01/02/2026
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Governo amplia distribuição de antenas digitais para mais 108 cidades

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Imagem: Getty Images/iStockphoto/Reprodução

O programa Brasil Antenado, promovido pelo Ministério das Comunicações, acaba de chegar a uma nova fase. A iniciativa, voltada para a substituição das antigas parabólicas analógicas, passa a atender moradores de mais 108 cidades. 

A ação contempla famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que poderão receber e instalar, sem custos, kits para acesso à TV digital.

Ao todo, são cerca de 222 mil domicílios aptos a receber o benefício nesta etapa. Os estados atendidos incluem Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rondônia.

Migração para o sinal digital

A expansão do 5G no Brasil trouxe um efeito colateral: interferências nas antigas antenas parabólicas. Isso tornou necessária a troca dos equipamentos, especialmente para quem ainda depende da TV aberta via satélite.

O kit distribuído inclui a nova parabólica digital, compatível com o sinal livre e de alta qualidade da TV digital, e sua instalação é feita por técnicos autorizados. Tudo sem qualquer cobrança ao beneficiário.

Quem tem direito e como agendar

As famílias que fazem parte do CadÚnico e ainda utilizam parabólica tradicional podem consultar a elegibilidade no site Brasil Antenado ou por telefone e WhatsApp. Basta fornecer o CPF para que o sistema verifique se há direito ao benefício.

O agendamento da visita técnica é feito diretamente pela plataforma. Após a confirmação, uma equipe especializada realiza a troca do equipamento no domicílio, garantindo que o sinal digital esteja funcionando corretamente.

Inclusão digital e acesso à informação

Com essa nova etapa, o Brasil Antenado ultrapassa a marca de 650 mil famílias beneficiadas. Mais que um esforço técnico, a iniciativa representa um passo importante para ampliar o acesso à informação e ao conteúdo educativo e cultural oferecido pela TV aberta.

Ao conectar mais brasileiros à TV digital, o programa contribui para reduzir desigualdades e aproximar as famílias de um serviço essencial, especialmente em áreas onde o sinal terrestre não chega com qualidade.

* Com informações do Ministério das Comunicações

O fim da fibra? Blue Origin revela TeraWave com velocidade de 6 Tbps

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TeraWave blue origin
Divulgaão/Blue Origin

Na última quarta-feira (21), a Blue Origin lançou a TeraWave, uma ambiciosa rede espacial de 6 Tbps projetada para fornecer conectividade de ultra-alta capacidade para empresas, data centers e governos em escala global. O projeto, liderado pela empresa de Jeff Bezos, utiliza uma arquitetura híbrida de satélites para eliminar zonas mortas de comunicação e oferecer velocidades simétricas onde a fibra terrestre é inviável, transformando a infraestrutura de rede atual.

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Foco no mercado corporativo e governamental

Diferente do que ocorre com outros serviços voltados ao consumidor final, a TeraWave se posiciona exclusivamente no mercado B2B e de segurança nacional. A ideia é oferecer uma camada de conectividade espacial que se integre às infraestruturas de rede já existentes, funcionando como um suporte crítico para operações que não podem sofrer interrupções. A Blue Origin destaca que a meta não é atingir milhões de assinantes domésticos, mas sim atender um grupo seleto de cerca de 100 mil clientes de alta demanda.

blue origin jeff bezos
Divulgação/Blue Origin

Essa estratégia busca preencher uma lacuna deixada pelas redes residenciais, que muitas vezes sofrem com congestionamento e latência variada. Para o setor público, a promessa é de resiliência extrema: garantir comunicações seguras para defesa e missões humanitárias em locais remotos ou onde a infraestrutura subsea foi comprometida. A proposta de valor central reside na escalabilidade rápida e na redundância, permitindo que governos mantenham o controle situacional em qualquer cenário.

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Especificações técnicas da constelação

Abaixo, detalhamos os componentes técnicos que permitem que a Blue Origin alcance números tão expressivos em sua nova rede espacial:

ComponenteQuantidadeAltitude de OperaçãoTecnologia de LinkVelocidade por Unidade
Camada LEO5.280 satélites520 km a 540 kmRadiofrequência Banda Q/VAté 144 Gbps
Camada MEO128 satélites8.000 km a 24.200 kmLinks Ópticos (Laser)Até 6 Tbps
Total da Rede5.408 unidadesMulti-orbitalHíbrida (RF + Laser)6 Tbps Symmetrical

Diferenciação estratégica e competitividade

Um dos maiores atrativos da TeraWave é o fornecimento de velocidades simétricas, algo raro em conexões via satélite tradicionais. Isso significa que a taxa de upload é idêntica à de download, um requisito essencial para transferências de dados de Internet das Coisas (IoT) em tempo real e processamento de Inteligência Artificial na borda. Com essa capacidade, a empresa espera atrair provedores de nuvem que precisam replicar volumes massivos de dados entre data centers distribuídos globalmente.

