02/02/2026
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Anatel leva debate sobre cooperação digital à ONU durante revisão da WSIS+20

Imagem: Getty Images/Reprodução

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) integrou, em dezembro, a agenda internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada à avaliação dos avanços e desafios da sociedade da informação nas últimas duas décadas. 

A participação ocorreu durante reuniões de alto nível que analisaram a chamada WSIS+20, processo que revisita compromissos assumidos desde o início dos anos 2000 para ampliar o acesso às tecnologias da informação e comunicação.

Representando o Brasil, a Anatel esteve presente em debates que trataram da cooperação digital entre países, do papel das agências reguladoras e das estratégias para reduzir desigualdades no acesso à conectividade. 

O encontro reuniu governos, organismos multilaterais e especialistas, em um momento considerado decisivo para definir prioridades globais para a próxima década.

O que está em jogo na revisão da WSIS+20

A WSIS, lançada em 2003, estabeleceu diretrizes internacionais para promover inclusão digital, desenvolvimento sustentável e uso social das tecnologias. 

Passados 20 anos, a ONU conduz uma revisão para avaliar o que foi cumprido, o que ficou pelo caminho e quais ajustes são necessários diante de novos cenários, como a expansão da inteligência artificial e o aumento das assimetrias digitais.

Durante as discussões, a Anatel destacou experiências brasileiras relacionadas à ampliação da conectividade, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos. 

A agência também reforçou a importância de políticas públicas integradas, capazes de articular governo, setor privado e sociedade civil.

Cooperação digital e governança da internet

Outro ponto central dos encontros foi a cooperação digital em âmbito internacional. O tema ganhou força com a consolidação do Fórum de Governança da Internet (IGF) como espaço permanente de diálogo, sob a coordenação da ONU. 

Para reguladores como a Anatel, esse ambiente é estratégico para alinhar regras, compartilhar boas práticas e enfrentar desafios comuns, como segurança digital e inclusão.

Especialistas presentes no evento ressaltaram que a governança da internet tende a ocupar papel cada vez mais relevante nas agendas nacionais. Nesse contexto, a participação ativa de países em desenvolvimento é vista como essencial para evitar que decisões globais sejam concentradas em poucos atores.

Impactos para o setor de telecomunicações

Para o setor de telecomunicações, as discussões na ONU sinalizam possíveis reflexos futuros em políticas regulatórias, financiamento de infraestrutura e cooperação técnica entre países. 

A presença da Anatel nesses fóruns indica uma tentativa de posicionar o Brasil de forma mais ativa nas negociações internacionais que moldam o ambiente digital.

Ao final dos encontros, ficou estabelecido que a agenda da WSIS seguirá válida pelos próximos anos, com foco renovado na redução da exclusão digital e no uso das tecnologias como instrumento de desenvolvimento econômico e social.

* Com informações do Ministério das Comunicações

STJ impõe limites à atuação de empresas em ações sobre licenças de telecomunicações

Imagem: Getty Images/Reprodução

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu impor limites à atuação de empresas em processos judiciais que discutem licenças no setor de telecomunicações

A definição ocorreu em julgamento recente e reforça a necessidade de vínculo jurídico direto para que terceiros possam intervir em ações desse tipo.

A decisão trata de um tema recorrente no Judiciário: até que ponto companhias podem participar de processos nos quais não figuram como partes principais, mas afirmam ter interesse no resultado.

Origem da controvérsia analisada pelo tribunal

O processo examinado envolve a concessão e a validade de licenças para exploração de serviços de telecomunicações. Durante a tramitação, empresas do setor solicitaram ingresso na ação, alegando que eventual decisão poderia afetar o mercado e interferir na dinâmica concorrencial.

A tese apresentada foi a de que os reflexos econômicos justificariam a participação, mesmo sem relação direta com o objeto jurídico discutido no processo.

Critério adotado pelo STJ

Ao analisar o pedido, o STJ adotou um entendimento restritivo. Para os ministros, o interesse meramente econômico não autoriza, por si só, a ampliação do polo processual. Segundo a Corte, é indispensável demonstrar impacto jurídico direto, e não apenas possíveis consequências comerciais.

Em paralelo, o tribunal destacou que a flexibilização excessiva dessas regras pode gerar efeitos indesejados, como o prolongamento dos processos e a perda de objetividade das discussões judiciais.

Repercussão entre especialistas do setor

A decisão chamou a atenção de profissionais que acompanham o setor de telecomunicações. Advogados com atuação na área regulatória avaliam que o posicionamento do STJ tende a reduzir pedidos de intervenção considerados genéricos, concentrando o debate nos envolvidos diretamente na relação jurídica.

