01/02/2026
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Starlink libera sinal de internet gratuito no Irã após bloqueios do governo

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Starlink no Irã Elon Musk
Reprodução/Gemini

Na última quinta-feira (8), o bilionário Elon Musk disponibilizou gratuitamente o serviço de internet da Starlink no Irã para combater o apagão digital imposto pelo governo local durante os protestos em Teerã. A medida visa garantir a comunicação da população após o regime derrubar a conectividade para conter manifestações, utilizando a tecnologia de satélites de baixa órbita para contornar as restrições físicas das operadoras tradicionais e manter o fluxo de informações vivo entre os cidadãos iranianos.

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O cenário da repressão digital e o apagão na rede

O cenário de conectividade no país é crítico e reflete uma estratégia de repressão severa. Dados da empresa Cloudflare indicaram uma queda drástica de 90% no tráfego da rede logo após o início das medidas governamentais. Segundo o site NetBlocks, o nível de acesso caiu para apenas 1% do padrão habitual, afetando uma população de 85 milhões de habitantes. O regime iraniano derrubou a conexão para tentar sufocar os protestos que já duram vários dias e deixaram um saldo estimado de 2 mil mortos.

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A resposta tecnológica da Starlink contra a censura

A Starlink, braço de comunicações da SpaceX, opera através de uma vasta “constelação” de satélites projetada para levar banda larga a áreas remotas. No território iraniano, contas que antes estavam inativas foram subitamente conectadas, com todas as taxas de assinatura suspensas desde a última terça-feira (13). Segundo Ahmad Ahmadian, do grupo Holistic Resilience, o processo para os usuários é simples: basta posicionar o terminal em um local com visibilidade clara para o céu para restabelecer o sinal de forma imediata.

Imagem: Starlink/reprodução

O papel do satélite como ferramenta de soft power

Esta movimentação de Musk reforça o papel da companhia como uma ferramenta de poder em zonas de conflito ou regimes fechados. O bilionário já adotou estratégias semelhantes anteriormente, fornecendo acesso à rede para cidadãos da Ucrânia durante o conflito com a Rússia. Mais recentemente, a empresa também anunciou que ofereceria banda larga gratuita para cidadãos venezuelanos em meio às tensões políticas locais, seguindo o padrão de enfrentamento contra governos autoritários.

Guerra de sinais e o uso de bloqueadores militares

Apesar da oferta gratuita, o governo iraniano tem reagido com táticas agressivas de interferência de sinal para neutralizar as antenas. Especialistas apontam o uso de “jammers”, dispositivos de nível militar que emitem ruídos na mesma frequência dos satélites para embaralhar a comunicação. Esse esforço técnico resultou em uma perda de pacotes de dados que varia entre 30% e 80% em certas áreas, demonstrando que o governo investiu pesado em pesquisa e desenvolvimento para conter especificamente os satélites de baixa órbita.

Diferente do que ocorre em países como o Brasil, onde as operadoras de satélite dependem de bases terrestres, a Starlink consegue prover acesso ao Irã sem infraestrutura local física. Isso ocorre porque o sinal é enviado de volta para bases em outros países, dificultando o controle estatal direto sobre os cabos de fibra ótica. Diante disso, a União Internacional de Telecomunicações (UIT), vinculada à ONU, já emitiu pedidos formais para que o Irã interrompa a interferência intencional nos sinais captados.

Riscos aos usuários e o futuro da conexão no país

A situação é agravada pela total ilegalidade do serviço dentro do território iraniano. As autoridades locais criminalizaram o uso da Starlink, e usuários que instalam os terminais clandestinos correm riscos severos, incluindo a possibilidade de execução pelo regime. Estima-se que existam cerca de 50 mil receptores espalhados pelo país, funcionando como uma “pequena janela” para denunciar atrocidades e manter o mundo informado sobre a realidade das violações de direitos humanos que ocorrem sob um bloqueio total.

O apagão digital atual é o terceiro grande bloqueio geral ordenado pelo Irã desde 2019. Anteriormente, o governo utilizou a mesma tática para conter protestos sobre preços de combustíveis e questões sociais. Desta vez, além de derrubar redes móveis, o regime tenta neutralizar até serviços de VPN, como a Proton VPN, que relatou dificuldades extremas de conexão. A SpaceX não respondeu oficialmente aos pedidos de comentário, mas a ativação dos terminais confirma a postura combativa da empresa contra regimes restritivos.

