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Sofrendo represália na internet, Vivo emite comunicado e se defende

Por causa da decisão de limitar o tráfego da internet banda larga fixa, sites e canais do YouTube estão destruindo a imagem da Vivo.





As operadoras Oi e Vivo passarão a incluir em seus contratos uma cláusula em que prevê a adição de franquias de dados para utilização da internet banda larga fixa. A NET também possui essa regra há algum tempo. Porém, a Vivo, que recentemente adquiriu a GVT, está sendo a maior vítima de xingamentos e sentimentos de vingança por parte dos usuários.

 
Talvez justamente por agora ser a dona da empresa de banda larga “mais admirada do Brasil”, os usuários e a imprensa não estão perdoando a Vivo. Vários sites renomados de tecnologia estão convocando os seus leitores a negativar a nova campanha publicitária da operadora, Viver é a melhor conexão, em que se apresenta como uma empresa quintuple-play. Utilizando termos como “sua internet vai virar um inferno”, os jornalistas conseguiram influenciar a população a fazer uma represália contra a Vivo.
 
O Minha Operadora vem acompanhando de perto toda a movimentação em relação ao assunto. Por ter como premissa a imparcialidade, não julgamos qual dos lados está certo, nem incentivamos atos de boicote ou algo parecido. Cada um sabe aquilo que é melhor para si mesmo. Mas informamos!
 
Na terça-feira, 12, publicamos uma matéria sobre a reação dos internautas referente ao bloqueio de internet. E vamos atualizar agora algumas informações:
 
1) A petição contra o limite de dados na banda larga fixa, publicada no site Avaaz.org, que estava com pouco mais de 300 mil assinaturas, agora já ultrapassou 1,6 milhão de reivindicações. A meta foi estendida para 2 milhões de assinaturas.
 
2) A página no Facebook “Movimento Internet Sem Limites“, que em nossa publicação anterior contava com 160 mil curtidas, agora quase triplicou esse número e alcança no momento 420 mil likes. No entanto, a rede social estima que mais de 1 milhão de pessoas se envolveram com a fan page na última semana.
 
3) Sobre o boicote ao filme da Vivo, também temos atualização. A rejeição do vídeo já chega a 96% dos que manifestaram opinião no sistema do YouTube. São 225 mil deslikes contra somente 8 mil joinhas.
 
Twitter
 
No Twitter, a hashtag #InternetJusta passou mais de 24 horas figurando entre os termos mais citados da rede social pelos brasileiros.
YouTube
 
Mais de 40 canais famosos do YouTube também lançaram campanhas ‘anti-restrição de dados’, e seus responsáveis gravaram dezenas de vídeos contendo duros discursos contra as operadoras de banda larga, principalmente contra a Vivo.
 
Algumas montagens e memes estão circulando pela web. O vídeo abaixo, por exemplo, visto mais de 200 mil vezes, mostra a aflição que passa o consumidor com as atuais franquias de internet móvel, e como será quando ela for de fato implementada no ramo fixo. A própria campanha da Vivo é utilizada como referência:
 

 
A Vivo contra-atacou:

 
Comunicado oficial
 
Amos Genish, fundador da GVT
e atual presidente da Vivo.

Claramente preocupada com o desgaste da sua imagem, principalmente em um momento de apresentação dos seus serviços fixos para as cidades que antes eram cobertas pela GVT, a Telefônica/Vivo emitiu uma nota para o público em geral nos seus principais canais de comunicação na internet. Leia na íntegra:

 

“Em respeito aos nossos clientes e aos diversos comentários em redes sociais, esclarecemos os seguintes pontos:

 

Se você possui Vivo Fibra ou banda larga GVT contratados até 01/04/2016, o uso ilimitado de internet está garantido.

 

Os planos contratados após esta data preveem franquia de internet e têm, em caráter promocional, uso ilimitado. Não há previsão de alterações, mas asseguramos que quando e, se ocorrerem, serão avisadas antecipadamente, precedidas de ampla comunicação e de ferramentas para que você compreenda e acompanhe o seu consumo de internet.
 
Você terá sempre à disposição opções adequadas ao seu perfil de uso, baseadas em estudos de comportamento de consumo e suas expectativas. A Vivo oferecerá desde planos mais acessíveis até planos ilimitados.
 
Prezamos pela transparência e nos dedicamos a oferecer as melhores soluções aos nossos clientes.”

Para esclarecer informações adicionais, a Vivo criou ainda um FAQ – página de perguntas e respostas no seu site. Você pode acessa-lo aqui.
 
Resumindo… Como acabamos de ler, a operadora diz que a mudança ainda nem tem prazo para ser aplicada, mas, por precaução, está irredutível em relação a remover a condição do contrato, mesmo com tantos protestos.


É bom lembrar que Amos Genish, atual presidente da Vivo, foi o fundador da GVT e era quem administra a empresa antes mesmo de ser vendida. Isto quer dizer que, mais cedo ou mais tarde, a mudança também chegaria na GVT, com a Vivo ou sem ela.
 
Movimentação da concorrência
 
Vendo o que a ‘sua colega’ está passando nas mãos dos brasileiros, as empresas Oi e NET também trataram de enviar mensagens para a imprensa.
 
A Oi disse que não vai cortar o acesso do usuário quando este atingir o limite estabelecido em contrato. Porém, vai praticar a redução de velocidade para um patamar de até 300 Kbps. A operadora ressalta que ainda não estabeleceu nenhuma data para que as novas franquias entrem em vigência, mas não vai remover as condições do contrato.
 
Já a posição da NET foi de surpresa com tamanha repercussão, visto que, segundo a operadora, todos aqueles que assinam os serviços da empresa precisam ler e aceitar os termos e condições de aquisição, e eles sempre deixaram claro que há um limite para evitar práticas desonestas na rede. Mesmo assim, a NET diz que não bloqueia a internet de ninguém, somente reduz a velocidade para até 256 Kbps.
 
A TIM possui serviço de banda larga apenas nas cidades mais populosas de dois estados brasileiros. Você imagina quais são? Pois é, São Paulo e Rio de Janeiro. Seu presidente, Rodrigo Abreu, disse que a TIM Live (sim, o nome foi mudado) não vai “implementar limite de franquia na banda larga fixa”. Rapidamente a declaração se espalhou pela internet e se converteu em elogios e parabenizações à TIM. É uma pena que a maior parte do Brasil não tenha acesso aos seus serviços.
 
 
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