29/01/2026

Anatel vai manter divisão da faixa de 6 GHz, contrariando Associação NEO

Agência reafirma decisão de dividir o espectro entre usos licenciados e não licenciados, contrariando pleito das operadoras regionais.

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Imagem: folhapress.folha.com.br/Reprodução

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu manter sua posição sobre a divisão da faixa de 6 GHz, rejeitando o pedido de reconsideração protocolado pela Associação NEO.

A entidade, que representa operadoras regionais de telecomunicações, contestava a forma como o processo foi conduzido e pedia a revisão da decisão que destina parte da frequência para aplicações não licenciadas, como o Wi-Fi 6E, e outra para serviços móveis licenciados.

A negativa da Anatel veio por meio de deliberação em circuito, confirmando que o processo seguiu os trâmites legais e regimentais previstos. Segundo a agência, por se tratar de um ato normativo de natureza geral, não caberia recurso nos moldes solicitados pela NEO.

Contestação da NEO

A Associação NEO argumentava que o tema exigia uma abordagem mais aprofundada e questionava o uso do circuito deliberativo, uma modalidade que dispensa reunião presencial entre conselheiros. 

Outro ponto levantado pela entidade foi a ausência de uma Análise de Impacto Regulatório (AIR) específica sobre os efeitos da divisão da faixa de 6 GHz.

A Anatel, por sua vez, respondeu que a AIR relativa à destinação da subfaixa que será leiloada já está em desenvolvimento dentro de outro processo administrativo. Portanto, o argumento da ausência de avaliação técnica detalhada não seria suficiente para reabrir a deliberação original.

Impacto no setor

Com a manutenção da decisão, a Anatel reforça sua estratégia de abrir espaço tanto para inovações em conectividade Wi-Fi quanto para o avanço do 5G por meio de espectros licenciados. 

Para as operadoras regionais representadas pela NEO, no entanto, a medida pode ampliar as desigualdades competitivas, uma vez que grandes grupos do setor tendem a dominar as faixas mais valiosas para a oferta de serviços móveis.

Com isso, a Anatel seguirá com os trâmites administrativos para a destinação e eventual licitação das faixas licenciadas. 

Já a NEO deverá avaliar se há espaço para novas ações dentro do marco regulatório vigente ou mesmo recorrer a outras instâncias administrativas.

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