01/02/2026
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TIM traz Valdirene de volta para ação especial no BBB 26

Valdirene Valdelicia TIM BBB 26
Reprodução/TIM

A TIM surpreendeu o público ao trazer de volta a personagem Valdirene para estrelar uma ação publicitária especial durante o BBB 26, iniciada em janeiro de 2026 nos canais da Globo e redes sociais, unindo o carisma da icônica “Valdelícia” à promoção do plano TIM Controle para garantir que os fãs não percam nenhum detalhe do reality show através de uma oferta robusta de conectividade e entretenimento.

O retorno de Valdirene ao universo do Big Brother Brasil não é apenas uma escolha aleatória, mas um resgate histórico que mexe com a memória afetiva dos telespectadores. A personagem, que originalmente buscava a fama a qualquer custo na novela Amor à Vida, chegou a participar de uma edição real do programa, e agora volta como a “garota-propaganda” oficial da operadora. A ideia central da ação é mostrar Valdirene “cobrindo” os bastidores e os principais momentos da casa mais vigiada do país.

A campanha ganhou ainda mais força com a integração entre diferentes produtos da Rede Globo. Em capítulos recentes da novela Dona de Mim, o público pôde conferir a personagem Kami interagindo com Valdirene, que não economizou nos conselhos cômicos sobre como se comportar dentro do confinamento. Essa estratégia transmídia reforça o posicionamento da operadora como uma marca que está inserida no cotidiano do entretenimento brasileiro, facilitando o acesso ao conteúdo que o público mais deseja consumir.

Conectividade total e conteúdo sob demanda

O grande diferencial desta ação publicitária é o foco na experiência 24 horas. Ao contratar o plano TIM Controle + Globoplay, o usuário ganha o direito de acompanhar todas as câmeras do reality em tempo real. A operadora entende que o público do programa é extremamente engajado nas redes sociais e, por isso, a oferta de dados foi pensada para que ninguém precise se preocupar com o fim da franquia enquanto comenta os “paredões” ou as provas de resistência nas plataformas digitais.

Além do acesso direto ao streaming da Globo, a TIM inovou ao permitir que o cliente tenha liberdade total para personalizar seu consumo de vídeo. Isso significa que, além do benefício principal voltado ao reality, o consumidor pode alternar entre diversas plataformas parceiras conforme sua preferência mensal. Essa versatilidade transforma o smartphone em um verdadeiro centro de entretenimento portátil, ideal para quem possui uma rotina agitada, mas não abre mão de suas séries e filmes favoritos.

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Detalhes técnicos e robustez de dados

Para suportar o alto consumo de vídeos e a interação constante nas redes sociais, a TIM preparou uma configuração técnica de rede que impressiona pela quantidade de bônus e benefícios cumulativos. O objetivo é garantir que a navegação seja fluida e que o usuário tenha dados de sobra para todas as suas atividades diárias.

  • Pacote de 61GB de Internet: O plano é composto por 30GB da franquia principal, somados a 20GB de bônus promocional, 6GB de bônus especial de entrada e 5GB exclusivos para uso em redes sociais.
  • Redes Sociais Dedicadas: Franquia extra de 5GB para navegar no X (antigo Twitter), Facebook e Instagram, permitindo postagens e interações sem consumir os dados principais do plano de internet.
  • Streaming Flexível: Possibilidade de trocar mensalmente entre serviços como Amazon Prime, Deezer Premium, Disney+, Globoplay, Max, Paramount+ ou YouTube Premium.
  • WhatsApp Ilimitado: Uso livre de dados para troca de mensagens, áudios, fotos e vídeos dentro do aplicativo, garantindo comunicação constante com amigos e familiares.
  • Roaming Nacional Incluso: Cobertura telefônica garantida em todo o território nacional, permitindo que o cliente utilize seus benefícios mesmo durante viagens pelo Brasil sem custos adicionais.

Custos e condições de adesão

As condições comerciais para esta nova fase da campanha foram desenhadas para oferecer o melhor custo-benefício do mercado, com faixas de preço que variam de acordo com o modelo de contrato escolhido pelo consumidor. A transparência nos valores ajuda o cliente a planejar seus gastos mensais com telefonia e serviços de streaming de forma integrada.

