19/12/2025
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Venda de smartphones sofre queda no 2T23 em todos os mercados

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De acordo com um relatório divulgado pela consultoria Canalys, as remessas globais de smartphones durante os meses de abril, maio e junho totalizaram 258,2 milhões de unidades, o que representa uma queda de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

Este é o sexto trimestre consecutivo de crescimento de queda, mas segundo o relatório, a demanda global por smartphones está se recuperando lentamente graças às reduções de estoque em todo o setor e à crescente demanda do mercado regional. Além disso, ainda apontou a presença crescente da chinesa Transsion, que entrou no top 5 de marcas.

O declínio no mercado global de smartphones diminuiu mais uma vez, ajudado por uma redução de estoque em todo o setor e sinais de recuperação da demanda em certos mercados regionais”, comenta Amber Liu, analista da Canalys

A Samsung segue sendo líder em termos de vendas, vendendo 53,0 milhões de unidades no trimestre e uma participação de mercado de 21%. A Apple também manteve sua posição de vice-líder, com 43,0 milhões de unidades vendidas e uma participação de mercado de 17%. Em seguida vem a Xiaomi, com 33,2 milhões de unidades de remessas, a OPPO (25,2 milhões) e Transsion (22.7 milhões), que de todas, foi a única que registrou aumento

O relatório menciona que o Transsion Group engloba as marcas Tecno, Infinix e iTel, e se beneficia de oportunidades de recuperação no mercado africano e em outros mercados emergentes para os quais se expandiu recentemente, saltou para os cinco primeiros pela primeira vez.

Na perspectiva da Canalys, o segundo semestre de 2023 ainda será conturbado na indústria, com a previsão de um declínio moderado na demanda por smartphones, mas menor do que foi registrado até agora. A expectativa é que o mercado melhore a partir de 2024.

“Esperamos um ambiente de negócios mais saudável no segundo semestre, criando uma vibração mais positiva entre os participantes do setor. As empresas que conseguirem equilibrar o pico do mercado de curto prazo e as mudanças estruturais de longo prazo sairão fortes dessa rodada de baixa”, finaliza Liu.

Anatel e EAf iniciam construção de infovias na Bacia Amazônica

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a EAF, entidade responsável pela execução de compromissos do leilão do 5G associados à faixa de 3,5 GHz, anunciaram nesta terça-feira (1º) o início da implementação de três das seis infovias Bacia Amazônica, que serão custeadas com recursos do leilão.

As fases iniciais já foram financiadas por outras fontes. Na nova etapa, que contempla as infovias 02, 03 e 04 contarão com 2,3 mil quilômetros de cabo óptico subaquático, que foram fabricados pela chinesa ZTT Submarine Cable & System e chegaram ao País pelo porto CECMA, em Manaus, e ligarão municípios do Amazonas, Amapá, Pará e Roraima. O transbordo dos cabos foi acompanhado por Moisés Moreira, conselheiro da Anatel, e Leandro Guerra, presidente da EAF.

As três infovias fazem parte do Norte Conectado, programa do governo federal que prevê a implementação de nove infovias pelos rios da Amazônia, sendo que seis delas serão construídas pela EAF, em um investimento de cerca de R$ 1,34 bilhão.

“Trata-se de um programa sem precedentes, que vai levar sinal de dados de alta velocidade para garantir à população melhorias na educação, saúde, pesquisa, defesa e judiciário”, afirma Moisés Moreira

O primeiro lançamento será o da Infovia 04, que terá mais de 500 km de extensão nos rios Negro e Branco e trecho previsto para ser iniciado na última semana de agosto. Ela vai conectar as localidades de Vila de Moura (AM), Santa Maria do Boiaçu (RR), Caracaraí (RR), Iracema (RR), Mucajaí (RR) e Boa Vista (RR). Já as infovias 02 e 03 estão previstas para serem implementadas a partir do último trimestre de 2023.

A Infovia 02, que tem cerca de 1.200 km de extensão no rio Solimões, conectará as cidades amazonenses de Tefé, Alvarães, Uarini, Fonte Boa, Jutaí, Tonantins, Santo Antônio do Içá, Amaturá, São Paulo de Olivença, Belém de Solimões, Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte. Ela vai viabilizar a conexão entre os postos avançados do exército e as fronteiras.

