O que esperar das operadoras em 2020?

Anderson Guimarães
7 min de leitura

5G? Planos mais flexíveis? Venda da Oi? Entenda as expectativas deixadas pelo cenário das telecomunicações.

Ilustração - Prestadoras de telecomunicações
Imagem: Ilustração prestadoras brasileiras

Nesta quarta-feira, 01, entramos oficialmente na nova década. Até aqui, mesmo com complicações e barreiras, as telecomunicações prometem uma verdadeira reinvenção para os próximos anos.

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Seja na oferta de serviços, nos planos de telefonia ou no modo como as operadoras vão usufruir das novas tecnologias para ofertar produtos. No curto prazo, para 2020, o que podemos esperar das teles brasileiras?

Claro vs. Vivo (Uma acirrada briga pelo domínio de mercado)

A operadora da Telefônica (BME: TEF) segue no topo do mercado móvel no Brasil. Entretanto, há uma grande ameaça iminente: a Claro. A companhia já domina os mercados de banda larga, TV por assinatura e promete crescer cada vez mais na telefonia móvel.

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Agora, vai agregar os clientes da Nextel ao seu portfólio e já mira uma futura aquisição, que é a operação móvel da Oi (OIBR3 / OIBR4). Mas essa será um pouco mais complicada, por motivos que vamos entender adiante.

O palco da verdadeira briga entre Claro e Vivo (VIVT3) será o mercado, ou seja, conquistar o consumidor.

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É muito provável que as duas apresentem cada vez mais opções de planos para agradar todos os tipos de clientes, com preços mais acessíveis, obviamente.

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Venda da operação móvel da Oi (Fatiada ou diluída em uma única operadora?)

Ao menos no primeiro semestre, todos os holofotes estarão voltados para o futuro da Oi. Em recuperação judicial desde 2016, além de uma frágil situação financeira, a operadora carioca já cogita vender sua operação móvel para reverter efeitos negativos no caixa.

Entre as interessadas, Claro, Vivo e TIM (TIMP3) entrarão na disputa. Alguns acreditam que a operadora da Telecom Itália (BIT: TIT) é a melhor opção para manter a competitividade do mercado de telecomunicações.

Mas o poder econômico da Claro e Vivo pode falar mais alto na aquisição, assim como uma venda fatiada regionalmente para favorecer as três.

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4G de 700 MHz

A conexão móvel mais potente e com mais penetração em ambientes fechados já é uma realidade no Brasil, desde que o sinal analógico de televisão foi desligado e as frequências foram migradas.

Entretanto, nem todas as operadoras estão avançadas com a ativação da nova faixa, com exceção da TIM, que já proporciona um 4G mais potente para mais de 1600 municípios.

Para 2020, podemos esperar pelo avanço da Claro e Vivo no 4G de 700 MHz, que provavelmente vão acelerar a expansão para acompanhar a concorrente.

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E o 5G?

Essa é uma pauta que devemos manter as expectativas baixas e aguardar por uma boa surpresa. A abertura da consulta pública do edital foi adiada pela Anatel, isso significa que o projeto ainda precisa sair do papel.

Conselheiros da agência divergem sobre a proposta do edital. Enquanto alguns querem priorizar operadoras pequenas e novas entrantes do mercado, outros não desejam manter as grandes prestadoras sem muitas faixas de frequência.

No pior dos cenários, o leilão pode ficar para 2021, mas ainda há chances de ocorrer em 2020. Nos últimos dias, por exemplo, foi decidido o 5G ficará na mesma frequência que a TV via satélite.

A decisão era um dos motivos do atraso e parece ter ganhado seu capítulo final.

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Bônus:

AT&T livre para ser dona da Warner e SKY?

Não há muitas expectativas para uma situação que se arrasta desde 2016. No entanto, em 2019, políticos entraram com mais força no processo para tentar derrubar a proibição da propriedade cruzada na TV por assinatura.

Em um breve resumo, a Lei do serviço de acesso condicionado, de 2011, impede que uma empresa de distribuição controle outra de produção. Ou seja, a AT&T não pode manter SKY e Warner sob seus ‘braços’ no país.

A medida é preventiva contra uma discriminação da concorrência. A SKY é a segunda maior TV por assinatura do país e a Warner uma programadora de importante atuação, com vários canais nas grades das TVs pagas.

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A aquisição foi feita em 2016 e o Brasil é o único que ainda não aprovou. O cenário se mostra mais favorável pelo fim da propriedade cruzada na lei do que por uma aprovação da compra pela Anatel. Ainda mais com o lobby da família Bolsonaro.

Entretanto, a ascensão do streaming mundo afora, assim como a briga entre Claro e FOX poderão ter grande influência na decisão.

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