
A Serede, subsidiária da operadora Oi, recebeu autorização da Justiça para recontratar, de forma temporária, profissionais de Recursos Humanos (RH). O objetivo é viabilizar a formalização das demissões anunciadas no fim de 2023, que devem atingir aproximadamente 6 mil empregados.
A medida foi concedida pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável por conduzir parte do processo de falência da empresa. O juiz auxiliar Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres considerou necessário o retorno de uma equipe técnica capacitada para garantir que as rescisões sejam conduzidas com o devido rigor legal e administrativo. O prazo autorizado para essas recontratações é de até 90 dias.
Volume de demissões exige operação estruturada
Outrora atuante no setor de infraestrutura e manutenção de redes de telecomunicações da Oi, a Serede teve seu pedido de falência acatado em meio ao agravamento da crise financeira do grupo.
Com milhares de funcionários ainda em seu quadro, a companhia precisa formalizar as dispensas em massa, respeitando as obrigações trabalhistas e evitando riscos de passivos judiciais futuros.
Fontes ligadas ao processo indicam que a recontratação deverá envolver entre 50 e 80 ex-colaboradores com experiência nos sistemas internos da empresa, histórico funcional dos empregados e conhecimento das rotinas de folha de pagamento e encargos rescisórios. O grupo será responsável por reunir documentos, calcular valores devidos e garantir a finalização correta dos contratos.
Salários e direitos garantidos no período temporário
Mesmo que a atuação dos profissionais de RH seja temporária, os contratos serão formalizados e darão direito à remuneração compatível com a função desempenhada. Também está prevista a quitação de todos os direitos trabalhistas referentes ao período de trabalho.
A decisão judicial que autoriza essa manobra representa uma tentativa de manter a legalidade e a organização num processo de grande complexidade operacional, considerando o alto número de desligamentos e o fim das atividades da Serede como braço operacional da Oi.
Contexto da falência da Oi e impacto nas subsidiárias
A situação da Serede reflete diretamente os desdobramentos da segunda recuperação judicial da Oi, homologada em 2023 e convertida em falência para parte de seus ativos.
Empresas do grupo, como a própria Serede, enfrentam dificuldades para manter suas atividades diante da deterioração financeira da holding, que já foi uma das maiores operadoras de telecomunicações do país.
Com a falência decretada, a prioridade agora é mitigar os danos aos trabalhadores e viabilizar os trâmites legais exigidos pelo encerramento das atividades. A recontratação emergencial do RH aparece como uma peça-chave para essa etapa.