Anatel lança novo concurso de fotos e vídeos com R$ 18 mil em prêmios

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Imagem: Midjourney/Reprodução

As inscrições para o 3º Concurso de Fotos e Vídeos da Anatel já estão abertas. A edição de 2026 traz como destaque a inclusão de uma nova categoria dedicada exclusivamente a pessoas com 60 anos ou mais. 

Além da inovação, o certame distribuirá, no total, mais de R$ 18 mil em prêmios entre os melhores trabalhos, com apoio de entidades do setor de telecomunicações.

O tema deste ano, “Mundo Digital: o futuro é de todos”, propõe um olhar atento sobre como tecnologias como internet, celular e TV por assinatura influenciam a vida cotidiana, aproximam gerações e contribuem para a inclusão digital.

Três categorias e foco em inclusão

Além da categoria exclusiva para idosos, o concurso contempla outras duas modalidades: fotografia e vídeo, ambas abertas ao público em geral. 

A proposta da Agência Nacional de Telecomunicações é estimular a produção de conteúdo que mostre, de forma sensível e criativa, a relação entre pessoas e conectividade.

A iniciativa tem caráter nacional e busca ampliar a discussão sobre cidadania digital por meio de produções que retratem realidades diversas. Imagens que não dialoguem com o tema proposto, no entanto, serão desclassificadas.

Como participar do concurso da Anatel

Os interessados têm até o dia 30 de janeiro para enviar seus trabalhos. No caso das fotos, o material deve ter no máximo 1 GB de tamanho. Já os vídeos devem ter até 1 minuto e 30 segundos de duração, hospedados no YouTube na modalidade “não listado”. É obrigatório o envio do Termo de Uso de Imagem, quando houver pessoas identificáveis nas produções.

O processo seletivo será dividido em duas etapas: avaliação técnica por uma comissão julgadora e, posteriormente, votação popular, prevista para ocorrer entre 23 de fevereiro e 6 de março, diretamente no site da Anatel. 

Os vencedores serão conhecidos em 24 de março, durante um evento presencial em Brasília, com passagens e hospedagens custeadas pela agência.

Premiação e patrocínio

O valor total da premiação ultrapassa R$ 18 mil, divididos entre as três categorias:

  • Fotografia (geral): R$ 4.500 para o primeiro colocado, R$ 2.500 para o segundo e R$ 1.500 para o terceiro;
  • Vídeo: R$ 5.500 para o vencedor;
  • Foto produzida por pessoa com 60 anos ou mais: R$ 4.500 para o primeiro lugar.

A ação conta com o patrocínio de entidades que representam operadoras e prestadoras de serviços, como Abrint, Conexis, Associação Neo e TelComp, todas atuantes no ecossistema da conectividade no Brasil.

Informações e contato

As inscrições são feitas exclusivamente por esse formulário, disponível no site da Anatel, onde também está disponível o regulamento completo do concurso

Dúvidas podem ser esclarecidas por e-mail, no endereço fotosevideos@anatel.gov.br, ou pelo telefone 1331, disponível em dias úteis, das 8h às 20h.

* Com informações da Anatel

Justiça autoriza que Serede refaça seu RH para agilizar demissões

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Imagem: Midjourney/Reprodução

A Serede, subsidiária da operadora Oi, recebeu autorização da Justiça para recontratar, de forma temporária, profissionais de Recursos Humanos (RH). O objetivo é viabilizar a formalização das demissões anunciadas no fim de 2023, que devem atingir aproximadamente 6 mil empregados.

A medida foi concedida pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável por conduzir parte do processo de falência da empresa. O juiz auxiliar Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres considerou necessário o retorno de uma equipe técnica capacitada para garantir que as rescisões sejam conduzidas com o devido rigor legal e administrativo. O prazo autorizado para essas recontratações é de até 90 dias.

Volume de demissões exige operação estruturada

Outrora atuante no setor de infraestrutura e manutenção de redes de telecomunicações da Oi, a Serede teve seu pedido de falência acatado em meio ao agravamento da crise financeira do grupo. 

