01/02/2026
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DNews chega à TV paga da Venezuela com sinal liberado pela DirecTV

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Imagem: Midjourney/Reprodução

A DirecTV decidiu abrir o sinal de seu canal de notícias DNews para as operadoras de TV paga da Venezuela. A liberação foi feita via satélite e, embora a empresa não atue comercialmente no país, o conteúdo agora pode ser incluído nas grades locais, sem custo, por ora.

O anúncio foi feito no dia 3 de janeiro, data que coincidiu com a detenção do ex-ditadorNicolás Maduro. O cenário político instável aumentou a demanda por fontes de informação confiáveis, e a companhia viu nisso uma oportunidade de ampliar o alcance do canal.

Segundo a DirecTV, o gesto busca garantir que a população tenha acesso à cobertura jornalística em um momento decisivo. A empresa afirma que a decisão está alinhada com uma estratégia mais ampla de expansão pela América do Sul.

Canal aposta na cobertura da crise venezuelana

O DNews vem se destacando por coberturas frequentes da situação na Venezuela, com atenção à crise política e aos impactos sociais vividos no país. O canal pertence ao Grupo Werthein, responsável pela DirecTV em boa parte da América Latina.

Representantes da emissora dizem que oferecer o sinal neste momento é uma forma de apoiar o direito à informação. A cobertura do DNews pretende trazer dados verificados e contexto, algo cada vez mais valioso em meio à turbulência institucional.

Mesmo fora, empresa marca presença

Apesar de ter encerrado operações na Venezuela em 2020, a DirecTV tem buscado manter certa relevância no mercado local. A liberação do DNews, sem intermediação comercial direta, reforça a presença da marca sem a necessidade de retorno formal por enquanto.

Analistas avaliam que a medida pode funcionar como uma reaproximação discreta com operadoras venezuelanas, em um movimento que pode evoluir dependendo do cenário político e regulatório.

Expansão regional como pano de fundo

Nos bastidores, a DirecTV vem articulando a expansão de seu portfólio de conteúdo em outros mercados da América do Sul. O DNews é uma das apostas centrais deste plano, com presença crescente em países onde a empresa já opera e agora também onde não opera mais.

Até o momento, não há sinalização oficial de reentrada plena no território venezuelano. Mesmo assim, o sinal liberado indica que a companhia está de olho em cada janela de oportunidade que o contexto possa oferecer.

Nova lei autoriza cooperativas a oferecer serviços de telecomunicações no Brasil

Imagem: Getty Images/iStockphoto/Reprodução

Uma nova legislação aprovada em Brasília promete mudar parte do cenário da conectividade no país. Agora, cooperativas estão autorizadas a oferecer serviços de telecomunicações com os mesmos direitos e deveres aplicados às empresas privadas do setor. 

A mudança foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pode representar um avanço em regiões que, até hoje, seguem desconectadas.

A Lei nº 15.324, publicada neste início de ano, surgiu a partir de um projeto do Senado que passou por comissões importantes antes de se tornar oficial. 

Na prática, a norma abre caminho para que comunidades organizadas consigam criar suas próprias soluções de acesso à internet, especialmente em locais onde grandes operadoras não atuam.

Conectividade além do lucro

O ponto central defendido por parlamentares favoráveis à medida, como o propositor, Flávio Arns (PSB), é claro: as grandes empresas do setor seguem critérios comerciais. Ou seja, só expandem suas redes onde há retorno financeiro viável. Isso cria os chamados “desertos digitais”, que são lacunas de cobertura no território brasileiro.

Em regiões rurais ou de difícil acesso, esse modelo simplesmente não funciona. Nessas localidades, a ausência de internet impacta não apenas o entretenimento, mas o acesso à educação, saúde, serviços públicos e oportunidades econômicas. Permitir que cooperativas entrem nesse jogo pode ser uma alternativa concreta para cobrir essas falhas.

Modelo já consolidado em outros setores

A ideia não surgiu do zero. No setor elétrico, por exemplo, cooperativas já atendem centenas de municípios brasileiros, levando energia a áreas que antes não eram prioridade para as grandes distribuidoras. É justamente essa experiência que inspirou a proposta para o setor de telecom.

Ao levar esse modelo para a conectividade, espera-se não só melhorar o acesso à internet, mas também criar uma concorrência saudável, capaz de incentivar melhorias em preços e qualidade para todos os usuários.

Próximos passos

Com a nova lei em vigor, caberá agora à Anatel definir como será a regulação dessas cooperativas dentro do setor. Devem ser estipuladas regras técnicas, critérios de operação e formas de fiscalização.

Por outro lado, o interesse de comunidades em montar seus próprios projetos de telecom pode ganhar fôlego com o respaldo legal.

Ainda há um longo caminho até que essas iniciativas cheguem a lugares onde hoje a internet mal existe. Mas o movimento começou. E, para muitas regiões esquecidas pela infraestrutura digital, essa pode ser a chance de finalmente se conectar ao mundo.

