01/02/2026
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Cade suspende restrições da Meta para IAs no WhatsApp e Facebook

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Whatsapp modelo IAs facebook cade
Reprodução/Gemini

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou que o WhatsApp e o Facebook suspendam as restrições ao uso de IAs rivais no aplicativo de mensagens, após denúncias de práticas anticoncorrenciais apresentadas pelas empresas Luzia e Zapia. A decisão foi publicada neste domingo (12) pela Superintendência-Geral do órgão e impõe multa diária de R$ 250 mil em caso de descumprimento, além de abrir inquérito administrativo para investigar possível abuso de posição dominante pela Meta no mercado brasileiro.

A decisão foi formalizada pela Superintendência-Geral do órgão e interrompe a aplicação de novos termos do WhatsApp Business Solution, que passariam a valer plenamente no dia 15 de janeiro de 2026 para todos os desenvolvedores. O objetivo é evitar que a gigante de tecnologia feche o mercado para rivais antes da conclusão de uma análise profunda sobre os indícios de infração econômica.

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Decisão Preventiva e Punições

O inquérito administrativo foi motivado por representações das empresas Luzia e Zapia, que oferecem assistentes virtuais baseados em inteligência artificial. Elas alegam que a Meta alterou suas regras contratuais para impedir que IAs de uso geral utilizem sua API quando essa for a funcionalidade principal do serviço. Na prática, isso tornaria a Meta AI a única opção disponível, eliminando nomes populares como o ChatGPT e o Gemini de dentro do WhatsApp e do Facebook, o que configuraria, segundo as denúncias, um monopólio artificial.

LuzIA

A denúncia sustenta que o grupo Meta não apresentou justificativas técnicas ou de segurança plausíveis que sustentem o banimento dessas tecnologias, impondo as restrições de forma repentina e sem oferecer uma transição justa para os parceiros. As empresas destacam que bilhões de interações acumuladas pelos usuários ajudam a treinar os assistentes, e que uma interrupção forçada causa danos irreversíveis ao desempenho dos sistemas. O Cade agora vigia de perto esse movimento que pode afetar milhões de pessoas e o setor.

O Impacto no Mercado

A onipresença do WhatsApp e do Facebook no Brasil coloca as plataformas da Meta em uma posição de destaque, onde suas políticas internas impactam diretamente a economia digital do país. Diante desse cenário, a análise do Cade sobre as restrições às IAs considera os seguintes pontos fundamentais sobre o mercado nacional:

  • Infraestrutura essencial: O WhatsApp está presente em 99% dos smartphones brasileiros, funcionando como o principal canal de interação entre consumidores e empresas.
  • Dependência do ecossistema: Devido ao seu alcance massivo, qualquer limitação à concorrência dentro do aplicativo reflete na perda de autonomia e na redução da liberdade de escolha.
  • Ameaça à continuidade de negócios: A imposição de novas regras sem um período de transição adequado coloca em risco imediato a sobrevivência de modelos que dependem da integração.
  • Danos ao desenvolvimento tecnológico: O bloqueio interrompe o fluxo de interações necessárias para o treinamento de sistemas rivais, o que pode causar prejuízos irreversíveis à inovação.

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Estratégia de Mercado e Defesa da Concorrência

As denunciantes descrevem a conduta da Meta como uma tática de “abraçar, estender e extinguir”. Segundo essa tese, a empresa primeiro incentivou a integração de IAs de terceiros para expandir seu ecossistema no WhatsApp e no Facebook e agora busca eliminar esses parceiros para assumir o controle total da funcionalidade. O Cade entende que há indícios de natureza excludente que podem favorecer indevidamente a ferramenta proprietária da Meta, prejudicando a inovação tecnológica no país e o setor de telecomunicações.

Práticas de abuso de posição dominante em mercados digitais envolvendo ferramentas de inteligência artificial têm sido alvo de atenção constante de autoridades de defesa da concorrência no Brasil e no exterior. O caso insere o país no contexto mais amplo de vigilância sobre grandes plataformas digitais, onde o poder de mercado pode ser usado para asfixiar competidores menores. O órgão busca preservar as atuais condições de concorrência e garantir a efetividade da investigação aberta contra as operações do Facebook e do WhatsApp.

Próximos Passos do Inquérito Administrativo

Com a abertura oficial do inquérito, as empresas do grupo Meta serão notificadas para apresentar suas defesas formais. O Cade também planeja coletar informações adicionais com outros agentes do mercado para aprofundar a análise sobre os riscos à ordem econômica brasileira. A coleta de dados ajudará a entender se as mudanças contratuais realmente visam a segurança do usuário ou se são apenas barreiras artificiais para garantir a soberania de seus produtos internos frente aos concorrentes que já operam no mercado nacional.