Com milhares de funcionários ainda em seu quadro, a companhia precisa formalizar as dispensas em massa, respeitando as obrigações trabalhistas e evitando riscos de passivos judiciais futuros.

Fontes ligadas ao processo indicam que a recontratação deverá envolver entre 50 e 80 ex-colaboradores com experiência nos sistemas internos da empresa, histórico funcional dos empregados e conhecimento das rotinas de folha de pagamento e encargos rescisórios. O grupo será responsável por reunir documentos, calcular valores devidos e garantir a finalização correta dos contratos.

Salários e direitos garantidos no período temporário

Mesmo que a atuação dos profissionais de RH seja temporária, os contratos serão formalizados e darão direito à remuneração compatível com a função desempenhada. Também está prevista a quitação de todos os direitos trabalhistas referentes ao período de trabalho.

A decisão judicial que autoriza essa manobra representa uma tentativa de manter a legalidade e a organização num processo de grande complexidade operacional, considerando o alto número de desligamentos e o fim das atividades da Serede como braço operacional da Oi.

Contexto da falência da Oi e impacto nas subsidiárias

A situação da Serede reflete diretamente os desdobramentos da segunda recuperação judicial da Oi, homologada em 2023 e convertida em falência para parte de seus ativos. 

Empresas do grupo, como a própria Serede, enfrentam dificuldades para manter suas atividades diante da deterioração financeira da holding, que já foi uma das maiores operadoras de telecomunicações do país.

Com a falência decretada, a prioridade agora é mitigar os danos aos trabalhadores e viabilizar os trâmites legais exigidos pelo encerramento das atividades. A recontratação emergencial do RH aparece como uma peça-chave para essa etapa.

Expansão global das MVNOs contrasta com entraves no Brasil

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Imagem: Midjourney/Reprodução

A participação das MVNOs (operadoras móveis virtuais) no mercado global de telecom deve crescer de maneira expressiva nos próximos anos. 

De acordo com estimativas da consultoria Juniper Research, o número de usuários desse modelo no mundo deve passar dos atuais 333 milhões para 438 milhões até 2030. 

A expansão está atrelada, em grande parte, ao avanço das chamadas MVNOs in a box, solução que permite a criação rápida e simplificada de operadoras por empresas de diversos segmentos.

O modelo tem atraído nomes de fora do setor tradicional de telecomunicações. Fintechs, varejistas e até celebridades enxergam nas MVNOs uma ferramenta para fidelizar clientes e ampliar a presença de marca. 

Casos como o da Mint Mobile, impulsionada pelo ator Ryan Reynolds, e o do Nubank, que integrou um serviço de telefonia ao seu app, reforçam a tendência.

A expectativa é que as MVNOs movimentem mais de US$ 54 bilhões globalmente em 2030, sendo quase US$ 2 bilhões originados apenas do formato in a box

A facilidade de implementação e o baixo custo operacional são os principais atrativos para empresas que buscam diversificação de receitas sem comprometer sua atividade principal.

No Brasil, projeções modestas e pouca adesão

Apesar do otimismo internacional, o cenário brasileiro ainda caminha em ritmo mais lento. Segundo Olinto Sant’Ana, presidente da Associação Brasileira de Operadoras Móveis (ABRATUAL), o país representa apenas 3% do mercado global de MVNOs, o que equivaleria a cerca de 3 milhões de usuários projetados para 2030.

Sant’Ana destaca que, no Brasil, iniciativas como as da Porto Seguro e do Banco Safra, que chegaram a lançar suas próprias MVNOs, acabaram descontinuadas. 

Para ele, muitas dessas iniciativas são movidas por estratégias de marketing e carecem de comprometimento com o modelo. “Esse mercado só deve progredir com empresas totalmente focadas nele”, avalia.

Regulação segue como ponto crítico

Outro obstáculo está na regulação. Em 2025, a Anatel aprovou um novo Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que alterou regras ligadas ao roaming e ao uso do espectro. 

Críticas do setor apontam que a decisão de retirar a obrigatoriedade de ofertas de atacado para MVNOs pode limitar a competição, já que obriga contratos exclusivos entre operadoras e suas parceiras virtuais.

A mudança é vista com cautela por representantes do setor, que defendem mais abertura e incentivos à pluralidade no mercado móvel.

