Operadoras querem Huawei nas redes 5G do Brasil

Hemerson Brandão
3 min de leitura

Diante de lobby americano, empresas de telefonia vão se reunir com representantes do governo brasileiro para garantir o uso de produtos chineses.

Ainda não há uma data definida para o leilão do 5G no Brasil, mas as operadoras estão preocupadas com o forte lobby do governo dos Estados Unidos, buscando restringir o acesso de tecnologia chinesa na infraestrutura de rede no país.

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Para as empresas de telefonia, uma proibição da entrada de equipamentos da Huawei na rede 5G do Brasil poderia gerar um risco de concentração de mercado, aumento de preços e limitação de tecnologia.

Segundo apurou o jornal Estadão, nas próximas semanas, representantes das teles pretendem realizar reuniões com o núcleo militar e diplomático do governo de Jair Bolsonaro, considerados essenciais para a permissão (ou não) da atuação de empresas chinesas nas redes brasileiras.

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Na agenda estão os ministros Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional; Braga Netto, da Casa Civil; e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores. Eles poderão discutir temas ligados à segurança cibernética, além de relações estratégicas entre Estados Unidos e China.

A ideia é defender a continuidade do fornecimento de produtos da Huawei no mercado de telecomunicações do país.

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Atualmente, a gigante chinesa possui contratos com a Vivo, TIM, Claro e Oi. Somente na infraestrutura de rede 4G brasileira estima-se que a participação da Huawei seja em torno de 40% ou 50%. Boa parte desses equipamentos serão aproveitados na implantação do 5G.

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Os produtos chineses são considerados baratos e de boa qualidade. Caso a Huawei seja proibida de fato, as operadoras ficarão dependentes de apenas dois fornecedores: a sueca Ericsson e a finlandesa Nokia. Com menos competição, existe o risco de maiores custos de operação.

Entretanto, o governo americano propõe, até mesmo, a possibilidade de financiar as redes 5G brasileiras, desde que a Huawei fique de fora.

Na semana passada, o Secretário de Estado americano citou a Vivo, afirmando que em breve a operadora estará livre de equipamentos de fornecedores considerados não confiáveis, uma alusão à Huawei. Consultada pelo Minha Operadora, a companhia não quis comentar o assunto.

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Com informações de Estadão.

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