
O Ministério das Comunicações avançou em articulações internacionais para ampliar a conectividade de escolas públicas brasileiras, com foco em soluções tecnológicas voltadas a regiões com infraestrutura limitada.
As tratativas envolvem cooperação com Luxemburgo, um pequeno país europeu, e fazem parte da estratégia do governo federal para acelerar a inclusão digital no ambiente educacional.
A agenda internacional do MCom tem como objetivo avaliar modelos de parceria e tecnologias capazes de ampliar o acesso à internet em áreas onde a implantação de redes terrestres enfrenta obstáculos técnicos ou custos elevados.
Diálogo com Luxemburgo inclui empresas e autoridades do setor
Durante a missão oficial a Luxemburgo, representantes do Ministério das Comunicações mantiveram reuniões com autoridades locais e empresas do setor de telecomunicações, entre elas a SES S.A., operadora global de satélites.
O diálogo buscou mapear soluções já adotadas no país europeu e discutir possibilidades de cooperação técnica com aplicação no contexto brasileiro.
Segundo o MCom, o intercâmbio internacional permite avaliar alternativas de conectividade em larga escala, especialmente voltadas a escolas localizadas em regiões rurais, comunidades isoladas e localidades de difícil acesso.
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Parceria envolve Telebras e programas federais
A cooperação internacional não parte do zero. O Ministério das Comunicações destaca que a atuação conjunta com a SES S.A. já ocorre no âmbito de políticas públicas federais, por meio da Telebras. A estatal é responsável por operacionalizar parte das ações de conectividade educacional no país.
Essa cooperação está inserida no contexto do GESAC/Wi-Fi Brasil, programa federal voltado à oferta de acesso gratuito à internet em escolas, unidades de saúde e outras instituições públicas.
A iniciativa utiliza diferentes tecnologias, incluindo soluções via satélite, para alcançar regiões sem cobertura adequada de redes terrestres.
Conectividade escolar ainda é desafio no país
Apesar dos avanços registrados nos últimos anos, o MCom reconhece que uma parcela significativa das escolas públicas brasileiras ainda opera com acesso limitado ou inexistente à internet.
O problema é mais frequente fora dos grandes centros urbanos, onde a infraestrutura de telecomunicações é menos desenvolvida.
A falta de conectividade compromete o uso de plataformas educacionais digitais, o acesso a conteúdos online e a participação em programas federais baseados em serviços digitais. Para o MCom, a internet passou a ser um elemento estrutural da política educacional.
Tecnologia via satélite ganha protagonismo
Nesse cenário, as soluções de conectividade via satélite ganharam espaço nas discussões conduzidas pelo Ministério das Comunicações.
A tecnologia permite acelerar o atendimento a escolas em áreas remotas, reduzindo a dependência de obras complexas de infraestrutura.
A cooperação com parceiros internacionais, como a discutida em Luxemburgo, é vista como uma forma de fortalecer iniciativas já existentes, ampliando o alcance do GESAC/Wi-Fi Brasil e de outras políticas públicas coordenadas pelo MCom.
Próximos passos seguem em avaliação técnica
As articulações internacionais ainda estão em fase técnica. Não há definição sobre cronograma ou novos acordos formais. A expectativa do Ministério das Comunicações é aprofundar as análises nos próximos meses e avaliar a implementação de projetos-piloto integrados às políticas já em andamento.
Para o MCom, ampliar a conectividade nas escolas públicas é uma etapa essencial para reduzir desigualdades regionais e garantir que estudantes de diferentes partes do país tenham acesso às mesmas oportunidades digitais.
* Com informação do Ministério das Comunicações