O anúncio da Blue Origin acontece em um período de intensa movimentação no setor de telecomunicações espaciais. Recentemente, vimos que a Starlink consegue autorização para lançar 7.500 novos satélites para reforçar sua constelação de segunda geração. No entanto, o foco da TeraWave em um nicho de altíssima performance a coloca em uma categoria distinta, competindo mais diretamente com serviços de defesa e backbones de fibra do que com a internet residencial comum.

Cenário de mercado e desafios logísticos

A viabilidade do projeto ainda desperta debates entre analistas devido à agressividade do cronograma de lançamento, previsto para iniciar no final de 2027. Para colocar mais de 5.400 satélites em órbita, a Blue Origin precisará de uma cadência de lançamentos sem precedentes. O mercado global de telecomunicações está cada vez mais saturado e disputado, especialmente com as notícias de que a China irá lançar internet via satélite no Brasil nos próximos meses, o que eleva a pressão por inovação e capacidade de entrega rápida.

Vivo e Claro dominam o mercado de motoristas e entregadores por app

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Motorista de aplicativo Vivo, Claro, app, motoristas, entregadores
Paul Hanaoka/Unsplash

Em um levantamento inédito realizado entre maio e setembro de 2025 em todo o território nacional, a consultoria Gaudium revelou que as operadoras Vivo e Claro são as preferidas de motoristas e entregadores por app, pois esses profissionais buscam máxima estabilidade de conexão para evitar prejuízos financeiros e garantir a eficiência em suas rotas, consolidando um domínio absoluto das duas gigantes no setor de transporte brasileiro.

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O Domínio de Vivo e Claro no Mercado

Os dados do Data Gaudium, núcleo de inteligência da empresa, apontam uma concentração massiva nas mãos de poucas empresas. Enquanto a liderança geral é disputada ponto a ponto, quando olhamos para nichos específicos, como o de entregas, as posições se invertem de maneira notável. Abaixo, detalhamos a participação de mercado das principais operadoras de telefonia móvel entre os profissionais que utilizam diariamente aplicativos de transporte no país.

OperadoraParticipação GeralParticipação (Entregadores)
Vivo41%33,8%
Claro40,7%45,7%
TIM13,1%16,3%
Outras5,2%4,2%

O Fator Estratégico da Conectividade

Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Gaudium, explica que o domínio dessas operadoras não é meramente estatístico, mas sim uma decisão estratégica dos trabalhadores. Como a rotina de quem trabalha nas ruas exige uma navegação fluida e constante em tempo real, qualquer falha de sinal pode resultar na perda de corridas valiosas. Assim, a Vivo e a Claro acabam sendo as escolhas naturais pela percepção de maior cobertura geográfica.

Outro ponto de destaque no relatório é a rápida transição tecnológica observada no setor. Cerca de 45% das corridas analisadas entre maio e setembro de 2025 foram realizadas utilizando smartphones compatíveis com a rede 5G. Embora a tecnologia 4G ainda seja a mais comum no dia a dia, o crescimento da quinta geração demonstra que o setor de transporte por aplicativo está na vanguarda da modernização digital, buscando sempre conexões mais rápidas e seguras.

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Modernização dos Aparelhos e Fabricantes

A eficiência das jornadas também passa pela qualidade do hardware utilizado no expediente. A pesquisa identificou que o mercado de smartphones para esse público é extremamente concentrado em poucas fabricantes, que oferecem o melhor equilíbrio entre custo, desempenho e facilidade de reparo técnico. Além disso, a idade dos dispositivos revela uma preocupação constante dos motoristas em manterem suas ferramentas de trabalho devidamente atualizadas atualmente.

  • Fabricantes dominantes: Samsung, Xiaomi e Motorola detêm 95% do mercado.
  • Modernização: Mais de 70% dos celulares foram fabricados entre 2022 e 2024.
  • Obsolescência: Aparelhos pré-2019 representam menos de 2% da base total.
  • Foco: Busca por custo-benefício e facilidade de acesso à assistência técnica local.

