ACentrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), em conjunto com empresas de telecomunicações e administrações municipais, intensificou a remoção de cabos irregulares e obsoletos em diversas regiões de Santa Catarina.
A força-tarefa, que já percorreu 52 municípios, retirou mais de 150 toneladas de material de postes da rede elétrica até o momento. A medida integra o programa permanente de organização e compartilhamento de infraestrutura, mantido pela distribuidora catarinense.
Segundo a Celesc, o excesso de fiação acumulada em vias públicas representa riscos tanto para a segurança da população quanto para a estabilidade do fornecimento de energia.
Ao eliminar cabos fora de uso, a companhia também melhora o acesso às estruturas para manutenção e reduz a poluição visual nas cidades.
Fiscalização e regularização de cabos
As ações contam com o apoio direto das prefeituras, responsáveis por articular frentes locais de trabalho e orientar moradores sobre eventuais interdições. Em paralelo, a Celesc mantém equipes de fiscalização dedicadas a identificar cabos clandestinos e instalações fora dos padrões técnicos.
Empresas notificadas têm um prazo de até 30 dias para corrigir irregularidades; em casos críticos, a própria distribuidora executa a retirada imediata dos fios.
Segundo Carlos Eduardo Marcussi, gerente de Telecomunicações e Compartilhamento da Celesc, o sucesso da operação decorre da cooperação entre os setores público e privado.
“Esse é um trabalho contínuo, que depende da união de esforços. Celesc, empresas de telecomunicações e prefeituras atuam juntas para tornar as cidades mais seguras, organizadas e com uma rede elétrica mais confiável”, afirmou.
Impactos econômicos e colaboração com consumidores
Além da questão técnica, há também um impacto financeiro positivo. Parte da receita obtida com o aluguel de postes compartilhados, cerca de 60%, é revertida para reduzir tarifas de energia. O uso irregular da infraestrutura, portanto, compromete esse equilíbrio e prejudica os consumidores.
A Celesc informa que a população catarinense pode colaborar com as ações informando situações de risco, como cabos baixos ou rompidos, por meio do telefone 0800 048 0196.
A entidade reforça ainda que novas etapas do programa serão realizadas ao longo do próximo ano, priorizando áreas com maior concentração de fiação irregular.
O Ministério das Comunicações autorizou a liberação de R$ 181 milhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro vem do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) e deve financiar projetos que ajudem a modernizar a indústria brasileira do setor.
A decisão foi formalizada em 15 de dezembro e divulgada dias depois no Diário Oficial da União. O repasse faz parte do Plano de Aplicação de Recursos 2025–2027 do Funttel, que prevê o uso do crédito em ações de inovação, compra de equipamentos nacionais e expansão produtiva.
Apoio à indústria e geração de empregos
A proposta é ampliar o fôlego de empresas que atuam nas telecomunicações, especialmente aquelas que desenvolvem tecnologia própria.
Segundo o Ministério das Comunicações, o investimento deve estimular fornecedores, operadoras e fabricantes que produzem no país.
Para o ministro Frederico de Siqueira Filho, a medida reforça o papel do Funttel como instrumento de fomento tecnológico.
Crédito reembolsável e competitividade
O valor repassado será oferecido na forma de crédito reembolsável, gerido pelo BNDES. Na prática, o banco selecionará projetos com potencial para gerar inovação e impacto econômico. A expectativa é de que, com os financiamentos, o setor ganhe competitividade e reduza a dependência de importações.
O governo aposta que a medida vai movimentar toda a cadeia produtiva, desde os fabricantes até as prestadoras de serviço. Com mais recursos disponíveis, a tendência é que o país avance em pesquisa, desenvolvimento e uso de tecnologias próprias.
Em um cenário de rápida transformação digital, o investimento no setor de telecom é mais do que um apoio financeiro, é uma aposta em competitividade e inclusão.
A expectativa é que os resultados comecem a aparecer já nos próximos anos, com ganhos de produtividade e mais acesso à conectividade.
* Com informações do Ministério das Comunicações e da Agência Brasil
Investigações apontam que um engano fatal cometido por integrantes do Bonde do Maluco (BDM) resultou na morte dos três técnicos de internet assassinados em Salvador, na Bahia.