Ao final de todo o procedimento administrativo, o órgão regulador poderá decidir entre a abertura de um processo formal para aplicação de sanções pesadas ou o arquivamento definitivo do caso. Por enquanto, a medida preventiva garante que a diversidade de assistentes de inteligência artificial continue acessível para o público, mantendo o ecossistema do WhatsApp e do Facebook aberto a inovações de diferentes desenvolvedores que atendem milhares de brasileiros interessados em novas tecnologias e facilidades digitais.

Apple confirma Google Gemini como base da nova Siri

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Apple Siri Google Gemini
Reprodução/Gemini

Nesta segunda-feira (12), a Apple confirmou oficialmente que o Google Gemini será a base de inteligência artificial da nova Siri em um anúncio feito para o mercado global. A decisão estratégica visa implementar modelos avançados de linguagem para oferecer uma experiência muito mais personalizada aos usuários, após avaliações técnicas concluírem que o sistema da rival é a fundação mais capaz e inovadora para sustentar os novos serviços da Maçã por meio da tecnologia de nuvem.

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Detalhes técnicos e financeiros da parceria

A parceria entre as gigantes do Vale do Silício envolve cifras bilionárias e uma infraestrutura tecnológica sem precedentes para sustentar todo o ecossistema do iOS. Especialistas do mercado indicam que essa movimentação estratégica garante à Apple o suporte necessário para processar volumes massivos de dados com a agilidade exigida pela inteligência artificial moderna.

  • Pagamento anual estimado de US$ 1 bilhão da Apple ao Google para o licenciamento e uso da tecnologia Gemini em seus dispositivos.
  • Implementação de um modelo Gemini customizado com 1,2 trilhão de parâmetros, superando drasticamente os 1,5 bilhão da versão de nuvem anterior.
  • Acesso irrestrito à infraestrutura de nuvem do Google para suportar o processamento de funções complexas do novo Apple Intelligence.
  • Integração profunda com o Gemini 3, modelo que atualmente lidera os rankings globais de eficiência em inteligência artificial generativa.
  • Capacidade de processar o “planejador de consultas” e o “sumarizador”, funções essenciais para a autonomia da nova assistente virtual.
Reprodução

Funcionalidades e a nova arquitetura da Siri

A estrutura da nova inteligência será dividida em três frentes principais de atuação para garantir que a experiência do usuário seja fluida e inteligente. O primeiro pilar é o planejador de consultas, que decide a melhor rota para atender um pedido, seja via busca na web ou dados pessoais. O segundo é o sistema de busca de conhecimento, um banco de dados geral para responder dúvidas triviais. Por fim, o sumarizador utilizará a IA para condensar textos, e-mails e notificações, facilitando a digestão de grandes volumes de informação.

O impacto dessa união será sentido na atualização do sistema operacional prevista para o outono brasileiro de 2026. A expectativa é que a nova Siri, agora turbinada pelo Gemini, chegue aos usuários com o iOS 26.4, entre março e abril deste ano. Entre as novidades estão a capacidade de entender o contexto pessoal do usuário com muito mais precisão e a consciência do que está acontecendo na tela do aparelho, permitindo a execução de tarefas complexas que envolvem múltiplos aplicativos de forma simultânea.

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Privacidade e ecossistema de modelos

Um dos pontos mais debatidos nesta união é como os dados dos usuários serão tratados, visto que a privacidade é um diferencial histórico da Maçã. As empresas garantiram que os padrões de segurança da indústria serão mantidos, com o processamento ocorrendo prioritariamente nos dispositivos e via Private Cloud Compute. Na prática, isso significa que a Google fornecerá a tecnologia subjacente, mas não terá acesso aos dados sensíveis ou à identidade dos donos de iPhone, garantindo total anonimato.

Além do Gemini, a Apple continua explorando parcerias com outras gigantes do setor, como a Anthropic e a Perplexity, para diversificar sua oferta. O CEO Tim Cook ressaltou que a intenção é oferecer diversas integrações ao longo do tempo, utilizando padrões abertos para garantir a melhor resposta possível. Atualmente, apenas o ChatGPT da OpenAI está integrado oficialmente, mas o novo acordo mostra que o ecossistema da Maçã será agnóstico, buscando sempre a ferramenta que melhor se adapte à necessidade.

Mudanças internas e impacto nas telecomunicações

Para viabilizar essa revolução, a Apple promoveu mudanças significativas em sua equipe de liderança nos últimos meses. Mike Rockwell, que liderou o desenvolvimento do Vision Pro, assumiu o comando da área de inteligência artificial após a saída de John Giannandrea. Essa troca estratégica sinaliza que a IA será fundamental não apenas nos iPhones, mas também em dispositivos de computação espacial e wearables, criando um ecossistema conectado onde a voz será a principal interface de comando.

