
A operadora TIM e o grupo Fastweb+Vodafone formalizaram, nesta quarta-feira (7), um acordo preliminar de compartilhamento de rede (RAN sharing) na Itália para acelerar a expansão da tecnologia 5G em áreas de baixa densidade populacional, visando reduzir custos de implementação e promover a inclusão digital até o final de 2028 em municípios com menos de 35 mil habitantes.
O projeto permite que as empresas utilizem a mesma infraestrutura física de forma eficiente e sustentável por todo o território europeu, otimizando o investimento em locais onde a construção individual de torres seria financeiramente inviável.
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Divisão estratégica de infraestrutura
A parceria entre a TIM e a Fastweb+Vodafone estabelece um modelo colaborativo inédito para otimizar a expansão da quinta geração móvel em solo italiano. Por meio de uma divisão geográfica coordenada, as operadoras garantem que a conectividade de alta velocidade chegue a localidades remotas de forma ágil, eficiente e sem desperdícios de recursos, conforme detalhado nos pontos abaixo:
- Divisão equitativa das 20 regiões administrativas da Itália, onde cada operadora ficará responsável pela construção e gestão da infraestrutura em 10 regiões específicas;
- Implementação de aproximadamente 15.500 sites móveis 5G por empresa até o final de 2028, evitando a duplicação desnecessária de torres e equipamentos;
- Acesso mútuo à infraestrutura de rádio (RAN sharing) em municípios com menos de 35 mil habitantes, permitindo que ambas as redes utilizem a mesma base física;
- Manutenção da autonomia comercial e independência tecnológica de cada marca, garantindo que a competição por clientes continue ativa no mercado.
Em comunicado conjunto, as empresas reforçaram os benefícios sociais da medida ao afirmarem que as eficiências geradas permitirão estender a cobertura da rede 5G de alto desempenho a áreas de baixa densidade subatendidas, melhorando a inclusão digital e a qualidade do serviço para famílias e empresas. Essa divisão estratégica é o que permitirá à Itália cumprir o cronograma da Década Digital da União Europeia.

Autonomia comercial e redução de custos
Embora colaborem tecnicamente, as empresas manterão total autonomia comercial e tecnológica, seguindo um padrão já consolidado na União Europeia para viabilizar redes de ponta. A redução nos custos de implementação permite que as operadoras reinvestam recursos em melhorias constantes na qualidade do sinal e no desenvolvimento acelerado de novos serviços digitais, garantindo uma experiência de conexão superior para todos os seus usuários finais.
Sobre a questão financeira, as companhias destacaram em nota oficial que, ao reduzir os custos de implementação, o arranjo libera recursos para novos investimentos em tecnologia móvel de próxima geração. Essa parceria é vista como essencial para que a Itália atinja as metas de conectividade de forma competitiva, garantindo que o país não fique para trás na corrida tecnológica global, especialmente em setores que dependem de conexões de baixíssima latência e altíssima velocidade de transmissão de dados.
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Aprovações regulatórias e sustentabilidade
O projeto aguarda o aval de órgãos como MIMIT e AGCom para garantir a competitividade. As empresas confiam que o benefício social agilizará o processo, reforçando que o modelo garante que ambas as empresas mantenham plena autonomia comercial. A validação regulatória é o passo final para que a expansão em regiões de baixa densidade populacional seja iniciada oficialmente na Itália em 2026.
A parceria prioriza a sustentabilidade ao reduzir torres redundantes e consumo de energia. A Fastweb+Vodafone declarou que a iniciativa também reduz o impacto ambiental e libera recursos para novos investimentos. Essa abordagem diminui a pegada de carbono e o impacto visual, consolidando a estratégia da TIM de promover uma operação muito mais limpa e eficiente em todo o território italiano.
Alinhamento com o mercado global e expansão
Este modelo segue uma tendência global de “network sharing” que já se consolidou como padrão de sucesso em diversos mercados ao redor do mundo. Grandes acordos internacionais, como os vistos no Reino Unido entre as operadoras EE e Three, demonstram que o compartilhamento de redes de acesso via rádio (RAN) é a forma mais eficiente de atingir metas de cobertura nacional. Ao colaborar na infraestrutura básica, as gigantes do setor conseguem focar seus investimentos na qualidade do serviço e na inovação, em vez de gastar bilhões na construção redundante de antenas.
A TIM pode trazer essa iniciativa para o Brasil?
Sim, e na verdade essa estratégia já é uma realidade consolidada na operação brasileira da companhia. A TIM é uma das pioneiras e principais entusiastas do modelo de “Single Grid” no Brasil, mantendo parcerias de longa data com a Vivo para o compartilhamento de redes 2G, 3G e 4G em mais de 700 municípios. O objetivo no mercado nacional é exatamente o mesmo do modelo italiano: reduzir custos operacionais e expandir a cobertura em cidades de menor porte ou áreas rurais onde o investimento isolado seria inviável.
Para o 5G, a tendência é que esses acordos de compartilhamento ganhem ainda mais força no Brasil, especialmente para cumprir as obrigações de cobertura impostas pelo leilão da Anatel. O uso de infraestrutura compartilhada permite que a TIM leve o sinal de quinta geração para rodovias e localidades remotas com maior rapidez.





