Audiência pública na Câmara dos Deputados discute a adoção do 5G no Brasil

Durante o encontro, parlamentares e debatedores defenderam maior agilidade na implementação do 5G no país.

Luiz Augusto Castro Neves, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China.
Imagem: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados.

Durante audiência pública realizada na última terça-feira, 27, na Câmara dos Deputados, os parlamentares e debatedores defenderam maior agilidade na adoção do 5G no país.

No momento, a expectativa é de que o leilão aconteça, supervisionado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), entre junho e agosto deste ano.

Para o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, e ex-embaixador da China, Luiz Augusto de Castro Neves, esse é um assunto complexo, mas o país está preparado para avaliar qual tecnologia deverá adotar.

Ainda de acordo com Castro, é preciso levar em consideração aspectos econômicos de longo prazo. No entanto, ele lamenta o fato do tema ter sido politizado, como sendo algo que vai afetar relações internacionais e que provocará impactos na segurança nacional.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), Paulo Rogério Foina, é necessário resguardar a independência, na questão dos fornecedores da tecnologia 5G.

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Vale destacar que os principais fornecedores de equipamentos para infraestrutura do 5G são a Huawei (China), Ericsson (Suécia), Samsung (Coréia do Sul), Nokia (Finlândia), e Fujitsu (Japão).

Ainda de acordo com o presidente da Abipti, também é preciso que o país invista em mão de obra qualificada e na formação de desenvolvedores locais, além de incentivar soluções de impacto social.

Já o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Nogueira Calvet, enxerga uma perspectiva de impulsionamento da produtividade, já que o país está na metade do caminho em relação às novas tecnologias.

Por fim, o vice-diretor da Área de Telecomunicações da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Aluizio Bretas Byrro, também destacou o possível aumento da produtividade, lembrando que o 5G não estará focado em conectar pessoas, mas coisas.

Essa fala corrobora o que foi dito, recentemente, pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, de que, assim como o 4G impactou a vida de pessoas, o 5G deve revolucionar as indústrias.

Com informações de Olhar Digital.

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