07/01/2026

Kaspersky diz que telecom segue como setor prioritário de ciberameaças em 2026

Ataques persistentes, automação vulnerável e riscos com novas tecnologias colocam operadoras em alerta para o novo ciclo.

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Imagem: Adobe Stock/Reprodução

O setor de telecomunicações entra em 2026 sob o peso de um alerta já conhecido, mas que ganha novas camadas de complexidade.

Especialistas da Kaspersky, empresa especializada em cibersegurança, apontam que as ameaças digitais que assolaram as operadoras ao longo de 2025 devem não apenas continuar, mas se entrelaçar com os riscos operacionais trazidos pela adoção acelerada de novas tecnologias, como inteligência artificial na gestão de redes e criptografia pós-quântica.

Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, uma parcela significativa das empresas do setor enfrentou tentativas de invasão e incidentes de segurança, com destaque para os ataques do tipo APT (ameaças persistentes avançadas), ransomware e campanhas baseadas em falhas na cadeia de suprimentos.

Somados, esses vetores representaram um desafio constante para manter a disponibilidade dos serviços e a integridade dos sistemas críticos.

Velhas ameaças, novos contornos

A pesquisa conduzida pela Kaspersky mostra que o cenário de ameaças se mantém ativo, mas agora se acopla a transformações tecnológicas em andamento nas telecomunicações. 

A gestão automatizada de redes com suporte de IA, por exemplo, tem potencial para otimizar operações, mas também pode ampliar falhas caso comandos errados sejam executados sem supervisão humana.

Outro ponto de atenção envolve a corrida pela adoção de criptografia resistente à computação quântica. A pressa para implementar soluções híbridas, nem sempre maduras, pode causar instabilidades ou falhas de compatibilidade entre sistemas. 

Há ainda a expansão de redes 5G via satélite, que amplia a superfície de exposição ao integrar parceiros e novas infraestruturas à malha de telecom.

Cibersegurança integrada desde a origem

A recomendação da Kaspersky é clara: as operadoras devem adotar uma postura preventiva, com segurança incorporada desde a concepção dos projetos tecnológicos. 

Isso inclui combinar inteligência de ameaças em tempo real com ações práticas, como treinar equipes para reconhecer sinais de ataque e investir em ferramentas de detecção e resposta a incidentes (EDR).

A empresa também reforça a importância de tratar ataques DDoS como um problema de gestão de capacidade, sugerindo medidas como proteção de roteadores de borda e uso de dados analíticos para prever gargalos antes que afetem o cliente final.

Em meio a um cenário de mudanças rápidas e alta dependência digital, as operadoras precisam equilibrar inovação com resiliência. O avanço tecnológico é inevitável, mas a cibersegurança precisa acompanhá-lo no mesmo ritmo, ou até mais rápido.

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