Paramount aciona Warner Bros na Justiça para abrir ‘caixa-preta’ da Netflix

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Paramount Warner Netflix
Reprodução/Gemini

Nesta segunda-feira (12), a Paramount entrou com uma ação judicial contra a Warner Bros Discovery para obter detalhes financeiros do acordo com a Netflix, intensificando a disputa hostil por um dos maiores estúdios de Hollywood. A medida visa comprovar que sua oferta é superior aos US$ 82,7 bilhões acertados entre as concorrentes, garantindo total transparência aos acionistas antes da assembleia decisiva que definirá o futuro da empresa.

O processo exige que a Warner forneça informações sobre como avaliou o negócio e como funciona a redução do preço por conta da dívida na transação com a rival. Segundo David Ellison, CEO da Paramount, os investidores precisam desses dados para tomar uma decisão fundamentada. A falta de clareza sobre o “ajuste de risco” aplicado à sua proposta de US$ 30 por ação em dinheiro é o ponto central do questionamento jurídico apresentado pela empresa à corte americana.

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A disputa pelo controle dos estúdios

A batalha corporativa começou quando a netflix anuncia compra historica da warner e hbo max por us 83 bilhoes, despertando o interesse imediato da Skydance. A Paramount defende que sua oferta integral em dinheiro oferece mais certeza do que o modelo híbrido da Netflix. Esta última envolve ações e dinheiro, o que, segundo críticos, traz volatilidade e maiores riscos regulatórios para os acionistas da gigante de mídia.

Warner Bros Netflix Paramount
Reprodução/ChatGPT

Embora a warner descarta proposta da paramount e prefere acordo com netflix, a ofensiva jurídica tenta reverter esse cenário. Ellison argumenta que a diretoria tem apresentado razões criativas para evitar a fusão, mas nunca provou financeiramente que o trato com a Netflix é melhor. O foco agora é mobilizar investidores descontentes para forçar uma revisão dos termos e garantir que o valor real dos ativos, como a marca HBO, seja devidamente respeitado.

Garantias financeiras e mudanças no conselho

Para dar segurança ao mercado, a paramount eleva aposta em warner bros com garantia de us 40 bi de Larry Ellison, cofundador da Oracle. O aporte pessoal do bilionário reforça a viabilidade da proposta de US$ 108,4 bilhões, que inclui ainda a assunção de US$ 54 bilhões em dívidas. Essa estrutura financeira robusta visa neutralizar as críticas sobre a capacidade de execução do negócio frente à proposta da rival, considerada menos abrangente.

Mesmo após a warner recusa proposta de us 108 bi da paramount e mantem acordo com a netflix, a estratégia agressiva continua com a indicação de novos nomes para o conselho administrativo. A Paramount planeja uma disputa por procuração nas próximas três semanas, visando substituir diretores que rejeitaram sua oferta hostil. A intenção é colocar gestores alinhados com a proposta de Ellison para facilitar a aprovação da fusão integral do grupo.

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Impacto no setor de TV a cabo e regulação

Um diferencial da proposta da Paramount é a manutenção dos canais de TV paga. Enquanto o acordo com a Netflix prevê a separação da Discovery Global em uma nova empresa independente, Ellison quer manter o portfólio unido. Ele propõe uma alteração estatutária para que qualquer cisão de ativos de TV a cabo exija voto dos acionistas, alegando que a divisão desses negócios, centrais para operadoras de telecomunicações, possui baixo valor econômico e gera incerteza.

O setor observa com cautela os desdobramentos, já que o Writers Guild of America e diversos políticos alertam para possíveis violações antitruste na negociação com a Netflix. O receio é que a consolidação resulte em preços mais altos para os consumidores finais e menor diversidade de vozes. O processo judicial da Paramount explora essa fragilidade, sugerindo que sua oferta de compra total enfrenta menos barreiras legais e oferece um caminho mais estável para a indústria.

A oferta da Paramount tem prazo de validade até o dia 21 de janeiro, mas pode ser estendida conforme o ritmo dos tribunais. Até o momento, as empresas envolvidas não se manifestaram oficialmente sobre os novos termos judiciais. Para o mercado de telecomunicações, o resultado dessa disputa definirá não apenas o futuro de franquias como Harry Potter e DC Comics, mas também o equilíbrio de forças entre os serviços de streaming e a infraestrutura de TV por assinatura.

Claro leva 5G e música grátis ao 4º Rio Bossa Nossa em Ipanema

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Claro Rio Bossa Nova
Divulgação

O Rio Bossa Nossa, apresentado pela Claro, retorna em sua quarta edição como um festival gratuito que celebra a Bossa Nova entre os dias 23 e 25 de janeiro, na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. A iniciativa reúne grandes nomes da música brasileira, atividades esportivas e ações sociais, combinando cultura e conectividade para valorizar o patrimônio musical do país e ampliar o acesso da população a experiências culturais abertas.