Dívida Bilionária: Saiba quem são os credores da Oi

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oi padrão
Reprodução/Gemini

A Oi publicou na última sexta-feira (23) a lista oficial contendo mais de 2,7 mil credores extraconcursais para organizar um leilão reverso que visa quitar dívidas bilionárias acumuladas entre o início de 2023 e o fim de 2025. A iniciativa busca reduzir o passivo da companhia por meio de descontos agressivos, permitindo que a empresa reorganize suas finanças fora do plano principal de recuperação judicial, garantindo a manutenção de serviços essenciais prestados por esses fornecedores.

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Gigantes da infraestrutura lideram a lista

Entre as empresas que possuem os maiores montantes a receber, as operadoras de infraestrutura de torres e grandes grupos de mídia aparecem no topo do ranking. A Lemvig, empresa controlada pelo grupo Highline e que adquiriu ativos da rede fixa da tele em 2023, é a maior credora individual. Esse cenário demonstra a forte dependência que a companhia ainda mantém de parceiros estratégicos para sustentar sua operação de rede em todo o território nacional durante este período de transição.

Confira abaixo as principais empresas e os respectivos valores devidos pela operadora:

  • LEMVIG (Grupo Highline): R$ 463 milhões
  • IHS Brasil: R$ 176 milhões
  • Grupo Globo: R$ 139 milhões
  • Cemig: R$ 95 milhões
  • Bradesco: R$ 75 milhões
  • American Tower: R$ 75 milhões
  • Itaú: R$ 58 milhões
  • Teravoz Telecom: R$ 55 milhões

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Diversidade de credores e setores atingidos

O impacto da crise financeira da tele se estende por diversos pilares da economia, desde o setor financeiro até o de utilidade pública. Além dos grandes bancos, distribuidoras de energia como Copel e Light figuram com valores expressivos a receber, totalizando dezenas de milhões de reais. Até mesmo as concorrentes diretas do setor de telecomunicações, como Vivo, Claro e TIM, possuem créditos pendentes, o que evidencia a complexa rede de interconexão necessária para o funcionamento do mercado.

A lista também chama a atenção pela presença de 229 prefeituras, incluindo capitais como Salvador e Goiânia, que aguardam o pagamento de taxas e serviços. Enquanto algumas cidades possuem centenas de milhares de reais em haver, outras registram valores simbólicos. Esse detalhamento mostra que a reestruturação da operadora não afeta apenas grandes investidores, mas impacta diretamente as contas públicas de municípios que dependem desses repasses para seus orçamentos locais.

Regras e funcionamento do leilão reverso

Para gerir esses pagamentos, a estratégia é clara: a Oi lança leilão de dívidas extraconcursais buscando descontos de até 70 por cento para aqueles que possuem mais de R$ 1 milhão a receber da tele. O objetivo é priorizar a liquidez imediata para quem aceitar abrir mão de uma fatia generosa do crédito. A empresa reservou R$ 250 milhões para este fim, dividindo os recursos entre grandes e pequenos credores conforme as regras estabelecidas.

Faixa de CréditoDesconto MínimoValor Disponível
Até R$ 1 milhão40%R$ 16,2 milhões
Acima de R$ 1 milhão70%R$ 233,7 milhões
Limite por CredorR$ 20 milhões

O cenário jurídico e o futuro financeiro

No âmbito jurídico, o processo segue monitorado de perto pelas autoridades para garantir a transparência e a legalidade das movimentações financeiras. Recentemente, o TJ-RJ decide prorrogar suspensão de pagamentos da Oi até abril, garantindo que a empresa tenha fôlego para realizar o certame sem o risco imediato de novos bloqueios em suas contas. Essa proteção é vital para que a operadora consiga focar na manutenção operacional enquanto negocia os passivos.

Em outra frente jurídica, o STJ barra pagamento milionário a administrador judicial da Oi, o que demonstra o rigor da fiscalização sobre cada centavo movimentado no processo de reestruturação da gigante das telecomunicações. Essa decisão reforça a necessidade de austeridade em todas as esferas do processo, assegurando que os recursos disponíveis sejam direcionados prioritariamente para a quitação das dívidas operacionais e a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

Impactos no mercado de capitais

No mercado de capitais, a pressão continua, visto que as ações da Oi são retiradas do pregão contínuo da B3 após queda persistente, refletindo a cautela dos investidores diante do complexo cenário de endividamento da companhia. A transição para o mercado de balcão ou outras formas de negociação limita a liquidez dos papéis, enquanto o mercado aguarda os resultados práticos do leilão reverso e das negociações com os grandes credores de infraestrutura.

