02/02/2026
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Brasil atrai mais capital estrangeiro para telecom e avança na conectividade

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Imagem: Bloomberg/Reprodução

Os investimentos estrangeiros no setor de telecomunicações voltaram a ganhar fôlego no Brasil. Entre janeiro e novembro de 2025, o país recebeu US$ 6,2 bilhões em aportes internacionais, de acordo com números do Banco Central. Isso representa um avanço de 12,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Em um cenário global de competição por destinos seguros e rentáveis, o Brasil voltou a chamar atenção. Parte disso se deve à combinação de políticas públicas, estabilidade jurídica e avanços na infraestrutura digital, segundo especialistas e fontes do governo.

Infraestrutura digital no centro da pauta

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, atribui o crescimento ao fortalecimento de iniciativas que vêm ampliando a conectividade em áreas pouco atendidas.

Para ele, os novos aportes refletem uma visão mais moderna do país. “Estamos avançando na expansão da infraestrutura digital, levando conectividade a regiões antes invisibilizadas e criando um ambiente favorável para novos negócios, inovação e geração de empregos”, disse.

Além de favorecer negócios e inovação, a expansão digital vem sendo usada como ferramenta para reduzir desigualdades. Um bom exemplo disso é uma iniciativa do próprio MCom, em parceria com a operadora Brisanet, que levou uma antena de 5G a uma comunidade rural na Bahia que antes sofria com a falta de conexão.

A presença da internet em comunidades antes desconectadas amplia o acesso à educação, serviços públicos e informação.

Programas federais ajudam a sustentar a alta

Projetos como Norte Conectado e Nordeste Conectado têm contribuído diretamente para os números positivos. Eles levaram fibra óptica a cidades pequenas e médias em seis estados. Cerca de 490 mil estudantes foram beneficiados, assim como instituições de ensino e pesquisa.

No mesmo período, a rede 5G também ganhou força. A cobertura saiu de 352 municípios, no fim de 2023, para mais de 1.300 cidades em 2025. As operadoras seguem avançando com a ativação de novas frequências e melhorias na qualidade do sinal.

Brasil no radar do capital internacional

Apesar de oscilações na economia global, o setor de telecom brasileiro se mantém como um dos mais atrativos para o capital estrangeiro produtivo. 

A demanda por conectividade continua crescendo, e o país apresenta um mercado com grande potencial de expansão, especialmente em regiões menos desenvolvidas.

O desempenho recente reforça o papel das telecomunicações como base para o crescimento sustentável e a transformação digital no Brasil. Para os próximos anos, a expectativa é que o ritmo de investimento se mantenha, acompanhando o avanço da cobertura e da inclusão digital.

* Com informações do Ministério das Comunicações

Para concorrer com a Samsung, Apple deve lançar iPhone dobrável mais barato

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Imagem: Midjourney/Reprodução

A Apple pode estar preparando uma estratégia incomum para entrar no mercado de smartphones dobráveis: aceitar margens de lucro mais enxutas

A medida abriria espaço para um preço mais competitivo do seu futuro iPhone Fold, previsto para chegar às lojas a partir de 2026. A intenção seria clara: enfrentar a Samsung, pioneira nesse segmento e líder com sua linha Galaxy Z Fold.

A expectativa, segundo informações que circulam nos bastidores da indústria, é de que o novo dispositivo da Apple seja comercializado por cerca de US$ 1.999

O valor surpreende por estar abaixo das estimativas iniciais, que apontavam para uma faixa consideravelmente mais alta. 

Na prática, esse número coloca o iPhone dobrável lado a lado com o Galaxy Z Fold 7, modelo que deve representar a próxima geração da sul-coreana.

Estratégia cautelosa, produção limitada

Caso o plano avance, a Apple deve lançar o modelo com distribuição limitada, ao menos no início. O lançamento estaria previsto para o segundo semestre de 2026, mas a produção em larga escala só ocorreria no ano seguinte. 

Essa abordagem gradual indica um movimento cauteloso, condizente com a postura da empresa ao entrar em categorias onde os concorrentes já têm vantagem.