As vítimas, Jackson Santos Macedo, Patrick Vinícius dos Santos Horta e Ricardo Antônio da Silva Souza, trabalhavam na instalação de cabos de fibra óptica quando foram abordadas por criminosos que acreditavam que elas monitoravam a área para uma facção rival.
A Polícia Civil da Bahia (PCBA) informou que os trabalhadores foram sequestrados no bairro de Marechal Rondon e, em seguida, levados para Alto do Cabrito, onde foram encontrados mortos, com mãos e pés amarrados e marcas de disparos.
O crime, ocorrido em 16 de dezembro, foi motivado por uma suspeita infundada: um dos traficantes teria confundido os cabos instalados com câmeras de vigilância.
Prisões e investigações
Até o momento, cinco suspeitos foram presos por envolvimento direto ou indireto no crime.
As investigações apontam que líderes do BDM, incluindo Jorge Ferreira Santos, Venício Bacelar Costa e Antônio Dias de Jesus, deram a ordem para a execução, mesmo estando presos. Outro mandante identificado, Edson Silva de Santana, conhecido como “Jegue”, permanece foragido.
Durante a Operação Signum Fractum, a polícia também prendeu executores e apreendeu material genético e impressões digitais para análise pericial.
Um dos investigados, Jeferson Caíque Nunes dos Santos, o “Badalo”, morreu em confronto com as forças de segurança. Um adolescente é suspeito de atuar como olheiro e deve responder na Vara da Infância e Juventude.
Imagem: SSP-BA/Reprodução
Impacto no setor e reação social
O caso gerou comoção na Bahia e reacendeu o debate sobre a segurança de técnicos de campo, profissionais que atuam diariamente em áreas com presença de facções.
As vítimas, segundo familiares e colegas, não tinham antecedentes criminais e eram reconhecidas pelo trabalho honesto e dedicação. Os profissionais aparecem em vídeos na internet interagindo entre si e com o público sempre de forma descontraída, corroborando os relatos de pessoas próximas.
Após a repercurssão do crime, empresas do setor de telecomunicações reforçaram protocolos internos de segurança e pediram maior proteção policial em zonas consideradas de risco.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia afirmou que a apuração segue sob sigilo e que ações conjuntas com a Polícia Militar baiana (PMBA) permanecem ativas nos bairros afetados.
Revoltante, essa tragédia reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança desses profissionais e de maior integração entre as autoridades e o setor de telecomunicações em todo o país.
A OpenAI lançou um novo recurso para usuários do ChatGPT que permite revisitar suas interações com a inteligência artificial ao longo do ano. Inspirada em formatos de retrospectiva já populares em outras plataformas, como o Spotify Wrapped, a funcionalidade batizada de ‘Your Year with ChatGPT’ entrega uma visão personalizada sobre os temas mais frequentes nas conversas com o chatbot.
No entanto, apesar do apelo global da ferramenta, a novidade está restrita a alguns países de língua inglesa, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. O Brasil, que figura entre os maiores mercados consumidores de IA generativa, foi deixado de fora, ao menos nesta primeira fase.
O que mostra a retrospectiva do ChatGPT?
Diferentemente de outras plataformas que apostam em estatísticas frias, a retrospectiva do ChatGPT adota uma abordagem mais criativa.
O sistema analisa o histórico do usuário para identificar padrões de uso, assuntos recorrentes e tipos de interações. Com base nisso, a IA atribui rótulos personalizados, como “Programador Visionário” ou “Explorador Criativo”, de acordo com os principais temas abordados nas conversas.
Além disso, o recurso oferece uma espécie de “poema-resumo” gerado automaticamente, acompanhado de uma imagem ilustrativa criada com o Dall-E 3, outra ferramenta da OpenAI.
O conteúdo é entregue em um formato leve, projetado para ser compartilhável, e busca refletir não apenas o que o usuário perguntou, mas como ele se relacionou com a ferramenta ao longo do ano.