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Celebração da Bossa Nova no berço do movimento

Dedicado ao gênero que nasceu no Rio há mais de 70 anos, o festival presta homenagem à Bossa Nova, estilo que levou a música brasileira ao reconhecimento internacional. Inspirado no sol, no céu e no mar eternizados em “Garota de Ipanema”, o evento valoriza a estética marcada pela batida de violão, pelo desenho melódico e pela combinação entre simplicidade e sofisticação, mantendo viva uma herança cultural que atravessa gerações.

A programação musical do Rio Bossa Nossa reúne artistas consagrados e apresentações especiais. Estão confirmados nomes icônicos como Leila Pinheiro e Marcos Valle, além de parcerias como Leo Jaime e Ricardo Leão, Maria Gadú ao lado de Mônica Salmaso e Joyce, e o encerramento com Seu Jorge e Daniel Jobim interpretando obras de Tom Jobim, em um tributo que reforça a importância do compositor para a música brasileira.

Atividades esportivas e bem-estar durante o dia

Além dos shows noturnos, o festival oferece uma programação diurna voltada à saúde e ao lazer, com aulas e práticas esportivas gratuitas. Atividades como yoga, ginástica, futevôlei e beach tennis transformam a orla de Ipanema em um espaço de convivência para todas as idades, ampliando o alcance do evento e estimulando hábitos saudáveis durante o verão carioca.

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Conectividade e ativações da Claro no evento

Como apresentadora e patrocinadora máster, a Claro destaca sua atuação ao levar conectividade ao público, oferecendo ativações exclusivas e cobertura com o 5G mais rápido do Brasil. A operadora reforça seu propósito de conectar pessoas para uma vida mais divertida e produtiva, permitindo que os participantes compartilhem experiências em tempo real durante toda a programação do festival.

Sustentabilidade, acessibilidade e ações sociais

A sustentabilidade é um dos pilares do Rio Bossa Nossa, com práticas como gestão eficiente de resíduos, compensação de carbono, distribuição gratuita de água potável e uso de copos reutilizáveis. A acessibilidade também é prioridade, com rampas, plataformas elevatórias, banheiros adaptados e tradução em Libras, além de parceria com a RIOinclui, garantindo uma experiência inclusiva para todos.

Programação oficial do 4º Festival Rio Bossa Nossa

Shows musicais
Dia 23 (quinta-feira)

  • Bossacucanova
  • Leo Jaime e Ricardo Leão (voz e piano)
  • Maria Gadú, Mônica Salmaso e Joyce

Dia 24 (sexta-feira)

  • Leila Pinheiro
  • Marcos Valle
  • Orquestra Prio

Dia 25 (sábado)

  • Em Tom Maior
  • Roberto Menescal, Theo Bial e Cris Delanno
  • Seu Jorge e Daniel Jobim interpretam Tom Jobim

Atividades esportivas e bem-estar

  • Sexta, sábado e domingo: 7h às 9h – Aulas Bodytech
  • Sexta-feira: 9h30 às 16h – Futevôlei
  • Sábado: 9h30 às 16h – Beach Tennis
  • Domingo: 9h30 às 16h – Clínicas de Futevôlei e Beach Tennis
    (inscrições via Sympla a partir de 14 de janeiro)

Adeus? O ano de 2026 deve marcar a extinção dos orelhões

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Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução

Ao que parece, começou o adeus definitivo a um dos símbolos mais marcantes do espaço público brasileiro. A partir de 2026, orelhões começam a ser removidos das grandes cidades, encerrando uma trajetória de mais de cinco décadas nas calçadas urbanas de todo o Brasil.

A decisão, autorizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), afeta terminais que, nos últimos anos, deixaram de ser ferramenta de comunicação para se tornarem peças obsoletas e, em muitos casos, meros obstáculos urbanos.

A retirada acontece após mudanças no modelo de concessão das operadoras de telefonia fixa, que passaram a atuar sob o regime de autorização.

Com isso, empresas como Oi, Claro e Vivo deixam de ser obrigadas a manter os aparelhos em áreas com ampla cobertura de rede móvel. A nova realidade legal reflete uma constatação prática: os orelhões não têm mais a função que um dia desempenharam.

Quase em silêncio

Relatórios recentes apontam que boa parte dos orelhões espalhados pelas metrópoles brasileiras registram menos de uma ligação por dia. Em paralelo, os custos de manutenção cresceram, sobretudo por conta do vandalismo frequente e da dificuldade de encontrar peças de reposição. 

Em muitos pontos, os aparelhos permanecem no local apenas como suporte para cartazes irregulares ou barreiras no fluxo de pedestres.