Já a 03 conta com 624 km de extensão e vai conectar as cidades de Belém (PA), Ponta de Pedra (PA), São Sebastião da Boa Vista (PA), Curralinho (PA), Bagre (PA), Breves (PA), Afuá (PA) e Macapá (AP). “Essa infovia é importante pelo impacto comercial e econômico, pois passa por regiões com importantes empresas que atuam no desenvolvimento local“, afirma a EAF.

Vale lembrar que a Infovia 01 já foi finalizada em março deste ano, e liga liga Santarém (AP) e Alenquer (PA) a Manaus (AM). As infovias 05, 06 e 08, com mais de 6 mil quilômetros de cabos conectando municípios do Amazonas, Rondônia e Acre, será a segunda etapa do projeto.

Big techs dizem que operadoras estão buscando problema com ‘fair share’

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A Câmara Brasileira da Economia Digital – camara-e.net, entidade à qual estão associados Amazon, Google, Facebook, TikTok, Twitter, se manifestaram contra a ideia de “fair share” que as operadoras andam discutindo ultimamente. Se trata da contribuição das big techs na estrutura de rede devido ao grande tráfego de dados que essas companhias geram.

A camara-e.net enviou sua contribuição para a Tomada de Subsídios 13 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que quer entender o impacto dessas empresas nas redes de telecomunicações e se devem pagar pelo uso. Para essas empresas, adotar o “fair share” seria uma “solução em busca de problema”, sendo que eles afirmam que já investem também em infraestrutura por trás da internet, e que as operadoras cuidam apenas do acesso na ponta. Antes de chegar ali, os dados trafegam por redes proprietárias das provedoras de conteúdo, o que inclui cabos submarinos, data centers e CDNs.

“Esses investimentos reduzem os custos de provedores de acesso à internet, seja ao representarem gastos com os quais tais provedores teriam de arcar de outra forma, seja ao tornar a transmissão de dados mais eficiente e, com isso, reduzir custos de trânsito”, destaca.

A entidade afirma que as operadoras já se beneficiam com o sucesso das empresas digitais, atraindo consumidores aos planos de conectividade. Além de serem rentáveis e ter capacidade de investir em seu próprio capital social. E que, com o fim das concessões, a Anatel não tem sequer como impor que as tarifas pelo uso da rede sejam revertidas em investimentos na infraestrutura.

“Como o SCM e o SMP são serviços prestados em regime privado, a Anatel não terá competência para impor obrigações de investimento vinculadas às receitas obtidas pelas tarifas de rede”, resume.

Uma das preocupações apresentada pela entidade é a certeza de que os recursos serão realmente direcionados para atender a rede de telecom e não para os acionistas das operadoras. “Deve-se analisar se a cobrança pelo uso das redes/network fee será efetivamente revertida em investimentos nas redes de telecomunicações, e não será direcionada à repartição de lucros para acionistas de prestadoras de telecomunicações e/ou para subsidiar outros negócios que não estejam relacionados às redes de telecomunicações”, diz.

Ao defender uma governança multissetorial da internet, a entidade reforçou o posicionamento das empresas que não querem a Anatel regulando as plataformas. “O fato de determinados agentes serem usuários de serviços de telecomunicações não justifica uma expansão das competências da Anatel. (…) Essa interpretação é incompatível com a repartição de competências que a Constituição e a legislação fazem entre os diferentes reguladores setoriais. Além do mais, provocaria profunda desorganização na ordem econômica”.

A camara-e.net cobra da agência o compromisso de “assegurar que as prestadoras de serviços de telecomunicações não abusem de sua posição de gatekeepers de rede, em contrariedade à sua neutralidade”, afirmando que a regulação depende de uma nova lei, e no regulamento.

“A LGT não prevê o dever de os usuários custearem a expansão das redes de telecomunicações porque se trata de dever incompatível com a natureza de serviço público dos serviços de telecomunicações, decorrente da sua relevância social, conforme prevê a Constituição Federal (art. 21, XI)”.