Há também a percepção de que o entendimento contribui para maior previsibilidade, fator relevante em um mercado marcado por disputas frequentes entre empresas e pelo alto grau de regulação.

Separação entre debate jurídico e regulação técnica

Outro ponto destacado por especialistas é o reforço do papel das instâncias reguladoras. No caso das telecomunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) permanece como o órgão responsável por analisar aspectos técnicos e regulatórios relacionados a licenças e autorizações.

Para o Judiciário, cabe a análise estritamente jurídica, evitando que ações judiciais se tornem fóruns amplos de discussão sobre políticas públicas ou estratégias de mercado.

Possíveis efeitos em decisões futuras

O entendimento do STJ deve orientar julgamentos semelhantes em instâncias inferiores. A expectativa é que pedidos de ingresso de empresas em ações desse tipo passem a ser analisados com maior rigor, especialmente quando fundamentados apenas em interesses econômicos indiretos.

Com isso, o tribunal busca preservar a segurança jurídica e a duração razoável dos processos, dois pontos considerados centrais para o ambiente de negócios no setor de telecomunicações.

* Com informações do Conjur

Adeus e-mail antigo! Veja como o Gmail finalmente deixa você mudar de nome

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Google gmail login
Reprodução/Gemini

O Gmail vai permitir que usuários troquem seu endereço de e-mail sem precisar criar uma nova conta, segundo páginas de suporte do Google que começaram a circular nesta semana. A novidade está sendo liberada gradualmente para alguns usuários em regiões específicas e promete acabar com anos de frustração de quem ficou preso a um e-mail criado na adolescência ou que não reflete mais sua identidade atual.

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Como funciona a mudança de endereço

A mudança funciona mais como a adição de um segundo endereço do que propriamente uma troca completa. Quando o usuário alterar seu e-mail principal, o endereço antigo continuará funcionando como um alias, ou seja, mensagens enviadas para ambos os endereços chegarão na mesma caixa de entrada. Isso significa que não haverá perda de acesso a serviços vinculados ao e-mail original.

Todos os dados associados à conta permanecerão intactos durante a transição. Isso inclui mensagens, fotos, arquivos do Drive, playlists do YouTube, compras da Play Store e qualquer outro conteúdo vinculado ao perfil do Google. O usuário também poderá fazer login em qualquer serviço Google usando tanto o endereço novo quanto o antigo, garantindo compatibilidade total.

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Limites para evitar abusos

Para evitar abusos do sistema, o Google estabeleceu limites claros para o uso do recurso. Cada conta pode mudar o endereço do Gmail no máximo três vezes ao longo de sua existência, totalizando quatro endereços diferentes vinculados ao mesmo perfil. Além disso, após realizar uma alteração, o usuário precisa aguardar 12 meses antes de poder fazer uma nova mudança.

O endereço antigo ficará bloqueado durante esse período de um ano e não poderá ser usado para criar uma nova conta do Google. No entanto, o usuário pode reverter para o e-mail original a qualquer momento dentro desse intervalo, caso se arrependa da mudança. O endereço antigo permanece como propriedade do titular da conta e ninguém mais poderá reivindicá-lo.

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Quem pode usar o recurso

A funcionalidade está disponível apenas para contas pessoais cujo endereço principal termine em @gmail.com. Contas corporativas, educacionais ou vinculadas a domínios personalizados não terão acesso ao recurso. O novo endereço escolhido também precisa necessariamente terminar em @gmail.com e seguir as regras de criação de usernames do Google.

Para verificar se sua conta já tem acesso à novidade, é necessário acessar as configurações da conta Google, clicar em “Informações pessoais” e depois em “E-mail”. Se a opção de mudança de endereço aparecer, significa que a funcionalidade já está liberada para aquele perfil. Por enquanto, a página de suporte com instruções detalhadas está disponível apenas em hindi, indicando que o rollout está começando por regiões específicas.

Cuidados na transição

Alguns serviços legados podem continuar exibindo o endereço de e-mail antigo por um tempo, como eventos mais antigos do Google Agenda, mas isso não deve afetar a funcionalidade. No caso de usuários do ChromeOS, o Google recomenda fazer um backup completo do computador antes de realizar a troca, pois podem haver problemas na transferência de algumas configurações e arquivos do sistema.

Anatel e UNESCO buscam especialista para projeto de inteligência artificial no setor público

Imagem: Shutterstock/Reprodução

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a abertura de um processo seletivo para a contratação de um consultor especializado em inteligência artificial. 