A previsão é que cerca de 30 mil telefones públicos sejam removidos ao longo do ano, com prioridade para aqueles situados em regiões comerciais e avenidas de grande circulação. 

A medida é encarada como uma modernização da infraestrutura urbana, mas também marca o fim de um capítulo da história da comunicação no país.

Um legado de design

Criado nos anos 1970 pela arquiteta Chu Ming Silveira, o orelhão foi pensado para ser prático, resistente e acessível. Sua icônica cúpula arredondada, feita de fibra de vidro, oferecia isolamento acústico e proteção contra chuva, sem a necessidade de cabines fechadas. 

O design original não só se popularizou como se tornou referência em diversas cidades brasileiras e até objeto de estudos em arquitetura e urbanismo.

Apesar da remoção em ambientes urbanos, a Anatel não descarta a manutenção de terminais em localidades onde o acesso à telefonia móvel ainda é limitado. 

Aldeias indígenas, regiões rurais e áreas remotas devem continuar contando com telefones públicos em caráter emergencial ou de utilidade pública.

Entre a memória e a transição

Com a saída dos orelhões das paisagens das grandes cidades, encerram-se também as histórias cotidianas que esses aparelhos ajudaram a construir. 

Para muitos, eles foram o elo com familiares distantes, socorro em situações de emergência ou simplesmente o ponto de contato com o mundo exterior em tempos em que o celular ainda não era realidade.

Agora, os poucos que restarem serão exceção. E a maioria, silenciosa, deixará para trás apenas uma lembrança: a de quando parar na calçada para fazer uma ligação era parte do dia a dia de qualquer brasileiro.

Como ganhar internet de graça na TIM com o app TIM FUN

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TIM FUN
Divulgação/TIM

Os clientes da operadora TIM conseguem navegar na internet de graça através do aplicativo TIM FUN, uma plataforma que oferece recompensas em todo o Brasil para quem cumpre desafios diários e assiste a vídeos, garantindo bônus de dados móveis sem custo para manter a conectividade ativa de forma simples e gamificada. Essa iniciativa permite que usuários dos planos pré, controle e pós-pago expandam seu limite de dados utilizando apenas o engajamento em atividades de entretenimento.

O mercado de telecomunicações brasileiro está em constante evolução tecnológica e sustentável. Recentemente, a TIM vai produzir a própria energia como parte de uma estratégia de expansão que beneficia diretamente o consumidor final com uma rede mais moderna. Nesse cenário de inovação, o aplicativo de recompensas surge como uma ferramenta essencial para democratizar o acesso à rede mundial de computadores sem impactar o orçamento mensal das famílias ou depender de recargas extras.

Como funciona a gamificação e os prêmios

A mecânica do programa é baseada na troca de tempo de uso por pontuação. O usuário encontra dentro da interface uma variedade de jogos casuais, vídeos publicitários e missões do dia que, ao serem completados, geram créditos virtuais. Ao atingir determinadas metas, esses pontos podem ser convertidos em bônus de navegação reais. É uma maneira inteligente de aproveitar os momentos de lazer para garantir que a franquia principal do seu plano de celular dure muito mais tempo ao longo do mês.

A operadora investe pesado em publicidade e entretenimento para manter o público engajado em suas plataformas digitais. Um exemplo disso ocorreu quando a TIM traz Valdirene de volta em ações de grande alcance nacional para divulgar suas facilidades e promoções. Siga as etapas abaixo para configurar sua conta corretamente e garantir o seu bônus inicial de 1 GB de dados imediatamente após realizar o seu primeiro acesso completo na ferramenta.

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Passo a passo para garantir sua conexão gratuita

  1. Baixe o app oficial di TIM FUN disponível para Android ou para usuários de iOS em seu smartphone.
  2. Realize o cadastro inicial inserindo seu número de telefone ativo da operadora.
  3. Valide o acesso através do código de segurança que será enviado por SMS.
  4. Complete as missões diárias, jogue e assista aos vídeos para acumular pontos.
  5. Troque seu saldo acumulado por bônus de internet ou vouchers diretamente no app.
TIM FUN
Reprodução/TIM FUN

O cadastro é totalmente gratuito e a interface do aplicativo foi projetada para ser leve, não consumindo muitos recursos do aparelho ou da bateria. Após a validação do número, o cliente já está apto a participar de todas as rodadas de prêmios e desafios. É importante ressaltar que a participação é exclusiva para linhas ativas, garantindo que o bônus seja creditado de forma instantânea e automática assim que o resgate for solicitado dentro do menu de recompensas da plataforma móvel.

