Cientistas utilizam grafeno para melhorar transmissões de telecomunicações

Material poderia substituir as fibras ópticas de forma ainda mais eficiente nas transmissões de alta velocidade e longa distância.

Imagem ilustrativa da composição do grafeno.
Imagem ilustrativa.

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, pretendem utilizar o grafeno em equipamentos de telecomunicações.

Atualmente, as fibras ópticas, baseadas em silícios são consideradas as melhores estruturas para transmissões de alta velocidade e longa distância.

No entanto, os pesquisadores acreditam que o grafeno, material baseado em carbono, ultrafino e adaptável, pode melhorar ainda mais essas transmissões.

O estudo foi publicado no dia 16 de abril, na ACS Photonic, que é uma revista científica mensal, e mostra que os pesquisadores conseguiram fabricar as menores fitas de grafeno já produzidas até hoje, através de um método que simplifica o aumento de escala.

Fitas de grafeno com 12 nanômetros de largura (Imagem: University of Wisconsin).

Os testes com essas pequenas fitas de grafeno revelaram que os cientistas estavam se aproximando das propriedades necessárias para que o material fosse utilizado em equipamentos de telecomunicações.

“Pesquisas anteriores sugeriram que, para ser viável para tecnologias de telecomunicações, o grafeno precisaria ser estruturado de forma proibitivamente pequena em grandes áreas, (o que é) um pesadelo de fabricação”, disse Joel Siegel, coautor do estudo.

Por isso, ele explica que foi necessário criar uma técnica de fabricação escalonável para a produção das menores fitas de grafeno já feita até os dias de hoje.

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O grafeno é considerado um dos melhores materiais para tecnologias de telecomunicações e células solares, por ser barato e conter propriedades físicas únicas, permitindo que o material sirva como isolante e condutor de eletricidade.

Por isso, os estudos apontam que, caso seja modificado para interagir com luz de alta energia, o grafeno poderia ser usado para modulação de sinais de telecomunicações em velocidades ultrarrápidas, podendo seu utilizado para o bloqueio de frequências de comunicação indesejadas.

Agora, próximos de atingir a meta de oito a 10 nanômetros, os pesquisadores estão voltando suas atenções para a fabrição de fitas ainda mais estreitas, que sejam capazes de transmitir ondas de luz de forma ainda mais eficiente e confiável do que as fibras ópticas, que atualmente são utilizadas no ramo de telecomunicações.

Com informações de University of Wisconsin.

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