A seleção faz parte de um projeto de cooperação técnica internacional que busca apoiar iniciativas de transformação digital dentro da agência.

A contratação está vinculada a um acordo firmado entre Anatel e UNESCO e tem como foco o uso de soluções tecnológicas para aprimorar a gestão interna. 

O profissional selecionado deverá atuar no apoio à automação de processos, além de colaborar com ações ligadas à governança digital e à organização de fluxos administrativos.

Projeto mira uso prático da inteligência artificial

Diferentemente de iniciativas voltadas apenas à pesquisa, o projeto tem caráter aplicado. A proposta é incorporar ferramentas de IA ao cotidiano da agência, com o objetivo de tornar procedimentos mais ágeis e eficientes. 

A atuação do consultor será voltada à arquitetura de soluções tecnológicas que possam ser integradas às rotinas já existentes.

O movimento acompanha uma tendência observada em órgãos públicos no Brasil e no exterior, que vêm buscando alternativas para lidar com volumes crescentes de dados e demandas administrativas mais complexas. Nesse cenário, a inteligência artificial surge como instrumento de apoio à tomada de decisões e à organização institucional.

Processo seletivo será conduzido pela UNESCO

As inscrições para a consultoria são realizadas por meio da plataforma de recrutamento da UNESCO, responsável pela condução do processo seletivo. O edital estabelece prazos, critérios de avaliação e demais condições para participação, incluindo a contratação por tempo determinado.

A vaga é direcionada a profissionais com experiência em tecnologia e conhecimento em soluções baseadas em inteligência artificial, especialmente em contextos institucionais. A expectativa é selecionar um perfil capaz de dialogar tanto com equipes técnicas quanto com áreas administrativas.

Reflexos no setor regulado

Embora o trabalho do consultor esteja concentrado no ambiente interno da Anatel, a iniciativa dialoga com desafios mais amplos do setor de telecomunicações. 

O uso de tecnologias avançadas na gestão pública pode influenciar, de forma indireta, a regulação e o acompanhamento de serviços prestados à população.

Ao estabelecer cooperação com a UNESCO, a Anatel reforça sua aproximação com práticas discutidas em âmbito internacional e sinaliza interesse em alinhar inovação tecnológica a critérios de responsabilidade e governança.

* Com informações do Gov.br

Telecomunicações em 2026: o que esperar do setor?

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telecomunicações 2026
Reprodução/Gemini

Em 2026, especialistas do setor de telecomunicações preveem uma transformação global impulsionada pela inteligência artificial agêntica em redes autônomas para otimizar a conectividade e reduzir custos operacionais, conforme relatos do portal telecoms.com. Esta mudança ocorrerá através da implementação de arquiteturas nativas em IA em diversos países, permitindo que as operadoras evoluam de simples provedoras de sinal para centros de processamento inteligente, atendendo às demandas de uma economia cada vez mais digital.

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IA como o novo cérebro das redes

Ronnie Vasishta, da Nvidia, afirma que em 2026 as operadoras transformarão sua infraestrutura física em grids de IA distribuídos. Segundo ele, “as telcos começarão a transformar suas vastas pegadas físicas abrangendo imóveis, energia e conectividade em grades de IA distribuídas para processamento de tokens em escala”. Essa mudança permitirá que a IA seja processada com menor custo e melhor desempenho, sendo a forma principal de engajamento da população, especialmente em regiões onde o acesso móvel é a prioridade absoluta.

Complementando essa visão, Fernando Rionegro, da Nokia, acredita que a IA deixará de ser apenas uma ferramenta para se tornar uma camada de raciocínio da rede. Ele destaca que “em 2026, veremos modelos de IA cada vez mais treinados em conhecimento de domínio específico e comportamento real da rede”. Isso fornecerá insights acionáveis e melhor tomada de decisão, tornando a inteligência artificial um componente central e obrigatório nas operações futuras das empresas de telecomunicações, deixando de ser um recurso opcional.

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Redes autônomas e o fim da gestão manual

Danielle Rios, da Totogi, alerta para um “acerto de contas” com a IA agêntica, defendendo a necessidade de uma IA ontológica. Ela explica que plataformas horizontais podem falhar se os agentes interpretarem regras de negócios de forma errada. “O que as telcos precisam é de IA ontológica: agentes que não aprendem sua lógica de negócios, mas que a têm imposta”. Isso garante que todos os agentes se alinhem instantaneamente sempre que houver mudanças no catálogo de produtos operacionais, evitando erros de cobrança.