Qualidade e atendimento: os próximos desafios

Além da regulação e da viabilidade comercial, o futuro das MVNOs depende diretamente da qualidade dos serviços oferecidos. A consultoria Juniper Research alerta para os riscos à reputação das marcas que se aventuram nesse modelo sem preparo adequado. Plataformas robustas de CRM e gestão de clientes são apontadas como essenciais para manter a confiança do consumidor.

De toda forma, embora o ambiente global aponte para crescimento, o Brasil ainda precisa superar barreiras técnicas, regulatórias e estratégicas. A promessa de expansão das MVNOs existe, mas, por aqui, ela ainda parece caminhar em uma frequência própria.

Claro e Edusense criam gigante da educação corporativa

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Adultos estudando Claro empresas educação hall
Desola Lanre-Ologun/Unsplash

A Claro Empresas e a Edusense consolidaram no Brasil um dos maiores programas de aprendizagem corporativa do país através da plataforma HALL, com o objetivo de transformar o conhecimento dos colaboradores em um ativo estratégico de mercado, permitindo que o desenvolvimento humano impulsione resultados reais tanto interna quanto externamente em um ecossistema de inovação contínua.

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Cultura de inovação e o propósito de crescer

A iniciativa HALL nasceu para materializar o propósito de crescimento contínuo dentro da operadora, dando voz aos talentos internos e criando oportunidades reais de carreira. Para que essa estrutura ganhasse corpo, a empresa contou com o expertise e o engajamento dos especialistas da GlobalHitss, braço tecnológico que integra o Grupo Claro, garantindo que os projetos digitais tivessem o suporte técnico necessário para sua implementação e escalabilidade em larga escala.

O programa se divide em dois pilares fundamentais que sustentam o sucesso da aprendizagem moderna. O Community foca em comunidades, eventos, lives e podcasts conduzidos pelos próprios colaboradores, incentivando a troca orgânica de saberes. Já o Building foca na gestão do conhecimento estruturada, com a formalização de integrações técnicas e convergência entre as áreas da empresa para reforçar os valores de colaboração e excelência operacional exigidos pelo mercado.

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Resultados expressivos e engajamento recorde

O programa HALL apresentou métricas impressionantes durante o ano de 2025, consolidando a eficácia da parceria tecnológica para o desenvolvimento humano. Esses números refletem o alto nível de adoção e a transformação na forma como os colaboradores da Claro consomem e produzem conhecimento especializado dentro de uma plataforma que preza pela acessibilidade e pela facilidade de uso diário.

  • Participação ativa: 79% dos colaboradores acessaram ou participaram das iniciativas do programa HALL;
  • Carga horária: Foram consumidas e cocriadas 3.763 horas de aprendizagem ao longo do período;
  • Criação espontânea: Mais de 182 colaboradores por mês geraram conteúdos educativos de forma voluntária;
  • Novos materiais: Média de 12 novos conteúdos mensais, incluindo eventos ao vivo e podcasts exclusivos;
  • Trilhas práticas: 17 trilhas baseadas em Learning by Doing, com 73% de aprovação na conclusão;
  • Mobilidade profissional: 506 colaboradores participaram de processos seletivos internos vinculados às trilhas;
  • NPS de excelência: O projeto alcançou 87% de aprovação, comprovando a satisfação e recomendação;
  • Integrações técnicas: 18 integrações desenvolvidas por 24 colaboradores-autores em diversas áreas.

Tecnologia Edusense e a expansão para o mercado

A personalização da plataforma desenvolvida pela Edusense foi essencial para ampliar o engajamento, com foco total em usabilidade. O design intuitivo garantiu que os funcionários pudessem aprender diretamente no fluxo de trabalho, com acesso a aulas ao vivo e conteúdos gravados. Para Vinicius Arakaki, CEO da Edusense, a Claro empresas transformou a aprendizagem em estratégia, provando que a tecnologia potencializa uma cultura corporativa que já está preparada para evoluir.

Diante do sucesso interno, a operadora decidiu levar o HALL para o mercado B2B em parceria com a Edusense. A empresa agora passa a oferecer serviços de plataforma de educação corporativa para o mercado, combinando seu know-how com a tecnologia de ponta da parceira. Esse movimento estratégico permite que companhias de diferentes segmentos acessem uma solução completa, construída sobre uma experiência prática de sucesso e orientada para resultados reais em desenvolvimento.