* Com informações da Rádio Senado

Setor de comunicação gera mais de 450 mil empregos em 2025

Pessoa trabalhando computador
Yogendra Singh/Unsplash

O Ministério das Comunicações, sob a gestão de Frederico de Siqueira Filho, revelou que o setor de comunicação e informação gerou 454.968 empregos formais no Brasil entre janeiro e novembro de 2025, impulsionado pela expansão da infraestrutura digital e serviços de conectividade que consolidaram a área como um dos principais motores de renda e desenvolvimento social do país. A marca histórica reflete um ambiente econômico aquecido e focado na transformação tecnológica.

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Crescimento sustentado e comparação anual

O desempenho registrado nos primeiros onze meses do ano passado demonstra uma tendência de alta contínua para o mercado brasileiro. Em comparação ao mesmo intervalo de 2024, quando foram abertas 445.674 vagas, o crescimento foi de aproximadamente 2%. Este avanço consolida a área como uma das maiores forças na absorção de mão de obra qualificada, superando desafios macroeconômicos e se adaptando às novas demandas por conectividade rápida e serviços de alta tecnologia.

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Dinamismo regional e descentralização de vagas

As regiões Norte e Nordeste despontaram como os principais focos de dinamismo para o mercado de trabalho digital no último ano. A interiorização dos investimentos em redes e serviços de telecomunicações permitiu que estas localidades liderassem o ritmo de expansão nas contratações em todo o país, gerando milhares de novas oportunidades formais.

  • Expansão recorde na Região Norte: Esta área registrou o crescimento percentual mais expressivo do Brasil, com uma alta de 17% no número de vagas formais. O volume de contratações saltou de 16.283 em 2024 para 19.057 em 2025, um movimento impulsionado diretamente pela chegada de novas redes de transporte de dados e infraestrutura física ao interior.
  • Fortalecimento do mercado no Nordeste: Com um total de 67.972 postos de trabalho criados, a região apresentou um crescimento sólido de 7,98% em relação aos 62.947 registrados no período equivalente do ano anterior. Esse avanço consolida o setor como uma ferramenta vital para o desenvolvimento regional, permitindo a retenção de talentos locais em áreas de tecnologia.

Comparativo de Geração de Empregos (Janeiro a Novembro)

Região / TotalVagas em 2024Vagas em 2025Crescimento (%)
Região Norte16.28319.057+17,00%
Região Nordeste62.94767.972+7,98%
Total Brasil445.674454.968+2,00%

Motores do aquecimento no mercado de trabalho

Segundo o levantamento oficial, o aquecimento do mercado de trabalho é fruto direto da ampliação de atividades cruciais, como a expansão da conectividade e a consolidação das telecomunicações. Além disso, a produção de conteúdo audiovisual e o desenvolvimento de novos serviços digitais têm demandado um volume cada vez maior de profissionais especializados. Essa diversificação dentro do segmento permite que diferentes perfis, de técnicos de rede a criativos de mídia, sejam absorvidos.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, enfatizou a importância desses resultados para o futuro do país. “O setor de informação e comunicação é um dos grandes motores da economia brasileira. Estamos falando de mais empregos, mais renda e mais oportunidades, ao mesmo tempo em que ampliamos o acesso da população à conectividade e às novas tecnologias. É um segmento aquecido e com enorme potencial de crescimento”, declarou o ministro ao analisar os dados do Caged.

Políticas públicas e ambiente de inovação

O Ministério das Comunicações atribui o bom momento à implementação de estratégias voltadas ao estímulo da inovação e à melhoria da infraestrutura nacional. Ao criar um ambiente favorável para investimentos privados e públicos, o país tem conseguido fomentar a geração de empregos que exigem maior qualificação técnica. Essas políticas não apenas ampliam o acesso dos cidadãos à rede mundial de computadores, mas também qualificam a força de trabalho para tecnologias de ponta.

O desempenho positivo está diretamente ligado a políticas de expansão da infraestrutura digital e programas de inclusão que levam internet a áreas antes desassistidas. O fomento estatal à inovação cria um ciclo virtuoso: quanto mais pessoas conectadas, maior a demanda por serviços, suporte e criação de conteúdo, o que consequentemente exige a abertura de novos postos de trabalho. O Brasil se posiciona, assim, como um polo atrativo para novos investimentos globais em tecnologia.

Metodologia e transparência nos dados

Para garantir a precisão das informações, o governo utiliza o Novo Caged, um indicador mensal do Ministério do Trabalho e Emprego que calcula a diferença líquida entre contratações e demissões. O sistema integra dados do eSocial, do Caged tradicional e do Empregador Web. Essa metodologia moderna visa assegurar a qualidade e a integridade das estatísticas do emprego formal durante a transição das fontes de captação, oferecendo um retrato fiel da saúde econômica brasileira.