Disponibilidade limitada e critérios de uso
Para acessar a retrospectiva, o usuário precisa atender a algumas exigências técnicas. É necessário que as configurações de memória e histórico de chat estejam ativadas, o que exclui automaticamente contas com sessões anônimas ou com histórico desabilitado. Também é preciso ter utilizado o ChatGPT com alguma frequência durante o ano para gerar dados suficientes que justifiquem a personalização.
Contas corporativas, como Team, Enterprise e Education, não têm acesso ao recurso, que está limitado a planos individuais nas versões Free, Plus, Pro e Go.
Por que o Brasil foi deixado de fora?
Ainda não há uma justificativa oficial da OpenAI para a ausência do Brasil na liberação da retrospectiva. Em algumas versões do ChatGPT em português, o botão para ativar a funcionalidade chegou a aparecer brevemente, mas sem qualquer efeito prático. A situação gerou frustração entre usuários brasileiros, que demonstraram surpresa por estarem excluídos de uma ferramenta aparentemente global.
Especialistas apontam que a limitação pode estar relacionada à infraestrutura regional, à adaptação do conteúdo para diferentes idiomas ou até a questões de conformidade com legislações locais de dados e privacidade. Seja qual for o motivo, a decisão chama atenção, especialmente diante do crescente uso da IA no país.
De qualquer forma, é esperado que o recurso chegue a outros países em breve. Usuários na Índia, por exemplo, também já começaram a relatar acesso à funcionalidade.
Tendência que veio para ficar
A aposta da OpenAI em uma retrospectiva anual acompanha um movimento mais amplo das empresas de tecnologia, que têm buscado oferecer experiências mais personalizadas aos seus usuários.
A ideia é transformar interações cotidianas em narrativas memoráveis, capazes de reforçar o vínculo emocional com os serviços digitais.
No caso do ChatGPT, a funcionalidade parece menos focada em métricas e mais voltada a valorizar a jornada do usuário com a IA. Ainda que limitada, a iniciativa indica uma possível evolução na forma como esses sistemas passarão a se apresentar, não apenas como ferramentas de resposta, mas como companheiros de processo ao longo do tempo.
A Apple pode estar cada vez mais próxima de entrar na disputa dos smartphones dobráveis. Imagens atribuídas a um projeto interno da companhia, divulgadas pelo portal iPhone-Ticker, revelam o que seria o primeiro esboço concreto do iPhone com tela dobrável, um modelo que foge da estética tradicional vista nos produtos da marca até aqui.
O material técnico, supostamente extraído de registros CAD, apresenta um dispositivo com formato mais quadrado e estrutura semelhante à de uma carteira.
Quando fechado, o aparelho teria dimensões bastante compactas: cerca de 84 mm por 121 mm. Já quando aberto, ele alcançaria 139 mm de comprimento, o que o colocaria próximo de tablets pequenos, como o iPad Mini, mas com usabilidade voltada ao smartphone tradicional.
Design diferente e tela interna generosa
O diferencial do suposto iPhone dobrável não estaria apenas no formato, mas também no aproveitamento de tela. As informações preliminares indicam que a área interna do display teria cerca de 7,7 polegadas, enquanto a tela externa contaria com 5,3 polegadas.
Imagem: iPhone-Ticker/Reprodução
O objetivo da Apple, segundo fontes próximas ao desenvolvimento, seria oferecer um dispositivo sem marcas visíveis na tela, um problema recorrente em modelos de outras marcas.
A construção do painel envolveria tecnologia de ponta, com materiais fornecidos por empresas como Corning e Schott. A fabricação, por sua vez, estaria a cargo da Samsung Display, nome conhecido no mercado por sua atuação com painéis OLED dobráveis.
Lançamento pode ocorrer em 2026
Embora a Apple ainda não tenha confirmado oficialmente qualquer detalhe sobre esse produto, noticiamos há algumas semanas que especulações apontam que o iPhone dobrável pode ser anunciado no segundo semestre de 2026, seguindo o calendário usual da marca.
A previsão reforça a hipótese de que o aparelho seria um modelo premium, com preço elevado e funcionalidades avançadas.
Fontes do setor também sugerem que o aparelho poderá contar com até quatro câmeras, duas na parte externa e duas integradas ao sistema frontal, com uma delas embutida sob a tela.