A Samsung, por exemplo, produz smartphones dobráveis desde 2019. Esse tempo de mercado permitiu ajustes técnicos e consolidou uma base de consumidores fiéis. 

A Apple, ao entrar agora, precisará oferecer um diferencial convincente e o preço mais acessível pode ser a chave para isso.

Possíveis diferenciais técnicos

Além do custo, rumores apontam que a empresa está focando na autonomia da bateria como um dos trunfos do novo iPhone. 

Protótipos em testes estariam utilizando baterias com capacidades entre 5.400 mAh e 5.800 mAh, números bem superiores aos encontrados nos dobráveis atuais da concorrência, incluindo os modelos da própria Samsung.

Outro detalhe relevante é a parceria que pode ocorrer nos bastidores: a Apple estaria contando com a fornecedora sul-coreana Samsung Display para os painéis OLED flexíveis do iPhone Fold. 

A colaboração entre as rivais é antiga em outras frentes e pode se repetir neste lançamento, o que reforça ainda mais a movimentação estratégica em curso.

Um novo capítulo na disputa Apple vs Samsung

A disputa entre Apple e Samsung sempre teve capítulos marcantes, e o segmento de dobráveis parece ser o próximo palco. Se confirmado o preço mais competitivo, será uma das poucas vezes que a Apple opta por reduzir margem em nome de participação de mercado.

Com um ecossistema já bem estabelecido, a empresa de maçã pode encontrar nos usuários de iPhone atuais os primeiros interessados em migrar para a versão dobrável, desde que o valor de entrada não seja um impeditivo. Nesse cenário, o confronto com a Samsung deixa de ser apenas tecnológico e passa a envolver também uma guerra de precificação.

Para os consumidores, a boa notícia é que a concorrência deve resultar em mais opções e, talvez, preços menos proibitivos em um segmento que ainda sofre com valores elevados. Resta saber quem entregará o melhor equilíbrio entre inovação, usabilidade e custo-benefício.

4 tecnologias promissoras que “floparam” em 2025

Imagem: Joel Angel Juarez/REUTERS/Reprodução

O ano de 2025 foi recheado de promessas no universo das tecnologias, com anúncios que, em um primeiro momento, pareciam sinalizar mudanças profundas no cotidiano digital. 

No entanto, nem tudo correu conforme o planejado. Alguns dos projetos mais aguardados por consumidores e analistas acabaram enfrentando obstáculos significativos, virando alvo de críticas e perdendo fôlego antes mesmo de decolar.

Entre os principais tropeços do setor, quatro iniciativas chamaram atenção: a nova assistente da Apple baseada em inteligência artificial, o robotáxi da Tesla, o Drex (moeda digital idealizada pelo Banco Central) e os smartphones ultrafinos lançados por gigantes como Samsung e Apple.

1. IA da Apple: promessa adiada mais uma vez

A Apple apostou alto em uma reformulação da Siri com recursos de inteligência artificial generativa. Mas os usuários da marca permanecem “na vontade”.

O lançamento era esperado inicialmente para 2024, foi empurrado para 2025 e, mais uma vez, acabou não acontecendo. Segundo a própria empresa, o desenvolvimento ainda passa por ajustes técnicos, o que jogou a estreia para 2026. 

Enquanto concorrentes como Google e OpenAI avançam com seus assistentes, a Apple lida com pressões internas e externas para entregar um produto competitivo.

2. Robotáxi da Tesla não saiu da fase de testes

Outro caso emblemático de fracasso tecnológico momentâneo foi o do robotáxi da Tesla, divulgado como a revolução do transporte autônomo. 

A empresa de Elon Musk chegou a projetar o início das operações para o final do ano, mas o serviço ficou limitado a testes controlados. O motivo? Alta incidência de colisões e entraves regulatórios que impediram a liberação do serviço em larga escala. 

Mesmo com supervisores humanos dentro dos veículos, os incidentes foram frequentes e colocaram em xeque a confiabilidade da tecnologia.