Conheça o MTV Rewind, a plataforma que resgata a era de ouro da MTV

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MTV Rewind
Divulgação/MTV Rewind

A MTV voltou a ser o centro das atenções com o lançamento do MTV Rewind, uma plataforma independente que recria com precisão a experiência dos antigos canais de videoclipes 24 horas. Criado pelo desenvolvedor Flexasaurus Rex no final de 2025, o projeto surgiu na web para homenagear o formato musical clássico. A iniciativa responde ao encerramento desses canais em mercados como o Reino Unido e à mudança de foco da emissora original ao longo dos anos.

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O fim da era linear e o renascimento digital

A criação deste simulador ganhou relevância imediata em um cenário onde a Paramount desativa canais na TV paga e muda o jogo com foco total no streaming, encerrando as últimas frequências dedicadas exclusivamente à música em diversos países. Esse movimento consolidou a transição definitiva para conteúdos sob demanda, deixando para trás a cultura da curadoria linear que definiu o comportamento de várias gerações de espectadores.

Para o criador do projeto, a mudança de rumo da rede oficial foi o combustível necessário para a programação. A MTV era uma instituição cultural que mudou a música, a moda e a cultura jovem. Depois pararam de exibir videoclipes e se tornaram reality TV, explicou Flexasaurus Rex. Ele relata ter sentido um vazio profundo quando soube do fim dos canais musicais remanescentes, o que o levou a desenvolver a estrutura básica do site em apenas 48 horas de trabalho.

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Um arquivo de nostalgia com curadoria humana

O serviço oferece atualmente 11 canais temáticos, incluindo um que reproduz a sequência exata de vídeos exibida no primeiro dia da emissora, em agosto de 1981. Além dessa viagem histórica, os usuários podem navegar por transmissões dedicadas ao MTV Unplugged, rap, heavy metal e blocos separados por décadas, dos anos 70 aos dias atuais. O banco de dados já ultrapassa 33 mil clipes, garantindo mais de dois meses de conteúdo ininterrupto sem repetições.

MTV Rewind
Divulgação/MTV Rewind

Além da música, a imersão é potencializada pela inserção de anúncios publicitários da época, como os clássicos da campanha Got Milk?. Esses detalhes, somados a um contador de visitas no estilo Geocities, transportam o usuário diretamente para o clima dos anos 90. Senti uma onda de tristeza quando o anúncio chegou. Nada parecia capaz de preencher esse vazio. Então comecei a programar, afirmou o desenvolvedor ao descrever sua motivação para o projeto independente.

Tecnologia a serviço do espírito punk rock

O funcionamento técnico do simulador é baseado na integração com o YouTube e utiliza a base de dados do IMVDb para organizar o acervo. Ironicamente, a mesma plataforma que ajudou a decretar o fim dos canais de música na TV agora serve de motor para este tributo. O site opera de forma linear e aleatória: ao sintonizar um canal, o usuário é jogado em um vídeo já em andamento, resgatando a sensação de surpresa que as playlists de algoritmos acabaram eliminando.

O criador define a filosofia da página com uma abordagem direta e sem concessões corporativas. Zero algoritmos. Zero anúncios. Zero bobagens, declarou o programador em uma discussão recente sobre o projeto. Para ele, o valor está na curadoria que não tenta adivinhar o gosto do usuário, mas sim oferecer uma experiência compartilhada. Aperte o play e veja o que acontece. Porque isso é punk rock pra caramba, completou, destacando a essência independente da iniciativa.

Desafios e o futuro da plataforma independente

Apesar da popularidade crescente, o projeto enfrenta os desafios típicos de uma iniciativa sem fins lucrativos. O desenvolvedor ressalta que o site não possui vínculo oficial com a Paramount ou a Viacom, funcionando apenas como um arquivo sentimental. Estou sem dinheiro, exausto e honestamente me sentindo mal, mas milhares de pessoas estão usando e é isso que importa, revelou o autor, que conta com o apoio da comunidade via doações para manter os servidores.

O fenômeno do MTV Rewind demonstra que existe uma audiência fiel que ainda valoriza o formato de televisão musical clássica. Enquanto as grandes corporações focam em métricas de engajamento e plataformas de streaming, o público nostálgico encontra refúgio em projetos que priorizam a história audiovisual. O sucesso do simulador prova que, para muitos, a televisão só faz sentido quando a música volta a ser a verdadeira protagonista da tela.

TIM fecha acordo de compartilhamento 5G e promete cobertura em cidades pequenas

TIM torre 5g
Reprodução/Gemini

A operadora TIM e o grupo Fastweb+Vodafone formalizaram, nesta quarta-feira (7), um acordo preliminar de compartilhamento de rede (RAN sharing) na Itália para acelerar a expansão da tecnologia 5G em áreas de baixa densidade populacional, visando reduzir custos de implementação e promover a inclusão digital até o final de 2028 em municípios com menos de 35 mil habitantes.