Outro destaque técnico seria o uso de uma dobradiça composta por metal líquido, escolha que garantiria maior resistência e fluidez ao mecanismo de abertura.
Apple mira inovação e diferenciação no segmento
A movimentação da Apple em direção ao mercado de dobráveis não é nova, mas parece ganhar corpo com os rumores mais recentes.
A escolha por um design distinto dos principais concorrentes, como a linha Galaxy Z Fold, da Samsung, indica que a empresa não pretende apenas acompanhar uma tendência, mas estabelecer um padrão próprio.
Nos bastidores, fala-se que a marca teria encomendado entre 15 e 20 milhões de unidades para uma primeira leva de produção, um volume significativo para um produto que ainda nem foi oficializado.
Essa possível escala de fabricação sinaliza a aposta da Apple em mais uma guinada tecnológica que pode redefinir os padrões de consumo mobile nos próximos anos.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu, nesta sexta-feira (23), uma consulta pública que pode mudar a forma como operadoras e fornecedores de infraestrutura digital lidam com seus data centers.
A proposta em análise, que ficará aberta até o dia 3 de março, traz um pacote de exigências técnicas e ambientais que busca fortalecer a confiabilidade dos serviços de telecomunicações no Brasil.
O documento, que ainda está em fase preliminar, detalha critérios para a certificação de estruturas classificadas como essenciais à operação contínua das redes, aquelas responsáveis por armazenar, processar e transportar dados críticos.
Escopo definido e foco na operação central das redes
Nem todo tipo de instalação será afetado pelas novas diretrizes. A proposta da Anatel restringe a regulamentação aos chamados Data Centers de Telecomunicações (DCTC), que prestam suporte direto ao funcionamento das redes.
Isso inclui, por exemplo, ambientes responsáveis por sistemas do núcleo da rede e pela manipulação de dados dos serviços e dos usuários.
Ficam de fora da lista infraestruturas voltadas unicamente à transmissão física de sinais, como estações rádio base ou pontos de presença. A ideia é concentrar esforços regulatórios em estruturas com peso estratégico no ecossistema das telecomunicações.
Regras vão além da parte técnica
Mais do que mapear a estrutura física, o texto da consulta exige que os operadores desses centros apresentem um memorial descritivo com informações atualizadas sobre a arquitetura, mecanismos de redundância, níveis de disponibilidade e estratégias de manutenção.
Outro ponto de destaque é a obrigação de construir uma Política de Análise de Riscos, cobrindo ameaças variadas, de falhas físicas a ciberataques, e indicando medidas para reduzir impactos em caso de falhas. O plano deve detalhar probabilidades, tempos de recuperação e riscos residuais.
Sustentabilidade entra na pauta
As exigências propostas não se limitam à segurança e à operação. Também há um esforço para incorporar práticas sustentáveis à rotina dos data centers.
O texto prevê a adoção de sistemas de gestão energética e ambiental, além do uso de indicadores como o PUE (eficiência no uso de energia), WUE (consumo de água) e CUE (emissões de carbono).
A agência afirma que, na ausência de políticas públicas federais mais amplas sobre o tema, os parâmetros definidos no anexo da minuta seguem válidos como referência técnica.
Certificação e auditoria obrigatórias
As empresas poderão optar por apresentar certificações reconhecidas no Brasil e no exterior, como a ISO/IEC 27001 (segurança da informação), ISO 14001 (gestão ambiental) e ISO 50001 (gestão de energia). Também há exigências específicas para centros que operem com inteligência artificial, devido ao uso intensivo de GPUs.
Outra possibilidade será passar por auditorias feitas por entidades credenciadas junto à própria Anatel, os chamados Organismos de Avaliação de Sistemas (OAS). Caso aprovadas, as estruturas poderão ser homologadas por meio da plataforma da agência.
A homologação terá validade de três anos, com possibilidade de suspensão caso falhas sejam identificadas durante fiscalizações.
Próximos passos
A consulta pública representa uma tentativa de a Anatel criar um padrão nacional que alinhe o Brasil a práticas adotadas por mercados mais maduros.