TIM venderá produtos e serviços baseados em APIs abertas

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Neste mês de agosto, a TIM começará a vender produtos e serviços por meio de APIs abertas, sendo que todos serão voltados para a segurança contra fraudes. O primeiro é um sistema de avaliação numérica (number validation), que será o seu primeiro produto para acesso direto a recursos técnicos da rede móvel. Isto é, será possível validar se o número é realmente de uma determinada pessoa.

O sistema, que é capaz de comprovar se o número de telefone de um cliente final é de fato registrado na operadora e pertence ao usuário em questão, é parte da iniciativa Open Gateway, que é prevê o uso de APIs para oferecer produtos de telecomunicações em modelo semelhante aos de nuvem no segmento corporativo.

Renato Ciuchini, vice-presidente de inovação e novos negócios da TIM, diz que “A ideia é comercializar as APIs através de integradores, brokers ou hyperscalers, como Amazon, Microsoft ou Google”.

Ele explica que o CAMARA é o padrão que a operadora está ajustando em sistema para uso, que é projeto da Linux Foundation que foi definido como a base do Open Gateway pela GSMA (associação global das operadoras móveis).

Até março de 2024, a TIM pretende liberar uma API de localização de aparelhos (device location), que irá identificar se a localização física de um celular condiz com a informação digital de localização informada por seu sistema. Esta deve ser liberada ainda no final deste ano ou primeiro trimestre do ano que vem.

Antes disso, este ano, entre setembro e outubro, a operadora lançará uma outra APIs (SIM Swap), que permitirá identificar se houve a troca recente de um chip de celular. A informação também é importante para produtos de segurança e antifraude detectarem comportamentos suspeitos, como trocas rápidas de chips em um mesmo celular.

“Já temos (a API SIM swap), mas não estava no padrão da GSMA. Estamos adaptando e deve ser lançada em setembro”, explica Renato Ciuchini

Segundo a operadora, todos esses recursos já estão em operação na empresa. Agora, serão disponibilizados para o mercado, com a expectativa de que seja usado por desenvolvedores para integração a produtos de segurança para o mercado corporativo. “Escolhemos estes três produtos para começar porque identificamos que existe uma demanda por bancos e fintechs”, diz.

O executivo acredita que a comercialização de APIs pode se tornar uma fonte de receitas para as outras operadoras, se elas também lançarem produtos do tipo baseados no padrão CAMARA. “Uma vez padronizado, o banco vai poder contratar isso de todas as operadoras, o que faz mais sentido para a segurança e o combate a fraudes”, diz.

Até o momento, não há previsão da TIM em criar uma nova empresa para o trabalhar dentro do novo nicho, sendo apenas uma parte da unidade de novos negócios da companhia.

“Finalmente o projeto começou a andar depois de muitas discussões na indústria. Essas APIs constroem um portfólio antifraude muito robusto. São as que mais têm demanda no mercado brasileiro, principalmente nas áreas de antifraude no segmento financeiro. Uma vez padronizado, o banco poderá contratar essa mesma solução da TIM e de todas as outras operadoras”, diz Ciuchini.

Claro abre inscrições para programa de estágio em diversas áreas

A Claro abriu nesta terça-feira,1, em parceria com a Eureca (consultoria de RH voltada para juventudes), as inscrições para o Programa de Estágio 2023: Seu Futuro + Claro, que oferecerá oportunidades para atuar nas áreas de Marketing, Comercial, Comunicação, Inteligência de Mercado, Recursos Humanos, Logística, Finanças, Jurídico, Soluções Digitais, Employer Branding e entre outras.

Claro estágio

Ao todo serão mais de 50 vagas com carga horária de 6 horas por dia e modelo híbrido de trabalho, bolsa-auxílio de R$ 2.000,00 e benefícios como Seguro de Vida; Vale Transporte; Plano de Saúde e Odontológico; Vale Alimentação ou Refeição e Combo Colaborador, que dá direito a 30% de desconto nos serviços de TV, Telefone Fixo e Móvel e Internet Fixa e Móvel.

As inscrições acontecem até dia 31 de agosto e tem como pré-requisito que o candidato esteja cursando ensino superior, com previsão de formação entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, seja ele bacharelado ou tecnólogo, resida ou tenha disponibilidade de mudança para as localidades da vaga escolhida, que são: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE).