O projeto permite que as empresas utilizem a mesma infraestrutura física de forma eficiente e sustentável por todo o território europeu, otimizando o investimento em locais onde a construção individual de torres seria financeiramente inviável.

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Divisão estratégica de infraestrutura

A parceria entre a TIM e a Fastweb+Vodafone estabelece um modelo colaborativo inédito para otimizar a expansão da quinta geração móvel em solo italiano. Por meio de uma divisão geográfica coordenada, as operadoras garantem que a conectividade de alta velocidade chegue a localidades remotas de forma ágil, eficiente e sem desperdícios de recursos, conforme detalhado nos pontos abaixo:

  • Divisão equitativa das 20 regiões administrativas da Itália, onde cada operadora ficará responsável pela construção e gestão da infraestrutura em 10 regiões específicas;
  • Implementação de aproximadamente 15.500 sites móveis 5G por empresa até o final de 2028, evitando a duplicação desnecessária de torres e equipamentos;
  • Acesso mútuo à infraestrutura de rádio (RAN sharing) em municípios com menos de 35 mil habitantes, permitindo que ambas as redes utilizem a mesma base física;
  • Manutenção da autonomia comercial e independência tecnológica de cada marca, garantindo que a competição por clientes continue ativa no mercado.

Em comunicado conjunto, as empresas reforçaram os benefícios sociais da medida ao afirmarem que as eficiências geradas permitirão estender a cobertura da rede 5G de alto desempenho a áreas de baixa densidade subatendidas, melhorando a inclusão digital e a qualidade do serviço para famílias e empresas. Essa divisão estratégica é o que permitirá à Itália cumprir o cronograma da Década Digital da União Europeia.

TIM e a Fastweb+Vodafone
Reprodução/Gemini

Autonomia comercial e redução de custos

Embora colaborem tecnicamente, as empresas manterão total autonomia comercial e tecnológica, seguindo um padrão já consolidado na União Europeia para viabilizar redes de ponta. A redução nos custos de implementação permite que as operadoras reinvestam recursos em melhorias constantes na qualidade do sinal e no desenvolvimento acelerado de novos serviços digitais, garantindo uma experiência de conexão superior para todos os seus usuários finais.

Sobre a questão financeira, as companhias destacaram em nota oficial que, ao reduzir os custos de implementação, o arranjo libera recursos para novos investimentos em tecnologia móvel de próxima geração. Essa parceria é vista como essencial para que a Itália atinja as metas de conectividade de forma competitiva, garantindo que o país não fique para trás na corrida tecnológica global, especialmente em setores que dependem de conexões de baixíssima latência e altíssima velocidade de transmissão de dados.

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Aprovações regulatórias e sustentabilidade

O projeto aguarda o aval de órgãos como MIMIT e AGCom para garantir a competitividade. As empresas confiam que o benefício social agilizará o processo, reforçando que o modelo garante que ambas as empresas mantenham plena autonomia comercial. A validação regulatória é o passo final para que a expansão em regiões de baixa densidade populacional seja iniciada oficialmente na Itália em 2026.

A parceria prioriza a sustentabilidade ao reduzir torres redundantes e consumo de energia. A Fastweb+Vodafone declarou que a iniciativa também reduz o impacto ambiental e libera recursos para novos investimentos. Essa abordagem diminui a pegada de carbono e o impacto visual, consolidando a estratégia da TIM de promover uma operação muito mais limpa e eficiente em todo o território italiano.

Alinhamento com o mercado global e expansão

Este modelo segue uma tendência global de “network sharing” que já se consolidou como padrão de sucesso em diversos mercados ao redor do mundo. Grandes acordos internacionais, como os vistos no Reino Unido entre as operadoras EE e Three, demonstram que o compartilhamento de redes de acesso via rádio (RAN) é a forma mais eficiente de atingir metas de cobertura nacional. Ao colaborar na infraestrutura básica, as gigantes do setor conseguem focar seus investimentos na qualidade do serviço e na inovação, em vez de gastar bilhões na construção redundante de antenas.

A TIM pode trazer essa iniciativa para o Brasil?

Sim, e na verdade essa estratégia já é uma realidade consolidada na operação brasileira da companhia. A TIM é uma das pioneiras e principais entusiastas do modelo de “Single Grid” no Brasil, mantendo parcerias de longa data com a Vivo para o compartilhamento de redes 2G, 3G e 4G em mais de 700 municípios. O objetivo no mercado nacional é exatamente o mesmo do modelo italiano: reduzir custos operacionais e expandir a cobertura em cidades de menor porte ou áreas rurais onde o investimento isolado seria inviável.