3. Drex: recuo estratégico do Banco Central

No Brasil, o Drex foi lançado como um projeto para modernizar as transações financeiras, funcionando como uma extensão digital do real. 

Mas, em vez de avançar, a moeda digital enfrentou questionamentos sobre segurança e privacidade, levando o Banco Central a suspender a iniciativa. 

Embora a possibilidade de um relançamento não esteja descartada, a proposta, pelo menos no formato atual, não convenceu o mercado nem os especialistas.

4. Smartphones ultrafinos enfrentam críticas e vendas abaixo do esperado

Já no setor de dispositivos móveis, o design superdimensionado dos smartphones deu lugar a modelos ultrafinos, como o iPhone Air e o Galaxy S25 Edge. 

A aposta era atrair usuários interessados em aparelhos mais leves e elegantes, mas os resultados ficaram aquém do esperado.

Bateria com baixa duração, superaquecimento e fragilidade estrutural foram alguns dos principais pontos negativos destacados por consumidores. A recepção morna impactou as vendas e levantou dúvidas sobre a continuidade dessa linha em 2026.

Nem toda nova tecnologia é sinônimo de avanço imediato

Casos como esses mostram que o setor de tecnologias, apesar do dinamismo e do potencial de transformação, também é suscetível a falhas e recuos. 

Projetos mal planejados, limitações técnicas ou estratégias mal calibradas podem transformar grandes apostas em decepções, pelo menos no curto prazo.

Para o consumidor, fica a lição: inovação é essencial, mas maturidade tecnológica e confiança do mercado continuam sendo peças-chave para que promessas saiam do papel e impactem a vida real.

Parceria entre Ministério das Comunicações e Brisanet leva 5G ao sertão da Bahia

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Imagem: Midjourney/Reprodução

O distrito de Massaroca, na zona rural de Juazeiro, sertão baiano, recebeu no último dia 19 de dezembro sua primeira antena 5G, instalada por meio de uma parceria entre o Ministério das Comunicações e a operadora Brisanet

A ativação do sinal representa um marco para os moradores do sertão baiano, que há anos aguardavam uma solução definitiva para a falta de conectividade móvel.

A inauguração da torre foi acompanhada por representantes do governo federal e lideranças locais. Segundo o MCom, a iniciativa integra um esforço nacional para ampliar o acesso à internet de alta velocidade em áreas remotas, muitas vezes negligenciadas pela infraestrutura tradicional.

População celebra avanço digital

Para os moradores de Massaroca, a chegada do 5G é mais que um avanço tecnológico, é a realização de uma antiga reivindicação. Muitos viviam sem qualquer sinal estável de celular, o que dificultava desde a comunicação básica até o uso de serviços públicos digitais.

O agricultor José Alves Duarte, residente há mais de 60 anos na comunidade, expressou o sentimento geral da população.

Nós, moradores aqui de Massaroca, sonhávamos há muito tempo em ter uma antena, um sinal de telefonia, e não conseguíamos. Com o esforço do Ministério das Comunicações, conseguimos esse bem, que é a torre de telefonia”, disse José.

A empreendedora Lúcia Duarte, que vende produtos artesanais pela internet, acredita que a novidade vai abrir novos caminhos. “Ter acesso à informação é de fundamental importância, e essa antena vai mudar totalmente a vida da gente.”, declarou.

Populares de Massaroca (BA) durante ato de entrega da antena de telefonia – Imagem: Nathália Barros/MCom

Brisanet amplia presença e aposta no mobile

A instalação da torre faz parte dos compromissos assumidos no edital do 5G da Anatel, considerado um dos maiores da história em termos de oferta de espectro. 

A Brisanet, que já atua na região com banda larga fixa desde 2022, agora dá um passo além com a oferta de serviços móveis de alta performance.

Para marcar a chegada da nova cobertura, a operadora lançou um plano promocional com 20 GB por R$ 29,99, além de oferecer velocidades que podem chegar a até 1 Gb/s com o chip 5G. A iniciativa visa atrair novos clientes e fortalecer sua base no interior do Nordeste.