Repescagem e constância nos pontos acumulados

Um dos diferenciais mais elogiados pelos usuários frequentes é o sistema de repescagem. Caso você perca um dia de interação, o aplicativo oferece chances de recuperar os pontos perdidos, evitando que o progresso nas missões semanais seja zerado. Isso mantém o engajamento elevado e garante que mesmo os clientes com rotinas mais atarefadas consigam atingir as pontuações necessárias para os resgates de dados móveis, tornando a jornada de conquistas muito mais justa e acessível.

Além da internet, os pontos podem ser convertidos em vouchers para diversos parceiros, aumentando o leque de utilidade da ferramenta no dia a dia. Quanto mais o usuário interage com os palpites e jogos, maiores são as chances de ganhar pacotes robustos de conexão. A facilidade de uso e a clareza nas regras de pontuação consolidam o serviço como uma das melhores formas de obter vantagens extras no setor de telefonia atual, reforçando a imagem da empresa como uma marca focada no digital.

BTG estaria articulando fusão entre V.tal e TIM Brasil; entenda

Imagem: Midjourney/Reprodução

O BTG Pactual estaria se movimentando nos bastidores para articular uma fusão entre a V.tal e a TIM Brasil, de acordo com informações reveladas pelo jornalista Lauro Jardim, em nota publicada no blog que assina no site O Globo. 

Segundo apuração do colunista, a intenção do banco é formalizar a operação ainda no segundo semestre de 2026, apesar de o cenário atual apresentar desafios relevantes.

A V.tal, empresa de infraestrutura de fibra óptica controlada pelo BTG, enfrenta uma realidade financeira delicada. A companhia teria encerrado o último ciclo com uma perda contábil estimada em R$ 12 bilhões, mesmo tendo concretizado a aquisição da Um Telecom.

Mesmo diante desse prejuízo, o banco mantém otimismo quanto ao futuro da operação e vê na possível união com a TIM uma estratégia para ganhar escala e sinergia em um setor cada vez mais competitivo.

Movimento estratégico e de alto impacto

A eventual fusão envolveria dois dos principais nomes da cadeia de telecomunicações no Brasil. De um lado, a V.tal atua como backbone da internet brasileira, fornecendo infraestrutura para operadoras e provedores de internet. 

Do outro, a TIM Brasil, uma das líderes no segmento móvel, com forte presença também no mercado corporativo e de serviços digitais.

A articulação, caso avance, pode representar uma reconfiguração importante no mercado de telecomunicações, especialmente no que diz respeito à integração vertical de serviços. 

A união de uma fornecedora de infraestrutura neutra com uma operadora de ponta levanta discussões sobre concorrência, regulação e neutralidade de rede, temas sensíveis no setor e acompanhados de perto por órgãos como a Anatel e o CADE.

Expectativas e vigilância regulatória

Ainda que os detalhes da operação permaneçam restritos às conversas de bastidores, o mercado já começa a especular sobre as implicações práticas dessa fusão

Para os concorrentes, a possível combinação entre V.tal e TIM pode gerar um desequilíbrio, especialmente se houver exclusividade ou favorecimento no acesso à rede.

Para o consumidor final, os efeitos dependerão das decisões estratégicas futuras: investimentos em expansão, preços praticados e qualidade do serviço estarão no centro do debate, caso a operação se concretize. 

Especialistas alertam que a movimentação pode ter um impacto profundo na dinâmica de competição e no modelo de compartilhamento de infraestrutura adotado até então.

O que dizem as partes?

Em contato com o Minha Operadora, a assessoria de imprensa do BTG Pactual informou que o banco não confirma as informações, pelo menos por ora.

Também buscamos um posicionamento da V.tal e da TIM, mas até a última atualização dessa matéria as operadoras não esboçaram resposta.

* Com informações de O Globo

Starlink consegue autorização para lançar 7.500 novos satélites

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Starlink antena satélites
Reprodução/Assine Bazaar

Na última sexta-feira (9), a FCC aprovou nos Estados Unidos o plano da SpaceX para lançar mais 7.500 satélites da rede Starlink de segunda geração para expandir a conectividade mundial. A medida permite que a empresa de Elon Musk dobre sua frota autorizada através de uma liberação incremental, visando entregar internet de 1 Gbps e serviços móveis diretos. O objetivo é garantir que nenhuma comunidade fique sem acesso, fortalecendo a concorrência no setor de telecomunicações.

A autorização atual funciona de forma gradual, já que a SpaceX havia solicitado permissão para operar quase 30 mil novos equipamentos no espaço. A agência reguladora optou por uma estratégia cautelosa, liberando apenas metade do volume pretendido enquanto monitora o desempenho técnico em órbita. Com a nova frota, a companhia poderá utilizar cinco frequências distintas para melhorar a capacidade de transmissão e reduzir as latências para o usuário final de banda larga.