Redução de impostos em celulares 5G pode impulsionar economia e ampliar acesso

Imagem: Midjourney/Reprodução

Um estudo recente propõe algo ousado: zerar tributos sobre smartphones 5G de entrada para impulsionar a economia brasileira. 

A ideia, que parte do Instituto IPE Digital, vai além da simples desoneração. Segundo os autores, a medida poderia aumentar o acesso à tecnologia, reduzir a informalidade no setor e até mexer no PIB.

A pesquisa sugere isenção de IPI e PIS/Cofins para aparelhos com fabricação nacional, preço de até R$ 650 e compatibilidade com o 5G Standalone, a versão mais completa da tecnologia. 

Esses dispositivos, considerados de entrada, poderiam chegar às mãos de milhões de brasileiros hoje excluídos da nova geração de internet móvel.

Mais internet, mais produtividade

A proposta tem base num cenário bastante prático. Em uma cidade como Fortaleza, por exemplo, se 10% dos usuários trocassem seus aparelhos 4G por modelos 5G, a velocidade média da internet móvel saltaria em torno de 15%. 

A consequência? Um impacto positivo direto no PIB local, calculado em 0,044%. Nacionalmente, esse número pode passar dos R$ 5 bilhões.

O estudo destaca que o custo dos smartphones ainda é uma barreira pesada. Em média, 37% do valor final de um celular vendido no Brasil são impostos. Para muita gente, isso torna o 5G uma realidade distante, mesmo em áreas onde a rede já está disponível.

Impostos menores, arrecadação maior?

Pode parecer contraditório, mas, de acordo com o estudo da IPE Digital, a redução de impostos não significaria necessariamente perda de arrecadação. 

O levantamento testou três cenários e, em todos, o resultado foi o mesmo: mais receita total. A explicação está no aumento do consumo formal, na substituição de modelos antigos e na queda do mercado paralelo.

Hoje, o chamado “mercado cinza” movimenta milhões de smartphones por ano. Em 2024, foram mais de 8 milhões de celulares fora dos canais oficiais. Boa parte deles não é compatível com o 5G, consome mais espectro e atrasa o avanço das redes.

Medida já chegou ao governo

O texto técnico inclui uma minuta de decreto sugerindo a desoneração. A proposta já foi encaminhada ao Ministério das Comunicações e ao MDIC.

Entre as exigências para os aparelhos beneficiados estariam a montagem nacional, compatibilidade técnica e presença de aplicativos como o Gov.br e o Celular Seguro BR instalados de fábrica.

Se aprovada, a medida pode acelerar o uso do 5G e beneficiar não só consumidores, mas também serviços públicos digitais, saúde conectada e educação a distância. 

O estudo não fala em promessas, mas aposta em efeitos concretos, inclusive de curto prazo. Menos impostos na entrada, mais retorno no caminho.

Grok, IA do X (Twitter), é alvo de grave denúncia feita por ONG brasileira

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Imagem: SOPA Images/Reprodução

Um pedido formal contra a IA Grok, atrelada ao X (Twitter), chegou ao governo federal nesta semana. A reclamação partiu do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que exige a suspensão imediata da inteligência artificial.

Segundo a organização, a ferramenta estaria sendo usada para distorcer imagens e criar representações de cunho sexual, muitas delas envolvendo adolescentes e até crianças.

A solicitação foi direcionada ao comitê que cuida dos direitos digitais de crianças e adolescentes, grupo que reúne ministérios, órgãos de proteção e representantes da comunicação oficial. 

No centro da denúncia, o argumento de que a tecnologia vem sendo aplicada sem filtros mínimos de segurança. A consequência disso? Violações sérias aos direitos individuais e coletivos.

Casos concretos, efeitos reais

Entre os exemplos citados, um ganhou destaque. A jornalista Julie Yukari publicou uma foto comum: ela e seu gato, na cama. Horas depois, surgiram versões falsas dessa imagem. 

Em algumas, ela aparecia de lingerie; em outras, completamente nua. Tudo teria sido gerado com comandos simples ao Grok.