Para o 5G, a tendência é que esses acordos de compartilhamento ganhem ainda mais força no Brasil, especialmente para cumprir as obrigações de cobertura impostas pelo leilão da Anatel. O uso de infraestrutura compartilhada permite que a TIM leve o sinal de quinta geração para rodovias e localidades remotas com maior rapidez.

Movistar muda de dono: veja o que acontece com a operadora agora

Movistar Tigo Colômbia
Reprodução/Gemini

O governo da Colômbia oficializou, por meio do Decreto 1481 de 30 de dezembro de 2025, a venda de sua participação de 32,5% na Movistar (Colombia Telecomunicaciones – Coltel), eliminando o último grande obstáculo para que a empresa luxemburguesa Millicom assuma o controle total da operadora e consolide sua fusão com a Tigo no mercado colombiano.

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Venda em duas etapas

A decisão foi tomada pelo Ministério da Fazenda colombiano, que estabeleceu o preço de 772,38 pesos por ação para um total de 1.108 milhões de ações. Com essa transação, o governo espera arrecadar cerca de 850 bilhões de pesos colombianos, aproximadamente 228 milhões de dólares, recursos que serão destinados ao orçamento nacional para financiar programas de investimento social e outras prioridades estatais. O processo de venda será realizado conforme estabelece a Lei 226 de 1995:

  • Primeira etapa: Com duração mínima de dois meses a partir da publicação do edital, as ações serão oferecidas exclusivamente a trabalhadores, ex-funcionários, aposentados, sindicatos, associações de empregados e cooperativas vinculadas à empresa, em condições preferenciais.
  • Segunda etapa: Após o encerramento da fase inicial, as ações não adquiridas serão disponibilizadas ao público geral e investidores estrangeiros. Embora o processo seja aberto, a Millicom é a principal candidata a adquirir o pacote acionário restante, já que a empresa manifestou interesse em comprar a participação pelo mesmo valor acordado com a Telefónica.

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Investimento bilionário da Millicom

A Millicom está investindo pesadamente para consolidar sua presença no mercado colombiano de telecomunicações. A empresa luxemburguesa já fechou acordos estratégicos com a Telefónica e a EPM. O investimento total ultrapassará 1,1 bilhão de dólares, tornando-se a maior operação corporativa do setor na última década.

AquisiçãoParticipaçãoValor
Movistar Colombia (Telefónica)67,5%US$ 400 milhões
Tigo Colombia (EPM)~50%US$ 525 milhões
Movistar Colombia (Governo)32,5%US$ 228 milhões

Com essas aquisições, a consolidação criará um novo gigante no mercado, controlando duas das principais operadoras do país.

Exigências regulatórias

A fusão entre Tigo e Movistar recebeu autorização condicionada da Superintendência de Indústria e Comércio (SIC) em novembro de 2025. Entre as exigências impostas pelo órgão regulador está a devolução obrigatória de parte do espectro radioeléctrico, já que a empresa unificada ultrapassaria os limites legais permitidos pela legislação colombiana.

Além disso, a SIC e o Ministério das Tecnologias da Informação e Comunicações estabeleceram condições rígidas para proteger usuários e operadoras menores. A nova empresa está proibida de realizar alterações unilaterais nos contratos com Operadores Móveis Virtuais (OMV), como Virgin e WOM, que dependem de suas redes para funcionar.

Carlos Blanco, presidente da Tigo, justificou a necessidade da fusão afirmando que é preciso “entregar mais dados aos clientes e baixar os preços para ser competitivos”, o que reduz as margens de lucro e exige investimentos contínuos. Fabián Hernández, presidente da Telefónica Movistar Colombia, destacou que as operadoras buscam “melhores formas de usar os recursos via integrações” para gerar eficiências e impulsionar inovações.

Preocupações com a concorrência

Apesar das garantias oferecidas pelo governo sobre a continuidade e qualidade dos serviços, a operação gerou resistências. A operadora WOM apresentou queixa formal à Presidência da República, alertando que a união de Tigo e Movistar poderia criar um duopólio que, junto com a Claro, controlaria mais de 90% do mercado móvel colombiano, reduzindo a concorrência.

O governo colombiano afirmou que a vigilância sobre a governança de dados e portabilidade numérica será constante. Até o fechamento de todos os trâmites legais e regulatórios, Movistar e Tigo continuarão operando de forma independente, sem mudanças imediatas nos planos ou na cobertura oferecida aos clientes.

Com Pokémon na grade, SBT Kids é lançado e gera expectativas

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Imagem: SBT+/Midjourney/Divulgação

Com os olhos voltados para as telas que dominam o cotidiano das novas gerações, o SBT lançou oficialmente, nesta segunda (5), o SBT Kids, novo canal infantil transmitido via streaming, com conteúdo gratuito e voltado a crianças e adolescentes.

A iniciativa, que ocorre após o lançamento do SBT News, marca o retorno da emissora ao segmento infantil, agora com um formato totalmente digital.