  • Assinatura com Fidelidade: O plano custa R$ 84,99 mensais na fatura, valor válido para clientes que optarem pela permanência mínima de 12 meses.
  • Opção sem Permanência: Para quem deseja total liberdade e nenhum contrato de fidelidade, o valor da mensalidade na fatura é de R$ 122,99.
  • Ligações e SMS Ilimitados: Chamadas de voz e mensagens de texto sem limites para qualquer operadora do Brasil, desde que utilizado o código de longa distância 41.
  • Programa de Benefícios TIM Mais: Participação em sorteios de viagens, experiências em eventos musicais, resgate de gift cards e descontos exclusivos através do aplicativo Meu TIM.
  • Serviços Digitais Inclusos: O pacote já conta com Bancah Premium + Jornais, Aya Books, Ensinah Premium, além das ferramentas de proteção EXA Segurança Premium e EXA Gestão.

O fim do 5G? Conheça o novo 6G da que é 10 vezes mais rápido e potente

6G
Reprodução/Perplexity

O Instituto de Pesquisa em Eletrônica e Telecomunicações da Coreia (ETRI) concluiu o desenvolvimento de uma tecnologia de acesso sem fio baseada em inteligência artificial para redes 6G que promete eficiência até 10 vezes maior que o 5G atual. O avanço foi alcançado por meio da implementação de uma plataforma AI-RAN (Rede de Acesso por Rádio com Inteligência Artificial), onde a IA controla e otimiza autonomamente todo o sistema de comunicação, representando um marco significativo rumo às redes móveis de próxima geração.

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IA Integrada em Toda a Rede

Para facilitar o entendimento, a tecnologia desenvolvida pelo ETRI transforma a rede de telecomunicações em um sistema “pensante” que não apenas transmite dados, mas aprende com o ambiente. Em vez de depender de configurações manuais rígidas, a inteligência artificial assume o controle total para garantir que o sinal chegue ao usuário com a máxima eficiência.

IA Integrada: Como funciona o cérebro da rede 6G

  • Latência mínima: Ao processar as informações mais perto do usuário (computação de borda) com o auxílio da IA, o tempo de resposta (lag) é reduzido drasticamente.
  • Inteligência em todos os níveis: A IA está presente desde a antena que envia o sinal até o processamento de dados local (borda), permitindo que a rede suporte muito mais usuários simultâneos.
  • Ajuste automático de sinal: O sistema analisa o ambiente em tempo real para direcionar o sinal (beamforming) e controlar a potência da transmissão de forma independente.
  • Fim das interferências: A tecnologia gerencia a “conversa” entre diferentes torres de celular, evitando que uma atrapalhe o sinal da outra, mesmo em grandes cidades.
  • Previsão de tráfego: A rede consegue prever onde haverá maior demanda de dados e distribui os recursos antes mesmo de ocorrer um congestionamento.

Receptor Neural: A Grande Inovação

Um dos destaques da pesquisa é o Receptor Neural, uma tecnologia de recepção de próxima geração na qual a IA restaura diretamente os sinais sem fio e detecta erros imediatamente. Enquanto os métodos tradicionais de recepção enfrentavam limitações para manter desempenho estável em ambientes de alta frequência devido ao processamento baseado em modelos estatísticos, os receptores neurais permitem que a IA aprenda ambientes de canal complexos de forma autônoma.

Os resultados experimentais demonstraram desempenho superior dos receptores baseados em IA em ambientes de ondas milimétricas, com aproximadamente 18% de melhoria na precisão de recuperação de dados, cerca de 15% de avanço na precisão de previsão de canal e redução de 30% na taxa de perda de dados. Esses números comprovam que a tecnologia de inteligência artificial pode melhorar drasticamente a eficiência da comunicação mesmo em ambientes de transmissão sem fio desafiadores.

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Padronização Global e Conquistas

O ETRI está fortalecendo sua competitividade global em tecnologia 6G ao liderar a padronização de soluções como “interface sem fio baseada em AI/ML” e “gerenciamento de mobilidade baseado em IA” no 3GPP, organização internacional de padronização. Até o momento, o instituto alcançou resultados notáveis com 119 pedidos de patentes nacionais e internacionais, 68 artigos técnicos contribuídos ao 3GPP (12 adotados) e publicação de 17 papers SCI.

A iniciativa do ETRI se soma a outros esforços globais para impulsionar as redes 6G com inteligência artificial, enquanto pesquisas paralelas exploram como as torres 6G poderão integrar sensores avançados para ampliar as capacidades da rede.