O programa faz parte das iniciativas da companhia para proporcionar oportunidades para profissionais com pouca ou nenhuma experiência na área, independentemente da idade.

Daniely Gomiero, Diretora de Desenvolvimento Humano e Organizacional, Cultura e Sustentabilidade da Claro, afirmou que essa ação demonstra a preocupação que a Claro tem em gerar empregos para os jovens.

“A Claro tem um olhar especial para a empregabilidade dos jovens, que estão começando a vida profissional, que se reflete em diversas iniciativas. Porém, neste programa fazemos questão de não ter a faixa etária como um fator de seleção, pois assim conseguimos incluir profissionais que estão mudando de área ou que àqueles que conseguiram acesso à universidade mais tarde, ampliando a diversidade do nosso time”

Os novos estagiários viverão um período de onboarding com diversas capacitações sobre o negócio, desenvolvimento de competências, acesso ao Hub de Formação e oportunidade de participar de um Programa de Mentoria, com duração de 6 meses, feito especialmente para os estagiários.

“Pessoas são um valor para a Claro e, como resultado disso, no Programa de Estágio 2022 tivemos, até o momento, 95% dos participantes efetivados em alguma das empresas do Grupo no Brasil. Estamos sempre buscando manter e ampliar nossa gestão inteligente de pessoas, contribuindo cada vez mais para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores” comenta Rodrigo André, Diretor de Recursos Humanos da Claro,

O Programa de Estágio da Claro oferece ainda um plano de desenvolvimento de carreira para seus participantes. Para se inscrever, o candidato deverá escolher sua vaga, verificar todos os pré-requisitos e realizar seu cadastro completo. A partir disso, serão realizadas três etapas de seleção:

Etapa 1: Trilha Online
Etapa 2: Dinâmica online em grupo, com desafio sobre os negócios da Claro
Etapa 3: Entrevista e Resultado final
Inscrições: www.claro.com.br/estagio
Período: 01 a 31 de agosto

Os selecionados iniciarão sua jornada na Claro a partir de outubro.

Criadores de filtros no Snapchat podem ser premiados no Brasil; veja

As lentes do Snapchat, voltadas à Realidade Aumentada, conquistaram popularidade ao redor do mundo, gerando um alto volume de interações no aplicativo e alcançando viralização. Dentre elas, destacam-se as lentes de choro e nojo, utilizadas por diversas personalidades no Brasil. A empresa responsável pelo Snapchat, Snap Inc., anunciou hoje um novo programa para recompensar os criadores de lentes.

Snapchat

Essa iniciativa visa oferecer reconhecimento e incentivar a produção de lentes de RA populares, que atraiam um grande público.O programa está disponível tanto para membros já ativos como para novos participantes da comunidade do Lens Studio, originários de quase 40 países, incluindo o Brasil.

Seu propósito é destacar as lentes mais criativas, capazes de motivar os usuários do Snapchat a expressarem-se e se divertirem com seus amigos e familiares, em diversas situações. Essas lentes possibilitam a experimentação de novos visuais e a exploração de cenas imersivas, tudo isso por meio da câmera do Snapchat.

A cada mês, um criador de lentes tem a oportunidade de receber uma premiação de até $7,200 dólares, caso sua criação seja bem-sucedida no México, Estados Unidos ou Índia.

“Esse programa é uma excelente oportunidade para que nós, desenvolvedores de RA no Brasil, sejamos premiados pelo tempo, energia e criatividade que empregamos no nosso trabalho. Desenvolver experiências relevantes de RA é algo que eu escolhi me dedicar integralmente, e essa é uma divertida e desafiadora nova oportunidade para mim e outros criadores no Brasil que são apaixonados pelo trabalho que realizamos”, disse Jeferson Araujo, desenvolvedor de RA e da rede Snap Lens no Brasil.

Joseph Darko, o Diretor Global de Relações com Desenvolvedores de Realidade Aumentada na Snap Inc., enfatiza que os usuários do Snapchat têm grande apreço pelas lentes produzidas pela comunidade de mais de 300 mil criadores, desenvolvedores e equipes de Realidade Aumentada espalhados pelo mundo.

