
A DirecTV decidiu abrir o sinal de seu canal de notícias DNews para as operadoras de TV paga da Venezuela. A liberação foi feita via satélite e, embora a empresa não atue comercialmente no país, o conteúdo agora pode ser incluído nas grades locais, sem custo, por ora.
O anúncio foi feito no dia 3 de janeiro, data que coincidiu com a detenção do ex-ditadorNicolás Maduro. O cenário político instável aumentou a demanda por fontes de informação confiáveis, e a companhia viu nisso uma oportunidade de ampliar o alcance do canal.
Segundo a DirecTV, o gesto busca garantir que a população tenha acesso à cobertura jornalística em um momento decisivo. A empresa afirma que a decisão está alinhada com uma estratégia mais ampla de expansão pela América do Sul.
Canal aposta na cobertura da crise venezuelana
O DNews vem se destacando por coberturas frequentes da situação na Venezuela, com atenção à crise política e aos impactos sociais vividos no país. O canal pertence ao Grupo Werthein, responsável pela DirecTV em boa parte da América Latina.
Representantes da emissora dizem que oferecer o sinal neste momento é uma forma de apoiar o direito à informação. A cobertura do DNews pretende trazer dados verificados e contexto, algo cada vez mais valioso em meio à turbulência institucional.
Mesmo fora, empresa marca presença
Apesar de ter encerrado operações na Venezuela em 2020, a DirecTV tem buscado manter certa relevância no mercado local. A liberação do DNews, sem intermediação comercial direta, reforça a presença da marca sem a necessidade de retorno formal por enquanto.
Analistas avaliam que a medida pode funcionar como uma reaproximação discreta com operadoras venezuelanas, em um movimento que pode evoluir dependendo do cenário político e regulatório.
Expansão regional como pano de fundo
Nos bastidores, a DirecTV vem articulando a expansão de seu portfólio de conteúdo em outros mercados da América do Sul. O DNews é uma das apostas centrais deste plano, com presença crescente em países onde a empresa já opera e agora também onde não opera mais.
Até o momento, não há sinalização oficial de reentrada plena no território venezuelano. Mesmo assim, o sinal liberado indica que a companhia está de olho em cada janela de oportunidade que o contexto possa oferecer.





