
Na tarde da última quinta-feira (8), em Campinas, um homem de 34 anos foi preso em flagrante após ser demitido de uma prestadora de serviços de Telecom, reagindo com um ataque de fúria que resultou na destruição de dez veículos e do portão da empresa Telemont. O episódio ocorreu no pátio da companhia, após o ex-colaborador sentir-se ignorado pelo RH e preocupado com a falta de suporte para retornar à sua casa em São Paulo, onde vivem seus filhos.
As imagens registradas por funcionários e por câmeras de monitoramento mostram o ex-colaborador utilizando uma das caminhonetes da frota para colidir propositalmente contra os outros automóveis estacionados. Ao todo, a investida danificou dez veículos, sendo nove caminhonetes e um carro de passeio. O impacto foi tão severo que o portão principal da unidade também foi derrubado, evidenciando o estado de descontrole emocional do autor no pátio da prestadora.
Confira o vídeo:
Além dos danos massivos à frota, o boletim de ocorrência detalha que um notebook corporativo foi destruído com o uso de um objeto contundente. O ataque à estrutura tecnológica da empresa ocorreu quando o pátio estava fechado para o público externo. A Polícia Militar foi acionada por volta das 16h30 para conter a situação de vandalismo. Quando os oficiais chegaram, encontraram o autor ainda na área interna, aguardando a chegada da autoridade policial.
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O gatilho emocional e o relato do autor
O estopim para o episódio teria sido a notícia do desligamento recebida de forma inesperada. De acordo com o depoimento, o homem havia iniciado seu turno cumprindo ordens da gerência, inclusive pagando combustível do próprio bolso após falhas no cartão de abastecimento. Ao retornar à base para receber a listagem de clientes de telecomunicações que deveria atender, ele foi surpreendido com o comunicado de que estava sendo desligado do quadro de funcionários.
Em sua defesa, o autor afirmou que agiu por desespero absoluto. Ele relatou aos policiais que tentou falar com a gerente de Recursos Humanos, mas a profissional teria virado as costas, negando auxílio para que ele pudesse retornar à capital paulista. Como morador de São Paulo e pai de crianças menores, ele disse ter entrado em colapso. No depoimento oficial dado no 7º Distrito Policial, ele resumiu seu estado emocional dizendo que apenas perdeu a cabeça.
O homem reforçou que se sentiu humilhado ao ser ignorado durante o processo de dispensa. Ele explicou que sua intenção inicial era apenas garantir o retorno seguro para casa, mas a falta de acolhimento institucional gerou uma reação explosiva. Agi por impulso, afirmou o ex-funcionário ao descrever o momento em que assumiu o volante de um dos carros para iniciar a destruição. Para ele, a falta de atenção do RH foi o ponto de ruptura emocional.
Impacto operacional e medidas da empresa
Um representante da Telemont compareceu à delegacia para confirmar os prejuízos e relatar as tentativas de contenção. Ele informou que tentou conversar com o ex-colaborador para que ele cessasse o vandalismo, mas não teve sucesso e precisou chamar a PM. A empresa confirmou que câmeras de segurança e vídeos feitos por testemunhas registraram toda a ação. Essas gravações serão anexadas ao inquérito policial como prova material dos danos causados.
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