Ao colocar os data centers sob o mesmo guarda-chuva regulatório de outros equipamentos críticos das redes, a agência quer garantir que serviços essenciais de telecomunicação tenham bases mais sólidas, seguras e ambientalmente responsáveis.
As contribuições do setor e da sociedade podem ser enviadas durante o período de consulta. O texto final, com possíveis ajustes, será publicado posteriormente e as novas regras entrarão em vigor um ano após essa publicação.
Usuários do Nubank enfrentaram instabilidade no aplicativo nesta terça-feira (23), em diversos pontos do país. De acordo com relatos, o problema afetou diretamente o acesso ao saldo das contas e impediu operações básicas, como transferências via Pix.
Em meio ao contratempo, as redes sociais foram tomadas por reclamações, enquanto a fintech confirmou que uma falha técnica estava em curso.
Saldo sumiu para alguns, Pix travou para outros
Por volta das 10h07 da manhã, começaram a pipocar relatos de falhas no sistema. Muitos clientes disseram que o valor disponível na conta simplesmente não aparecia. Em paralelo, outros reclamavam da impossibilidade de efetuar transferências ou sequer entrar no app.
“Abri o aplicativo e estava zerado, como se eu nunca tivesse colocado dinheiro ali”, relatou um cliente no Twitter.
Não demorou para o volume de reclamações crescer em plataformas de monitoramento, como o DownDetector, que registrou quase 300 notificações em menos de meia hora.
Posteriormente, no período entre 10h10 e 11h35, o número de reclamações na plataforma já ultrapassava a cada das 3 mil.
Imagem: DownDetector/Reprodução
São Paulo, Recife e Porto Alegre entre as regiões mais afetadas
A falha não pareceu localizada. Cidades de várias regiões do país figuraram entre os principais pontos de reclamação. Entre elas, São Paulo, Porto Alegre, Recife, Brasília e Salvador. Os relatos envolviam desde travamentos leves até perda total de acesso.
Mesmo quem conseguiu entrar no app encontrou dificuldades para usar funções básicas. O Pix, ferramenta usada diariamente por milhões, foi um dos principais afetados. Tentativas de envio resultavam em erro, tela congelada ou mensagens de “serviço indisponível”.
Nubank confirma falha, já resolvida, mas não detalha o que causou o problema
A empresa confirmou, mais cedo, o problema por meio de nota à imprensa. O comunicado, sucinto, informou que a equipe técnica estava ciente da instabilidade e atuava para restabelecer os serviços o mais rápido possível.
Posteriormente, em contato com o Minha Operadora, a assessoria de imprensa do Nubank informou que a instabilidade foi totalmente solucionada e os serviços operam normalmente.
Porém, não foram divulgados, até o momento, detalhes sobre o que motivou a falha. Também não houve menção a eventuais compensações ou orientações específicas aos usuários prejudicados.
A confiança no digital e a dependência de apps
Embora a falha já tenha sido solucionada, o episódio serve como lembrete: a dependência de aplicativos bancários é alta e qualquer instabilidade, mesmo breve, gera desconforto e quebra de confiança.
Para ilustrar essa realidade, recentemente noticiamos uma falha temporária ocorrida no app do Bradesco que também tomou as manchetes no país e causou transtornos a centenas de milhares de clientes do banco.
Com milhões de clientes espalhados pelo Brasil, o Nubank se tornou um dos principais nomes do setor financeiro digital. Justamente por isso, quando algo falha, o impacto é imediato. Para muitos, o aplicativo é o único meio de movimentar dinheiro, pagar contas ou receber pagamentos.
A Serede, subsidiária da Oi, responsável por serviços de manutenção de rede, demite todos os 4,8 mil funcionários após decretação de falência na última sexta-feira (19). A rescisão dos contratos foi anunciada nesta segunda-feira, 22, pela administradora judicial Tatiana Binato. A medida ocorre em razão do cessamento das atividades empresariais da companhia, que agora atua como Massa Falida da Serede.