Transformação regional com impacto social e econômico

Além de garantir acesso a chamadas e navegação, o 5G também traz potencial para melhorar setores como educação, saúde e agricultura, especialmente em um polo agrícola como Massaroca, conhecido pela produção irrigada de frutas.

Em meio à divulgação da iniciativa, o governo destacou que a conectividade não é apenas um recurso tecnológico, mas uma ferramenta de inclusão social

Com a ativação da antena, escolas locais também poderão contar com internet de qualidade, e serviços públicos poderão ser acessados com mais facilidade.

A expectativa é que, com o tempo, a cobertura se expanda para outras comunidades vizinhas, reforçando o objetivo de universalizar o acesso à internet no país.

* Com informações do Ministério das Comunicações e da Brisanet

Campanha do governo mostra como a conectividade transforma escolas e comunidades

Imagem: Getty Images/Reprodução

Em algumas regiões do país, a chegada da internet representa mais do que um avanço tecnológico. É, muitas vezes, a primeira ponte para a inclusão. 

Foi com esse pano de fundo que o Ministério das Comunicações lançou, no último dia 16 de dezembro, a campanha “Conectividade Vira Oportunidades”. A proposta é simples: mostrar, com exemplos concretos, como o acesso à internet pode mudar realidades, começando pelas escolas públicas.

O material divulgado pelo governo destaca ações do programa Escolas Conectadas, que busca garantir estrutura digital mínima para unidades da educação básica espalhadas pelo país.

A iniciativa é feita em parceria com o Ministério da Educação e já atinge diferentes pontos do território nacional. A ideia, segundo o ministério, é oferecer não apenas conectividade, mas também suporte pedagógico para que a tecnologia seja integrada ao ensino.

Tecnologia com propósito

Durante o lançamento da iniciativa, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou a importância da conectividade com instrumento de fortalecimento para a educação e a economia, ao passo que ajuda no combate às desigualdades.

Mas o projeto não se limita a conectar redes escolares. Há, também, capacitação para professores e ampliação do acesso dos alunos a conteúdos digitais. O objetivo é que a internet, uma vez instalada, funcione de fato como ferramenta de transformação.

A campanha terá veiculação nacional até o dia 11 de janeiro, com inserções em rádio, televisão, mídias digitais e veículos regionais. O conteúdo foi desenvolvido com atenção às especificidades locais, o que, de acordo com o Ministério das Comunicações, contribui para aproximar a mensagem do cotidiano das comunidades atendidas.

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Acesso como política pública

Em um país marcado por desigualdades históricas no acesso à informação, a campanha busca reforçar uma ideia central: a conectividade não é um luxo, é uma necessidade

Ainda nas palavras de Frederico de Siqueira Filho, tratar a internet como prioridade pública é um passo fundamental para garantir oportunidades reais a todos.

E, de fato, os dados sustentam esse discurso. Escolas conectadas tendem a apresentar melhor desempenho e maior engajamento dos alunos. 

Em áreas rurais e periferias, onde o sinal ainda não chega com regularidade, a internet pode representar a única forma de acesso à educação digital, algo cada vez mais essencial.

Um ponto de partida

A expectativa do governo é que a campanha ajude a consolidar o entendimento da internet como infraestrutura básica. Não basta instalar equipamentos; é preciso garantir manutenção, acesso constante e uso efetivo no processo pedagógico.

O programa Escolas Conectadas já está em operação em diversas localidades e deverá ser expandido nos próximos meses, segundo fontes do MCom. Mais do que divulgar resultados, a campanha quer provocar um debate sobre o papel da conectividade no presente e no futuro da educação brasileira.

* Com informações do Ministério das Comunicações

Gesto oculto no YouTube permite assistir vídeos em 2x com apenas um toque

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Imagem: Midjourney/Reprodução

Assistir vídeos no YouTube é um hábito cotidiano para milhões de brasileiros, seja para se informar, estudar ou apenas se entreter. Mas uma função discreta, ainda desconhecida por boa parte dos usuários, tem mudado a forma como esse consumo acontece: trata-se do gesto de “tocar e segurar” na tela para acelerar a reprodução do vídeo para 2x de maneira imediata, intuitiva e temporária.