A plataforma surge logo após o encerramento de duas atrações voltadas ao mesmo público: ‘Bom Dia & Cia’, em sua versão reformulada com Patati e Patatá, e o ‘Luccas Toon’, apresentado por Luccas Neto. Ambos saíram do ar por falta de retorno em audiência.

Conteúdo nacional e internacional no catálogo

Disponível no SBT+ e também no YouTube, o SBT Kids funciona com uma grade linear, mas distribuída exclusivamente no digital. O canal oferece uma combinação de títulos brasileiros e internacionais, com foco em entretenimento leve e educativo.

Produções como ‘O Show da Luna’, ‘Peixonauta’, ‘Bolofofos’, ‘Timmy e seus Amigos’ e ‘Mundo Bita’ já estão confirmadas. A curadoria do conteúdo prioriza o que a emissora define como uma experiência “segura” para o público infantil, com atrações que buscam respeitar o tempo e a imaginação da criança.

Pokémon ganha espaço na nova fase

Entre as novidades, o destaque fica por conta da confirmação de ‘Pokémon Jornadas’ na programação. A série, que acompanha Ash Ketchum em uma fase mais madura de sua jornada, ainda não tem data exata para estrear no canal, mas já foi anunciada como parte do pacote.

A inclusão do animê representa mais do que uma escolha de popularidade. É também uma reconexão com um público que, em outras épocas, acompanhava os conteúdos da franquia em canais abertos. O SBT, por exemplo, já exibiu filmes da saga Pokémon no início dos anos 2000, quando mantinha acordo com a Warner.

Transição para o digital é prioridade

O lançamento do SBT Kids reflete um movimento estratégico da emissora diante das mudanças no consumo de mídia. O conteúdo infantil, antes dominante na televisão aberta, migrou com força para o digital. Plataformas sob demanda, YouTube e aplicativos se tornaram os principais pontos de contato com esse público.

Alberto Torrieri, diretor de Estratégia de Conteúdo e Multiplataforma do SBT, afirma que o canal reafirma o compromisso da empresa com o legado de Silvio Santos. 

A proposta, segundo ele, é oferecer um ambiente que valorize a criança como ela é — sem apelar para formatos acelerados ou com excesso de estímulo visual.

De volta à disputa pelo público infantil

Além dos blocos tradicionais na TV, como ‘Sábado Animado’ e ‘Domingo Animado’, o SBT agora tenta recuperar parte da audiência que perdeu nos últimos anos para serviços de streaming e criadores independentes.

Ao investir em um canal gratuito e digital desde a origem, a emissora tenta se reposicionar em um cenário onde o público-alvo já não se prende mais a horários fixos nem a aparelhos de televisão. No SBT Kids, o acesso é simples, o custo é zero e a proposta mira direto no cotidiano da família conectada.

Warner recusa proposta de US$ 108 bi da Paramount e mantém acordo com a Netflix

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Warner Bros Paramount Netflix
Reprodução/Gemini

A Warner Bros. Discovery rejeitou nesta quarta-feira (7) a oferta de US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 580 bilhões) apresentada pela Paramount Skydance para a aquisição do estúdio, por considerar a proposta insuficiente e arriscada devido ao alto volume de financiamento por dívida envolvido na operação.

A decisão do conselho de administração da Warner foi unânime. Segundo a empresa, a proposta revisada em 22 de dezembro não se enquadra como uma “proposta superior” nos termos do acordo de fusão já firmado com a Netflix no início do mês. Com isso, a companhia recomendou formalmente que seus acionistas rejeitem a investida da Paramount.

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A disputa bilionária pelo controle da Warner

A disputa começou após a Netflix anunciar um acordo de US$ 72 bilhões (aproximadamente R$ 382 bilhões) para comprar os estúdios de TV e cinema e a divisão de streaming da Warner. Em resposta, a Paramount Skydance apresentou uma oferta hostil — ou seja, sem o apoio da diretoria da Warner — de US$ 108,4 bilhões para assumir o controle da empresa.

Uma oferta hostil é uma tentativa de aquisição em que uma empresa tenta comprar outra sem negociar com seus executivos. Em vez de buscar aprovação da diretoria, quem faz a oferta se dirige diretamente aos acionistas, geralmente oferecendo um valor atrativo pelas ações para tentar assumir o controle da companhia.

Em dezembro, o cofundador da Oracle, Larry Ellison, entrou na disputa ao oferecer uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra da Paramount. Esse compromisso formal visava cobrir eventuais lacunas no financiamento da operação e demonstrar solidez financeira à transação.

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Os riscos do alto endividamento

Mesmo com o reforço financeiro de Ellison, o conselho da Warner manteve sua posição. O presidente do conselho, Samuel A. Di Piazza Jr., afirmou em comunicado que a proposta da Paramount oferece valor insuficiente e envolve riscos elevados, principalmente por depender de um grande volume de empréstimos para viabilizar a aquisição.