TV 3.0: Câmara e EBC são autorizadas a iniciar teste no Brasil

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TV 3.0 Familia TV
Kevin Woblick/Unsplash

O Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired) aprovou por consenso, na última sexta-feira (23), a autorização para que a Câmara dos Deputados e a EBC utilizem as estações-teste da Seja Digital para iniciar a operação da TV 3.0 no Brasil. A medida visa integrar a radiodifusão pública ao cronograma nacional e garantir um avanço tecnológico coordenado entre emissoras estatais e comerciais.

A decisão permite que a radiodifusão pública integre, desde o início, o processo de evolução do sistema televisivo brasileiro. As estações foram implantadas pela Seja Digital sob o Projeto de Evolução do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T). Com essa infraestrutura, os órgãos públicos poderão realizar transmissões contínuas de suas programações, testando a eficácia do novo padrão em localidades estratégicas antes da expansão para o restante do país.

De acordo com o cronograma estabelecido, as estações-teste deverão ser disponibilizadas à Câmara e à EBC com uma antecedência mínima de um mês em relação à data fixada pelo Governo Federal para o início oficial das operações. Esse período de carência é essencial para que as equipes técnicas realizem os ajustes necessários, garantindo que a transição ocorra sem falhas, sem que isso prejudique a continuidade dos testes coordenados pela Seja Digital.

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As Inovações da Nova Geração Digital

A chegada da TV 3.0 representa um salto qualitativo sem precedentes para o telespectador brasileiro. Diferente do sistema atual, essa tecnologia permite a integração total entre o sinal de broadcast (antena) e o broadband (internet). Na prática, o cidadão poderá acessar conteúdos sob demanda e aplicativos diretamente pela interface da TV, usufruindo de uma experiência muito similar à das plataformas de streaming, mas com a vantagem da gratuidade do sinal aberto.

RecursoTV Digital Atual (2.0)Nova TV 3.0
Resolução de ImagemFull HD (1080i)4K e 8K
Qualidade de ÁudioEstéreo / 5.1Som Imersivo (Espacial)
ConectividadeLimitada (Ginga)Integração Total com Internet
NavegaçãoCanais LinearesBaseada em Aplicativos
PublicidadeGenérica para todosSegmentada e Personalizada

Além da qualidade visual superior, o padrão de áudio imersivo promete transformar a sala de estar em uma sala de cinema. A tecnologia também prevê uma maior acessibilidade, com recursos avançados de audiodescrição e tradução automática em Libras. A proposta é que a TV aberta se modernize para competir em pé de igualdade com os serviços pagos, mantendo sua função social de levar informação e entretenimento gratuito para todas as camadas da população brasileira.

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Investimentos e Preparação do Setor

Para que essa realidade chegue aos lares, o mercado de telecomunicações está em plena movimentação. Recentemente, discutiu-se a possibilidade de que as emissoras utilizem recursos remanescentes para kits de recepção, garantindo que a população de baixa renda não seja excluída dessa nova era digital. A viabilidade técnica depende desse esforço conjunto entre o governo e as empresas de radiodifusão.

TV 3.0
Reprodução/ChatGPT

O fortalecimento do setor também passa por incentivos econômicos robustos, fundamentais para a atualização do parque tecnológico nacional. A modernização das torres e dos transmissores exige alto investimento, e o cenário torna-se mais promissor quando o governo libera linhas de crédito para a radiodifusão. Esses aportes financeiros são o combustível necessário para que as emissoras comerciais e públicas consigam implementar as novidades da TV 3.0 com agilidade.

Pluralismo e Defesa de Direitos

Octavio Penna Pieranti, conselheiro da Anatel e presidente do Gired, reforçou que a decisão pela inclusão imediata das emissoras públicas garante diversidade e pluralismo na comunicação nacional. Para ele, uma radiodifusão unida torna o sistema mais forte para cumprir seu papel de defesa de direitos. A medida evita que haja uma disparidade tecnológica entre o que é oferecido pelas grandes redes comerciais e o que é entregue pelos canais educativos e governamentais.