Próximos Passos e Visão de Futuro

O próximo passo do ETRI é desenvolver a tecnologia “Self-Evolving RAN”, uma rede sem fio completamente autônoma onde a inteligência artificial aprende e evolui independentemente para manter o desempenho ideal de comunicação. A instituição planeja continuar fortalecendo as capacidades da Coreia do Sul para liderar a tecnologia de redes com IA na era 6G através de atividades da AI-RAN Alliance, pesquisas conjuntas internacionais e participação em eventos globais como o Mobile World Congress.

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Divulgação/ETRI

Yongsoon Baek, vice-presidente sênior do Laboratório de Pesquisa em Telecomunicações Integradas Terrestres e Não Terrestres do ETRI, afirmou que “a tecnologia de acesso sem fio baseada em IA é o primeiro passo para implementar diretamente as funções centrais das redes de comunicação através da inteligência artificial, e servirá como marco importante na realização das Redes AI-Native do 6G”.

Jungsook Bae, diretora da Seção de Pesquisa de Acesso Sem Fio Inteligente do ETRI, declarou que “confirmamos que a IA pode intervir no processo real de transmissão sem fio para superar as limitações da comunicação móvel existente. Desenvolveremos e avançaremos com tecnologia sem fio autônoma capaz de prever e controlar toda a rede no futuro”.

Telefonia fixa: Anatel começa mudanças que irá deixar ligações mais baratas

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Telefone fixo padrão
Reprodução/Perplexity

A partir do dia 11 de janeiro, o serviço de telefonia fixa no Brasil passará por uma transformação histórica estabelecida pela Anatel através da Resolução nº 768/2024, que reduz o número de áreas locais de 4.118 para apenas 67 áreas em todo o país. A mudança, implementada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), está prevista para ser concluída em junho, seguindo um cronograma dividido em nove etapas regionais. A medida visa simplificar as regras do setor e reduzir custos para os consumidores.

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Unificação com códigos DDD

Com a nova regulamentação, as áreas locais da telefonia fixa passarão a coincidir com os limites geográficos das Áreas de Numeração, conhecidas como códigos DDD. Na prática, isso significa que todos os municípios que compartilham o mesmo código de área serão considerados parte de uma única área local. A mudança equaliza as regras da telefonia fixa com as da telefonia móvel, que já utiliza esse sistema há anos.

A principal vantagem para os usuários será econômica, com diversos benefícios práticos:

  • Redução de custos: Ligações entre municípios que antes eram consideradas de longa distância e cobravam tarifas mais altas passarão a ser tratadas como chamadas locais, com custo reduzido.
  • Simplificação da discagem: Não será mais necessário utilizar o código da operadora e o DDD para ligar entre cidades do mesmo código de área, bastando discar apenas o número do destinatário.

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Cronograma de implementação

Um exemplo prático ilustra bem a mudança. Na Bahia, que atualmente possui 384 áreas locais diferentes, haverá apenas cinco áreas após a implementação, correspondentes aos DDDs 71, 73, 74, 75 e 77. Moradores de Catu e Saubara poderão ligar para Salvador pagando tarifa de chamada local. Em todo o Brasil, os 67 códigos DDD nacionais definirão as novas áreas locais do serviço.

A implementação seguirá um cronograma dividido em nove etapas ao longo de seis meses. Confira as datas e regiões afetadas:

DataCódigos DDDEstados
11 de janeiro de 202671, 73, 74, 75, 77 e 79Bahia e Sergipe
1º de fevereiro de 202691, 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98 e 99Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará e Roraima
22 de fevereiro de 202681, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88 e 89Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte
15 de março de 202651, 53, 54 e 55Rio Grande do Sul
29 de março de 202641, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48 e 49Paraná e Santa Catarina
19 de abril de 202631, 32, 33, 34, 35, 37 e 38Minas Gerais
10 de maio de 202621, 22, 24, 27 e 28Rio de Janeiro e Espírito Santo
31 de maio de 202661, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68 e 69Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins
21 de junho de 202611, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19São Paulo

Transição segura e planejada

A Anatel esclarece que a mudança não implicará alteração no número telefônico dos usuários. Caso alguma prestadora necessite modificar números, deverá apresentar justificativa formal. A agência reguladora também destaca que a modernização estimulará a competição no setor, favorecerá a convergência tecnológica entre diferentes serviços de telecomunicações e ampliará a transparência nas relações com os consumidores.

