29/02/2024

Lucro da TIM dobra no 2º trimestre com serviços móveis e fixo em alta

Segundo resultado financeiro da operadora, houve crescimento na receita do pré-pago, pós-pago e no serviço de banda larga via fibra óptica.

Na noite desta segunda-feira (31 de julho), a TIM divulgou seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre do ano, onde reportou um lucro líquido normalizado de 638 milhões, um indicando um crescimento de 104%, sendo que no primeiro trimestre o crescimento no lucro foi de 47% (R$ 1,075 bilhão).

A receita líquida foi de R$ 5,823 bilhões, avançando 9,2% em relação ao mesmo período de 2022, onde registrou R$ 5,36 bilhões. O faturamento foi impulsionado pelos resultados positivos dos principais serviços da operadora, citado pela empresa como Receita de Serviço Móvel, no segmento pós-pago e pré-pago, e Receita de Serviço fixo, com a TIM UltraFibra e Produtos.

A Receita do Serviço Móvel (RSM) Normalizada totalizou R$ 5.372 milhões no 2T23, o que representa uma expansão de 9,7% A/A, enquanto que o Serviço móvel cresceu 9,7% no período, para R$ 5,372 bilhões. O ARPU (receita média por cliente) cresceu 13% (R$ 29,2, no trimestre).

No caso, houve uma expansão da receita do pré-pago em 11,8%, atingindo o ARPU de R$ 14,3 (+13,1% A/A), assim como o pós-pago, que cresce 10,5% no segundo trimestre, com o ARPU atingindo R$ 43,1 (+16,7% A/A). A TIM explica que a melhora financeira é resultado de sua abordagem estratégica “com foco na geração de valor”, como reajustes de preços, incentivo à mudança de planos mais caros e crescimento nas recargas pré.

No segundo trimestre do ano, a operadora obteve uma receita do serviço móvel de R$ 323 milhões, uma alta de 6,5%, tendo a banda larga como a principal linha de receita do fio. Do total, R$ 217 milhões vieram do TIM UltraFibra, com um salto de 10,1% e ARPU de R$ 94,8 milhões entre os assinantes fixos (+3,7%).

Segundo a TIM, é resultado do seu desempenho em ofertas os planos com maiores velocidades (82% dos clientes da base possuem planos com velocidades iguais ou
superiores a 150 Mbps) e de pacotes com outros produtos. Vale ressaltar que a tele tem parceria com a V.tal, e com isso tem lançado seu serviço de internet banda via fibra óptica em novas regiões, usando a estrutura de rede neutra.

Balanço operacional

No período em questão, a TIM apresentou queda de 10,9% no número de acessos móveis, somando 31,2% milhões.

“Essa queda reflete, em grande medida, o processo de limpeza de base feito pela TIM em ambos os segmentos Pós-pago e Pré-pago em 2022, após incorporação da base de clientes adquirida da Oi Móvel”, explica a tele. A empresa perdeu participação de mercado, saindo de 26,5% no mesmo período de 2022, para 24,3% no segundo trimestre deste ano”.

A base pós-paga atingiu 26,6 milhões de acessos (-10,8% A/A). No entanto, o segmento registrou 518 mil adições líquidas no trimestre, levando a um mix do segmento na base total de 43%. Já o Pós-pago Humano (ex-M2M) registrou 21,8 milhões de acessos (-12,8% A/A), com a base de M2M somando 4,7 milhões de acessos (+0,2% A/A). A base pré-paga somou 34,6 milhões de acessos (-11,0% A/A).

A base de clientes da TIM UltraFibra registrou 761 mil conexões, um crescimento de 8,8% no comparativo anual. As assinaturas com fibra óptica (FTTH) tiveram alta de 34,1%. Já a base de FTTH manteve sua expansão, registrando aumento de 34,1% frente ao segundo trimestre do ano passado, atestando que a transição dos clientes para a fibra se mantém em constante evolução.

Quando se trata do serviço 5G, ao fim do segundo trimestre, a TIM informa que a tecnologia está disponível em 68 cidades. Já o 4G, chega a 5.468 municípios. Novamente, reforça que a população urbana coberta (4G) é de 100%. O serviço de banda está presente em 83 municípios, representando uma alta de 112,8% ante 39 cidades no período de 2022.

Ebitda e Capex

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) normalizado totalizou R$ 2.914 milhões, uma expansão de 17,2% no comparativo anual. A margem atingiu o patamar histórico de 49,7%, com evolução de 3,4 pontos percentuais (p.p.) ante o mesmo período de 2022 (46,3%).

O EBITDA Normalizado (-) Capex totalizou R$ 1.988 milhões no 2T23, uma alta de 38,4% A/A, em virtude da expansão do EBITDA somado à redução do Capex. Ao retornar com os efeitos dos arrendamentos, o EBITDA-AL Normalizado (-) Capex somou R$ 1.240 milhões no 2T23, um crescimento de 66,7% A/A,

O Capex da TIM totalizou R$ 926 milhões no 2T23, recuo de 11,8% em relação ao mesmo período de 2022, que segundo a operadora é “explicada principalmente por uma redução dos investimentos alocados em “Rede”, uma vez que em 2022 a Companhia aumentou seus investimentos a fim de preparar sua infraestrutura para a migração dos novos clientes vindos da Oi e pelos primeiros benefícios gerados a partir da transferência do tráfego da rede 4G para 5G”.

Quanto ao fluxo de caixa, a operadora registrou fluxo de caixa operacional livre de R$ 529 milhões, ou uma melhora de R$ 1 bilhão frente ao segundo trimestre de 2022.

Conselho de Administração

Também na noite desta segunda-feira, a TIM anunciou uma nova integrante no conselho de administração: Gigliola Bonino, que assume o cargo de Michela Mossini, que renunciou ao cargo em 21 de junho. Ela também terá outras posições antes de Mossini, como o de integrante dos comitês de controle e riscos, e ESG.

A TIM afirma em comunicado que “Gigliola Bonino é cidadã italiana, licenciada em Ciências Econômicas e Empresariais em 1989, obtendo posteriormente a habilitação para o exercício da profissão de Técnico Oficial de Contas (Exame de Estado) e a inscrição no Registo Profissional da Itália. É também Auditora inscrita no Registo dos Auditores da Itália, tendo trabalhado em instituições financeiras e empresas industriais como Analista Financeira e Controller Industrial”.

Ela ingressou no Grupo TIM em 1990 foi nomeada Head of the “Financial Reporting, Accounting & Revenue Assurance” da TIM S.p.A. e do Grupo TIM. Ocupou o cargo de Head of Financial Statements and Group Consolidated Financial Statements da TIM S.p.A. e, anteriormente, head of the Consolidation Process in the context of Planning and Control. Entre 2019 e 2021 foi vice-presidente da TIMFin, contribuindo para o lançamento da startup financeira focada no mercado italiano.

No passado, foi membro do Conselho de Administração da INWIT, da Daphne3, da TIM Brasil e da Telecom Italia Finance – Luxemburgo. Foi, também, Auditora da ASSIDA (associação para cuidados médicos complementares para os executivos das empresas do Grupo Telecom Italia).

Com a nova integrante, o conselho da TIM passa a ter a seguinte composição: Nicandro Durante, Alberto Mario Griselli, Claudio Giovanni Ezio Ongaro, Gesner José de Oliveira Filho e Gigliola Bonino.

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