Este modelo de cooperação repete o sucesso da implantação da TV Digital iniciada em 2007. Naquela ocasião, a coordenação entre os diferentes setores permitiu uma transição suave e inclusiva. Agora, com a TV 3.0, o objetivo é reduzir as assimetrias regionais e técnicas, permitindo que a inovação chegue de forma homogênea. O papel das estações-teste em São Paulo e Brasília será justamente validar esses fluxos de trabalho e a estabilidade do sinal.

Oi lança leilão de dívidas extraconcursais buscando descontos de até 70%

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Oi logo
Reprodução/Gemini

A operadora Oi publicou oficialmente nesta quarta-feira (21) no Diário de Justiça Eletrônico Nacional o edital para a realização de um leilão de dívidas extraconcursais visando obter descontos agressivos de até 70% para quitar débitos de R$ 250 milhões com a devida autorização da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro para conseguir desafogar o seu fluxo de caixa e garantir a sustentabilidade das operações de telecomunicações no país.

O novo certame foca exclusivamente em créditos que foram constituídos logo após o primeiro ajuizamento da recuperação judicial da companhia, ocorrido em março de 2023, e que estejam registrados até novembro de 2025. Com essa movimentação estratégica, a empresa pretende reduzir o seu passivo circulante de maneira rápida, utilizando recursos que já estavam reservados para pagamentos imediatos, conforme as regras estabelecidas pelo juízo responsável.

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Regras para participação e limites de crédito

Para organizar o processo, a Oi definiu limites específicos para os pagamentos que serão realizados aos vencedores. Cada credor ou grupo econômico poderá receber no máximo R$ 20 milhões dentro deste certame. O valor total de R$ 250 milhões será distribuído de forma proporcional entre as faixas de dívida, garantindo que tanto pequenos fornecedores quanto grandes parceiros comerciais tenham a oportunidade de liquidar seus créditos, desde que aceitem o deságio.

Faixa de CréditoDesconto MínimoMontante Reservado
Até R$ 1 milhão40%R$ 16,2 milhões
Acima de R$ 1 milhão70%R$ 233,7 milhões
Limite por CredorN/AR$ 20 milhões

Os interessados em participar devem agir rapidamente, pois o prazo para habilitação é de apenas cinco dias corridos após a publicação do edital. O procedimento exige o preenchimento de um formulário específico e o envio de documentos comprobatórios para a gestão judicial através do e-mail oficial. Após essa etapa, haverá um curto período de dois dias para sanar eventuais erros na documentação, permitindo que a lista final de vencedores seja divulgada de forma ágil.

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Desafios financeiros e decisões judiciais recentes

O cenário financeiro da tele permanece sob constante monitoramento das autoridades e do mercado de capitais. Recentemente, uma decisão importante foi tomada quando o tj rj decide prorrogar suspensão de pagamentos da oi ate abril para evitar bloqueios que pudessem comprometer a prestação de serviços essenciais aos clientes. Essa medida é vista como um balão de oxigênio necessário enquanto a operadora tenta reestruturar sua pesada carga tributária.

Além disso, a gestão dos recursos tem sido alvo de rigorosa fiscalização para evitar gastos desnecessários durante a crise. Um exemplo claro dessa postura ocorreu quando o stj barra pagamento milionario a administrador judicial da oi para preservar o caixa destinado aos credores legítimos. Tais movimentações judiciais mostram que cada centavo disponível está sendo disputado e analisado para garantir a sobrevivência da operadora frente aos seus inúmeros compromissos financeiros.

No mercado de capitais, a pressão também é evidente e reflete a incerteza dos investidores quanto ao futuro da companhia no setor. A situação ficou mais crítica quando as acoes da oi sao retiradas do pregao continuo da b3 apos queda persistente no valor dos papéis, forçando a empresa a buscar alternativas drásticas para recuperar a confiança. O leilão reverso surge, portanto, como uma ferramenta vital para demonstrar proatividade na redução do passivo.

Pagamento e quitação das obrigações

Após a divulgação do resultado, que deve ocorrer em até 15 dias, a empresa terá um prazo de dez dias úteis para realizar o pagamento aos credores vencedores. É fundamental destacar que a participação no leilão implica na quitação total e irrevogável da dívida. Isso significa que o credor não poderá reclamar valores remanescentes no futuro, aceitando o desconto como uma forma de garantir o recebimento imediato de parte do que lhe é devido no processo judicial.

