02/02/2026
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Anatel flagra esquema de transmissores ilegais e faz prisão no RS

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transmissores RS anatel
Divulgação/Anatel

A Anatel desarticulou o comércio de transmissores não homologados em uma operação conjunta com a Polícia Federal realizada na cidade de Igrejinha, no Rio Grande do Sul. A ação, que aconteceu no último dia 9, visou reprimir a venda de equipamentos estrangeiros irregulares utilizados por rádios clandestinas, garantindo a proteção do espectro de radiofrequência e a segurança das comunicações no Brasil por meio do cumprimento de mandados judiciais que resultaram em flagrante.

Durante as diligências em solo gaúcho, as equipes de fiscalização cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao comércio ilegal. Nos locais vistoriados, foram encontrados e apreendidos dezenas de aparelhos de origem estrangeira que não possuíam a certificação obrigatória da agência reguladora. Esses dispositivos eram comercializados livremente, representando um grave risco à integridade das redes de telecomunicações e aos serviços autorizados.

O desdobramento da operação resultou na prisão em flagrante de um suspeito pela prática do crime de contrabando. O indivíduo foi conduzido imediatamente à Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul para os procedimentos legais cabíveis. A comercialização de produtos sem homologação é tratada com rigor, uma vez que alimenta um mercado paralelo que prejudica as empresas legalizadas e compromete diretamente a segurança nacional, de forma similar aos casos em que aparelhos ilegais são alvo de ação da Anatel em outros estados brasileiros.

Rastreamento e investigação

A origem dessa ofensiva contra a ilegalidade remete a uma investigação iniciada pela Gerência de Fiscalização da Anatel (FIGF) ainda em 2024. Naquele ano, a apreensão de um transmissor utilizado por uma rádio clandestina em Campina Grande, na Paraíba, forneceu as pistas necessárias para rastrear a cadeia de suprimentos. Após a análise técnica do equipamento paraibano, os fiscais identificaram que o possível fornecedor estaria operando no município de Igrejinha.

A articulação entre a Gerência Regional da Anatel no Rio Grande do Sul e a Polícia Federal foi fundamental para o êxito da missão. Servidores da FIGF cruzaram dados e monitoraram a movimentação comercial do suspeito antes de solicitar os mandados judiciais. Esse tipo de inteligência geográfica mostra como a fiscalização brasileira está integrada, conectando eventos ocorridos no Nordeste com centros de distribuição de tecnologia ilegal localizados no extremo Sul.

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Proteção do espectro de radiofrequência

Edson Holanda, conselheiro da agência, destacou que a atuação integrada reforça o compromisso institucional com a proteção de um recurso público finito. Segundo ele, o espectro de radiofrequências é essencial para a vida moderna e não pode ser ocupado de forma desordenada. A entrada de equipamentos não homologados no mercado gera riscos significativos à ordem regulatória, podendo afetar serviços críticos, como as comunicações de aeronaves e serviços de emergência.

O conselheiro ressaltou ainda que a repressão ao comércio desses aparelhos é uma estratégia direta para asfixiar o funcionamento das rádios piratas. Essas emissoras operam à margem da lei e geram interferências prejudiciais que comprometem a qualidade do sinal de emissoras regularmente autorizadas. O combate se estende por todo o território nacional, a exemplo da recente apreensão recorde de produtos piratas que retirou de circulação milhares de itens que operavam sem a devida certificação técnica.

Além dos benefícios imediatos para o setor de radiodifusão, a operação em Igrejinha serve como um alerta para consumidores e revendedores de eletrônicos. A utilização ou venda de produtos sem o selo da Anatel pode acarretar sanções administrativas pesadas e implicações criminais severas. A agência pretende seguir com esse modelo de fiscalização coordenada, utilizando tecnologia de ponta para identificar fontes de interferência e garantir que a legislação vigente seja cumprida.

Emissoras querem usar R$ 1,3 bilhão do Gaispi em kits de TV 3.0

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TV 3.0
Reprodução/ChatGPT

O setor de radiodifusão propôs formalmente ao Ministério das Comunicações usar R$ 1,3 bilhão de sobras do orçamento do Gaispi para adquirir 1,9 milhão de kits de recepção de TV 3.0 destinados a famílias do Bolsa Família em São Paulo e Rio de Janeiro no primeiro semestre de 2026, antes da Copa do Mundo de Futebol. A iniciativa busca impulsionar a adoção do novo padrão de televisão digital no Brasil, garantindo acesso à tecnologia para famílias de baixa renda.

