Imagem: SSP-BA/Divulgação

Erro de traficantes foi a causa da morte dos três técnicos de internet na Bahia

Goodanderson Gomes
3 min de leitura
Imagem: PCBA/Reprodução

Investigações apontam que um engano fatal cometido por integrantes do Bonde do Maluco (BDM) resultou na morte dos três técnicos de internet assassinados em Salvador, na Bahia

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As vítimas, Jackson Santos Macedo, Patrick Vinícius dos Santos Horta e Ricardo Antônio da Silva Souza, trabalhavam na instalação de cabos de fibra óptica quando foram abordadas por criminosos que acreditavam que elas monitoravam a área para uma facção rival.

A Polícia Civil da Bahia (PCBA) informou que os trabalhadores foram sequestrados no bairro de Marechal Rondon e, em seguida, levados para Alto do Cabrito, onde foram encontrados mortos, com mãos e pés amarrados e marcas de disparos. 

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O crime, ocorrido em 16 de dezembro, foi motivado por uma suspeita infundada: um dos traficantes teria confundido os cabos instalados com câmeras de vigilância.

Prisões e investigações

Até o momento, cinco suspeitos foram presos por envolvimento direto ou indireto no crime. 

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As investigações apontam que líderes do BDM, incluindo Jorge Ferreira Santos, Venício Bacelar Costa e Antônio Dias de Jesus, deram a ordem para a execução, mesmo estando presos. Outro mandante identificado, Edson Silva de Santana, conhecido como “Jegue”, permanece foragido.

Durante a Operação Signum Fractum, a polícia também prendeu executores e apreendeu material genético e impressões digitais para análise pericial. 

Um dos investigados, Jeferson Caíque Nunes dos Santos, o “Badalo”, morreu em confronto com as forças de segurança. Um adolescente é suspeito de atuar como olheiro e deve responder na Vara da Infância e Juventude.

Imagem: SSP-BA/Reprodução

Impacto no setor e reação social

O caso gerou comoção na Bahia e reacendeu o debate sobre a segurança de técnicos de campo, profissionais que atuam diariamente em áreas com presença de facções. 

As vítimas, segundo familiares e colegas, não tinham antecedentes criminais e eram reconhecidas pelo trabalho honesto e dedicação. Os profissionais aparecem em vídeos na internet interagindo entre si e com o público sempre de forma descontraída, corroborando os relatos de pessoas próximas.

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Após a repercurssão do crime, empresas do setor de telecomunicações reforçaram protocolos internos de segurança e pediram maior proteção policial em zonas consideradas de risco. 

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia afirmou que a apuração segue sob sigilo e que ações conjuntas com a Polícia Militar baiana (PMBA) permanecem ativas nos bairros afetados.

Revoltante, essa tragédia reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança desses profissionais e de maior integração entre as autoridades e o setor de telecomunicações em todo o país.

* Com informações da CNN

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