A funcionalidade, presente nos aplicativos móveis do YouTube, permite que o usuário aumente a velocidade do vídeo apenas enquanto mantém o dedo pressionado na área de reprodução. 

Ao soltar, a velocidade retorna automaticamente ao padrão. A simplicidade do gesto e sua aplicação em qualquer momento da exibição tornam o recurso uma alternativa eficaz ao tradicional ajuste manual de velocidade ou aos comandos de avanço rápido por toques duplos.

Otimização do tempo sem perder o conteúdo

A novidade tem sido especialmente útil para quem deseja pular trechos introdutórios ou passagens menos relevantes sem correr o risco de perder algo importante, como ocorre frequentemente ao avançar por intervalos de 10 segundos. 

Como a reprodução é contínua e depende apenas do toque sustentado, o controle permanece sempre nas mãos do espectador, que pode regular o ritmo do vídeo em tempo real.

Além disso, o gesto funciona inclusive no modo anônimo, o que reforça seu caráter funcional e independente de configurações específicas de conta. 

Usuários que descobriram a função relatam uma rápida adaptação ao novo método e afirmam que ele passou a fazer parte da rotina diária de uso da plataforma.

Sugestões para melhorias

Apesar da recepção positiva, há quem veja espaço para evolução. Entre as sugestões mais recorrentes está a inclusão de opções intermediárias de velocidade, como 1.5x, além da possibilidade de aplicar o gesto para retroceder vídeos com a mesma facilidade, por exemplo, com um toque sustentado no lado oposto da tela. 

Outra ideia que circula entre usuários seria permitir que o YouTube oferecesse uma opção para manter a velocidade acelerada após um tempo de toque contínuo, mediante confirmação.

Até o momento, o Google não divulgou atualizações específicas sobre o futuro dessa funcionalidade, que, apesar de útil, ainda não é amplamente divulgada pela empresa.

Tendência de consumo acelerado

O uso de velocidades aceleradas não é novo no YouTube, mas tem se intensificado com a popularização de vídeos longos, podcasts e conteúdo educacional na plataforma.

A ferramenta de toque e aceleração responde diretamente a essa demanda por agilidade e controle no consumo de mídia, sem comprometer a compreensão, desde que o conteúdo permita, claro.

Para usuários que já faziam uso da velocidade 2x de forma recorrente, o novo gesto representa mais praticidade e menos cliques. E, para quem ainda não conhecia o recurso, vale a pena explorar: a mudança na experiência pode ser mais significativa do que parece à primeira vista.

Os ‘celulares baratos’ devem ser os mais afetados pela escassez de memória RAM

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Imagem: Getty Images/Reprodução

A chegada de 2026 pode marcar uma virada preocupante para o mercado de smartphones, especialmente os modelos mais acessíveis. 

De acordo com informações publicadas pelo site especializado Android Authority, fabricantes de celulares devem enfrentar os efeitos de uma escassez global de memória RAM, insumo essencial para o desempenho dos dispositivos móveis.

A alta demanda do setor de inteligência artificial por chips de memória está pressionando a cadeia de suprimentos, que não tem conseguido acompanhar o ritmo. 

Com mais empresas investindo em servidores e data centers robustos, a RAM se tornou um dos componentes mais disputados no mercado de tecnologia. O resultado? Estoques reduzidos e preços em alta.

Ainda em 2025, as grandes marcas absorveram parte desse custo, evitando repassá-lo ao consumidor final. No entanto, o cenário tende a mudar nos próximos meses. 

A expectativa é que os aumentos comecem a ser sentidos em novos lançamentos, e os primeiros a sofrer as consequências devem ser os smartphones de entrada, justamente os mais populares entre os consumidores brasileiros.

Modelos básicos devem ter RAM reduzida

Enquanto dispositivos topo de linha podem manter configurações robustas, os celulares intermediários e de baixo custo devem ser os principais impactados. 