A transição foi planejada em etapas sucessivas para garantir segurança e eficiência na implementação. As operadoras de telefonia terão prazos específicos para adequar seus sistemas em cada região. O cronograma completo, aprovado pelo Acórdão nº 202 de 14 de agosto de 2025, está disponível no site da Anatel para consulta dos interessados.

A mudança ocorre em um momento de transformação do setor de telefonia fixa no país, com operadoras buscando modernizar seus modelos de negócio e adequar-se às novas demandas do mercado. A nova configuração das áreas locais representa mais um passo nessa direção, alinhando o serviço tradicional às práticas mais modernas de telecomunicações.

Adeus Starlink? China irá lançar internet via satélite no Brasil

SpaceSail China satélite
Reprodução

A internet via satélite pode ganhar uma nova concorrente no Brasil a partir de 2026, com a chegada da China ao mercado por meio da SpaceSail. A constelação chinesa de satélites de baixa órbita protocolou pedido na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em novembro de 2025 para operar no país, visando atender usuários residenciais, corporativos e governamentais, além do mercado de Internet das Coisas (IoT).

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O processo regulatório na Anatel

A empresa chinesa, operada pela Shanghai SpaceSail e conhecida em seu país de origem como Qianfan, submeteu à Anatel um requerimento para o direito de exploração de uma frota composta por 648 satélites. O objetivo é estabelecer uma operação de longo prazo, inicialmente solicitada por um período de 15 anos. O processo chegou recentemente ao Conselho Diretor da agência reguladora brasileira e terá o conselheiro Octávio Pieranti como relator do caso nesta semana.

No entanto, a aprovação pode vir com restrições significativas em relação ao pedido original. A área técnica da Anatel sugeriu que o direito de exploração seja limitado a apenas 324 satélites, com um prazo de validade reduzido para meados de 2031, totalizando pouco mais de cinco anos. Essa recomendação visa manter a coerência regulatória, uma vez que a empresa ainda não possui autorização para operar toda a frota solicitada nem mesmo em seu país natal até o momento.

Pelas normas vigentes no Brasil, uma constelação estrangeira não pode obter permissões que superem os limites definidos pelas autoridades de seu país de origem. Como a SpaceSail detém atualmente autorização para apenas metade dos artefatos na China, o Conselho Diretor da Anatel tende a espelhar essas condições. Caso a empresa consiga ampliar sua frota na Ásia futuramente, poderá solicitar a expansão proporcional da sua capacidade de operação em território brasileiro.

Expansão global e infraestrutura

No cenário internacional, os planos da Shanghai Spacecom Satellite Technology (SSST) são ainda mais audaciosos. Registros na União Internacional de Telecomunicações indicam que a constelação pode atingir 1.296 satélites em uma fase inicial. Veículos de comunicação oficiais chineses apontam uma meta de longo prazo extremamente ambiciosa: alcançar a marca de 15 mil satélites em órbita até 2030, criando uma das maiores redes de conectividade global já vistas no setor.

Foguete chinês Longa Marcha-6 decola transportando satélites da rede SpaceSail. (Foto: Zheng Taotao/Xinhua)
Foguete chinês Longa Marcha-6 decola transportando satélites da rede SpaceSail. (Foto: Zheng Taotao/Xinhua)

Para viabilizar a operação técnica no Brasil, a SpaceSail precisará investir em infraestrutura terrestre robusta. O projeto inicial prevê a instalação de pelo menos seis gateways, que funcionam como estações de conexão entre a constelação e as redes locais. Dois desses sites já possuem localizações planejadas, sendo um no estado de São Paulo e outro no Distrito Federal. Os locais para os outros quatro gateways restantes ainda deverão ter suas localidades definidas conforme o cronograma.

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Concorrência e soberania digital

A entrada da operadora chinesa ocorre em um momento estratégico para o mercado brasileiro, atualmente dominado pela Starlink. A empresa de Elon Musk concentra cerca de 46% do mercado nacional de banda larga por satélite, com forte presença em áreas rurais. O governo brasileiro vê na chegada da SpaceSail uma oportunidade de diversificar os fornecedores e reduzir a dependência tecnológica de um único player estrangeiro, promovendo uma concorrência que pode baixar preços.