O financiamento por dívida ocorre quando uma empresa usa empréstimos para bancar uma compra. No caso da Paramount, a aquisição da Warner dependeria de um volume muito alto de dinheiro emprestado, o que elevaria significativamente o endividamento e aumentaria os riscos de o negócio não ser concluído conforme planejado.

Segundo a avaliação do conselho da Warner, a estrutura da proposta aumenta a incerteza quanto à conclusão do negócio e oferece pouca proteção aos acionistas caso a operação não seja finalizada. A empresa alerta que a Paramount deixaria a Warner com uma dívida estimada em US$ 87 bilhões após a conclusão, tornando a operação a maior aquisição já financiada majoritariamente por empréstimos.

“A oferta da Paramount continua oferecendo valor insuficiente, pois depende de um volume elevado de financiamento por dívida. Isso aumenta os riscos de conclusão do negócio e reduz as garantias aos acionistas caso a transação não se concretize”, declarou Di Piazza Jr., acrescentando que o acordo com a Netflix oferece mais valor e previsibilidade.

Warner mantém acordo com Netflix

A Warner informou que enviou uma carta detalhada aos investidores explicando os motivos da decisão e reforçou que seguirá com o plano de fusão com a Netflix, considerado o caminho que oferece o melhor equilíbrio entre retorno financeiro e segurança para os acionistas.

Enquanto as negociações avançam, a Warner também negocia a venda da CNN e outros canais como parte da reestruturação prevista na fusão com a plataforma de streaming.

A disputa envolve mais do que valores financeiros. Quem assumir o controle da Warner passará a deter um dos catálogos mais valiosos de Hollywood, com franquias de sucesso, produções da HBO e a plataforma HBO Max, em um cenário de forte concorrência no setor de streaming global.

Decisão do STJ sobre postes expõe um grave gargalo no setor de telecom

Imagem: Folhapress.folha.com.br/Reprodução

Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), veiculada no último dia 5 de janeiro, colocou em evidência um tema conhecido, mas pouco resolvido: a desordem no cabeamento instalado em postes, principalmente nas grandes cidades

A Corte manteve uma liminar que obriga a CEEE-D (Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica) a apresentar e executar um plano para organizar os fios que hoje se acumulam nos postes de Porto Alegre (RS).

A medida atende a uma ação movida pela prefeitura da capital gaúcha, que aponta riscos à segurança pública, à paisagem urbana e ao meio ambiente diante da proliferação de cabos soltos, rompidos ou abandonados, muitos deles de uso clandestino.

A concessionária, por sua vez, alegou que a responsabilidade deveria ser atribuída às empresas de telecomunicações que compartilham a infraestrutura. 

Além disso, estimou um impacto financeiro de R$ 95 milhões para executar a ordem judicial, que envolve quase 107 mil postes na cidade. Os argumentos não foram suficientes para convencer o STJ a suspender a decisão.

Um problema antigo, agora judicializado

A falta de organização nos postes não é novidade para quem circula pelos centros urbanos brasileiros. Fios embolados, pendurados ou sem função aparente fazem parte do cenário. 

O que se viu até aqui foi uma atuação limitada das agências reguladoras (ANEEL e ANATEL) que, mesmo após quatro resoluções conjuntas ao longo dos anos, ainda não conseguiram estabelecer um sistema de fiscalização eficaz.

Boa parte do problema se arrasta desde a privatização do setor de telecomunicações, quando diversas empresas passaram a usar a mesma estrutura originalmente projetada apenas para a rede elétrica. A falta de controle, aliada ao crescimento acelerado da oferta de internet e TV por assinatura, agravou a situação.

O resultado é um passivo de milhões de postes pelo país que precisam de algum tipo de regularização. Segundo estimativas recentes das agências reguladoras, algo entre 10 e 15 milhões de estruturas são consideradas prioritárias para adequações, o que corresponde a até 30% da rede atual.

Implicações para telecom e consumidores

A decisão do STJ pode ter efeito multiplicador. Ao responsabilizar a distribuidora pelo ordenamento dos cabos, abre-se espaço para que outras prefeituras recorram à Justiça para exigir medidas semelhantes.

Isso acende um alerta, principalmente entre operadoras de telecomunicações, que poderão ser afetadas indiretamente caso distribuidoras comecem a remover cabeamentos não identificados ou fora dos padrões.

Há ainda a preocupação com eventuais repasses de custos ao consumidor. Se as concessionárias alegarem desequilíbrio contratual e pedirem revisão tarifária por conta de ordens judiciais como essa, o impacto pode ser sentido na conta de luz.

Além disso, cresce o risco de interrupções indevidas de serviços de internet, TV e telefone, caso os cortes de cabos sejam feitos sem comunicação ou coordenação com as operadoras responsáveis.

Uma solução que depende de articulação multilateral

A decisão judicial cumpre um papel de pressão, mas não resolve, sozinha, um problema estrutural. Especialistas apontam que a saída mais viável passa pela articulação entre todos os agentes envolvidos: distribuidoras, empresas de telecom, poder público e agências reguladoras. Isso exigiria, além de diálogo, um plano de ação coordenado e metas com prazos realistas.

A ANEEL e a ANATEL, inclusive, já trabalham em uma nova resolução conjunta para enfrentar a questão. A proposta prevê uma regulamentação progressiva, com foco inicial nos postes mais críticos. 

No entanto, até que essa medida saia do papel e entre em vigor, a judicialização tende a continuar sendo o caminho escolhido por prefeituras e órgãos de fiscalização diante do descaso visível.

O cenário atual é um retrato de como a negligência na gestão da infraestrutura urbana, especialmente no uso compartilhado dos postes, pode evoluir de um incômodo visual para um risco jurídico, técnico e econômico.

* Com informações do STJ Notícias

Netflix divulga prévia com estreias de 2026 e aposta em continuações de grandes sucessos

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Imagem: Netflix/Divulgação

A Netflix lançou nesta quarta-feira (7) sua tradicional prévia anual de lançamentos, revelando parte do catálogo que chegará à plataforma ao longo de 2026. 

O vídeo promocional, batizado de “What’s Next”, mescla elementos cinematográficos e transições criativas para apresentar ao público as principais novidades programadas. Entre as produções destacadas estão continuações de séries populares, adaptações aguardadas e franquias consolidadas.

No trailer, uma personagem percorre cenários inspirados nos universos das produções originais da empresa, interagindo com personagens e ambientes reconhecíveis pelos assinantes mais assíduos. 

A estratégia, que não é nova, traz uma aposta da Netflix em montagens com alto apelo visual para sintetizar o conteúdo para o ano seguinte. De todo modo, o formato ganhou sofisticação nesta edição.

Séries de peso seguem como carro-chefe

Entre os títulos confirmados na prévia estão a quarta temporada de ‘Bridgerton’, mais episódios de ‘Emily em Paris’ e o retorno de ‘Lupin’, série francesa que se tornou uma das mais vistas da história do serviço.

A empresa também destacou a sequência de ‘Enola Holmes’, produção protagonizada por Millie Bobby Brown, e novas imagens do live-action de ‘Avatar: O Último Mestre do Ar’.

Outro destaque é ‘One Piece: A Série’, adaptação do mangá homônimo que já demonstrou força em sua temporada de estreia. O título aparece rapidamente no vídeo, mas sua inclusão sinaliza a intenção da empresa de mantê-lo como uma das âncoras da plataforma para o público jovem-adulto.

Acompanhe a íntegra do trailer:

Apostas, ausências e estratégias

O vídeo também menciona ‘Devil May Cry’, série inspirada no jogo de mesmo nome, e ‘Peaky Blinders: O Homem Imortal’, que promete expandir o universo da produção britânica. 

No entanto, algumas ausências foram notadas por fãs e veículos especializados. Produções como ‘As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago’ e a continuação de ‘Heartstopper’ não aparecem no material, embora já tenham sido anunciadas anteriormente.

A seleção apresentada parece seguir uma linha estratégica: reforçar franquias conhecidas, investir em produções com base em propriedades intelectuais populares e manter o ritmo de lançamentos que sustenta o modelo atual da empresa, fortemente apoiado em maratonas e fidelização por conteúdo exclusivo.

Concorrência e posicionamento de mercado

A divulgação do trailer também funciona como uma resposta indireta à movimentação da concorrência. Com o crescimento de plataformas como Prime Video, Max e Disney+, a Netflix busca preservar sua posição de liderança reforçando seu portfólio de títulos já consagrados, mas sem abrir mão de experimentar novos formatos e universos narrativos.

Ao apresentar um recorte de sua programação futura, a empresa também sinaliza aos investidores e ao mercado que segue com uma linha editorial robusta, ainda que mais seletiva. 

Em um momento em que o setor começa a reavaliar gastos e estratégias de produção, o equilíbrio entre risco e segurança parece orientar as escolhas do serviço.

Expectativa foram criadas

A prévia não detalha datas de lançamento, mas deixa claro que a Netflix manterá um calendário repleto de estreias ao longo de 2026. 

Ainda que parte do conteúdo permaneça em sigilo ou seja anunciado gradualmente, a plataforma dá o tom do que os assinantes podem esperar: variedade de gêneros, rostos conhecidos e uma aposta contínua em narrativas globais.

Resta saber se os títulos apresentados terão fôlego suficiente para sustentar o interesse do público em um ambiente cada vez mais competitivo. Por ora, a Netflix parece confiante de que seus maiores sucessos ainda têm histórias a contar.