Para equilibrar o orçamento e evitar aumentos bruscos nos preços finais, fabricantes podem optar por reduzir a quantidade de memória RAM desses aparelhos.

Há indícios de que celulares que hoje trazem 8GB de RAM passem a ter apenas 6GB, ou até 4GB, nas próximas versões. Isso representa uma perda significativa de performance, especialmente em tempos em que o próprio sistema operacional, os aplicativos e os recursos de inteligência artificial consomem cada vez mais recursos.

Consumidor deve observar especificações com mais atenção

A possível redução de RAM nos novos aparelhos pode não ser imediatamente percebida pelo consumidor médio. É comum que o público foque em câmeras, tela ou preço, deixando de lado detalhes como memória e processador. No entanto, essas mudanças afetam diretamente a experiência de uso, como travamentos, lentidão e menor tempo de vida útil do aparelho.

Em um contexto de inflação de componentes, o mercado pode assistir a uma tendência paradoxal: pagando mais por celulares que entregam menos. Com menos memória RAM, os dispositivos podem ter desempenho inferior, mesmo que os preços permaneçam os mesmos — ou até aumentem.

Impacto pode ser maior no Brasil

O efeito dessa escassez deve ser ainda mais sensível em mercados como o brasileiro, onde boa parte dos celulares é vendida por operadoras ou grandes redes varejistas. Os modelos oferecidos nesta modalidade tendem a ser justamente os mais básicos, com foco em custo-benefício.

Sem incentivos governamentais diretos para a indústria de semicondutores e com forte dependência de importações, o país está vulnerável às oscilações do mercado global. Se a crise na oferta de RAM se intensificar, é provável que o consumidor nacional enfrente reajustes mais agressivos.

Tendência deve seguir até o fim do próximo ano

Analistas indicam que a situação não deve se normalizar rapidamente. O crescimento contínuo do setor de inteligência artificial e a lentidão na expansão da capacidade produtiva dos fabricantes de chips indicam que a pressão sobre os preços da RAM pode persistir por todo o ano de 2026.

Diante desse panorama, especialistas recomendam que os consumidores que pretendem trocar de aparelho em breve fiquem atentos às especificações técnicas e, se possível, antecipem a compra, antes que as novas remessas tragam configurações mais modestas e valores inflacionados.

* Com informações do Android Authority

Operadoras apostam em reforço de rede para garantir conexão no Réveillon

Imagem: Midjourney/Reprodução

Em um dos períodos mais movimentados para as telecomunicações no Brasil, as principais operadoras do país decidiram reforçar suas redes móveis em cidades estratégicas. 

A medida tem como objetivo evitar sobrecargas durante o Réveillon, quando milhões de usuários compartilham mensagens, vídeos e ligações ao mesmo tempo.

O litoral brasileiro, tradicionalmente tomado por multidões na virada do ano, concentra os esforços de Claro, TIM e Vivo. Cada uma delas adotou estratégias próprias para lidar com o aumento no tráfego.

A Claro instalou antenas temporárias em pontos turísticos bastante procurados, como Copacabana, a Avenida Paulista e regiões de Salvador. A empresa também destaca o avanço do 5G, já presente em centenas de municípios, o que facilita a entrega de mais velocidade e estabilidade.

A TIM, por sua vez, reforçou tanto a cobertura quanto a capacidade da rede em locais litorâneos, priorizando áreas do Sudeste e do Nordeste. O plano da operadora envolveu cidades em diferentes estados, com foco especial onde há histórico de alta demanda.

A Vivo confirmou a ampliação de sinal em zonas de grande circulação, mas sem abrir detalhes sobre os locais atendidos. A empresa ressalta que mapeou os principais pontos de aglomeração com base em dados de anos anteriores.

Equipes operacionais e suporte em tempo real

Além da infraestrutura, as operadoras informaram que terão técnicos em plantão durante as comemorações. A proposta é agir rápido diante de qualquer falha inesperada. Com o suporte em tempo real, a meta é manter a rede funcional mesmo em cenários de alta pressão.