A proposta foi encaminhada no início de dezembro por meio de carta conjunta assinada pela Abert e Abratel, entidades que representam a maior parte das emissoras de TV do país. O documento defende o aproveitamento de recursos remanescentes da EAF (Empresa Administradora da Faixa), que implementa as políticas do leilão de 3,5 GHz sob coordenação do Gaispi, grupo gestor coordenado pela Anatel com participação de operadoras e radiodifusores. A Anatel passou recentemente a integrar o comitê executivo da plataforma de TV 3.0.

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Inclusão digital e garantia de direitos

Segundo as associações, a medida visa “dar continuidade à política de inclusão digital das famílias brasileiras de menor renda, que dependem do sinal aberto como principal meio de acesso à informação, cultura e entretenimento”. A distribuição dos kits é apresentada não apenas como uma medida tecnológica, mas como uma ação pública de garantia de direitos, evitando que a modernização do sistema crie novas barreiras socioeconômicas. O governo já liberou linha de crédito para impulsionar a TV 3.0 no país.

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Fundamentação jurídica

Para fundamentar juridicamente a proposta, as entidades argumentam que a utilização dos recursos remanescentes está alinhada com a finalidade pública do Edital nº 1/2021 da Anatel: assegurar o direito de acesso da população, especialmente a de baixa renda, a um serviço de comunicação social universal, gratuito e essencial à cidadania. As associações também reforçam que cabe ao Ministério das Comunicações definir a destinação dos recursos, conforme estabelecido no Decreto nº 12.282/2024.

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Compromissos das emissoras

Os radiodifusores assumiram uma série de compromissos para viabilizar a implementação do novo padrão de TV digital. As principais emissoras do país se comprometeram a antecipar investimentos e coordenar ações com fornecedores de tecnologia.

  • São Paulo e Rio de Janeiro: Globo, Record e SBT garantem sinais disponíveis no primeiro semestre de 2026, desde que as aprovações regulatórias necessárias saiam a tempo. O setor propõe trabalhar com fornecedores da cadeia de processamento, software, transmissão e recepção para viabilizar o início comercial da TV 3.0, condicionado às autorizações do Poder Concedente relacionadas à consignação dos canais e início da operação.
  • Brasília: Band, Record, SBT e Globo indicam possibilidade de operação de TV 3.0, dependendo de ajustes de escopo e do andamento do projeto piloto conduzido com a EAD (entidade que administrou as políticas do leilão de 700 MHz). O objetivo é viabilizar o compartilhamento de infraestrutura.

Assim, São Paulo, Rio e Brasília poderiam ter o sinal de TV 3.0 no primeiro semestre, embora a distribuição de kits esteja prevista apenas para Rio e São Paulo.

Origem dos recursos

A aposta dos radiodifusores está nas sobras do orçamento da EAF. Entre as obrigações implementadas com recursos do leilão de 3,5 GHz esteve a distribuição de kits de recepção para transmissões de TV aberta em banda Ku, permitindo a transição da banda C. Foram distribuídos 5 milhões de kits, contra estimativa inicial de quase 12 milhões. Na época, foram provisionados cerca de R$ 3,5 bilhões de um total de R$ 6,3 bilhões apenas para o projeto.

Desafios da governança

A EAF ainda está distante da conclusão de suas obrigações. Faltam etapas das infovias sub-fluviais e a implementação da rede privativa fixa ligando as capitais brasileiras, além da rede privativa móvel em Brasília. No final de outubro, as operadoras de telecomunicações responsáveis pela EAF tiveram seu poder de voto limitado no Gaispi em casos de conflito de interesse, mas conseguiram o ateste das obrigações já concluídas. Esta governança será essencial para a definição do destino das eventuais sobras de recursos.

A proposta tem a simpatia do Ministério das Comunicações, segundo informações divulgadas anteriormente. Caso aprovada, a iniciativa pode marcar um passo importante na democratização do acesso à nova tecnologia de TV digital no Brasil, beneficiando milhões de famílias que dependem exclusivamente da televisão aberta como fonte de informação e entretenimento.

