quarta-feira, 15 de maio de 2019

Anatel comenta sobre o 5G na Câmara dos Deputados

Anatel reforçou que o 5G irá alterar a forma como vivemos.


O superintendente substituto de Planejamento e Regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Felipe Roberto de Lima, participou na manhã desta quarta-feira (15/05), de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a tecnologia 5G

Lima apresentou o atual panorama da telefonia móvel no Brasil, onde quase 60% dos municípios estão cobertos com a tecnologia 4G, e falou sobre a licitação da tecnologia no país. O leilão de frequências está marcado para março de 2020. 


 “Estamos pari passu [a par] com o que está acontecendo no resto do mundo”, afirmou Lima. Ele explicou que a área técnica da Agência já fez a proposição do leilão que deve ir a consulta pública em breve. “O objetivo é ampliar a infraestrutura que já existe, com um modelo de leilão que traga investimentos para o país”. A expectativa é que o 5G chegue ao Brasil em 2023.

Francisco Giacomini, diretor de Relações Governamentais da Qualcomm, afirmou que “foi muito importante a decisão da Anatel de incluir a faixa de 26 GHz no leilão do 5G”. Com essa decisão o Brasil entra no circuito de países que contarão com a tecnologia em ondas milimétricas.

Além da 26 GHz, no primeiro trimestre do ano que vem a Anatel vai licitar as faixas de 700 MHz, 2,3 GHz e 3,5 GHz. 

O secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Vitor Menezes, destacou que o 5G permitirá utilizações como carros autônomos, cirurgias remotas, agricultura de precisão e cidades inteligentes. Ele salientou que o 5G não é evolução do 4G. “É uma tecnologia nova e disruptiva, que promete alterar a forma como vivemos”, disse. Para Emílio Loures, diretor da Intel Brasil, “quem mais vai se beneficiar do 5G são os diversos setores da Economia, com o surgimento de novos serviços”.

VIU ISSO?


“A necessidade de fibra óptica para a instalação da tecnologia 5G é cinco vezes maior do que a quantidade do que temos instalada hoje no país”, explicou o vice-presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), Tomás Fuchs. 

O deputado Gustavo Fruet (PDT-PR) disse que se preocupa com o impacto de novas antenas no espaço urbano, mas Fuchs ressaltou que a utilização dos postes é fundamental para a implantação da tecnologia 5G. “A estimativa de investimento no 5G é 1,7 vezes maior que no 4G e a expectativa é a de gerar milhões de empregos”, defendeu o vice-presidente da Telcomp.

Na audiência pública, que foi organizada em conjunto pelas Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) e Desenvolvimento Urbano (CDU) a pedido do deputado Félix Mendonça Júnior (PDT/BA), os representantes das empresas de telecomunicações pediram alterações nas legislações federal e municipal que trata da instalação de antenas. 

“O modelo atual é um entrave significativo, a burocracia é excessiva na maioria dos municípios e os prazos para licenciamento são extensos”, afirmou Sérgio Kern, diretor regulatório do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil). Ele citou como exemplo a cidade de São Paulo que, de acordo com ele, tem 2.800 pedidos de licença para instalação de antenas sem deliberação.


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