“Na Snap, eles têm o compromisso de valorizar o trabalho desses criadores, que aprimoram suas habilidades e impulsionam seus negócios por meio do novo programa de recompensas”.

Ao longo dos últimos cinco anos, a Snap tem incentivado a comunidade de criadores de Realidade Aumentada a projetar lentes para marcas e parceiros, explorando produtos digitais e investigando as possibilidades futuras dessa tecnologia por meio do laboratório de inovação GHOST e do programa para criadores.

“Conforme tecnologias imersivas como a RA conquistaram adeptos e se integraram rapidamente em nossos mundos online e offline, é emocionante ver mais redes de desenvolvedores em diversos países sendo construídas e apoiadas por empresas de tecnologia como a Snap Inc. Trabalho com o Lens Studio diariamente e é uma das ferramentas de RA mais completas que já usei. É ótimo ter a oportunidade de receber recompensas pelas lentes RA que desenvolvemos para o Snapchat e ainda manter a nossa liberdade criativa.” conclui Caio Alves, desenvolvedor de RA e da rede Snap Lens no Brasil.

Criadores de lentes de RA podem encontrar mais detalhes e informações de elegibilidade clicando aqui.

Apple e Microsoft seguem sendo as empresas mais valiosas do mercado

As titãs da tecnologia, Apple e Microsoft, permaneceram como as duas maiores corporações globais em termos de capitalização de mercado no final de julho, após tirar vantagem da recuperação das ações no setor este ano.

Vale Silício
Vale Silício, onde fica a sede da Apple e Microsoft.

No mês anterior, a Apple se tornou a pioneira mundial ao atingir uma capitalização de mercado de 3 trilhões de dólares, impulsionada pelas expectativas de expansão em novos mercados e pela previsão de uma elevação mais moderada na taxa de juros nos Estados Unidos.

Os sólidos lucros trimestrais de empresas como Alphabet, Meta, Intel e da produtora de equipamentos para chips Pesquisa Lam aumentaram a confiança geral do mercado no mês passado.

A cotação da Meta, empresa-mãe do Facebook, WhatsApp, Instagram e Threads, registrou um aumento de mais de 10% em julho, graças às projeções favoráveis de receita da empresa e ao sólido crescimento na arrecadação proveniente de anúncios durante o segundo trimestre.

A receita trimestral da Microsoft também excedeu as expectativas de Wall Street, impulsionada pelo crescimento em seus setores de computação em nuvem e software empresarial. No entanto, o valor de suas ações sofreu uma queda de 1,4% em julho, após a empresa divulgar um plano ambicioso de investimentos para atender à crescente demanda por serviços de inteligência artificial. O valor de mercado atingiu 2,49 trilhões de dólares no final de julho.

Já a Apple deve anunciar seus resultados do trimestre na quinta-feira.

“Continuamos a acreditar firmemente que um novo mercado de tecnologia em alta começou este ano e acreditamos que a corrida do ouro da IA é um “momento de 1995″ semelhante ao início da Internet e NÃO um momento de bolha de 1999/2000”, disse Dan Ives, analista da Wedbush.

As informações da Refinitiv indicam que 69% das companhias dos Estados Unidos com capitalização de mercado elevada e média excederam as previsões dos especialistas em relação ao desempenho no segundo trimestre até agora, com o segmento de tecnologia contribuindo com 82% das surpresas favoráveis.

Polígono Capital vai investir R$ 250 milhões no Vivo Money

A Telefônica Brasil S.A. (também conhecida como “Companhia” ou “Telefônica Brasil”), listada nas bolsas de valores B3: VIVT3 e NYSE: VIV, comunicou nesta segunda, 31, aos seus acionistas e ao mercado em geral sobre um acordo de investimento que foi firmado com a gestora de investimentos Polígono Capital (“Polígono”) e o fundo de investimento por ela administrado.

Polígono Vivo

Esse acordo tem como objetivo a emissão e subscrição de cotas sêniores do Vivo Money Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).

De acordo com os termos do compromisso de investimento, a Polígono poderá investir até R$ 250 milhões por meio dos fundos que ela administra. Esse investimento será realizado ao longo de um período de até 24 meses, levando em consideração o crescimento da carteira de crédito do FIDC.