Alok Shah, da Samsung, prevê que 2026 será o ano da descoberta para redes totalmente autônomas. Com a automação impulsionada por IA e sistemas agênticos, as redes deixarão de ser apenas gerenciadas para se tornarem autogerenciáveis. “As redes mudarão claramente de gerenciadas para autogerenciadas”, permitindo identificar e resolver problemas proativamente. Isso resultará em economias significativas de custos operacionais e uma redução drástica no tempo de inatividade das redes modernas, superando a intervenção humana.

A IDC projeta que essa transição será rápida e impactante para o mercado corporativo. Veja abaixo os principais marcos esperados para os próximos anos:

Tecnologia HabilitadoraPrevisão de AdoçãoImpacto na Operação
APIs de IA Agêntica75% das empresas (2026)Personalização em ferramentas de colaboração
Infusão de IA em ConsultoriaJá em 2026Redução de 60% no tempo de design de rede
Cloud WAN para IA75% das empresas (2028)Conectividade centralizada para IA em nuvem
Wireless WAN com IA85% das empresas (2029)Redes resilientes e seguras por padrão

Satélites, segurança e novos competidores

A expansão da conectividade via satélite será outro pilar fundamental conforme dados do telecoms.com. Gil Rosen, da Amdocs, espera uma expansão significativa, onde o satélite deixa de ser um nicho. “Podemos até testemunhar o primeiro sinal de um provedor de satélite indo direto aos consumidores”, afirma. Isso mudará o modelo atual, tornando o satélite um competidor de banda larga convencional, impulsionado pela proliferação de smartphones compatíveis e pelo crescimento acelerado do mercado de Internet das Coisas.

No campo da segurança, Paulina Gomez, da Ciena, aponta que 2026 marcará a transição para comunicações seguras contra computação quântica. Com a ameaça de descriptografia futura, a agilidade criptográfica será essencial. “Veremos a mudança para uma adoção mais ampla de soluções seguras contra computação quântica entre entidades conscientes da segurança”. Testes e implantações reais de algoritmos pós-quânticos serão vitais para garantir a confidencialidade absoluta de todos os dados críticos transportados hoje.

O fator humano e a experiência do cliente

O setor de finanças também entrará no mercado móvel global. Kester Mann, da CCS Insight, prevê que neobancos como Revolut e Monzo seguirão os passos de empresas inovadoras como o Nubank no Brasil. “O celular está se mostrando atraente para os neobancos, pois oferece a oportunidade de vender outro produto digital para um público já cativo e experiente em tecnologia”. Isso pode gerar novas receitas e aumentar a fidelidade do cliente através da venda cruzada de serviços em um ecossistema digital unificado.

Por fim, Duncan Stewart, da Deloitte, sugere que as operadoras focarão na conectividade simples e confiável para recuperar a confiança. Em vez de competir em software com gigantes da tecnologia, o sucesso virá de ser a espinha dorsal do mundo online. “O objetivo real será reconquistar a confiança por meio de preços mais claros, melhor suporte ao cliente e benefícios que realmente se encaixem na vida cotidiana das pessoas”, oferecendo valor real para os usuários finais em suas rotinas diárias conectadas.

O fim das taxas? Epic anuncia vitória histórica contra imposto da Apple

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epic games apple
Reprodução/Gemini

O fundador da Epic Games, Tim Sweeney, afirmou que as recentes decisões judiciais e regulatórias que limitam a Apple nos Estados Unidos e no Brasil estão finalmente criando um ambiente digital competitivo ao quebrar o monopólio de pagamentos da App Store. Sweeney celebrou o movimento global que visa reduzir condutas abusivas por meio de sentenças que permitem aos desenvolvedores o uso de métodos independentes, o que deve catalisar mudanças em diversos mercados.

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Avanço regulatório e o acordo com o Cade

Na última terça-feira (23), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) formou maioria para validar um acordo com a dona do iPhone que encerra um processo movido originalmente pelo Mercado Livre. Com essa decisão, a companhia se comprometeu a permitir que usuários brasileiros baixem aplicativos fora da loja oficial e utilizem pagamentos alternativos, como o Pix. Para Sweeney, esse passo é fundamental para incentivar regras semelhantes em toda a América do Sul.

O executivo acredita que o modelo atual de comissões obrigatórias está com os dias contados globalmente. Em entrevista, ele destacou que, uma vez que um país lidera o caminho e estabelece uma regra clara de concorrência, outros vizinhos seguem o movimento rapidamente. Em cada grande região, um país ou grupo de países tomou a iniciativa de liderar o caminho. E todos estão atolados em disputas com Apple e Google agora, afirmou Sweeney sobre o cenário atual de regulação em entrevista a Folha.