Além da oferta comercial direta, a SpaceSail já possui laços com o Brasil por meio de um acordo firmado em 2024 com a Telebras. Essa parceria visa utilizar a tecnologia chinesa para expandir a conectividade em regiões remotas e fortalecer a cooperação tecnológica bilateral. Com o lançamento mais recente de satélites realizado em outubro de 2025, o grupo de Xangai demonstra estar acelerando o passo para cumprir a meta de iniciar as vendas globais no próximo ano em solo brasileiro.

Aspectos técnicos e sustentabilidade

O projeto da SpaceSail apresenta especificações técnicas robustas e um compromisso claro com a preservação do ambiente orbital. A operadora detalhou à Anatel os parâmetros de frequência e as estratégias adotadas para garantir que sua futura rede seja eficiente e sustentável a longo prazo.

  • Coordenação espectral com rivais como Starlink, OneWeb, Kepler e AST SpaceMobile.
  • Operação em órbita baixa (LEO) com altitude de 1.160 km da superfície.
  • Utilização de subfaixas da Banda Ku e bandas Q/V para enlaces de dados.
  • Proteção de sistemas geoestacionários para evitar qualquer interferência.
  • Capacidades de manobra para descarte seguro dos artefatos ao fim da vida.
  • Compromisso de reentrada e desintegração total na atmosfera em até 15 anos.

Escolas Conectadas atinge mais de 94 mil instituições públicas em 2025

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Imagem: Midjourney/Reprodução

A cena ainda se repete em várias partes do Brasil: alunos dividindo o sinal de um único celular, em busca de conexão para assistir a videoaulas. E embora essa imagem esteja ficando para trás em muitos lugares, ainda há escolas fora do alcance da internet em pleno 2026

Diante desse contexto desafiador, o programa Escolas Conectadas, lançado em 2023, tenta mudar esse cenário. E corre contra o tempo.

Ao longo de 2025, o esforço ganhou tração. O balanço mais recente mostra que mais de 94 mil escolas públicas já estão conectadas, o que equivale a 68,4% da rede de educação básica do país. A nova meta é ousada: alcançar todas as 138 mil unidades até o fim de 2026.

Soluções diversas para realidades distintas

Em áreas urbanas, a conexão geralmente chega por fibra óptica. Já em zonas rurais e comunidades mais isoladas, onde o cabeamento não é viável, a saída tem sido o uso de tecnologia via satélite

A prioridade, segundo o Ministério das Comunicações, é universalizar essa conectividade, independentemente do tipo de acesso.

De acordo com a pasta, somente neste último ano, mais de 22 mil escolas passaram a ter acesso à internet. E o avanço, embora irregular, aparece em números. Estados como Paraná, Piauí e Goiás estão entre os que mais avançaram, todos com mais de 80% das escolas conectadas.

Verba, foco regional e metas apertadas

Boa parte da execução do programa depende do investimento público. Dos R$ 9 bilhões previstos, R$ 6,5 bilhões vêm do Novo PAC. Até agora, pouco mais de R$ 3 bilhões foram utilizados em ações de infraestrutura e implantação de rede.

O foco tem se voltado, especialmente, para as regiões com menor cobertura. No final de 2025, por exemplo, o governo lançou uma nova etapa do BNDES Fust Escolas Conectadas. Com ela, 1.258 escolas nas regiões Norte e Nordeste devem ser atendidas, por meio de um repasse de R$ 53,3 milhões. A estimativa é de que mais de 400 mil estudantes sejam beneficiados diretamente.

A chegada da internet é só o começo

Apesar do nome, o programa vai além da conexão. O objetivo declarado é criar estrutura para o uso pedagógico das tecnologias, o que envolve treinamento de professores, uso de plataformas digitais e produção de conteúdo acessível.

Em entrevista recente, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, reforçou que o projeto não se resume a levar sinal. Segundo ele, “a conectividade é um meio, não o fim”, e deve ser usada como ferramenta para transformar a realidade escolar.

Um 2026 decisivo

Com o prazo apertado, a expectativa é que 2026 seja o ano de consolidação. A depender do ritmo mantido até aqui, a universalização é possível, mas exige esforço contínuo, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

Por seu apelo importante, o programa Escolas Conectadas promete ser um marco na política educacional brasileira, se cumprir o que promete. Até lá, segue o desafio: levar não só a internet, mas também acesso real à era digital para milhares de estudantes que ainda estão à margem dela.