Reprodução/ChatGPT
Com a falência, a empresa informou que está legalmente impedida de dispor de seus bens ou manter operações fora dos limites autorizados judicialmente. A demissão em massa acontece às vésperas do Natal e atinge diretamente milhares de famílias brasileiras que dependem dos salários dos trabalhadores da companhia de telecomunicações.
A Massa Falida da Serede comunicou que os créditos trabalhistas, incluindo salários, férias, horas extras, verbas rescisórias e FGTS não recolhido, passam a ter natureza de créditos concursais. Isso significa que os pagamentos seguirão a ordem de prioridade definida na Lei de Falências, sem prazo estabelecido para quitação dos valores devidos aos trabalhadores.
No comunicado oficial, a administradora judicial orienta os funcionários a sacarem o FGTS, indicando que a própria sentença de falência é documento suficiente para liberação dos recursos. Para os demais créditos trabalhistas, a empresa recomenda que os trabalhadores habilitem seus valores no processo de falência ou busquem a Justiça do Trabalho para apuração e liquidação das quantias.
A Serede também determinou a devolução imediata de todos os bens da empresa, incluindo ferramentas de trabalho, equipamentos técnicos, notebooks, celulares, veículos, equipamentos de proteção individual e materiais diversos. A não devolução injustificada poderá resultar em responsabilização legal, conforme previsto na legislação falimentar brasileira.
Sindicatos classificam medida como afronta aos direitos sociais
As federações nacionais de trabalhadores em telecomunicações (FITRATELP, FENATTEL e FITTLIVRE) manifestaram profunda indignação com a decisão. Em nota conjunta, as entidades classificaram o comunicado da empresa como “uma afronta aos direitos sociais” e criticaram a visão estritamente burocrática que ignora o drama de quase cinco mil famílias brasileiras.
João de Moura Neto, presidente da FITRATELP, foi enfático ao classificar a postura da Massa Falida como um erro estratégico com consequências drásticas. Segundo ele, a decisão não mediu as consequências de demitir cem por cento do efetivo para a continuidade da própria falência, acelerando a destruição de valor da empresa e causando prejuízos irreparáveis.
Os sindicatos alertam ainda que parte essencial dos trabalhadores demitidos continua atendendo a serviços críticos, como a Oi Soluções. A interrupção abrupta das atividades coloca em risco a manutenção da infraestrutura de telecomunicações do Grupo Oi, o que pode afetar serviços públicos e privados essenciais em todo o território nacional.
Quer acompanhar tudo em primeira mão sobre o mundo das telecomunicações? Siga o Minha Operadora no Canal no WhatsApp, Instagram, Facebook, X e YouTube e não perca nenhuma atualização, alerta, promoção ou polêmica do setor!
Trabalhadores empurrados para “fila infinita” da Justiça
Para as federações sindicais, orientar os trabalhadores a habilitarem seus créditos na justiça falimentar equivale a empurrá-los para o fim de uma fila infinita. As entidades criticam também a postura da Oi, afirmando que a tomadora de serviços permanece assistindo ao colapso sem assumir sua responsabilidade subsidiária imediata perante os funcionários demitidos.
O comunicado da Serede gerou clima de pânico e intranquilidade nas bases sindicais em todo o país. A demissão em massa às vésperas do Natal agrava ainda mais o impacto social da medida, deixando milhares de famílias sem perspectiva de renda no período de festas de fim de ano e início de 2025.
A situação da Serede se soma aos problemas judiciais enfrentados pela Oi, que continua lidando com processos na Justiça brasileira. A Massa Falida informou que providenciará a emissão dos termos de rescisão de contrato de trabalho para evitar indeferimentos administrativos no momento do saque do FGTS. Novos comunicados serão expedidos conforme a evolução do processo e as deliberações do Juízo da Falência, e os sindicatos profissionais serão mantidos informados sobre o andamento do desligamento coletivo.
O Huawei Ox Horn é o centro tecnológico futurista da gigante chinesa Huawei, localizado às margens do Lago Songshan, em Dongguan, próximo a Shenzhen, na China. Inaugurado em 2018, o complexo de 120 hectares abriga os programas de pesquisa e desenvolvimento mais intensivos da empresa, combinando arquitetura inspirada em cidades europeias com tecnologia de ponta para impulsionar inovações em IA, redes ópticas, sistemas sem fio e direção autônoma.