Valor da Vivo supera matriz espanhola pela primeira vez

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Imagem: Shutterstock/reprodução

A Vivo, marca da Telefónica Brasil, superou pela primeira vez o valor de mercado da sua controladora espanhola, a Telefónica S.A., em um marco histórico que evidencia o contraste entre o desempenho robusto da operação brasileira e as dificuldades enfrentadas pela matriz em Madri. A inversão ocorreu em 22 de janeiro de 2025, quando a subsidiária brasileira atingiu €19 bilhões (aproximadamente R$118 bilhões), enquanto a controladora ficou em €18,8 bilhões.

O feito ganha ainda mais relevância considerando que a Telefónica S.A. detém cerca de 77% da Telefónica Brasil. Nos últimos 12 meses, as ações da operadora brasileira dispararam 40%, enquanto os papéis da matriz espanhola recuaram 13% no mesmo período. Para efeito de comparação, o índice europeu Stoxx 600 Telecom registrou alta de 8,6% no período.

Leia mais:

Desempenho contrastante nas bolsas

EmpresaVariação em 12 mesesValor de mercado atual
Telefónica Brasil (Vivo)+40%€19 bilhões
Telefónica S.A.-13%€18,8 bilhões
Índice Stoxx 600 Telecom+8,6%

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Crise na matriz espanhola

A crise de confiança na Telefónica S.A. se intensificou desde novembro de 2024, quando a empresa promoveu um evento com investidores e anunciou medidas negativas: corte nos dividendos e redução na projeção de fluxo de caixa livre. Desde então, o mercado financeiro demonstra ceticismo em relação à nova gestão da companhia.

Marc Murtra assumiu como CEO da Telefónica S.A. em janeiro de 2025, indicado pelo governo espanhol, que possui 10% de participação na empresa. Sem experiência anterior na liderança de grandes corporações, Murtra enfrenta o desafio de reposicionar o grupo globalmente, mas ainda não conseguiu convencer os investidores sobre a viabilidade de sua estratégia.

As medidas adotadas pelo novo comando incluíram aceleração da saída de mercados latino-americanos com desempenho fraco, substituição da maior parte da alta gestão e anúncio de cortes radicais de empregos. Apesar das mudanças estruturais, as ações da empresa seguem pressionadas, com analistas demonstrando dúvidas quanto à capacidade de execução da nova liderança.

Brasil como principal força

Enquanto isso, a Telefónica Brasil vive seu melhor momento em anos. O Brasil representa hoje o segundo maior mercado da empresa no mundo. Os principais fatores que explicam o sucesso da Vivo no mercado brasileiro incluem:

  • Ganho de eficiência operacional
  • Ampliação de receita com serviços digitais
  • Consolidação da migração de clientes do pré-pago para o pós-pago, com maior margem de lucro
  • Benefício da consolidação do setor após aquisição da Oi Móvel
  • Política estável de distribuição de dividendos

A operadora brasileira mantém uma política estável de distribuição de dividendos, diferentemente da matriz espanhola, fator que contribuiu para atrair investidores locais em meio ao ciclo de queda dos juros no Brasil. A ultrapassagem em valor de mercado representa não apenas um momento simbólico, mas reflete a solidez da operação da Vivo no mercado brasileiro de telecomunicações.

A empresa consolidou sua posição de liderança no país, enquanto sua controladora busca reestruturação para recuperar a confiança do mercado financeiro internacional.

Novo dispositivo vestível inovador da Apple pode estar a caminho

Imagem: Shutterstock/Reprodução

A Apple estaria desenvolvendo um novo dispositivo vestível com câmeras e recursos de inteligência artificial. A informação, ainda não confirmada oficialmente pela empresa, vem de fontes ligadas à cadeia de produção e aponta para um produto em estágio inicial de concepção. 

O projeto mira ampliar a atuação da “maçã” no segmento de tecnologias inteligentes e pessoais, apostando em um formato ainda inédito no portfólio da marca.

Segundo apurações de veículos internacionais especializados, trata-se de um equipamento compacto, descrito como um “pin” que pode ser preso à roupa, num formato semelhante ao de soluções que começam a surgir no mercado, como o AI Pin da Humane. 

A proposta da Apple, no entanto, seria integrar um nível mais avançado de recursos, combinando hardware potente com softwares baseados em IA generativa.