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Expansão tecnológica e mobilidade

Com os novos dispositivos em órbita, a operadora poderá consolidar o sistema direct-to-cell, que conecta smartphones comuns diretamente à infraestrutura espacial. Essa tecnologia elimina a necessidade de antenas externas, sendo uma solução crítica para áreas sem cobertura terrestre. O avanço ocorre em um momento em que a starlink alcanca 9 milhoes de clientes e mantem crescimento acelerado em 155 países, somando milhões de usuários atendidos pela marca.

Imagem: Starlink/reprodução

O presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou que a autorização é um divisor de águas para os serviços de próxima geração. Segundo ele, ao dar luz verde para os 15 mil equipamentos avançados, o governo garante que nenhuma comunidade seja deixada para trás na era digital. Carr destacou que a medida promove a concorrência e oferece capacidades de banda larga sem precedentes, essenciais para o desenvolvimento econômico e social através de uma rede de órbita baixa moderna e eficiente.

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Prazos e segurança espacial

A SpaceX possui prazos rigorosos para implementar a nova estrutura aprovada pelo órgão regulador. A empresa deve lançar e operar 50% dos novos satélites de segunda geração até o dia 1º de dezembro de 2028, completando a frota total até o fim de 2031. Além disso, a companhia liderada por Musk precisa finalizar a implantação de sua primeira geração de equipamentos até novembro de 2027, assegurando a evolução técnica contínua dos serviços prestados aos consumidores globais.

Para aumentar a segurança, a empresa planeja reduzir a altitude de sua constelação de 550 km para 480 km em 2026. A manobra visa facilitar a reentrada atmosférica e evitar detritos, especialmente após falhas técnicas recentes. Esse cuidado com a rede é essencial, já que a china ira lancar internet via satelite no brasil em breve, criando um cenário de forte disputa comercial e técnica no setor de telecomunicações nacional nos próximos anos.

O futuro da banda larga via satélite

Hoje, a SpaceX é a maior operadora de satélites do planeta, controlando cerca de dois terços dos equipamentos ativos em órbita terrestre. A empresa já firmou parcerias com 27 operadoras móveis globais para viabilizar o serviço direto para o celular, reforçando sua posição de liderança. Com cerca de 9.400 unidades em operação, a marca consegue atender desde governos até usuários residenciais, forçando uma readequação de preços no mercado tradicional de banda larga residencial.

Por fim, a FCC concedeu uma isenção temporária sobre os limites de potência de sinal enquanto novas regras técnicas são debatidas internamente. Isso permite que a rede opere com maior intensidade, beneficiando a qualidade da conexão recebida pelo cliente final. A SpaceX deverá se adequar a qualquer nova regulamentação futura, mantendo o equilíbrio entre inovação e proteção do espaço, garantindo que a tecnologia de órbita baixa continue sendo um pilar da conectividade global.

Cresce a demanda por profissionais de telecom no Brasil, segundo o LinkedIn

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Imagem: Freepik/Reprodução

Em um momento de intensa transformação digital, o setor de telecomunicações vem assumindo papel central na geração de empregos no Brasil.

Segundo dados recentes divulgados pelo LinkedIn, uma das principais redes sociais com foco profissional, dois dos 25 cargos com maior crescimento no país entre 2023 e 2025 estão diretamente relacionados a essa área.

As funções de consultor de assuntos regulatórios e gerente de relações corporativas despontaram na lista da plataforma, que analisou a trajetória de milhões de profissionais cadastrados. 

O estudo observou a evolução no número de pessoas atuando nesses postos, além da oferta de vagas e a distribuição geográfica das contratações.

Avanço do setor é reflexo de investimentos públicos e inovação

O aumento na procura por especialistas em telecom não é por acaso. Nos últimos anos, o governo federal intensificou políticas de estímulo à conectividade, com destaque para projetos sustentados por fundos como o FUST e o Funttel

A ampliação das redes de alta velocidade e a implementação do 5G abriram caminho para novas frentes de atuação, muitas delas com perfil técnico, mas outras exigindo habilidades regulatórias e institucionais.

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a expansão do setor representa mais do que avanços tecnológicos. “É uma via de inclusão e crescimento. Quando levamos conectividade para mais regiões, também levamos oportunidades de trabalho e desenvolvimento local”, afirmou.

Mudança no perfil das funções mais procuradas

A presença de cargos voltados à regulação e ao relacionamento institucional no ranking chama atenção para uma mudança nas necessidades do setor. 

A complexidade crescente dos marcos regulatórios, somada à necessidade de interlocução com diferentes esferas, como governo, agências e sociedade, tem valorizado perfis híbridos, com formação técnica e capacidade de articulação.

Isso abre espaço tanto para profissionais experientes quanto para novos talentos dispostos a trilhar caminhos em áreas que, até pouco tempo, não figuravam entre as mais visadas da tecnologia.