Essas medidas, segundo as empresas, buscam garantir que os usuários possam utilizar seus aparelhos normalmente, seja para uma chamada, uma mensagem de texto ou a tradicional postagem nas redes sociais quando os fogos começam.

Momentos que colocam a rede à prova

O fim de ano, para as operadoras, não é só questão de festa. É também um teste. O volume de dados trafegados na virada pode ser várias vezes maior do que em um dia comum. É por isso que, todos os anos, as companhias investem em reforço técnico para tentar absorver esse impacto.

Em algumas regiões, estruturas adicionais já estão visíveis. Torres móveis foram montadas em locais de grande fluxo, e o monitoramento em tempo real das redes deve ajudar a evitar gargalos.

Conexão como prioridade na virada

Embora a mobilização das operadoras aconteça longe dos holofotes, ela tem um papel importante para quem quer registrar o momento da virada ou se comunicar com quem está longe. Se tudo correr como o previsto, o Réveillon de 2025 deve ser, além de festivo, bem conectado.

Netflix recebe filmes de 007 em acordo com Amazon

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James Bond 007
Reprodução/goodfon

A Netflix receberá quatro filmes clássicos de 007 a partir de 15 de janeiro, em um acordo inesperado com a Amazon, dona dos direitos da franquia James Bond desde a aquisição da MGM. Os títulos “Sem Tempo Para Morrer“, “Um Novo Dia Para Morrer“, “Quantum of Solace” e “Skyfall” estarão disponíveis por três meses em diversos países, incluindo Estados Unidos, América Latina e várias nações europeias, marcando uma movimentação estratégica incomum entre concorrentes diretos no mercado de streaming.

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Estratégia de distribuição ampliada

O acordo representa uma mudança significativa na estratégia de distribuição da Amazon MGM Studios. Tradicionalmente, os filmes de James Bond ficam disponíveis no Prime Video por apenas dois meses ao ano, tipicamente entre outubro e novembro, em celebração ao Dia Global do James Bond, comemorado em 5 de outubro. Agora, a gigante do e-commerce decidiu ampliar o alcance da icônica franquia cinematográfica licenciando títulos para sua principal rival.

skyfall james bond 007
Reprodução/goodfon

Chris Ottinger, chefe de distribuição mundial da Amazon MGM Studios, explicou que o licenciamento faz parte da estratégia contínua da empresa. “Quando a Amazon adquiriu a MGM, o plano da Amazon era continuar licenciando a biblioteca icônica da MGM para parceiros de streaming e televisão ao redor do mundo”, afirmou. Segundo ele, trazer esses filmes e séries icônicos para a Netflix reflete o apetite global contínuo por narrativas premium.

A decisão da Amazon de licenciar conteúdo para a Netflix não se limita aos filmes de 007. O pacote inclui também:

  • Títulos das franquias “Rocky” e “Creed”
  • Filmes de “Legalmente Loira”
  • Seis séries originais, entre elas “Hunters” e “The Man in the High Castle”

A série “Hunters”, drama de conspiração criado por David Weil que teve duas temporadas no Prime Video, já está disponível na Netflix desde dezembro em diversos territórios por um período de 12 meses.

Decisão estratégica de negócios

Fontes da Amazon revelaram que o licenciamento do catálogo de Bond para a Netflix é uma “decisão estratégica de negócios projetada para ampliar o alcance global e reengajar audiências”. Com mais de 300 milhões de assinantes em todo o mundo, a Netflix oferece uma vitrine significativamente maior do que o Prime Video, permitindo que a Amazon monetize seu inventário da MGM enquanto mantém o interesse na propriedade do superespião britânico viva até o próximo lançamento cinematográfico.

A franquia James Bond está em um momento de transição. Denis Villeneuve, aclamado diretor de “Duna”, foi confirmado para dirigir o 26º filme de Bond, mas ainda não há definição sobre quem substituirá Daniel Craig no papel do agente secreto. Os produtores Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, juntamente com David Heyman e Amy Pascal, trabalham no desenvolvimento do próximo longa, cuja estreia pode levar ainda alguns anos, possivelmente chegando aos cinemas apenas em 2028.