Entre as especificações preliminares estão duas câmeras, uma principal e outra ultra-angular, além de alto-falante, microfones embutidos e suporte a carregamento sem fio. Haveria também um botão físico para controle rápido, sugerindo foco na usabilidade prática no dia a dia.

Fontes ouvidas pela imprensa internacional indicam que o dispositivo deve atuar em sinergia com uma nova versão da assistente Siri, reformulada com base em tecnologias de IA generativa. 

No entanto, ainda não está claro se o projeto faz parte de uma linha já existente ou se inaugura uma nova categoria de produto dentro da Apple.

A IA no centro da estratégia

Embora ainda envolto em confidencialidade, o projeto reforça o movimento da Apple em direção a soluções mais integradas com inteligência artificial. 

Em 2023, a empresa já havia sinalizado investimentos robustos nesse campo, com contratações e aquisição de startups focadas em aprendizado de máquina e assistentes inteligentes.

O dispositivo, se levado adiante, pode representar uma resposta da Apple à movimentação de concorrentes que já começaram a lançar gadgets semelhantes. 

Ainda assim, especialistas avaliam que a entrada da marca nesse nicho pode elevar o padrão do segmento, tanto em termos de desempenho quanto de integração com o ecossistema Apple.

Lançamento ainda incerto

Não há, até o momento, previsão oficial de lançamento ou mesmo garantias de que o produto vá chegar ao mercado. Projetos da Apple costumam passar por longas fases de testes e validações, e muitos são arquivados antes de se tornarem públicos.

Apesar disso, estima-se que a empresa tenha encomendado uma produção inicial estimada em 20 milhões de unidades, volume que indicaria, ao menos, um planejamento preliminar para fabricação em larga escala.

Nos bastidores, o movimento é lido como uma tentativa da Apple de liderar uma nova era de computação pessoal, menos dependente de telas e mais focada na interação natural por voz, gesto e contexto ambiental. O novo produto vestível, se concretizado, poderá ser uma peça-chave nesse reposicionamento.

Expansão da IA deve trazer crescimento bilionário ao setor de telecom até 2027

Imagem: Midjourney/Reprodução

A inteligência artificial (IA) passou a ocupar um lugar central nas estratégias de empresas de telecomunicações e deve influenciar diretamente o crescimento do setor nos próximos anos. 

A expectativa é que a aplicação dessa tecnologia no segmento movimente US$ 15,7 bilhões até 2027, em um cenário de expansão puxado por automação, análise de dados e melhoria da experiência do consumidor.

O movimento acontece enquanto o setor de telecom busca responder a duas pressões simultâneas. A primeira vem de dentro: custos operacionais altos, redes complexas e necessidade constante de manutenção. 

A segunda vem do público: clientes menos tolerantes a falhas, mais conectados e com expectativa de atendimento rápido, quase imediato. Nesse ambiente, a IA deixa de ser “tendência” e vira ferramenta prática.

O que está mudando na rotina do setor de telecom?

Nos bastidores das operadoras, a IA tem sido usada para tarefas que antes dependiam de equipes inteiras e longas etapas manuais. 

Em vez de esperar que um problema aconteça, muitas empresas começam a apostar em sistemas que conseguem prever falhas e apontar gargalos antes que eles virem reclamação no call center.

Também cresce o uso de inteligência artificial para:

  • Analisar padrões de consumo e sugerir ajustes de oferta
  • Reduzir tempo de resposta em atendimentos e solicitações
  • Identificar movimentações suspeitas e tentativas de fraude
  • Apoiar decisões de expansão e melhorias de rede

Na prática, é uma mudança de mentalidade. Em vez de operar no “apagar incêndio”, parte do setor tenta migrar para um modelo mais preditivo e automatizado.

5G acelera a corrida por automação e eficiência

A expansão do 5G no Brasil entra como peça importante nessa história. Com a rede avançando e ampliando a cobertura, cresce também a demanda por infraestrutura mais inteligente, capaz de lidar com volumes maiores de dados e com novas aplicações.

Além disso, quanto mais a conectividade melhora, mais o usuário exige. O serviço que era considerado “bom” há poucos anos hoje é tratado como básico. 

A conta fecha de um jeito simples: redes mais modernas exigem gestão mais sofisticada e a IA aparece como atalho para ganhar velocidade.

Mercado global mira crescimento até o fim da década

Projeções do setor apontam que as telecomunicações devem aumentar participação na economia mundial nos próximos anos, com avanço relevante até 2030. 