TikTok muda de mãos nos EUA: Oracle lidera novo consórcio controlador

Imagem: Getty Images/Reprodução

O TikTok, uma das plataformas mais populares entre os americanos, está sob novo comando nos Estados Unidos. A mudança, embora anunciada como estratégica, é resultado direto de pressões políticas que se arrastam desde 2020.

De agora em diante, a operação do aplicativo no país passa a ser administrada por uma nova empresa controlada por investidores ocidentais. Entre eles, a gigante de tecnologia Oracle.

A reorganização foi formalizada por meio de um acordo vinculativo. Segundo um documento interno da própria empresa, o TikTok será operado pela TikTok USDS Joint Venture LLC, uma companhia recém-constituída para gerir as atividades do app nos EUA. 

O controle dessa nova estrutura ficará 80% nas mãos do consórcio de investidores. A ByteDance, que até então detinha a operação integral, permanecerá com 19,9%.

A pressão que veio do topo

O nome TikTok entrou no centro do debate político norte-americano ainda no primeiro governo de Donald Trump. À época, o atual presidente tentou banir o aplicativo alegando que os dados de milhões de usuários poderiam ser acessados pelo governo chinês. 

O bloqueio não foi adiante, mas o alerta ficou. Desde então, autoridades vêm defendendo mudanças na estrutura societária do app como condição para sua permanência nos EUA.

Hoje, com mais de 170 milhões de usuários ativos no país, o TikTok se tornou uma peça de disputa geopolítica. O novo arranjo tenta acalmar os ânimos em Washington e oferecer uma alternativa que dê garantias quanto à soberania dos dados.

Quem entra no jogo

Além da Oracle, fazem parte da transição o fundo de investimentos Silver Lake e a MGX, que opera a partir de Abu Dhabi. Os números finais do negócio ainda não vieram a público, mas uma estimativa anterior sugeria um valor próximo de US$ 14 bilhões. A cifra, porém, não foi confirmada no anúncio.

A Oracle, que já havia sido cogitada como parceira estratégica anos atrás, agora se posiciona como principal operadora da infraestrutura tecnológica do TikTok em solo americano. A expectativa é que, com isso, as críticas sobre segurança de dados percam força no debate público e legislativo.

Mais do que uma reestruturação

Esse acordo vai além de uma simples mudança de controle. Ele mostra como os apps estrangeiros, mesmo consolidados, precisam se adaptar aos interesses políticos dos mercados onde atuam. E não há mercado mais sensível nesse aspecto do que os Estados Unidos.

A nova configuração pode até preservar a presença do TikTok entre o público americano, mas também impõe uma vigilância constante sobre o que será feito com os dados e como a plataforma vai se comportar daqui em diante.

Gemini ganha ferramenta para identificar vídeos gerados por inteligência artificial

Imagem: Reuters/Reprodução

O Google acaba de dar um passo importante no combate à desinformação digital. Usuários do Gemini, inteligência artificial da empresa, agora contam com um recurso capaz de verificar se um vídeo foi criado ou manipulado pela própria plataforma. 

A novidade, anunciada recentemente, já está disponível em português e pode ser acessada diretamente no chatbot, tanto via desktop quanto por dispositivos móveis.

A tecnologia por trás da verificação é o SynthID, uma espécie de marca d’água digital invisível aplicada aos conteúdos audiovisuais gerados pelo Gemini. 

Essa marca não altera a aparência do vídeo nem interfere no som, mas permite que a IA identifique, com precisão, se aquele material foi artificialmente criado ou alterado dentro do próprio sistema.

Como funciona o sistema de verificação no Gemini

O processo é simples. Basta abrir o app do Gemini e digitar uma solicitação direta, como “Esse vídeo foi feito com IA?”. Antes de enviar a pergunta, o usuário deve anexar o arquivo, que precisa estar salvo no dispositivo. O sistema aceita vídeos de até 90 segundos e com limite de 100 MB.

Feito isso, o Gemini analisa o conteúdo e responde informando se há sinais de geração por IA. Quando detectada, a marca d’água embutida aponta inclusive os trechos específicos do vídeo em que a criação artificial ocorreu. O usuário, assim, tem uma visão mais precisa da integridade do material.

Limitações ainda existem

Embora promissora, a ferramenta possui limitações importantes. O sistema só reconhece conteúdos criados dentro do próprio Gemini. Isso significa que vídeos gerados por outras plataformas de IA, mesmo que semelhantes em estilo ou estrutura, não podem ser verificados com esse método.