Em outras palavras, a Polígono se compromete a aportar esse montante no Vivo Money FIDC, dependendo da evolução da carteira de créditos do fundo ao longo do tempo. Esse acordo visa potencialmente fortalecer a posição financeira da Telefônica Brasil e contribuir para o desenvolvimento das atividades do Vivo Money FIDC.

O FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) é um fundo que está em operação desde 2020 e tem como objetivo adquirir direitos creditórios lastreados em empréstimos pessoais, bem como créditos provenientes de financiamento de smartphones e outros dispositivos realizados em lojas físicas da Companhia Vivo, dentro do produto “Vivo Money”. Esse produto oferece crédito de forma totalmente digital, rápida e prática para os clientes da Vivo Money.

A carteira de empréstimos do FIDC, até 30 de junho de 2023, alcançou um montante de R$ 275 milhões em créditos adquiridos, representando um crescimento de 3,6 vezes em comparação com o ano anterior.

A Polígono é uma gestora independente, criada em fevereiro de 2023, e foi estabelecida como uma parceria entre o BTG Pactual Asset Management e a Prisma Capital, com o objetivo de atuar no mercado de “credit as a service” no Brasil. Atualmente, a gestora administra cerca de R$ 4 bilhões em ativos e se responsabiliza por todo o processo que envolve os créditos, desde a contratação e implementação das políticas de crédito até a gestão das carteiras e a cobrança dos títulos.

Essa operação fortalece a atuação da Vivo como um hub de serviços digitais, permitindo que seus clientes tenham acesso a uma variedade de serviços que vão além da conectividade. Isso reforça a estratégia da Vivo em oferecer uma experiência mais completa aos seus clientes, ampliando a gama de serviços disponíveis através de parcerias e soluções financeiras inovadoras como o FIDC “Vivo Money”.

TIM interrompe expansão da fibra óptica para novos municípios

Alberto Griselli, CEO da TIM, comunicou à imprensa nesta terça, 01, que a organização cessou a expansão de sua proposta de conexão de internet fixa via fibra óptica (FTTH) para municípios inéditos. A meta atual é, pelo menos até o término do ano, fortalecer a presença nos lugares onde o serviço já está disponível.

Alberto Griselli

“Estamos satisfeitos com a cobertura que temos hoje. Então, vamos focar em consolidar a nossa operação onde estamos presentes. A estratégia agora não é expandir horizontalmente, mas crescer verticalmente”, disse Griselli.

A TIM tem expandido seus serviços de acesso à internet para usuários finais, e atualmente atende em 82 cidades. Essa quantidade é mais que o dobro do número de cidades atendidas em 2022, que era de 37 municípios.

No entanto, mesmo com esse crescimento, a TIM ainda é considerada uma concorrente “pequena” no mercado de banda larga fixa. Em junho, a empresa contava com 767,5 mil clientes, enquanto a Claro possuía 9,84 milhões, a Vivo com 6,55 milhões e a Oi com 4,97 milhões de clientes nesse segmento.

Quando comparada às outras provedoras de internet do país, a TIM ocupa a nona posição em termos de número de clientes, estando atrás de empresas como Alloha Fibra, Brisanet, Desktop, Vero e Algar Telecom.

De acordo com as declarações de Griselli, a expansão das atividades da empresa ocorreu devido às parcerias estabelecidas com operadoras de rede neutra. Inicialmente, a empresa operadora TIM utilizou a infraestrutura da I-Systems em São Paulo, enquanto para abranger outras regiões do país, ela contratou os serviços da rede da V.tal.

A escolha de trabalhar com ambas as redes de forma complementar teve como objetivo otimizar a cobertura e o alcance do serviço prestado. Dessa forma, a TIM conseguiu expandir sua presença de apenas 37 cidades para mais de 80 localidades.

Griselli também mencionou que a decisão de focar na atração de novos clientes, em vez de continuar com a expansão territorial, foi motivada pelo conceito de Receita por Usuário (ARPU). A estratégia é buscar um maior potencial de ampliação de receitas a baixo custo, priorizando a satisfação e a fidelização dos clientes já existentes.

Apesar de ser considerada uma operadora pequena no segmento de FTTH (Fiber-to-the-Home), Griselli destacou que a empresa possui a maior ARPU do mercado, o que representa um indicativo positivo em termos de rentabilidade por usuário e pode impulsionar o crescimento da empresa em suas áreas de atuação.

