terça-feira, 30 de maio de 2017

Mesmo sem TAC, Telefônica Vivo manterá investimentos

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Empresa de telecomunicações espanhola pretende manter o investimento previsto de R$ 8 bilhões no Brasil.


Eduardo Navarro, presidente da Telefônica Vivo no Brasil, fez um anúncio recentemente dizendo que a empresa não pretende aguardar a aprovação do TAC para prosseguir com os trabalhos e investimentos planejados, com o Capex (investimento em bens de capital) previsto de R$ 8 bilhões para este ano.



O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) é um documento utilizado pelos órgãos públicos, em especial pelo Ministério Público, para o ajuste de conduta, ou seja, a companhia que assina o TAC se compromete a ajustar alguma conduta considerada ilegal e passar a cumprir a lei.

Para Navarro, a PLC 79/2015, que prevê a transformação da telefonia fixa de concessão em autorização e investimento do saldo da concessão em redes de alta velocidade, não está morto. “Sei que algo virá”, acrescentou, mesmo levando em conta que o PL em questão entrou é um ponto negativo para o setor.

O TeleSíntese realizou uma entrevista com Eduardo Navarro, onde o presidente da Telefônica fala sobre os planos da operadora para o futuro, envolvendo também outros fatores além da telefonia móvel. No entanto, ele deixa claro que a Vivo, marca comercial dos serviços, não abre mão de ser líder em internet móvel.

Quando questionado quanto dessa parte do TAC era destinado a telefonia celular, Navarro garantiu que, para 2017, a maior parte era destinada para FTTH, e que a parte referente a rede de telefonia celular era apenas uma porção pequena.

Quando questionado sobre o quanto esse atraso na aprovação do TAC iria impactar os investimentos da Telefônica neste ano, o presidente da empresa disse que das 19 cidades previstas, neste ano, para implantação de redes ópticas até a casa do cliente (FTTH), 11 estavam dentro dos recursos do TAC, mas que continuaria com os investimentos dentro das principais cidades dentro desse número, só parando se o orçamento atual não permitisse a continuidade dos investimentos.

Lembrando que a Câmara dos Deputados está debatendo sobre o PL em questão, mesmo já tendo sido aprovado pelo Senado. Foi perguntado também quais serão as consequências no mercado de uma eventual restrição. Além disso, a proposta alternativa criada pelo deputado Celso Russomano (PP/SP), um "Contrato Coletivo de Consumo" também foi tema de discussão com Navarro.

O Presidente da Telefônica respondeu que, quanto mais liberdade no mercado, melhor. A operadora ser capaz de oferecer aquilo que o consumidor quiser escolher é a prioridade para a Telefônica, não sendo correto, do seu ponto de vista, limitar esse já existente trâmite entre prestador de serviço e consumidor.

Navarro disse ainda que a sugestão do deputado Russomano pode vir a ser uma ideia interessante para que consumidores e empresas possam sentar e avaliar. Batendo na mesma tecla de que a empresa tem que poder oferecer o que o consumidor quer, como o caso de uma pessoa que use pouco sua internet e tenha vontade de pagar menos por um serviço limitado a uma quantidade específica de transferência de dados, ou ainda um outro cliente que use muito a internet e não possa ter seu uso limitado de forma alguma.

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