Dividido em 12 zonas que replicam cenários de Budapeste, Praga, Oxford e Borgonha, o campus mescla lazer e funcionalidade de forma única. Funcionários têm acesso a restaurantes, bibliotecas, hotéis, galeria de arte e até sistema de bondes internos. A arquitetura europeia detalhada, marcos icônicos e gramados à beira do lago criam um ambiente imersivo que, surpreendentemente, concentra as pesquisas mais avançadas da companhia em diversas frentes tecnológicas.
Alan Fan, chefe do departamento de propriedade intelectual da Huawei, destaca que a empresa é, em sua essência, uma companhia de inovação. “Nosso investimento sustentado em pesquisa e desenvolvimento, protegido e impulsionado por uma estrutura robusta de direitos de propriedade intelectual, é o que alimenta nosso progresso”, afirmou durante visita de jornalistas ao complexo no mês passado.
Pesquisa de ponta em múltiplas frentes
Os esforços de P&D abrangem lógica matemática fundamental, teoria de algoritmos, estruturas de processamento de sinais e domínios aplicados como comunicações sem fio avançadas, redes ópticas e integração de sistemas. Na pesquisa sem fio, a Huawei desenvolve trabalhos avançados em áreas como MIMO massivo e gerenciamento de recursos de rádio assistido por IA, visando melhorar a eficiência do espectro e cobertura de rede.
Inteligência artificial e computação formam pilares fundamentais da inovação da empresa. A Huawei continua investindo pesadamente em suas plataformas de computação, com pesquisas cobrindo treinamento de modelos, eficiência de inferência e arquiteturas de computação distribuída. Esses esforços sustentam o avanço da companhia em IA aplicada a redes, infraestrutura em nuvem, dispositivos e plataformas automotivas.
Investimentos bilionários em inovação
Os números de investimento refletem a escala das ambições da Huawei. Em 2024, a empresa investiu 179,7 bilhões de yuans (US$ 25,5 bilhões), equivalentes a 20,8% da receita total. O investimento cumulativo em P&D na última década já ultrapassou 1,2 trilhão de yuans. Mais de 113 mil funcionários, representando 54,1% da força de trabalho, atuam em funções de pesquisa e desenvolvimento.
A companhia também figura entre as maiores detentoras de patentes do mundo, com mais de 150 mil patentes ativas concedidas globalmente. No Fórum de Inovação e Propriedade Intelectual realizado em Pequim no mês passado, a empresa revelou ter arrecadado US$ 630 milhões em receitas de licenciamento de patentes. Fan projeta que a receita com patentes deve aumentar em 2026, apontando maior reconhecimento da indústria sobre suas tecnologias, incluindo Wi-Fi, 5G, áudio e vídeo.
Quer acompanhar tudo em primeira mão sobre o mundo das telecomunicações? Siga o Minha Operadora no Canal no WhatsApp, Instagram, Facebook, X e YouTube e não perca nenhuma atualização, alerta, promoção ou polêmica do setor!
Inovações aplicadas na indústria
As inovações desenvolvidas no Ox Horn já se traduzem em aplicações industriais concretas. Confira os principais projetos em operação:
Porto de Tianjin: A solução Smart Port da Huawei integra tecnologias como gêmeos digitais inteligentes, direção autônoma, 5G, computação em nuvem e IoT, criando um sistema autônomo centralizado que conecta diversas funções portuárias. O porto abriga a maior frota sem motorista já vista até hoje, composta por 76 veículos.
Mina de Yimin: Na Mongólia Interior, uma frota de 100 caminhões de mineração elétricos autônomos, alimentados pela rede 5G-Advanced da Huawei, entrou em operação em larga escala no início deste ano. Operando sob condições extremas, os veículos são suportados por velocidades de 500 Mb/s de uplink e baixa latência para permitir operação coordenada contínua da frota, transmissão de vídeo 8K em tempo real e controle remoto dos caminhões.
Modelos Pangu AI: Os modelos de inteligência artificial da empresa agora suportam mais de 400 cenários em mais de 30 indústrias. Em direção inteligente, veículos equipados com seu sistema avançado percorreram mais de 1,4 bilhão de quilômetros com direção assistida ativada em 2024.