Além disso, não é possível checar vídeos hospedados online, como no YouTube ou redes sociais. É necessário que o arquivo esteja disponível localmente para envio.

Um recurso em evolução, mas já relevante

O SynthID não é exatamente novo. Ele vem sendo desenvolvido há cerca de dois anos, mas agora se torna acessível ao público de maneira prática. 

Já vinha sendo utilizado na identificação de imagens manipuladas, e a extensão para vídeos reforça o compromisso do Google com a rastreabilidade de conteúdos digitais.

Durante testes conduzidos por veículos especializados, como o TecMundo, o recurso demonstrou eficácia na detecção de clipes gerados pelo próprio Gemini. Por outro lado, apresentou falhas ao tentar avaliar vídeos artificiais vindos de outras plataformas, o que reforça seu uso ainda limitado, mas funcional dentro do ecossistema do Google.

Relevância em tempos de deepfakes

A chegada dessa funcionalidade ocorre em um momento em que vídeos falsos e manipulados se espalham com facilidade pela internet. E pior: usuários relatam que está cada vez mais difícil identificar o que é IA e o que é humano.

Nesse sentido, a possibilidade de verificar se um conteúdo audiovisual foi gerado por IA, mesmo que com restrições, representa um avanço importante para a integridade da informação online.

No futuro, é esperado que o recurso seja aprimorado para lidar com materiais de outras fontes e formatos mais variados. Por ora, a ferramenta já se mostra útil para usuários que consomem ou trabalham com vídeos e buscam mais clareza sobre a origem do conteúdo que recebem ou compartilham.

Falha no Instagram irrita usuários ao notificar stories de desconhecidos

Imagem: SOPA Imagens/Reprodução

Quem usa o Instagram com frequência percebeu algo fora do normal nesta semana. De uma hora para outra, o aplicativo começou a avisar sobre stories publicados por perfis que o usuário nem sequer segue. A situação, que chamou a atenção de muita gente, foi rapidamente parar nas redes sociais.

Os relatos começaram ainda na quinta-feira (18), com prints e desabafos de usuários do Android e iOS. Em comum, a surpresa: as notificações de stories, que normalmente vêm de contas seguidas ou com quem há interação, estavam chegando de perfis aleatórios, desconhecidos, sem qualquer relação anterior.

“Nem sigo essa pessoa e o Instagram me notificou assim mesmo”, escreveu um usuário no X. Outro questionou se o sistema estaria testando alguma mudança no algoritmo sem aviso prévio. Teorias não faltaram, mas o certo é que a irritação foi generalizada.

Meta responde, mas sem muitos detalhes

Procurada por veículos especializados, a Meta, dona do Instagram, reconheceu o problema. A empresa respondeu que estava ciente da falha e que ela já teria sido corrigida. No entanto, a declaração não entrou em detalhes sobre o que causou o erro nem mencionou o número de contas impactadas.

Para quem ainda estiver recebendo notificações estranhas, há poucas alternativas além de esperar. Desativar os alertas diretamente nas configurações do sistema é uma saída temporária. Outra opção, menos prática, seria desinstalar o aplicativo até que uma nova atualização garanta a estabilidade.

Um incômodo que vai além das notificações

Embora pareça algo pequeno, o episódio reacende uma discussão antiga: até que ponto o usuário tem controle sobre o que vê e o que é avisado? O Instagram, como outras redes sociais, ajusta constantemente o comportamento do aplicativo com base em testes internos, muitas vezes sem aviso claro.

Nesse caso, a empresa garante que se tratou de uma falha, e não de um experimento deliberado. Ainda assim, a sensação de perda de controle sobre o feed, as notificações e o conteúdo continua presente para quem foi pego de surpresa.

ONU reforça governança aberta da internet e transforma fórum global em órgão permanente

Imagem: Flickr/Reprodução

Um documento aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta semana confirmou aquilo que parte da comunidade digital defendia: a internet continuará sendo gerida de forma aberta e participativa, longe de qualquer controle exclusivo por parte de Estados ou entidades isoladas. Com isso, ganha força o modelo multissetorial que há anos orienta as decisões no campo digital.