Mesmo após boletim de ocorrência e sinalização de ajustes por parte da rede social, o problema persistiu. As imagens manipuladas seguiram circulando. Para o Idec, esse é um retrato claro de que as medidas anunciadas pela plataforma estão longe de ser suficientes.

Especialistas falam em crime digital

Alisson Possa, professor de direito digital ouvido pelo Correio Braziliense, vê nas ações da ferramenta uma afronta direta à privacidade e à dignidade da pessoa humana. 

Ele explica que não importa se a imagem foi criada por IA ou por um humano: se há conotação sexual envolvendo menores ou ausência de consentimento, a infração é grave e passível de sanções.

O especialista defende que as respostas não se limitem à remoção de conteúdo. Para ele, preservar provas, notificar formalmente a empresa e, quando necessário, acionar a Justiça com urgência são passos indispensáveis.

Limitação tardia e críticas à postura da plataforma

A rede social X, após os escândalos, decidiu restringir o uso do Grok. A partir de agora, apenas assinantes pagos podem usar as funções de edição e geração de imagens. 

Ainda assim, a medida não convenceu. Para entidades de defesa digital, o foco deveria ser a proteção do usuário com medidas concretas de mudança, não a restrição parcial do serviço, que já se mostrou problemático.

O Idec reforça que o Brasil já conta com arcabouço legal suficiente para enquadrar esse tipo de prática. Entre as leis citadas estão a LGPD, o Marco Civil da Internet, o Código de Defesa do Consumidor e o recém-aprovado ECA Digital. O instituto entende que a suspensão da ferramenta pode ser necessária como forma de prevenir novos danos e responsabilizar economicamente quem falhou.

* Com informações do Correio Braziliense

Sinal 5G da TIM já chega a estações subterrâneas do metrô em São Paulo

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Imagem: Midjourney/Reprodução

Usuários do metrô de São Paulo começam a perceber uma mudança significativa na conectividade enquanto se deslocam pela cidade. 

Isso se dá porque a TIM concluiu a etapa inicial de um projeto que leva o sinal 5G a trechos subterrâneos do sistema metroviário, com o objetivo de melhorar a navegação em um dos ambientes mais desafiadores para redes móveis.

Por enquanto, quatro estações já operam com o novo sinal: , Vila Mariana, Pedro II e Saúde. Todas fazem parte das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, justamente as que registram os maiores volumes de passageiros.

Iniciado em agosto do ano passado, o projeto vai além das plataformas. A proposta inclui a cobertura dos túneis que interligam as estações, somando cerca de 33 quilômetros de extensão com conectividade contínua.

A instalação dos equipamentos foi conduzida pela Winfra, empresa controlada pela Winity, que atua na estruturação de redes móveis em locais de uso intensivo. 

A Winfra ficou responsável não apenas pela implantação, mas também pela manutenção e operação do sistema que cobre os corredores subterrâneos.

Expansão em ritmo acelerado

A primeira fase do projeto envolve 16 estações. Além das quatro já com o 5G funcionando, outras 12 estão com a infraestrutura preparada para ativação até outubro deste ano. Estão nesse grupo nomes como Santa Cruz, Vergueiro, Tucuruvi, Ana Rosa e Praça da Árvore.

Segundo a TIM, a meta é continuar expandindo. Até o final de 2026, o plano é alcançar outras estações estratégicas, como Luz, Consolação, Jabaquara, Vila Prudente e Palmeiras-Barra Funda

O avanço deve acontecer de forma progressiva, conforme o cronograma estabelecido em parceria com o Metrô e os responsáveis pela gestão da rede.

Para Homero Salum, diretor de engenharia da TIM Brasil, a chegada do 5G ao metrô representa um ganho direto para o passageiro: “A implementação da nova infraestrutura permite que milhões de passageiros naveguem, trabalhem e se comuniquem com mais segurança e eficiência ao longo de todo o trajeto”.

Cobertura em áreas de alto tráfego

Levar sinal de qualidade ao subsolo é um desafio técnico que exige planejamento e investimento. No caso da TIM, a empresa aposta na presença em ambientes de grande fluxo como forma de responder à demanda crescente por acesso estável à internet em qualquer lugar.