* Com informações do Ministério das Comunicações

Google TV é turbinado com recursos avançados do Gemini

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Imagem: Shutterstock/Reprodução

Ainda no início da CES 2026, que começou nesta terça (6) e vai até o próximo dia 9, o Google anunciou a chegada de novos recursos à Google TV com apoio do Gemini, seu modelo avançado de inteligência artificial. 

A proposta da empresa é ampliar o papel da plataforma dentro das smart TVs, indo além do streaming tradicional e oferecendo mais autonomia e personalização ao usuário.

As primeiras fabricantes a disponibilizar os novos recursos serão parceiras como a TCL. Mas, segundo o Google, a distribuição será feita de forma gradual e exige que o dispositivo esteja rodando ao menos o Android 14. O Google TV Streamer, novo dispositivo da marca que sucede o Chromecast, também será compatível.

Comandos de voz mais inteligentes e ajustes automáticos

Um dos destaques da integração com o Gemini está na forma como o sistema responde aos comandos dos usuários. Agora, é possível interagir com a TV de maneira mais intuitiva. 

Pedidos como “a tela está muito escura” ou “o som dos diálogos está baixo” podem ser feitos diretamente, sem necessidade de navegar por menus. O assistente entende o contexto e aplica os ajustes automaticamente.

Além disso, a IA será capaz de recomendar filmes, séries e até mesmo exibir placares esportivos em tempo real, com base no perfil e preferências do espectador.

Geração de imagens com IA e integração com Google Fotos

Outro recurso incorporado à Google TV envolve a criação de imagens e vídeos por meio de modelos de linguagem visual. A função utiliza o sistema Nano Banana para gerar imagens e o modelo Veo para vídeos. 

Os usuários podem criar conteúdo do zero com comandos de texto ou voz, ou ainda transformar fotos da biblioteca pessoal em apresentações dinâmicas.

Conforme noticiamos antes, a integração com o Google Fotos também foi expandida. Agora, é possível exibir momentos específicos, pessoas ou temas selecionados na TV com mais facilidade, transformando o aparelho em uma central visual mais personalizada.

Nova interface e mais possibilidades de interação

Além das funções baseadas em IA, a interface da Google TV também foi redesenhada para favorecer a navegação. 

As respostas às solicitações feitas ao Gemini passaram a considerar temas recorrentes para cada usuário, como esportes ou entretenimento, adaptando a exibição dos resultados ao conteúdo mais relevante para cada perfil.

Atualização será liberada aos poucos

Apesar do anúncio oficial, os recursos ainda não estão amplamente disponíveis. O Google reforçou que a liberação ocorrerá por etapas, o que significa que nem todos os dispositivos receberão a atualização de forma imediata. 

Ainda assim, a movimentação reforça a disputa no mercado de smart TVs, onde empresas como Samsung também vêm ampliando o uso de inteligência artificial em seus aparelhos.

Com a chegada do Gemini, a Google TV dá um passo importante para se posicionar como uma plataforma mais inteligente, interativa e centrada na experiência do usuário.

Celulares da Samsung ficam mais caros na Índia, o que pode se repetir no Brasil

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Imagem: Bloomberg/Reprodução

A Samsung iniciou 2026 com uma medida que pode ter efeitos além das fronteiras asiáticas. A gigante sul-coreana aumentou oficialmente os preços de diversos smartphones na Índia, incluindo modelos intermediários como Galaxy A56, Galaxy A36 e Galaxy F17

O acréscimo nos valores varia entre 1.000 e 2.000 rupias, algo em torno de R$ 59 a R$ 119, dependendo do modelo e da configuração. 

O reajuste, embora regional, é reflexo direto da alta global no custo de componentes e já levanta preocupações sobre um possível repasse desses aumentos ao consumidor brasileiro.

Embora pareça discreto em valores absolutos, o movimento confirma uma pressão inflacionária sobre a cadeia de produção, especialmente em áreas sensíveis como chips, memórias e displays.

Mercado brasileiro na rota do impacto

No Brasil, os sinais não são apenas especulativos. No fim de 2025, o vice-presidente da Samsung no país, Gustavo Assunção, já havia antecipado a possibilidade de aumentos nos preços locais. Na ocasião, ele indicou que os reajustes poderiam variar entre 10% e 20%, caso o cenário internacional não melhorasse.

Com o recente reposicionamento de preços na Índia, essa previsão ganha mais corpo. Isso porque o mercado indiano, frequentemente utilizado como termômetro para tendências globais, costuma antecipar movimentos que, mais cedo ou mais tarde, se refletem em outras regiões, incluindo a América Latina.

