do utilizador.

Regularidade e infraestrutura de rede

No que toca à regularidade técnica, a Prime Mobile esclarece que opera através de um modelo de MVNO indireta. A empresa utiliza a outorga e a infraestrutura de uma integradora devidamente autorizada pela Anatel para a prestação do Serviço Móvel Pessoal (SMP). Neste formato, a responsabilidade regulatória direta permanece vinculada à operadora parceira detentora da licença, enquanto toda a operação é amparada por contratos e pareceres jurídicos que asseguram a conformidade.

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Sobre a infraestrutura de rede, a operadora mantém confidencialidade comercial em relação à operadora de rede “host”. No entanto, a empresa assegura que o serviço é prestado sobre uma rede móvel nacional consolidada, compatível com os padrões de cobertura 4G e 5G das grandes redes do país. Isto garante que os utilizadores tenham acesso estável em praticamente todo o território nacional, utilizando uma infraestrutura física já estabelecida e capaz de suportar as exigências de alta velocidade.

O desafio técnico do tráfego ilimitado

Manter a estabilidade de uma rede partilhada sem limites de dados exige estratégias técnicas e de engenharia rigorosas. A Prime Mobile utiliza mecanismos de gestão para garantir que o consumo massivo de dados não comprometa a experiência coletiva dos utilizadores:

  • Uso Responsável: A sustentabilidade do modelo é garantida por políticas de consumo consciente e acordos comerciais desenhados para perfis de elevada procura.
  • Ausência de Bloqueio: O conceito de “ilimitado” baseia-se na inexistência de um limite fixo, evitando que a ligação seja interrompida por volume consumido.
  • Gestão Dinâmica: Em situações de congestionamento, a operadora pode aplicar políticas de alocação de largura de banda de forma não discriminatória.
  • Monitorização: A qualidade do serviço é acompanhada continuamente para equilibrar o uso intenso de dados com a estabilidade do sinal a nível nacional.
  • Liberdade Total: Não ocorre o bloqueio sistemático de aplicações específicas, respeitando as práticas de gestão aceitas pelo setor de telecomunicações.

Transparência contratual e portabilidade

Os aspetos contratuais da Prime Mobile foram desenhados para oferecer flexibilidade, com vigência mensal e renovação automática. Embora o contrato mencione uma multa de 10% sobre o valor de 12 meses em casos específicos de incumprimento após 30 dias, a empresa afirma que tal serve como parâmetro de cálculo e não configura uma fidelização obrigatória. O assinante mantém a liberdade de cancelar o plano mensalmente, desde que cumpra o aviso prévio de 30 dias estabelecido.

Por fim, uma questão que ainda gera dúvidas entre os interessados é a portabilidade numérica, que está temporariamente suspensa. Segundo a operadora, esta interrupção é necessária para ajustes operacionais e integração sistêmica com os seus parceiros. A funcionalidade já consta no cronograma de desenvolvimento da empresa e deve ser restabelecida em breve, permitindo que mais brasileiros migrem para o modelo de dados sem limites que a Prime Mobile defende como o futuro da telefonia.

Ações da Oi são retiradas do pregão contínuo da B3 após queda persistente

Imagem: Midjourney/Reprodução

A Oi voltou ao centro das atenções do mercado financeiro após ter suas ações excluídas das negociações contínuas da B3

A medida passou a valer a partir da última segunda-feira, 12 de janeiro, quando os papéis ordinários (OIBR3) da operadora seguiram valendo bem abaixo do valor mínimo exigido pela bolsa de valores: R$ 1.

A decisão da B3 afeta também as ações preferenciais (OIBR4), embora o foco principal esteja nas ordinárias, cuja cotação chegou a R$ 0,17 no fechamento do último pregão do dia 12. 

Diante desse cenário, os ativos da companhia passam agora a ser negociados exclusivamente em regime de leilão, o que representa um novo capítulo na já conturbada trajetória da empresa na bolsa.

Histórico de notificações e tentativa frustrada de grupamento

O alerta sobre a situação crítica das ações da Oi não é recente. A B3 havia notificado oficialmente a operadora em junho de 2025, apontando que os papéis estavam cotados abaixo do piso regulatório desde abril do mesmo ano. 

De acordo com as regras da bolsa, companhias listadas precisam manter o valor de suas ações acima de R$ 1 para seguirem no pregão tradicional.

A operadora teve, portanto, até novembro para adotar medidas que revertessem o quadro. Uma das alternativas cogitadas foi um novo grupamento de ações, dessa vez na proporção de 25 para 1. 

No entanto, a proposta sequer avançou, pois a assembleia de acionistas não atingiu o quórum mínimo necessário para aprovação.

Repetição de um cenário já conhecido

Apesar do impasse atual, não é a primeira vez que a Oi recorre ao artifício do grupamento para tentar reverter a baixa cotação de seus papéis. Em maio de 2024, a companhia conseguiu aprovar um agrupamento de 10 para 1. 

Um movimento semelhante já havia sido executado também em dezembro de 2022, com o mesmo objetivo: ajustar o preço dos ativos para níveis minimamente aceitáveis no mercado.

As ações da Oi podem voltar a ser negociadas continuamente, mas para isso será preciso atingir novamente o valor mínimo de R$ 1 por unidade. 

Até lá, a operadora segue em leilão diário, uma condição que limita a liquidez dos ativos e impõe mais um obstáculo em um momento delicado de sua reestruturação.

Repercussões no mercado e próximos passos

A exclusão do pregão contínuo não anula a negociação dos papéis, mas reduz significativamente sua atratividade para investidores. 

O modelo de leilão tende a limitar a agilidade das operações e pode impactar ainda mais a percepção de risco em torno da empresa.

O mercado agora observa se a Oi conseguirá articular uma nova tentativa de grupamento ou encontrar outra solução para recuperar a confiança dos acionistas e da própria B3. 

Enquanto isso, a operadora precisa lidar com os desafios de manter sua estrutura financeira viável em um setor altamente competitivo e em constante transformação.