Expansão do modelo para outros mercados

Sweeney citou o avanço das ações na Ásia, especificamente na Coreia do Sul e no Japão. No território japonês, a dona do iPhone e a desenvolvedora ainda mantêm conflitos que deixam o jogo Fortnite fora dos aparelhos da marca. Contudo, ele espera que o Brasil lidere o movimento sul-americano. Uma vez que o Brasil regule com sucesso a Apple, acho que o resto, toda a América do Sul seguirá rapidamente, projetou o empresário sobre o futuro do mercado regional.

O Termo de Compromisso de Cessação assinado no Brasil remove a vinculação obrigatória do sistema de pagamentos da companhia. Desenvolvedores podem agora assumir a interface e oferecer alternativas próprias aos usuários em seus aplicativos. Além disso, a empresa deixa de proibir links para compras em sites externos. A nova estrutura prevê comissões de até 25% para grandes empresas e 10% para pequenas, buscando evitar fricções que desencorajavam o consumidor.

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A vitória judicial e o fim do Imposto Apple

Paralelamente, nos Estados Unidos, o Tribunal de Apelações do 9º Circuito confirmou que a gigante de tecnologia desobedeceu ordens judiciais ao dificultar pagamentos externos. Sweeney usou as redes sociais para declarar que o Imposto Apple morreu nos EUA com essa nova decisão. Ele argumenta que, embora a empresa possa cobrar por custos operacionais de revisão de apps, não deve mais exigir uma porcentagem fixa da receita, sinalizando o início de uma competição real no iOS.

Para o fundador da desenvolvedora, a decisão americana servirá de catalisador mundial. Ele relembrou um trecho da sentença que afirma que o poder de tributar é o poder de destruir, reforçando que a gigante usava taxas de 27% para tornar a concorrência impossível. Agora, com a intervenção judicial, o ambiente torna-se competitivo, permitindo que o mercado de jogos digitais floresça sem as amarras financeiras impostas anteriormente pelo ecossistema fechado.

Segurança do sistema versus controle da loja

Sobre os argumentos de segurança, Sweeney é enfático ao dizer que a proteção vem do sistema operacional e não da loja. Os heróis da Apple que tornaram o iOS a plataforma de dispositivos mais segura são os engenheiros do sistema operacional. A equipe da loja adora aparecer e levar o crédito, mas eles não têm nada a ver com isso, disparou. Para ele, a existência de múltiplas lojas trará mais segurança ao forçar a competição pela melhor prestação de serviço.

O chefe-executivo projeta um futuro onde o iOS funcione de forma aberta, comparando-o ao sucesso do Windows. Ele acredita que, se um desenvolvedor não gostar dos termos de uma loja, poderá migrar para a própria loja ou para a concorrência. Finalmente haverá um mercado de jogos. Tivemos algo como o sistema de distribuição soviético. Agora, se um desenvolvedor não gostar dos termos, o mundo será um lugar competitivo novamente, concluiu, confiando nos reguladores.

Dona da Vivo vende operação em 3 países da América Latina

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Telefónica - dona da vivo
Divulgação/Telefónica

A Telefónica Tech assinou acordo com a empresa espanhola Hiberus para a venda de suas operações no México, Colômbia e Chile, marcando uma importante reorganização da companhia na América Latina. A transação faz parte do plano estratégico Transform & Grow e visa simplificar a estrutura organizacional, concentrando esforços nos mercados principais: Espanha, Reino Unido, Alemanha e Brasil. Apesar da venda, uma aliança estratégica entre as empresas garantirá a continuidade dos serviços para clientes multinacionais na região.

A Telefónica Tech é o braço de serviços digitais do Grupo Telefónica, focado em soluções tecnológicas avançadas para empresas. A divisão atua nas áreas de cibersegurança, computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT), big data, inteligência artificial e blockchain. Diferentemente das operações tradicionais de telecomunicações, a Telefónica Tech se concentra em oferecer serviços corporativos de alto valor agregado, posicionando-se como parceira estratégica na transformação digital de empresas em diversos setores.

Leia mais:

Detalhes da transação

O acordo inclui a transferência completa das operações da Telefónica Tech nos três países, abrangendo áreas como cibersegurança, computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT), big data, inteligência artificial e soluções blockchain. A transação está sujeita às autorizações regulatórias habituais e não teve seu valor divulgado oficialmente, embora fontes do setor estimem que possa girar em torno de 100 milhões de euros.

