22/01/2026

Deutsche Telekom e Verizon lideram telecom em ranking das 500 marcas globais

Com a Deutsche Telekom na 11ª posição global, o setor de comunicações reafirma sua importância estratégica para a economia digital em 2026.

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ranking maiores telecom do mundo
Reprodução/Gemini

A consultoria Brand Finance divulgou mundialmente, neste início de 2026, o novo ranking anual das 500 marcas mais valiosas, com o objetivo de analisar o desempenho financeiro e a força de mercado das maiores corporações globais para orientar investidores e o setor de tecnologia. O levantamento, realizado em Londres com dados de Wall Street, explica como a corrida pela inteligência artificial e a infraestrutura de dados das operadoras moldaram o topo da lista.

A Deutsche Telekom reafirmou sua soberania ao se consolidar como a operadora de telecomunicações mais valiosa do planeta, ocupando a 11ª posição geral. Com um valor de US$ 96,2 bilhões, a gigante alemã superou concorrentes históricas e se tornou um exemplo de como a expansão da fibra óptica e o domínio do mercado europeu e norte-americano podem gerar ativos intangíveis bilionários. O foco na qualidade da rede foi determinante para manter a empresa no topo deste prestigiado levantamento global.

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As gigantes de telecomunicações que dominam o globo

Enquanto a Alemanha lidera na Europa, o mercado das Américas e da Ásia exibe números impressionantes, com operadoras que sustentam o tráfego de dados de bilhões de usuários. Abaixo, destacamos as principais marcas do setor de telecomunicações que figuram entre as mais valiosas deste ano e suas respectivas posições:

  • Verizon (EUA): US$ 73,0 bilhões (#16)
  • AT&T (EUA): Presença consolidada no top 25
  • China Mobile (China): Maior operadora da Ásia (#31)
  • Xfinity (EUA): Destaque em banda larga fixa (#90)
  • Spectrum (EUA): Crescimento em conectividade (#106)
  • Orange (França): Força no mercado europeu (#121)

O avanço das operadoras no ranking está diretamente ligado ao crescimento da Inteligência Artificial (IA) e ao aumento da demanda por conectividade de alta velocidade. Para que empresas de tecnologia consigam processar volumes massivos de dados, a infraestrutura das teles é essencial. O relatório indica que marcas que investiram precocemente em redes 5G Standalone e soluções para o mercado corporativo (B2B) colheram os melhores frutos em termos de valorização e reconhecimento de marca.

Força de marca e o consumo de dados móveis

Além do valor puramente financeiro, o estudo da Brand Finance analisa o Índice de Força de Marca (BSI), que mede a reputação e o engajamento junto ao consumidor. Nesse quesito, o YouTube desbancou o WeChat e assumiu a liderança global com 95,3 pontos. Para as operadoras de telefonia e banda larga, esses dados são fundamentais, pois o consumo de vídeo de alta resolução e redes sociais é o principal motor que justifica a venda de planos de dados cada vez mais robustos em todo o mundo.

A Microsoft ocupa a terceira posição em força de marca, com 94,7 pontos, puxada por ganhos em reputação e engajamento em mercados estratégicos. Outro destaque inusitado foi a LEGO, que figura como a quinta marca mais forte do planeta, com 94,2 pontos, após registrar um salto de 59% em seu valor, atingindo US$ 17,6 bilhões. O sucesso da fabricante de brinquedos mostra que a familiaridade e a admiração atravessam gerações, mantendo a marca relevante mesmo em uma era predominantemente digital.

Os grandes vencedores do mercado global

No topo absoluto do ranking, as chamadas “Sete Magníficas” continuam ditando o ritmo da economia digital global. A Apple mantém a coroa como a marca mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 607,6 bilhões, seguida de perto pela Microsoft, que cresceu 23% e atingiu US$ 565,3 bilhões. A Nvidia foi a empresa que mais surpreendeu, dobrando seu valor de marca para US$ 184,3 bilhões, o que demonstra a força avassaladora do hardware dedicado à inteligência artificial e ao processamento de dados em 2026.

O Brasil marcou presença na lista das 500 maiores com o Itaú Unibanco, que garantiu a 254ª posição após subir vinte colocações. Com um valor de US$ 9,9 bilhões e uma estratégia focada em relevância cultural — exemplificada pela campanha histórica com a cantora Madonna em Copacabana —, o banco é a única marca brasileira no ranking atual. O Banco do Brasil, que figurava na edição anterior na 467ª posição, não conseguiu manter o patamar necessário para figurar na elite das marcas mais valiosas deste ano.

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