07/01/2026

Em meio à crise, Starlink libera internet gratuita na Venezuela

Conectividade via satélite vira alternativa em meio à queda da infraestrutura tradicional no país.

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Imagem: Adobe Stock/Reprodução

A Starlink, braço de conectividade via satélite da SpaceX, de Elon Musk, decidiu abrir seus serviços de internet gratuitamente para usuários na Venezuela, até pelo menos o dia 3 de fevereiro. 

A medida surge em meio ao agravamento da crise política no país, que ganhou contornos ainda mais intensos após a detenção do ditador Nicolás Maduro, durante uma ação militar conduzida pelos Estados Unidos no último dia 3 de janeiro.

Pouco depois da operação, começaram a surgir relatos de interrupções no acesso à internet em diversas áreas de Caracas. O observatório digital NetBlocks confirmou perdas significativas de conectividade, associadas a quedas abruptas no fornecimento de energia elétrica, um problema recorrente no território venezuelano, que se agravou nos últimos dias.

Quando a rede convencional cai, os satélites entram em cena

Na prática, o que a Starlink oferece é mais do que uma conexão emergencial: trata-se de uma alternativa viável para manter parte do país online, mesmo quando a infraestrutura tradicional colapsa. 

Com torres de transmissão e redes móveis impactadas pelos blecautes, o sinal de satélite passou a ser, em muitos casos, a única opção estável de acesso.

Para pequenos negócios, jornalistas e até órgãos públicos locais, o sinal garantido pelos terminais da empresa norte-americana virou um ponto de apoio essencial. Há relatos de uso inclusive por profissionais de saúde e por pessoas que buscavam contato com familiares fora do país.

Bloqueios, censura e liberdade digital ameaçada

A Venezuela já vinha enfrentando obstáculos no ambiente digital. Em diversos momentos, o governo restringiu o acesso a plataformas como YouTube, Facebook e Instagram, o que levou parte da população a recorrer a redes privadas (VPNs) ou conexões alternativas. 

Nesse cenário, a presença da Starlink representa também uma forma de driblar a censura e manter canais de comunicação abertos com o restante do mundo.

Conectividade, ainda que temporária

A empresa não detalhou como será a operação após o dia 3 de fevereiro, nem se o serviço gratuito será prorrogado. A depender do andamento da crise interna e da estabilidade da rede elétrica, há expectativa de que o apoio possa ser ampliado por mais tempo.

Por enquanto, a Starlink se firmou como uma estrutura paralela de acesso à informação e conectividade, sobretudo em momentos em que os canais convencionais falham. 

Em um país onde internet e energia elétrica estão longe de ser garantias básicas, o sinal vindo do céu parece, ao menos por ora, o fio que resta para quem quer continuar conectado.

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