O texto, aprovado em Assembleia Geral, também marca um novo ciclo para o Fórum de Governança da Internet (IGF). O encontro, que até então ocorria de forma periódica, passa a ter caráter permanente dentro da estrutura da ONU. 

A medida busca ampliar o espaço de debate sobre normas e direitos digitais em uma era marcada por avanços velozes e dilemas complexos.

Nada de controle centralizado

Nos bastidores, havia propostas que sugeriam maior protagonismo estatal na condução da internet. Nenhuma delas avançou. 

A ONU optou por reafirmar os princípios definidos há duas décadas, durante a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, de 2003.

A orientação é clara: as decisões devem envolver diversos setores da sociedade, incluindo governos, empresas privadas, organizações civis e representantes da comunidade técnica. É um modelo que não entrega o volante a ninguém, mas distribui as responsabilidades.

ONU se posiciona contra restrições arbitrárias

O documento também faz críticas diretas a práticas de censura e controle político do acesso digital. Cortes deliberados de conexão, ainda que temporários, foram classificados como violações do espírito da governança aberta.

O texto menciona que medidas que limitem o acesso à internet por motivos ideológicos ou de segurança interna devem ser evitadas. Também há ressalvas ao uso de tecnologias de vigilância sem transparência ou base legal clara.

Inteligência artificial sob alerta

Pela primeira vez em uma revisão desse tipo, a ONU incluiu uma seção dedicada à inteligência artificial. A tecnologia é vista como uma ferramenta com potencial de acelerar o desenvolvimento humano, mas o tom adotado é de cautela.

A organização incentiva o uso de código aberto, defende o acesso a dados mais representativos e chama atenção para a necessidade de democratizar a infraestrutura computacional. A ideia é que o progresso na área de IA não se concentre apenas nas mãos de grandes potências.

Com essas importantes decisões, a ONU encerra o ciclo de revisão iniciado há 20 anos. O próximo ponto de checagem está marcado para 2035. Até lá, espera-se que o modelo siga evoluindo de forma aberta, transparente e com participação ampliada.

YouTube enfrenta instabilidade e sai do ar para usuários nesta sexta-feira (19)

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Imagem: Getty Images/Reprodução

O YouTube passou por instabilidades na manhã desta sexta-feira (19), deixando milhares de usuários sem acesso ao serviço de vídeos. 

A falha, ainda de origem desconhecida, começou a ser percebida por volta das 10h10, quando internautas relataram dificuldades para carregar a plataforma, tanto no navegador quanto nos aplicativos móveis. 

Em diversos casos, a tela exibia um erro 502, indicando falha de comunicação entre os servidores.

Reclamações explodiram no DownDetector

O pico de reclamações foi registrado no site DownDetector, que monitora falhas em serviços digitais. 

O número de notificações disparou rapidamente, com destaque para relatos vindos de grandes centros urbanos. Um levantamento do Minha Operadora estima em pelo menos 6 mil reclamações apenas no Downdetector entre 10h11 e 10h41.

Nas redes sociais, principalmente no X (antigo Twitter), o nome YouTube entrou nos trending topics com uma enxurrada de postagens relatando o problema e buscando explicações.

Imagem: Downdetector/Reprodução

Serviço foi restabelecido após cerca de 30 minutos

Apesar do volume de queixas, o serviço voltou a funcionar normalmente cerca de 30 minutos depois, por volta das 10h40, ainda segundo acompanhamento realizado pela equipe do Minha Operadora. 

Até o momento, o Google, empresa responsável pela plataforma, não se manifestou oficialmente sobre o que teria causado a falha.

Histórico de falhas similares

Essa não é a primeira vez que o YouTube apresenta esse tipo de instabilidade. Em situações anteriores, o Google costuma se pronunciar com alguma demora, e nem sempre esclarece os motivos técnicos do problema. 

Por ora, os usuários seguem sem uma explicação concreta, embora a normalização do acesso tenha sido percebida de forma gradual em diferentes regiões do país.

Uso de celular cresce em 2025 impulsionado por IA

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celular IA
Reprodução/ChatGPT

O uso de celular cresceu significativamente em 2025 impulsionado pela popularização da IA, segundo relatório divulgado pela Virgin Media O2 (VMO2) nesta quarta-feira no Reino Unido. O estudo revelou que 41% dos britânicos passaram a usar seus smartphones com maior frequência para acessar ferramentas de inteligência artificial, contribuindo para um aumento de 18% no tráfego de dados móveis em comparação com 2024.