Confira aqui com detalhes os resultados da TIM neste último trimestre de 2023.

Dentro do setor móvel, a ordem é focar no crescimento do pré-pago

No setor móvel, o foco está na expansão do segmento pré-pago. A operadora pretende atrair novos clientes para essa categoria, que é a principal fonte de receita da empresa.

O segmento pré-pago é fundamental para a empresa, pois tem sido responsável por um aumento significativo na receita nos últimos meses. Entre o segundo trimestre de 2022 e o segundo trimestre deste ano, houve um crescimento de 11,8% no faturamento líquido do pré-pago, superando o crescimento de 10,5% no pós-pago.

Griselli anunciou que, neste semestre, serão disponibilizados novos planos pré-pagos, oferecendo acesso a uma variedade de serviços, inclusive de saúde, graças à parceria estabelecida com o Cartão de Todos.

O CEO também comentou sobre o que restou da Oi Móvel

Recentemente, houve uma evolução nos resultados da TIM relacionados à infraestrutura que ela herdou da Oi Móvel. O executivo da empresa explicou que eles estão alcançando progresso significativo ao desligar e retirar estações de transmissão 2G ou 3G que não são mais necessárias.

O processo de desligamento dessas antigas antenas tem sido ágil, e isso levou à rescisão de contratos com as empresas que detinham a infraestrutura passiva dessas estações. Até o momento, cerca de dois terços dos equipamentos que precisam ser retirados já foram desligados, e isso teve um impacto positivo nos custos relacionados aos contratos de aluguel de torres, resultando em uma redução de 5,5% nos gastos em comparação com o primeiro trimestre.

A meta da TIM é concluir a retirada de todas as 3,6 mil antenas redundantes da antiga Oi Móvel até março de 2024. Com essa ação, eles esperam otimizar a infraestrutura, modernizar a rede e, ao mesmo tempo, reduzir os custos associados ao uso de equipamentos desnecessários. Essas medidas fazem parte de uma estratégia para melhorar a eficiência operacional da TIM e a qualidade dos serviços oferecidos aos seus clientes.

Facebook deve indenização de R$ 20 milhões por vazar dados de brasileiros

O Facebook, que faz parte das redes sociais da empresa Meta junto com Instagram e Threads, além do mensageiro WhatsApp, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais a pagar uma indenização de R$ 20 milhões em virtude do vazamento de informações de usuários brasileiros.

Facebook

Os fatos que levaram a essa condenação remontam a um ataque hacker ocorrido entre os anos de 2018 e 2019, que afetou cerca de 29 milhões de brasileiros. O Instituto Defesa Coletiva atuou como autor de dois processos contra a empresa, em razão dos danos causados pelo incidente, que atingiu usuários tanto da plataforma Facebook quanto dos aplicativos Messenger e WhatsApp.

Os criminosos virtuais conseguiram ter acesso a informações particulares, como identificação, número de contato e endereço eletrônico, além de detalhes como região geográfica, data de nascimento e aparelhos utilizados para acessar o Facebook.

Em relação ao WhatsApp, o Instituto Defesa Coletiva menciona uma vulnerabilidade que permitiu que invasores instalassem um tipo de programa de espionagem para obter acesso aos dados dos dispositivos móveis, resultando no comprometimento da intimidade, privacidade, segurança física e financeirados usuários.

O juiz José Maurício Cantarina Villela, da 29ª Vara Cível de Belo Horizonte, afirmou que a responsabilidade pela falha deve ser atribuída àqueles que a utilizam para obter lucro. A condenação é referente aos danos morais tanto coletivos quanto individuais.

O montante da sentença é de R$ 10 milhões para cada ação civil pública e R$ 5 mil por danos individuais para cada usuário diretamente afetado pela divulgação indevida de informações. O Instituto Defesa Coletiva está organizando uma lista para aqueles interessados em participar do processo de execução da compensação.

A decisão foi tomada em primeira instância e pode ser alvo de recurso. A empresa Meta informou que ainda não recebeu oficialmente a notificação sobre a decisão da multa no Brasil.