Com o novo sistema, a expectativa é de que mais de 2,7 milhões de pessoas por dia possam navegar sem interrupções durante seus deslocamentos, seja para acessar aplicativos de transporte, redes sociais, ou trabalhar em trânsito.

Dona da Vivo e OpenAI fecham parceria para ofertar ChatGPT Plus

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ChatGPT Vivo
Reprodução/Gemini

A Telefónica, controladora da Vivo, anunciou nesta semana uma parceria inédita com a OpenAI para oferecer o ChatGPT Plus sem custos aos clientes da Movistar na Espanha, como uma forma de democratizar o acesso à inteligência artificial de ponta em janeiro de 2026. A iniciativa visa integrar o assistente aos serviços residenciais, permitindo que os usuários resolvam tarefas complexas e criem conteúdos de forma ágil através de assinaturas gratuitas com duração de seis meses.

A oferta é direcionada ao mercado espanhol, consolidando a Movistar como a primeira marca de telecomunicações do país a incluir a ferramenta premium em seus pacotes móveis. O benefício não exige fidelidade contratual, garantindo total liberdade para que o consumidor experimente o assistente conversacional sem amarras. Com isso, a operadora se posiciona na vanguarda tecnológica, utilizando a IA como um pilar de valor agregado para sua base de assinantes atual.

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Foco na Experiência do Usuário e Inovação

O ChatGPT Plus é a versão mais avançada da inteligência artificial da OpenAI, oferecendo respostas mais rápidas e recursos que as versões gratuitas não possuem. Ele é capaz de realizar conversas contínuas, auxiliar em tarefas de produtividade e gerar conteúdos criativos com alta precisão. Para os clientes da operadora, ter acesso a essa ferramenta significa contar com um assistente pessoal de alto nível para o dia a dia, facilitando desde estudos até a rotina profissional.

Essa não é a primeira incursão do grupo Telefónica no mundo das IAs generativas para o grande público. Em janeiro de 2025, a empresa já havia surpreendido o mercado ao oferecer 12 meses de assinatura do Perplexity Pro. Agora, ao adicionar o produto da OpenAI ao seu ecossistema, a empresa busca criar um ambiente digital completo para seus usuários. O objetivo é que o cliente veja a operadora como uma porta de entrada para as melhores tecnologias globais existentes.

Quer acompanhar tudo em primeira mão sobre o mundo das telecomunicações? Siga o Minha Operadora no Canal no WhatsAppInstagramFacebookX e YouTube e não perca nenhuma atualização, alerta, promoção ou polêmica do setor!

Estratégia de Negócios e Retenção de Clientes

A adoção do modelo “freemium” é uma jogada estratégica para fidelizar a base de clientes em um setor extremamente competitivo. Ao permitir que o usuário utilize a versão premium por seis meses, a empresa aposta que ele se tornará dependente das facilidades da ferramenta no longo prazo. Além disso, o uso intenso da IA gera dados valiosos sobre o comportamento do consumidor, ajudando a operadora e a OpenAI a entenderem as reais necessidades do público para moldar novos serviços.

Apesar do entusiasmo, especialistas alertam para os riscos de tornar serviços de IA uma oferta comum em todas as operadoras. Se a concorrência passar a oferecer os mesmos benefícios, o diferencial competitivo pode se perder rapidamente, transformando a tecnologia em uma commodity básica. Há também o receio de que isso desencadeie uma guerra de preços, similar ao que ocorreu com os planos de dados, onde o foco acaba sendo apenas o valor da fatura e não a qualidade superior.

Futuro do Mercado e Possível Expansão

A iniciativa na Espanha serve como um balão de ensaio para outras regiões onde o grupo atua, o que mantém o mercado brasileiro em alerta para possíveis novidades na Vivo. A integração de ecossistemas de software com serviços de telecomunicações parece ser o caminho inevitável para as gigantes do setor. Ao democratizar o acesso ao ChatGPT Plus, a Telefónica não apenas atrai novos usuários, mas educa o mercado sobre as potencialidades de uma vida conectada a sistemas inteligentes.

