Imagem: Joel Angel Juarez/REUTERS/Reprodução

4 tecnologias promissoras que “floparam” em 2025

Goodanderson Gomes
4 min de leitura
Imagem: Joel Angel Juarez/REUTERS/Reprodução

O ano de 2025 foi recheado de promessas no universo das tecnologias, com anúncios que, em um primeiro momento, pareciam sinalizar mudanças profundas no cotidiano digital. 

- Publicidade -

No entanto, nem tudo correu conforme o planejado. Alguns dos projetos mais aguardados por consumidores e analistas acabaram enfrentando obstáculos significativos, virando alvo de críticas e perdendo fôlego antes mesmo de decolar.

Entre os principais tropeços do setor, quatro iniciativas chamaram atenção: a nova assistente da Apple baseada em inteligência artificial, o robotáxi da Tesla, o Drex (moeda digital idealizada pelo Banco Central) e os smartphones ultrafinos lançados por gigantes como Samsung e Apple.

- Publicidade -

1. IA da Apple: promessa adiada mais uma vez

A Apple apostou alto em uma reformulação da Siri com recursos de inteligência artificial generativa. Mas os usuários da marca permanecem “na vontade”.

O lançamento era esperado inicialmente para 2024, foi empurrado para 2025 e, mais uma vez, acabou não acontecendo. Segundo a própria empresa, o desenvolvimento ainda passa por ajustes técnicos, o que jogou a estreia para 2026. 

- Publicidade -

Enquanto concorrentes como Google e OpenAI avançam com seus assistentes, a Apple lida com pressões internas e externas para entregar um produto competitivo.

2. Robotáxi da Tesla não saiu da fase de testes

Outro caso emblemático de fracasso tecnológico momentâneo foi o do robotáxi da Tesla, divulgado como a revolução do transporte autônomo. 

A empresa de Elon Musk chegou a projetar o início das operações para o final do ano, mas o serviço ficou limitado a testes controlados. O motivo? Alta incidência de colisões e entraves regulatórios que impediram a liberação do serviço em larga escala. 

Mesmo com supervisores humanos dentro dos veículos, os incidentes foram frequentes e colocaram em xeque a confiabilidade da tecnologia.

3. Drex: recuo estratégico do Banco Central

No Brasil, o Drex foi lançado como um projeto para modernizar as transações financeiras, funcionando como uma extensão digital do real. 

- Publicidade -

Mas, em vez de avançar, a moeda digital enfrentou questionamentos sobre segurança e privacidade, levando o Banco Central a suspender a iniciativa. 

Embora a possibilidade de um relançamento não esteja descartada, a proposta, pelo menos no formato atual, não convenceu o mercado nem os especialistas.

4. Smartphones ultrafinos enfrentam críticas e vendas abaixo do esperado

Já no setor de dispositivos móveis, o design superdimensionado dos smartphones deu lugar a modelos ultrafinos, como o iPhone Air e o Galaxy S25 Edge. 

A aposta era atrair usuários interessados em aparelhos mais leves e elegantes, mas os resultados ficaram aquém do esperado.

Bateria com baixa duração, superaquecimento e fragilidade estrutural foram alguns dos principais pontos negativos destacados por consumidores. A recepção morna impactou as vendas e levantou dúvidas sobre a continuidade dessa linha em 2026.

Nem toda nova tecnologia é sinônimo de avanço imediato

Casos como esses mostram que o setor de tecnologias, apesar do dinamismo e do potencial de transformação, também é suscetível a falhas e recuos. 

Projetos mal planejados, limitações técnicas ou estratégias mal calibradas podem transformar grandes apostas em decepções, pelo menos no curto prazo.

Para o consumidor, fica a lição: inovação é essencial, mas maturidade tecnológica e confiança do mercado continuam sendo peças-chave para que promessas saiam do papel e impactem a vida real.

Compartilhar este artigo
Se inscrever
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais antigo
Mais recente Mais Votados
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários