Claro vai continuar expandindo fibra óptica mas sem abrir nova empresa para isso

De acordo com o CEO, operadora descarta seguir concorrentes que abriram empresas separadas de infra.

Paulo Teixeira, CEO da área de consumo da Claro, afirmou nesta segunda-feira, 24, que a operadora segue expandindo a rede de fibra óptica, mas tudo como uma empresa só. A fala aconteceu durante evento de telecomunicações.

De acordo com Teixeira, a ampliação da rede está em andamento e a previsão é chegar a 2 milhões de casas aptas a receber a fibra (chamadas de “homes-passed”) da Claro este ano.

Teixeira também falou sobre a modernização da rede de cabos coaxiais de cobre, que receberam a tecnologia DOCSIS 3.1, permitindo assim ofertar planos com até 500 Mbps na banda larga fixa.

Sobre criar uma empresa separada para prover infraestrutura para a operadora, Teixeira descarta a ideia dizendo que a Claro “será uma empresa só. Trabalhamos dentro de casa”.

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Apesar de não ter planos de uma empresa apartada de rede neutra, o executivo garante que a operadora não vai deixar de aproveitar as sinergias que estiverem ao alcance, incluindo fazer uso da Embratel.

Super oferta

Os pequenos provedores vêm fazendo um grande esforço para expandir e chegar com fibra óptica até mais pessoas. Recentemente, você viu no Minha Operadora os exemplos da Brisanet no Nordeste e da Desktop em São Paulo.

Segundo o executivo, esse mercado de fibra deve passar por uma “super oferta” nos próximos anos conforme as grandes prestadoras intensificam os investimentos nesse setor de FTTH.

Teixeira acredita que isso “vai fazer uma diferença enorme” e assim gerar uma grande disponibilidade da oferta de fibra.

Rede neutra

A Oi, a TIM e a Vivo decidiram separar a operação de infraestrutura para que assim cada uma criasse uma companhia que fornece a chamada rede neutra.

O conceito de rede neutra se traduz em uma infra capaz de prover serviços de telecomunicações de forma separada de uma outra empresa que presta esse serviço ao usuário final.

Essa companhia distinta então pode cuidar desta infra e vender a conectividade tanto para a empresa que lhe deu origem quanto para outras empresas, entre elas concorrentes.

Mas para fazer jus ao nome de “rede neutra”, a prestação do serviço precisa ser isonômica e não discriminatória. A Oi lançou a InfraCo e a Vivo aguarda autorização para lançar a Fibrasil.

Com informações de Teletime

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