Telefonica Tech
Divulgação/Telefónica

Um ponto fundamental do acordo é que o Centro de Operações Digitais (DOC) localizado na Colômbia permanecerá sob controle direto da Telefónica Tech. Esta unidade é considerada um hub de infraestrutura essencial e continuará operando normalmente, prestando serviços aos clientes dentro de sua área de atuação e mantendo os mesmos níveis de qualidade, disponibilidade e excelência operacional que caracterizam a empresa.

Visão das empresas

María Jesús Almazor, diretora de operações da Telefónica Tech para Espanha e América, destacou que o movimento representa uma evolução natural da companhia como empresa de serviços digitais do Grupo Telefónica. “Este acordo permitirá manter a proximidade com os clientes e continuar oferecendo os serviços da Telefónica Tech com os mesmos padrões de qualidade e compromisso”, afirmou a executiva.

Para a Hiberus, a aquisição representa uma oportunidade estratégica de consolidar sua presença na América Latina e expandir suas capacidades em áreas estratégicas como cibersegurança e computação em nuvem. Sergio López, CEO da Hiberus, ressaltou que a operação fortalece as competências da empresa ao incorporar uma equipe altamente especializada que liderará sua presença na região. “Com esta operação, fortalecemos nossas capacidades de cibersegurança e nuvem, ao incorporar uma equipe altamente especializada que liderará nossa presença na América Latina. Assim, estabelecemos as bases para uma aliança estratégica com a Telefónica com visão de longo prazo”, declarou o executivo.

Garantias e continuidade

A transação garante a continuidade das relações trabalhistas e contratuais, em conformidade com as regulamentações vigentes em cada país, sem impacto nos serviços prestados aos clientes multinacionais da Telefónica Tech. Esta garantia busca minimizar possíveis interrupções e assegurar uma transição suave para todos os envolvidos, incluindo colaboradores e parceiros comerciais.

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Estratégia de reestruturação regional

O movimento se insere em um contexto mais amplo de reestruturação da Telefónica na América Latina. Anteriormente, em 2025, a companhia já havia acordado a venda de sua participação na Colômbia Telecomunicaciones (Movistar Colômbia) para a Millicom por cerca de 400 milhões de dólares, sinalizando uma estratégia de redução de exposição em mercados regionais que historicamente apresentaram retornos inferiores aos de suas operações principais.

A estratégia de simplificação organizacional da Telefónica Tech prioriza soluções digitais e tecnológicas de maior valor agregado para empresas, alinhando-se aos mercados prioritários do Grupo Telefónica. Este direcionamento reflete uma tendência observada entre grandes operadoras globais de racionalizar portfólios e concentrar recursos em mercados centrais, mesmo que isso signifique reduzir influência em regiões consideradas estratégicas, mas comercialmente desafiadoras.

O que isso impacta a Vivo no Brasil?

A venda das operações da Telefónica Tech no México, Colômbia e Chile não afeta as atividades da Vivo ou da Telefónica Brasil. O Brasil foi expressamente citado pela companhia como um dos quatro mercados prioritários do Grupo Telefónica, ao lado de Espanha, Reino Unido e Alemanha. A operação brasileira permanece estratégica para o grupo e continuará recebendo investimentos e foco operacional. A transação se limita aos serviços digitais corporativos da Telefónica Tech nos três países mencionados, sem impacto nas operações de telecomunicações tradicionais ou nos serviços prestados aos consumidores brasileiros.

4 funções do Android pouco conhecidas que podem turbinar sua produtividade

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Imagem: NguyenDucQuang via Getty Images/Reprodução

Embora esteja presente na grande maioria dos smartphones do mundo, o Android ainda guarda funções que passam despercebidas pela maioria dos usuários. 

Algumas delas, inclusive, têm potencial para facilitar tarefas do dia a dia, economizar bateria e até proteger a privacidade. Você conhece alguma delas?

A seguir, destacamos quatro funções nativas do sistema que merecem mais atenção e uso frequente. Continue lendo!

1. Histórico de notificações: um resgate para distraídos

Quantas vezes você já apagou uma notificação sem querer e depois ficou se perguntando de qual app ela veio? O Android oferece uma solução simples para esse problema: o histórico de notificações

Pouco conhecido, esse recurso permite visualizar alertas recebidos nas últimas 24 horas, incluindo mensagens descartadas por engano.

A função pode ser ativada nas configurações do sistema, dentro do menu de notificações. Esse caminho pode ser diferente dependendo da marca e do modelo.