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Tendência do mercado de streaming

O movimento da Amazon ecoa estratégias similares adotadas recentemente por outras empresas do setor. Em 2023, a Warner Bros Discovery começou a vender séries da HBO como “Insecure”, “Band of Brothers” e “Six Feet Under” para a Netflix, reconhecendo o valor da receita de licenciamento mesmo ao fortalecer um concorrente. Esse tipo de acordo sinaliza que o mercado de distribuição de conteúdo está novamente aquecido, com as empresas priorizando retorno financeiro imediato sobre exclusividade a longo prazo.

Justiça barra decisão da Anatel e devolve controle da Surf à Plintron

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surf telecom
Divulgação/Surf Telecom

No plantão de fim de ano da Justiça Federal, a disputa entre a Plintron e o Grupo Maresias pelo controle da Surf Telecom ganhou um novo capítulo na última segunda-feira (29). O desembargador Rubens Calixto, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), manteve decisão anterior que determina à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizar a entrada da empresa de Cingapura no controle acionário da operadora brasileira, derrubando despacho do conselheiro Alexandre Freire que havia suspendido a anuência prévia durante o recesso natalino.

A decisão representa mais uma reviravolta na batalha judicial que se arrasta desde 2020, quando a Plintron começou a reivindicar seus direitos sobre a participação acionária na Surf Telecom. A empresa asiática argumenta que possui legitimidade para assumir o controle da operadora, uma das maiores de telefonia móvel do país, com base em investimentos realizados e decisões de arbitragem internacional favoráveis.

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Origem do conflito

O conflito teve origem em 2016, quando a Plintron investiu US$ 4 milhçoes para adquirir 40% das ações preferenciais da Surf Telecom, conversíveis em ordinárias. Entretanto, a mudança de controle acionário nunca se concretizou. O Grupo Maresias, controlador atual da operadora e ligado ao empresário Yon Moreira, alega que a empresa de Cingapura não teria cumprido o prazo estabelecido para a conclusão da transação.

Decisões de arbitragem internacional deram razão à Plintron ao longo dos anos, mas o processo de transferência do controle acionário emperrou em uma série de idas e vindas na Anatel. A agência reguladora mudou suas decisões sobre o caso por três vezes apenas em 2024, refletindo a complexidade jurídica e os interesses conflitantes envolvidos na disputa.

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Decisões conflitantes

Na sexta-feira (26), o conselheiro Alexandre Freire, exercendo a presidência substituta da Anatel durante o recesso, havia acolhido pedido da gestão atual da Surf e suspendido cautelarmente o Acórdão 323/2025. Esse acórdão, aprovado em novembro, autorizava a mudança de controle da operadora para a Plintron. A suspensão foi baseada em decisão do ministro Luis Felipe Salomão, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Governo autoriza Surf Telecom a emitir R$ 500 milhões em debêntures

A Plintron reagiu rapidamente e obteve na terça-feira (30), tutela de urgência junto ao TRF-3 determinando que a Anatel restabelecesse a anuência prévia. A empresa argumentou que seria falsa a relação entre a decisão do STJ e a deliberação da Anatel, alegando que a agência sequer é parte da disputa levada ao tribunal superior e que a questão trata apenas de efeito suspensivo de pagamento de supostas dívidas.

Questão das dívidas

Segundo a Plintron, a Surf teria dívidas no valor de aproximadamente R$ 40 milhões referentes ao uso de sistemas de software, tema que estaria sendo discutido separadamente e não se relacionaria com a questão do controle acionário. A empresa defende que a decisão do STJ não invalidaria o pressuposto da anuência prévia concedida pela Anatel em novembro.

A Anatel, diante das decisões judiciais conflitantes vindas de instâncias diferentes, busca junto à Procuradoria Federal Especializada um esclarecimento do caso. A agência pretende obter um parecer de força executória que oriente o conselho diretor sobre como proceder em meio ao emaranhado jurídico que envolve TRF-3, STJ e decisões de arbitragem internacional.