Linha Galaxy A pode perder competitividade

A possível alta no Brasil atinge justamente uma das famílias de smartphones mais populares da marca: a Galaxy A. Com forte apelo entre consumidores que buscam equilíbrio entre preço e desempenho, a linha pode ter sua competitividade afetada, sobretudo diante da concorrência de marcas chinesas com forte presença no varejo nacional, como Xiaomi e Oppo.

Especialistas apontam que, diante do encarecimento dos insumos, e da continuidade da crise nos semicondutores e memórias RAM, dificilmente o setor conseguirá absorver os custos sem repasse ao consumidor.

O que esperar nos próximos meses?

Embora a Samsung ainda não tenha confirmado reajustes para modelos premium como os futuros Galaxy S25, Z Fold 7 ou Flip 7, é consenso no setor que os lançamentos previstos para o primeiro semestre já cheguem às prateleiras com preços atualizados.

Consumidores brasileiros que planejam trocar de aparelho neste início de ano devem acompanhar de perto os movimentos do setor. 

Promoções pontuais e estoques remanescentes podem representar as últimas oportunidades antes de uma possível reprecificação generalizada.

Funttel injeta R$ 375 milhões em crédito e inovação no setor de telecomunicações em 2025

Imagem: Midjourney/Reprodução

O volume de recursos movimentados pelo Funttel em 2025 chamou a atenção. Foram R$ 375 milhões aplicados em iniciativas voltadas à modernização do setor de telecomunicações. A cifra representa um aumento de 8% em relação ao total registrado no ano anterior.

Boa parte do montante investido foi destinada a empresas brasileiras por meio de operações de crédito. Outra parte considerável serviu para financiar a compra de equipamentos fabricados no país. Há ainda um terceiro eixo de atuação: o apoio direto à pesquisa tecnológica.

Crédito com foco em inovação

Segundo dados do Ministério das Comunicações, R$ 171,8 milhões foram liberados por meio de linhas de crédito operadas pelo BNDES e pela Finep. Os recursos têm como destino empresas com projetos voltados à inovação. 

Em paralelo, outros R$ 190,2 milhões foram usados para facilitar a aquisição de equipamentos nacionais, uma estratégia pensada para girar a engrenagem da indústria local.

Pesquisa com aplicação direta

A Fundação CPQD, parceira tradicional do setor, recebeu R$ 13 milhões para conduzir estudos em áreas estratégicas. Os temas vão desde segurança da informação até redes futuras. 

Há também foco em telemedicina e sistemas de transmissão de dados em alta velocidade. Não se trata de pesquisa abstrata, mas de iniciativas com aplicação concreta.

Tecnologias que puxam a fila

As prioridades do Funttel não foram escolhidas ao acaso. Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial aplicada às telecomunicações e 5G em soluções médicas estiveram entre os focos centrais do ano. 

São áreas que, segundo especialistas, podem alterar de forma definitiva o modo como redes e serviços são estruturados no país.

Papel reforçado dentro da política pública

Vale lembrar que o fundo é diretamente vinculado ao Ministério das Comunicações e operado em conjunto com agentes financeiros públicos. 

No ano passado, o Conselho Gestor aprovou uma série de programas com o objetivo de modernizar a base produtiva do setor e criar um ambiente mais favorável à inovação. A avaliação dentro do governo é que o Funttel cumpriu bem essa missão.

* Com informações do Ministério das Comunicações

Kaspersky diz que telecom segue como setor prioritário de ciberameaças em 2026

Imagem: Adobe Stock/Reprodução

O setor de telecomunicações entra em 2026 sob o peso de um alerta já conhecido, mas que ganha novas camadas de complexidade.

Especialistas da Kaspersky, empresa especializada em cibersegurança, apontam que as ameaças digitais que assolaram as operadoras ao longo de 2025 devem não apenas continuar, mas se entrelaçar com os riscos operacionais trazidos pela adoção acelerada de novas tecnologias, como inteligência artificial na gestão de redes e criptografia pós-quântica.

Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, uma parcela significativa das empresas do setor enfrentou tentativas de invasão e incidentes de segurança, com destaque para os ataques do tipo APT (ameaças persistentes avançadas), ransomware e campanhas baseadas em falhas na cadeia de suprimentos.