Papel social e estratégico das telecomunicações se amplia

Mais do que uma tendência de mercado, o crescimento das telecomunicações revela um movimento com impacto social relevante. Ao fortalecer a infraestrutura digital e ampliar o acesso a serviços como saúde, educação e inclusão produtiva, o setor se torna um pilar do desenvolvimento nacional.

Com a ascensão desses cargos nas estatísticas do LinkedIn, fica evidente que o Brasil está diante de uma reorganização silenciosa no mundo do trabalho e a telecom está no centro dela.

* Com informações do Ministério das Comunicações

Nio aposta em 2026 para acelerar crescimento na internet no Brasil

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Nio Fibra internet
Divulgação/Nio

A Nio define 2026 como seu “ano de crescimento” e busca a liderança no mercado de internet em fibra óptica no Brasil, encerrando em janeiro a fase de transição após adquirir a base de clientes e infraestrutura da Oi, em operação concluída em fevereiro de 2024 por R$ 5,75 bilhões. A telecom, controlada por fundos do BTG Pactual através da V.tal, projeta expansão nacional e inicia nova fase de marketing com campanha estrelada pela atriz Isadora Cruz.

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Ambição de liderança nacional

“Não vemos limite no nosso crescimento em fibra”, afirma Marcio Fabbris, CEO da Nio em entrevista para o Estadão. “A gente realmente quer ser um operador nacional e líder de mercado.” A declaração pode soar audaciosa diante de gigantes como Claro e Vivo, mas reflete a confiança da empresa em seu potencial. Atualmente, a Nio é a terceira maior provedora de internet fixa do país, com 4 milhões de clientes e receita na faixa de R$ 4,5 bilhões.

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Nova estratégia de comunicação

A nova campanha publicitária, criada pela Artplan, traz uma abordagem ousada e surreal. Ao invés de mostrar cenas convencionais de pessoas usando internet em casa, as peças apresentam situações extremas: alpinistas em perigo, ataques de tubarão e grupos perdidos em florestas. Quando os personagens lembram que são clientes Nio, literalmente “se inflam” e flutuam para longe do perigo, reforçando a mensagem de que o preço não muda até janeiro de 2028.

Bruno Chamas, diretor de marca e comunicação da Nio, explica a estratégia: “É uma virada de protagonismo, pois a gente toma coragem e vai além de pessoas usando a internet em casa, falando de estabilidade e velocidade: isso já é visto e está ultrapassado”. A escolha de Isadora Cruz como garota-propaganda também foi estratégica, fugindo de celebridades do eixo Sudeste para trazer uma personalidade nordestina em ascensão, que estreia na novela “Coração Acelerado” nesta segunda-feira.

Desafios da transição

O ano de 2025 foi marcado por intensos desafios operacionais. A Nio precisou reestruturar equipes, desvincular-se de fornecedores da antiga Oi como Serede e Tahto, e migrar toda a arquitetura de dados para Google Cloud. Em março, enquanto lançava a marca, a empresa implementou novos sistemas de vendas, atendimento, aplicativo e CRM. A telecom espera concluir ainda em janeiro a transição do ciclo de receita e faturamento.

Nio - nova marca de Oi Fibra

Fabbris reconhece que a arrumação custou cara: 500 mil clientes deixaram a base devido aos problemas técnicos da transição e à desconfiança relacionada ao processo de recuperação judicial da Oi. “Junto com a base de clientes, a empresa anterior engendrou contratos que vieram com rentabilidade negativa. A gente tinha a missão de colocar a empresa no eixo também do ponto de vista de custos”, explica o executivo.

Inovação e expansão para 2026

Para 2026, a Nio prepara inovações tecnológicas focadas na experiência do usuário. A empresa planeja oferecer soluções para melhorar o sinal de internet dentro de residências e empresas, como roteadores pessoais inteligentes. Através do aplicativo, será possível identificar pontos cegos na casa do cliente e sugerir a melhor configuração, incluindo mudanças entre as bandas de 5 GHz e 2,4 GHz. “Uma das grandes apostas é melhorar toda essa jornada de canais digitais dos clientes”, revela Chamas.

A expansão nacional também motivou a criação de uma sede em São Paulo, mesmo sem oferecer serviços na capital paulista. Fabbris justifica: “Estar perto do acionista, construir um pool de talentos adicional ao que a gente já tinha no Rio e a ambição de ser uma empresa nacional”. O executivo destaca que o time está dividido entre Rio e São Paulo, com intensa ponte aérea entre as cidades.

Com a casa arrumada e sistemas estabilizados, a Nio entra em 2026 com ambições claras: crescer em fibra óptica, expandir nacionalmente e conquistar a liderança de mercado, desafiando operadoras consolidadas com propostas de transparência, preço fixo e inovação tecnológica.