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IA se torna parte do cotidiano

A pesquisa, que combinou dados de rede da operadora com informações de enquetes nacionais, mostrou que a inteligência artificial está se tornando cada vez mais normalizada no cotidiano das pessoas. Cerca de 47% dos entrevistados concordaram que a IA é totalmente aceita na maioria das áreas da vida atualmente, marcando uma mudança significativa no comportamento digital da população.

Entre os usos mais populares da tecnologia, o relatório destacou que 31% dos usuários recorrem à IA para obter conselhos médicos, 30% para receitas e dicas de culinária, 27% para orientações financeiras e 20% para auxiliar na navegação em aplicativos de relacionamento. Apesar das limitações dos serviços de IA generativa atuais, os números demonstram uma crescente confiança dos usuários nessas ferramentas.

celular uso ia cotidiano
Reprodução/Gemini

Resolução de ano novo falha

O levantamento também revelou que mais da metade dos britânicos (58%) começaram o ano com a resolução de reduzir o tempo gasto em seus celulares. No entanto, os dados indicam que a maioria falhou nesse objetivo, com o uso aumentando em diversas categorias. Além da IA, 55% dos usuários admitiram usar o celular com mais frequência para manter contato com amigos e familiares, e 44% para navegar em redes sociais.

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Esportes e games impulsionam consumo de dados

No lado da banda larga fixa, os clientes da VMO2 também aumentaram o consumo de dados em 8% em relação ao ano anterior. Os maiores picos de uso foram registrados durante partidas de futebol ao vivo, especialmente quando o Liverpool venceu o Real Madrid, e no lançamento do jogo Call of Duty Black Ops 7, demonstrando que esportes e games continuam sendo grandes impulsionadores do consumo de dados.

Jeanie York, diretora de tecnologia da Virgin Media O2, comentou sobre os resultados: “Foi mais um ano recorde em nossas redes móveis e fixas, com nossos clientes continuando a usar mais dados do que nunca. Está claro que essa demanda foi impulsionada pelo entusiasmo contínuo em torno de jogos e esportes, com vários lançamentos significativos de games e muitas partidas emocionantes da Champions League causando grandes picos em nossas redes.”

Mudanças nos padrões de trabalho

O relatório também analisou mudanças nos padrões de trabalho através do O2 Motion, ferramenta de inteligência de localização da operadora. Os dados mostraram que a presença nos escritórios permaneceu praticamente estável em 2025, com os níveis de deslocamento caindo apenas 1% em comparação com 2024. No entanto, há uma clara divisão geracional, com profissionais no início de carreira retornando aos escritórios em maior número, enquanto funcionários mais velhos preferem o trabalho remoto.

As terças-feiras continuam sendo o dia mais popular para ida ao escritório, enquanto as sextas-feiras são preferidas para trabalho em casa. Durante os meses de verão, os dados de banda larga revelaram uma queda no tráfego nas tardes de sexta-feira, sugerindo que muitos trabalhadores remotos encerram o expediente mais cedo. O ano também foi marcado por mais de 20 dias de greves no sistema de transporte britânico, afetando 75% da população.

Os números apresentados pela VMO2 demonstram como a inteligência artificial está rapidamente se integrando ao uso diário dos smartphones, modificando hábitos e aumentando significativamente o consumo de dados móveis. A tendência sugere que, apesar das intenções de reduzir o tempo de tela, as novas tecnologias continuam tornando os celulares cada vez mais indispensáveis no cotidiano das pessoas.

Aparelhos ilegais são alvo de ação da Anatel e Receita no MA

Imagem: Receita Federal/Anatel/Divulgação

Em São Luís (MA), uma operação conjunta da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com a Receita Federal resultou na apreensão de uma grande quantidade de equipamentos eletrônicos comercializados sem autorização legal. O valor estimado dos produtos, que estavam prontos para envio, gira em torno de R$ 3 milhões.

A ação, realizada na terça-feira (17), teve como alvo cinco salas comerciais localizadas em um shopping da capital maranhense. O local funcionava como espécie de centro logístico de um esquema que usava redes sociais como canal de vendas.