Somados, esses vetores representaram um desafio constante para manter a disponibilidade dos serviços e a integridade dos sistemas críticos.

Velhas ameaças, novos contornos

A pesquisa conduzida pela Kaspersky mostra que o cenário de ameaças se mantém ativo, mas agora se acopla a transformações tecnológicas em andamento nas telecomunicações. 

A gestão automatizada de redes com suporte de IA, por exemplo, tem potencial para otimizar operações, mas também pode ampliar falhas caso comandos errados sejam executados sem supervisão humana.

Outro ponto de atenção envolve a corrida pela adoção de criptografia resistente à computação quântica. A pressa para implementar soluções híbridas, nem sempre maduras, pode causar instabilidades ou falhas de compatibilidade entre sistemas. 

Há ainda a expansão de redes 5G via satélite, que amplia a superfície de exposição ao integrar parceiros e novas infraestruturas à malha de telecom.

Cibersegurança integrada desde a origem

A recomendação da Kaspersky é clara: as operadoras devem adotar uma postura preventiva, com segurança incorporada desde a concepção dos projetos tecnológicos. 

Isso inclui combinar inteligência de ameaças em tempo real com ações práticas, como treinar equipes para reconhecer sinais de ataque e investir em ferramentas de detecção e resposta a incidentes (EDR).

A empresa também reforça a importância de tratar ataques DDoS como um problema de gestão de capacidade, sugerindo medidas como proteção de roteadores de borda e uso de dados analíticos para prever gargalos antes que afetem o cliente final.

Em meio a um cenário de mudanças rápidas e alta dependência digital, as operadoras precisam equilibrar inovação com resiliência. O avanço tecnológico é inevitável, mas a cibersegurança precisa acompanhá-lo no mesmo ritmo, ou até mais rápido.

Em meio à crise, Starlink libera internet gratuita na Venezuela

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Imagem: Adobe Stock/Reprodução

A Starlink, braço de conectividade via satélite da SpaceX, de Elon Musk, decidiu abrir seus serviços de internet gratuitamente para usuários na Venezuela, até pelo menos o dia 3 de fevereiro. 

A medida surge em meio ao agravamento da crise política no país, que ganhou contornos ainda mais intensos após a detenção do ditador Nicolás Maduro, durante uma ação militar conduzida pelos Estados Unidos no último dia 3 de janeiro.

Pouco depois da operação, começaram a surgir relatos de interrupções no acesso à internet em diversas áreas de Caracas. O observatório digital NetBlocks confirmou perdas significativas de conectividade, associadas a quedas abruptas no fornecimento de energia elétrica, um problema recorrente no território venezuelano, que se agravou nos últimos dias.

Quando a rede convencional cai, os satélites entram em cena

Na prática, o que a Starlink oferece é mais do que uma conexão emergencial: trata-se de uma alternativa viável para manter parte do país online, mesmo quando a infraestrutura tradicional colapsa. 

Com torres de transmissão e redes móveis impactadas pelos blecautes, o sinal de satélite passou a ser, em muitos casos, a única opção estável de acesso.

Para pequenos negócios, jornalistas e até órgãos públicos locais, o sinal garantido pelos terminais da empresa norte-americana virou um ponto de apoio essencial. Há relatos de uso inclusive por profissionais de saúde e por pessoas que buscavam contato com familiares fora do país.

Bloqueios, censura e liberdade digital ameaçada

A Venezuela já vinha enfrentando obstáculos no ambiente digital. Em diversos momentos, o governo restringiu o acesso a plataformas como YouTube, Facebook e Instagram, o que levou parte da população a recorrer a redes privadas (VPNs) ou conexões alternativas. 

Nesse cenário, a presença da Starlink representa também uma forma de driblar a censura e manter canais de comunicação abertos com o restante do mundo.

Conectividade, ainda que temporária

A empresa não detalhou como será a operação após o dia 3 de fevereiro, nem se o serviço gratuito será prorrogado. A depender do andamento da crise interna e da estabilidade da rede elétrica, há expectativa de que o apoio possa ser ampliado por mais tempo.

Por enquanto, a Starlink se firmou como uma estrutura paralela de acesso à informação e conectividade, sobretudo em momentos em que os canais convencionais falham. 

Em um país onde internet e energia elétrica estão longe de ser garantias básicas, o sinal vindo do céu parece, ao menos por ora, o fio que resta para quem quer continuar conectado.