A leitura feita por entidades internacionais, como UIT (União Internacional de Telecomunicações), é de que conectividade, dados e serviços digitais vão continuar puxando o faturamento do segmento.

Nesse cenário, o uso de IA se encaixa como um acelerador. Ela ajuda a operar melhor, gastar menos e, principalmente, entender o cliente com mais precisão. Não é só tecnologia por tecnologia. É uma disputa direta por eficiência.

Um dos pontos citados por representantes do setor é que a inteligência artificial pode ser decisiva para elevar o nível do serviço prestado e sustentar a expansão de demanda por conectividade, especialmente em áreas onde o consumo cresce rápido e a rede precisa acompanhar.

Nem tudo é simples: custos e privacidade entram no debate

Mesmo com o entusiasmo, a adoção de IA em telecom não é automática. Há obstáculos no caminho.

O primeiro é financeiro. Implementar modelos, treinar equipes, integrar sistemas e manter infraestrutura de dados exige investimento. O segundo é técnico: muitas empresas ainda operam com plataformas antigas, que não conversam bem com soluções mais modernas.

E existe um tema que pesa cada vez mais: privacidade. A IA depende de dados para funcionar com qualidade. Só que, quando o assunto envolve telecom, o cuidado precisa ser redobrado. 

A discussão sobre uso responsável, proteção de informações e conformidade com regras tende a crescer junto com a tecnologia.

O que esperar daqui para frente?

O avanço da IA no setor de telecom não parece passageiro. A tendência é que operadoras e fornecedores intensifiquem o uso de automação e inteligência de dados para tornar redes mais estáveis, atendimento mais rápido e operações menos custosas.

No fim das contas, a disputa não é apenas por ter IA. É por usar bem, sem prometer milagres, sem descuidar do consumidor e com resultados que apareçam no dia a dia.

Ações da TIM têm patamar rebaixado pelo banco Citi

Imagem: Shutterstock/Reprodução

O banco norte-americano Citi, que também é uma empresa de serviços financeiros de abrangência global, rebaixou nesta semana sua recomendação para as ações da TIM, que passaram de “compra” para “neutra”

A decisão ocorre após uma sequência de resultados positivos para a operadora, que acumula alta expressiva tanto no desempenho operacional quanto no valor de mercado nos últimos trimestres.

Segundo relatório divulgado aos investidores, os analistas do Citi consideram que boa parte da evolução financeira da TIM, especialmente após a incorporação de ativos da Oi Móvel, já está refletida nos preços atuais das ações. 

O banco destaca que os fundamentos da empresa seguem sólidos, mas o espaço para novas surpresas positivas estaria mais restrito neste momento.

Valorização histórica e cenário competitivo

As ações da TIM registraram valorização acumulada de 64% ao longo de 2025, acompanhadas por um avanço de 6% apenas nos primeiros dias de janeiro deste ano. 

Para o Citi, esse desempenho reflete não apenas o ganho de escala após a divisão da Oi Móvel, mas também os ganhos em eficiência e controle de custos operacionais.

O relatório observa ainda uma mudança no panorama competitivo do setor de telecomunicações brasileiro. A consolidação entre operadoras e a redução no número de players atuantes levaram a uma dinâmica de mercado mais estável, com foco em rentabilidade e menos pressão sobre preços.

Expectativas e riscos

Apesar da revisão, o Citi reitera que a TIM mantém fundamentos positivos, com crescimento consistente na base de clientes e avanço em tecnologias como o 5G. 

Contudo, a avaliação é de que o atual patamar de mercado já considera essas variáveis, tornando o potencial de valorização mais limitado no curto prazo.

Analistas também apontam que o cenário macroeconômico brasileiro, embora mais estável do que nos anos anteriores, ainda pode influenciar o comportamento do consumidor e a velocidade de adoção de novos serviços, como o pós-pago premium e pacotes convergentes.

Outras visões no mercado

Enquanto o Citi adota postura mais cautelosa, outras instituições, como o J.P. Morgan, ainda enxergam espaço para crescimento adicional nas ações da TIM. A divergência reflete diferentes modelos de avaliação e expectativas sobre o ritmo de expansão da companhia.

Em comum, no entanto, os analistas parecem concordar que o setor vive um momento mais equilibrado, menos dependente de guerra de preços e mais voltado à rentabilidade sustentável, um cenário que, mesmo com recomendação neutra, favorece empresas com estrutura sólida como a TIM.