Há algumas semanas reportamos uma “briga” envolvendo a Vivo e um grupo de operadoras liderado pela TIM, cujo motivo era o sistema de Anti Spam da operadora roxa. Agora, o reclamante é a Prefeitura de São Paulo.
Anteriormente, as operadoras alegavam que o Vivo Anti Spam, como é conhecido o serviço, bloqueava ligações legítimas feitas por seus operadores. Agora, a administração municipal de SP alerta que o serviço tem reprimido chamadas de serviços essenciais de saúde.
Ambas reclamações foram levadas à Anatel. Saiba mais a seguir!
A denúncia da Prefeitura de São Paulo
A reclamação envolvendo a rede municipal de saúde de São Paulo aponta falhas graves no completamento de chamadas de emergência. Segundo o órgão, o sistema da Vivo tem barrado ligações cruciais direcionadas a hospitais, UPAs e UBSs.
A falha atinge diretamente os serviços da 3Corp Technology. A empresa de telecomunicações é a atual contratada pela Prefeitura para gerenciar o contact center da central de regulação de urgências do SAMU-192.
O contrato, firmado em 2025, cobre desde o suporte técnico até o sistema de telefonia IP do atendimento de urgência. Agora, a estrutura enfrenta barreiras para conseguir falar com os usuários da Vivo na cidade de São Paulo.
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O que pode estar causando os alegados bloqueios indevidos?
A grande raiz do problema está na forma como o Vivo Anti Spam opera na rede. Diferente de aplicativos tradicionais que apenas geram um alerta na tela, a ferramenta da Vivo bloqueia a ligação antes mesmo de o telefone tocar.
A Vivo argumenta que o sistema usa algoritmos inteligentes para barrar robocalls. Para não sofrer bloqueios, a operadora exige o uso da tecnologia de Origem Verificada (padrão STIR/SHAKEN/RCD), que autentica o número.
Entretanto, a própria Anatel reconhece que essa tecnologia ainda está em fase de adoção gradual no Brasil. Com isso, órgãos públicos e empresas legítimas que ainda não se adaptaram ao formato acabam sendo classificados incorretamente como spam.
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Agora é com a Anatel
Com o avanço das denúncias, a agência reguladora terá de intervir no caso. A Anatel precisa avaliar o limite entre a proteção do consumidor contra o telemarketing abusivo e o direito ao tráfego telefônico livre.
A disputa ganha peso por envolver serviços essenciais de urgência e saúde pública, além das denúncias anteriores feitas por operadoras. Por isso, a cobrança por respostas rápidas deve se intensificar nos próximos dias.
O Minha Operadora fez contato com a assessoria de imprensa da Vivo em busca de um posicionamento da empresa referente às reclamações da Prefeitura de São Paulo. Porém, até a publicação dessa matéria não havíamos recebido nenhum retorno.