Celulares, notebooks, carregadores e outros acessórios eram oferecidos aos consumidores sem que passassem por qualquer verificação técnica. Recentemente noticiamos que a Anatel e a Receita fizeram uma ação conjunta semelhante em Santa Catarina, tirando de circulação mais de 473 mil aparelhos pirateados.

Equipamentos sem selo da Anatel preocupam autoridades

Todos os itens apreendidos estavam sem homologação da Anatel, o que significa que não houve verificação quanto à segurança elétrica, interferência em redes ou compatibilidade técnica com os padrões exigidos no país.

Segundo a agência, a falta de homologação compromete tanto a segurança individual do usuário quanto a estabilidade da rede, podendo causar falhas em equipamentos próximos e até danos físicos, dependendo do tipo de uso.

A investigação foi iniciada pela Receita Federal, que detectou movimentações suspeitas de produtos sem documentação fiscal. 

A Anatel foi acionada para avaliar tecnicamente os itens, e confirmou que nenhum dos equipamentos atendia aos requisitos mínimos de conformidade exigidos por lei.

Comércio irregular se espalha pelas redes sociais

O uso de redes sociais como canal de venda de eletrônicos ilegais tem dificultado a atuação das autoridades, que precisam adaptar suas estratégias a essa nova dinâmica de comércio digital.

A Anatel vem ampliando suas ações contra esse tipo de atividade, especialmente em regiões onde o fluxo de produtos irregulares se intensifica. 

A apreensão no Maranhão é parte de um esforço maior para combater o avanço da pirataria no setor, em parceria com órgãos federais.

Novo golpe no WhatsApp usa falso post do Facebook para invadir contas sem senha

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Imagem: BrianAJackson via Getty Images/iStockphoto/Reprodução

Um novo golpe digital que circula pelo WhatsApp acende o alerta para usuários brasileiros. A estratégia utilizada pelos criminosos envolve engenharia social e simula uma publicação legítima do Facebook, induzindo as vítimas a entregarem o controle de suas contas sem perceberem. 

O método já foi detectado na Europa e, segundo especialistas, pode se espalhar com facilidade para outros países, incluindo o Brasil.

Como o golpe é aplicado?

A armadilha começa com o envio de uma mensagem curta, geralmente encaminhada por um contato conhecido da vítima. O conteúdo costuma trazer um link acompanhado de uma prévia que imita visualmente uma publicação do Facebook. O truque cria uma falsa sensação de autenticidade e confiança.

Ao clicar, a vítima é levada a uma página que aparenta ser uma solicitação comum de verificação de identidade para visualizar o suposto conteúdo. 

Na verdade, o que está em curso é um processo real de pareamento de dispositivos via WhatsApp Web, funcionalidade legítima do aplicativo que permite o uso em navegadores.

O golpe se aproveita justamente dessa ferramenta para conectar um novo dispositivo à conta da vítima, sem a necessidade de senha ou código SMS. 

O usuário é induzido a inserir seu número de telefone e confirmar um código, acreditando estar liberando o acesso ao conteúdo prometido. Ao fazer isso, entrega involuntariamente o controle da própria conta.

Por que é difícil perceber o golpe?

Após a confirmação, o criminoso passa a ter acesso total à conta da vítima. Ele pode ler mensagens, enviar arquivos, baixar mídias e até aplicar novos golpes usando o perfil comprometido. Tudo acontece em segundo plano, o que dificulta a percepção imediata do ataque.

Segundo empresas de cibersegurança, muitas vítimas só descobrem o problema dias depois, quando notam comportamentos estranhos em suas contas ou recebem alertas de contatos. 

Em alguns casos, o acesso indevido só é identificado ao checar a seção “Dispositivos conectados” dentro das configurações do WhatsApp.

Imagem: SOPA Images via Getty Images/Reprodução

Como se proteger

A recomendação dos especialistas é clara: desconfie de links recebidos, mesmo que venham de pessoas conhecidas. 

Além disso, evite clicar em prévias de supostas postagens do Facebook fora do próprio aplicativo e nunca forneça dados pessoais em páginas que pedem verificação sem contexto claro.

Outra medida fundamental é ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp, o que dificulta o acesso por terceiros, mesmo que tentem usar métodos como o descrito acima.

Em caso de suspeita, acesse imediatamente as configurações do aplicativo e encerre as sessões desconhecidas. Também é importante alertar os contatos próximos e, se necessário, reportar a tentativa de golpe ao próprio WhatsApp.