Uma vez habilitada, o usuário passa a ter um log completo dos avisos, o que é especialmente útil para recuperar mensagens de aplicativos como WhatsApp ou checar alertas do sistema que passaram despercebidos.

2. Modo de foco: concentração na medida certa

Com tantos aplicativos competindo pela atenção, manter o foco se tornou um desafio. O Android responde a isso com uma ferramenta chamada Modo de Foco, integrada ao pacote de Bem-Estar Digital. O recurso permite “pausar” apps específicos, que ficam temporariamente desativados e com ícones esmaecidos na tela.

Diferente do modo “Não Perturbe”, o Modo de Foco é mais seletivo. Você pode, por exemplo, silenciar redes sociais e manter o app de anotações funcionando normalmente. 

O resultado é um ambiente virtual menos poluído e mais propício ao trabalho, sem precisar recorrer a aplicativos de terceiros.

3. Hibernação de apps: mais espaço e segurança

Aplicativos que você instala e esquece podem continuar consumindo bateria, dados e até coletando informações em segundo plano. Para evitar isso, o Android conta com a função de hibernação de aplicativos não utilizados

Quando ativada, ela detecta apps inativos por longos períodos e automaticamente revoga permissões e limpa o cache associado.

O recurso não apenas libera espaço no armazenamento interno, mas também reduz riscos de privacidade. Afinal, um app inativo dificilmente precisa de acesso à sua localização ou microfone. É uma solução eficaz para quem quer manter o celular enxuto e seguro.

4. Atalhos por gestos: praticidade ao alcance dos dedos

Outra função que pode passar batida pelos usuários é o uso de atalhos por gestos físicos, como toques na parte traseira do aparelho ou comandos no sensor biométrico. 

Dependendo do modelo do smartphone, é possível configurar ações rápidas para abrir a câmera, ativar a lanterna ou tirar uma captura de tela com dois toques.

A ideia é reduzir etapas e tornar a navegação mais fluida. Esses gestos substituem o caminho tradicional de abrir menus e pressionar botões, entregando mais agilidade ao usuário, o que é bem-vindo em situações de urgência ou no uso cotidiano.

Apesar de muitas vezes subestimadas, essas funções do Android têm papel importante na experiência do usuário, como bem demonstramos acima. 

Elas mostram que o sistema não se resume apenas à instalação de aplicativos, mas também oferece recursos nativos poderosos, capazes de transformar o uso do celular em algo mais inteligente, seguro e produtivo.

Os ciberataques que colocam a segurança digital como tema prioritário em 2025

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Imagem: Getty Images/iStockphoto

O avanço da conectividade trouxe inúmeros benefícios, mas também expôs uma fragilidade crescente: a vulnerabilidade digital.

Ao longo de 2025, uma série de ataques virtuais deixou claro que governos e empresas ainda estão longe de um modelo eficaz de proteção cibernética.

Nos Estados Unidos, por exemplo, instituições de peso como o Departamento do Tesouro e agências ligadas à defesa nacional foram invadidas. 

A origem das investidas foi atribuída a grupos estrangeiros, com atuação ligada à China e à Rússia, e também a operações internas que geraram forte repercussão política. 

Uma das ações mais polêmicas envolveu uma suposta conexão com figuras conhecidas do setor privado, o que levantou questionamentos sobre a responsabilidade por falhas internas.

Empresas também viraram alvos e sentiram os impactos

Atingidas de diferentes formas, corporações enfrentaram vazamentos que expuseram dados sensíveis de milhões de clientes e parceiros. Um dos episódios mais amplos envolveu ferramentas utilizadas por empresas associadas à Salesforce. 

A exploração de falhas por grupos especializados permitiu o acesso a um volume impressionante de informações, algo em torno de 1 bilhão de registros.

Casos semelhantes atingiram universidades, hospitais e grandes nomes do varejo. Em muitos desses episódios, criminosos enviaram mensagens exigindo pagamento em troca do não vazamento dos dados roubados. A prática, cada vez mais comum, pressiona empresas e expõe fragilidades de sistemas amplamente utilizados no mercado.

Setores estratégicos enfrentaram prejuízos bilionários

Na Europa, o setor industrial e o varejo não saíram ilesos. Uma montadora britânica viu parte da sua produção ficar parada por semanas após sistemas internos serem comprometidos. 

O governo local precisou intervir, injetando recursos para evitar um impacto econômico mais profundo. Além disso, redes de lojas tradicionais também tiveram operações afetadas, com perdas tanto financeiras quanto de confiança do consumidor.