Desafios e perspectivas futuras
Liuping Song, diretor jurídico da Huawei, reconheceu o impacto durante mesa redonda com a imprensa, observando que a produção de chips da empresa “foi afetada” e que sua tecnologia de processo “permanecerá atrás da indústria” por algum tempo. Ele ressaltou que a companhia está priorizando capacidade de ponta a ponta, argumentando que os clientes se importam com o desempenho de todo o cluster de computação, e que as forças da Huawei em conectividade podem compensar restrições de fabricação.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recebeu o selo ouro de qualidade regulatória do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) por três resoluções editadas em 2025. O reconhecimento foi anunciado nesta sexta-feira, 19 de dezembro, durante a divulgação dos resultados da terceira edição do Selo de Boas Práticas Regulatórias, que contou com a participação de 13 entidades reguladoras das três esferas do governo.
As resoluções premiadas demonstram o comprometimento da Anatel com a excelência regulatória. A Resolução nº 776/2025 estabelece diretrizes para o funcionamento do Ambiente Regulatório Experimental e outras práticas de regulação experimental. Já a Resolução nº 777/2025 revoga e altera normas anteriores, aprovando o novo Regulamento Geral dos Serviços de Telecomunicações (RGST). Por fim, a Resolução nº 782/2025 atualiza o Regulamento de Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (RTAC).
Reprodução/Gemini
O Selo de Boas Práticas Regulatórias foi criado para reconhecer atos normativos infralegais que sigam as melhores práticas do setor público. Desde sua criação em 2023, o programa já distribuiu 48 selos ouro, 31 selos prata e 8 selos bronze para diferentes órgãos reguladores. A iniciativa busca estimular o aprimoramento contínuo da ação regulatória estatal e promover maior transparência nos processos decisórios.
Quer acompanhar tudo em primeira mão sobre o mundo das telecomunicações? Siga o Minha Operadora no Canal no WhatsApp, Instagram, Facebook, X e YouTube e não perca nenhuma atualização, alerta, promoção ou polêmica do setor!
Histórico de reconhecimento
Esta não é a primeira vez que a Anatel se destaca no programa. Na edição de 2024, a agência havia conquistado dois selos ouro e um selo prata. As premiações foram para o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações e para o Regulamento de Fiscalização Regulatória, ambos com selo ouro. O Regulamento Geral de Exploração de Satélites recebeu o selo prata.
Em 2023, a trajetória de excelência continuou com mais três selos ouro. Foram reconhecidos o Regulamento de Numeração dos Serviços de Telecomunicações, o Regulamento de Condições de Uso de Radiofrequências e o Regulamento sobre Bloqueador de Sinais de Radiocomunicações. Todos esses documentos passaram por rigorosos processos de avaliação que comprovaram sua qualidade técnica e aderência às boas práticas.
A primeira participação da Anatel no programa aconteceu em 2022, quando a iniciativa ainda era promovida pelo extinto Ministério da Economia. Naquela ocasião, a agência já conquistou o selo ouro pela chamada Guilhotina Regulatória, que revogou e alterou diversas resoluções para modernizar o marco regulatório do setor. Esse histórico demonstra a consistência da Anatel em manter padrões elevados de qualidade normativa.
Critérios de avaliação
A avaliação dos atos normativos considera quatro critérios fundamentais: previsibilidade e transparência, qualidade regulatória, participação social e coerência regulatória. Os avaliadores analisam aspectos como a previsão do ato em agenda regulatória, a disponibilização da Análise de Impacto Regulatório (AIR) e a possibilidade de participação social tanto na fase preliminar da AIR quanto por meio de consultas públicas.
O reconhecimento fortalece o papel da Anatel como referência em regulação de telecomunicações no Brasil. A premiação reflete o trabalho técnico da equipe e o compromisso da agência com processos transparentes e participativos. Com esse resultado, a Anatel demonstra que é possível aliar eficiência regulatória com democracia e abertura à sociedade civil na construção de normas que impactam milhões de brasileiros.