Brasil lidera 5G na América Latina e atinge 4º lugar mundial

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velocidade internet 5g brasil
Reprodução/ChatGPT

Nesta segunda-feira (12), a Ookla revelou que o 5G no Brasil é o mais rápido da América Latina devido ao sucesso estratégico do leilão de frequências de 2021, que permitiu uma implementação robusta da infraestrutura necessária. O estudo analisou o desempenho em 16 países da região no terceiro trimestre de 2025, destacando que a velocidade média de download brasileira atingiu 430,83 Mbps. Esse resultado coloca o país em uma posição de liderança absoluta, superando vizinhos com larga margem técnica e eficiência regulatória.

A qualidade da rede brasileira é evidenciada pela distância em relação aos demais competidores regionais. Enquanto o Brasil ostenta o topo do pódio, a República Dominicana aparece em segundo lugar com 385 Mbps, seguida pela Argentina com 343,5 Mbps. No extremo oposto, o Peru registrou apenas 59,3 Mbps. No cenário global, essa performance garante ao mercado nacional a quarta posição mundial, ficando atrás apenas de países com territórios menores e infraestruturas densas, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait.

Divulgação/Ookla

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O papel fundamental do espectro e da regulação

O relatório aponta que o diferencial competitivo brasileiro reside na gestão das frequências. A Anatel priorizou a capacidade técnica ao liberar blocos de 100 MHz na faixa de 3,5 GHz, criando uma infraestrutura capaz de suportar o alto tráfego de dados sem perda de qualidade. Esse cenário de crescimento tecnológico tende a se expandir ainda mais, visto que o leilão para expansão do 5G entra em nova fase após sinal verde regulatório, o que deve abrir espaço para novas coberturas e melhorias na prestação do serviço móvel nacional.

Como ganhar internet de graça na TIM com o app TIM FUN

Além disso, a neutralidade tecnológica permitiu que as teles escolhessem livremente seus fornecedores de equipamentos, acelerando a ativação de torres e reduzindo custos. A implementação do 5G Standalone (SA), o chamado “5G puro”, já é uma realidade comercial e contribui para que o país mantenha sua dianteira tecnológica. A versatilidade da rede também impulsiona soluções como o 5G FWA, que oferece internet fixa de alta velocidade via sinal móvel, especialmente em áreas onde a instalação de cabos de fibra óptica enfrenta barreiras geográficas ou financeiras.

Expansão da cobertura e desafios de mercado

Embora a velocidade seja recorde, a disponibilidade do sinal ainda é um dos principais pontos de atenção para o setor. Atualmente, a taxa de disponibilidade no Brasil é de 38,5%, o que significa que muitos usuários ainda não conseguem permanecer conectados à rede de quinta geração em tempo integral. Contudo, os avanços são notáveis em todo o território nacional, e dados recentes indicam que o ministro destaca que 5G já cobre 64% da população e ultrapassa meta prevista para 2027, demonstrando um ritmo de instalação acelerado pelas operadoras.

Por outro lado, o crescimento da base de clientes mostra que a tecnologia está sendo rapidamente adotada pelo público consumidor. Levantamentos setoriais apontam que o 5G já responde por mais de 55 milhões de linhas no Brasil mas cobertura e custo ainda travam avanço em uma escala ainda mais massiva. A redução no preço dos smartphones compatíveis e a simplificação dos planos de dados são vistas como os próximos passos necessários para que a liderança em velocidade se traduza em uma experiência democrática e onipresente para todos os brasileiros.

Ranking de desempenho por operadora

A análise da Ookla também detalhou como as principais empresas do setor estão performando individualmente. O Brasil se destaca por ter várias operadoras figurando no topo do ranking regional, refletindo o alto nível de investimento privado em infraestrutura de rede nos últimos anos.

  1. Personal Argentina: 507,6 Mbps (Líder da América Latina);
  2. Claro Brasil: 454,3 Mbps (A mais rápida do mercado brasileiro);
  3. Vivo Brasil: 445,2 Mbps;
  4. TIM Brasil: 363,5 Mbps (Ocupa a 6ª posição no ranking regional);
  • Eficiência Técnica: Operadoras que utilizam 100 MHz na banda de 3,5 GHz conseguem entregar conexões consistentemente superiores a 300 Mbps.
  • 5G Standalone: O padrão SA já representa 1,6% das conexões totais, garantindo a menor latência possível para jogos e aplicações industriais.