Coreia do Sul foi alvo de ataques em série

Enquanto isso, no leste asiático, empresas de tecnologia e órgãos públicos da Coreia do Sul registraram invasões praticamente todos os meses. Um dos casos mais graves envolveu uma operadora de telefonia, que teve milhões de dados expostos. 

Houve também registros de sabotagens, falhas operacionais e até destruição física de servidores, em um contexto onde a tensão política na região já era elevada.

Em um incidente específico, um incêndio em um centro de dados governamental comprometeu arquivos sem backup atualizado, ampliando ainda mais os danos causados por ações digitais maliciosas.

Cibersegurança deixa de ser acessório e vira estratégia

O ano revelou que a segurança digital não pode mais ser tratada como um tema técnico de bastidor. Hoje, ela está no centro da gestão pública e corporativa. 

Seja em empresas de tecnologia, instituições financeiras ou operadoras de telecomunicações, qualquer brecha pode resultar em consequências graves, tanto para os negócios quanto para os cidadãos.

O setor de telecom, em especial, precisa estar atento. Com redes cada vez mais complexas, expansão do 5G e maior volume de dados circulando diariamente, os riscos se multiplicam. Investir em soluções de proteção, treinar equipes e monitorar vulnerabilidades deixou de ser opcional.

Um novo ano começa, mas os desafios persistem

Para 2026, a principal missão parece clara: criar estruturas capazes de antecipar ameaças. A lógica reativa já não é suficiente diante da sofisticação dos grupos criminosos digitais. 

O que se espera, agora, é que as lições deixadas por 2025 resultem em mudanças práticas e eficazes, do topo das empresas até os sistemas mais básicos dos governos.

Afinal, se o digital é a nova espinha dorsal da sociedade, protegê-lo passou a ser uma questão de sobrevivência.

Justiça brasileira condena criador do Yout por violar direitos do YouTube

Imagem: Midjourney/Reprodução

A Justiça de São Paulo condenou o norte-americano John Nader, criador do site Yout.com, por violação de direitos autorais. A decisão foi tomada pela 12ª Vara Criminal de São Paulo e envolve o uso indevido de vídeos hospedados no YouTube.

O caso se arrasta há alguns anos. Nader vive nos Estados Unidos, onde mantém o serviço, mas, segundo a Justiça brasileira, o fato de brasileiros acessarem a plataforma foi suficiente para aplicar a legislação local. 

A condenação prevê multa que, segundo estimativas, passa dos US$ 55 mil. A informação foi publicada originalmente pelo portal Android Authority.

Um site que gerou controvérsia

O Yout ganhou notoriedade por permitir o download de vídeos de várias plataformas, inclusive do YouTube. O problema é que o sistema quebra barreiras de proteção impostas por essas empresas, o que o tribunal entendeu como forma de pirataria digital.

O Ministério Público de São Paulo abriu o processo em 2021. Na ocasião, ofereceu um acordo que permitiria suspender a ação criminal mediante pagamento de valor mais alto, cerca de US$ 400 mil. Nader rejeitou a proposta, mantendo o caso ativo até a decisão mais recente.

Defesa tenta recorrer a precedente histórico

Durante o julgamento, os advogados de Nader citaram um episódio clássico da Justiça norte-americana: o chamado “caso Betamax”, de 1984. 

Naquele julgamento, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que gravar programas de televisão para assistir mais tarde era uma prática legítima. O criador do Yout argumentou que seu site seguiria o mesmo princípio, funcionando como uma espécie de gravador digital. 

A juíza Eva Lobo Chaib Dias Jorge, responsável pela sentença, não aceitou a comparação. Para ela, a plataforma foi criada com o objetivo de contornar medidas de segurança e permitir a cópia de conteúdo protegido, o que fere a lei de direitos autorais.

Bloqueio no Brasil e nova disputa

Após a condenação, o domínio Yout.com foi bloqueado pelos provedores brasileiros de internet. A defesa já afirmou que vai recorrer da decisão. Porém, curiosamente, ao tentar acessar o site a equipe do Minha Operadora teve êxito, o que levanta dúvidas sobre quais tipos de sanções de fato foram impostas ao Yout nesse sentido.

Enquanto isso, o caso reacende o debate sobre a responsabilidade de plataformas digitais estrangeiras e o alcance da legislação nacional sobre serviços que atuam globalmente. Especialistas apontam que a decisão pode abrir precedente para outras ações semelhantes. 

O embate entre Yout e YouTube expõe o desafio de equilibrar inovação tecnológica e proteção de direitos autorais num cenário cada vez mais conectado.

* Com informações do Android Authority