02/02/2026
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Anatel e Receita fazem apreensão recorde de 473 mil produtos piratas em SC

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Apreensão anatel
Divulgação/Anatel

A Anatel e a Receita Federal realizaram a maior apreensão de produtos piratas de telecomunicações já registrada em parceria, retendo 473.500 itens irregulares no Porto de Imbituba, em Santa Catarina. A ação conjunta impediu que equipamentos sem homologação chegassem ao mercado brasileiro.

Os produtos estavam distribuídos em dois contêineres no recinto alfandegário. O primeiro continha cerca de 130 mil unidades de 16 modelos diferentes. Já o segundo guardava quase 350 mil unidades de 10 modelos distintos.

Entre os itens apreendidos estavam equipamentos de uso cotidiano como fones de ouvido, carregadores de celular, caixas de som e projetores bluetooth. Todos apresentavam risco potencial ao consumidor por não possuírem a certificação de qualidade e segurança exigida no país.

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Riscos à segurança do consumidor

A ausência de homologação aumenta significativamente os riscos de acidentes. Produtos piratas podem causar choques elétricos e até explosões, representando perigo especialmente para crianças e adolescentes que utilizam esses equipamentos com frequência.

Anatel intensifica combate a produtos piratas em Amazon e Shopee

A inspeção técnica foi solicitada por auditores da Receita Federal e conduzida pela equipe de fiscalização da Anatel em Santa Catarina. Após análise detalhada, os agentes confirmaram que nenhum dos produtos possuía a homologação necessária para comercialização no território nacional.

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Cooperação entre órgãos

O conselheiro da Anatel Edson de Holanda destacou a importância da cooperação entre os órgãos no combate à pirataria. Segundo ele, as parcerias têm sido fortalecidas e as ações em portos mostram resultados expressivos devido aos grandes volumes envolvidos.

“É justamente nos portos que conseguimos barrar cargas irregulares ainda na entrada do país, impedindo que produtos não conformes cheguem ao mercado nacional e gerem riscos ao consumidor, à concorrência leal e à arrecadação”, afirmou Holanda.

A superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Fonseca Teles, enfatizou a gravidade da operação. Ela ressaltou que esta foi a ação com maior quantidade de produtos retidos pela agência em parceria com a Receita Federal, envolvendo quase meio milhão de itens.

“Fones de ouvido e carregadores são produtos que toda a sociedade utiliza e com frequência, o que potencializa os riscos de choques elétricos e explosões. Este é mais um exemplo da importância deste trabalho desenvolvido pela Agência”, declarou a superintendente.

Plano de combate à pirataria

A atuação em portos e recintos alfandegários é uma frente prioritária do Plano de Ação de Combate à Pirataria da Anatel. Segundo a agência, essas iniciativas já retiraram aproximadamente 9 milhões de produtos irregulares do mercado brasileiro.

A homologação é uma garantia de que o equipamento segue os padrões de qualidade e segurança exigidos no país. A fiscalização conjunta reforça o compromisso das instituições em proteger o consumidor e garantir a integridade do ecossistema de telecomunicações nacional.

Governo libera linha de crédito de US$ 500 bilhões para TV 3.0 no Brasil

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TV 3.0
Reprodução/ChatGPT

O Governo Federal estrutura uma linha de crédito de US$ 500 milhões, equivalente a cerca de R$ 2,7 bilhões, destinada a viabilizar a implantação da TV 3.0 nas emissoras de televisão aberta do país. A nova tecnologia promete revolucionar o setor ao integrar radiodifusão e internet.

O financiamento representa aproximadamente 70% dos R$ 3,85 bilhões estimados como investimento total necessário para atender integralmente as principais regiões metropolitanas brasileiras. A operação está sendo articulada pelo Ministério das Comunicações.

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Articulação com bancos internacionais

A captação de recursos ocorre por meio de bancos de desenvolvimento internacionais. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) são as instituições financeiras responsáveis pela operação.

Na semana passada, a Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, aprovou o pleito. Agora, o processo precisa passar pela Casa Civil antes de seguir ao Senado Federal, instância que autoriza a contratação do crédito conforme a legislação vigente.

Estamos trabalhando para ampliar as fontes de financiamento, garantindo que o maior número possível de brasileiros tenha acesso a essa nova forma de transmissão. O Brasil será pioneiro entre os países do Brics e na América Latina“, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Cofiex aprova pleito do Ministério das Comunicações para financiamento de até US$ 500 milhões destinado à implantação da TV 3.0 no Brasil
Ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, na cerimônia da assinatura do decreto da TV 3.0 / FOTO: Lula Marques/Agência Brasil

Além da linha de crédito internacional, a Secretaria de Radiodifusão trabalha na construção de linhas complementares junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para assegurar condições adequadas à transição tecnológica das emissoras.

Contexto político e implantação

O anúncio da TV 3.0 foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto deste ano. A Anatel destinou R$ 90 milhões para inovação tecnológica no desenvolvimento do novo padrão de transmissão, que alcançará aproximadamente 15% da população brasileira em sua primeira etapa.

Funcionalidades da TV 3.0

A TV 3.0 representa a maior evolução da televisão aberta desde a digitalização, substituindo os canais numéricos tradicionais por um ambiente totalmente baseado em aplicativos. A Globo inaugurou a primeira estação de TV 3.0 do Brasil e iniciou testes com a nova tecnologia. Entre as principais funcionalidades estão:

  • Interatividade e personalização: acesso a conteúdos ao vivo e sob demanda, com possibilidade de realizar compras de produtos anunciados diretamente pela televisão durante as propagandas
  • Qualidade de imagem superior: transmissões em resolução 4K e 8K, com tecnologia HDR e cores mais vibrantes
  • Som imersivo: áudio envolvente que amplia a sensação de presença, similar à experiência em salas de cinema modernas
  • Recursos de acessibilidade: ferramentas avançadas para inclusão de pessoas com deficiência visual e auditiva
  • Serviços públicos digitais: acesso a informações e serviços governamentais pela televisão, ampliando a inclusão digital

A possibilidade de compras instantâneas é considerada estratégica para as emissoras, que vêm perdendo receita publicitária para plataformas digitais, representando uma nova fonte de receita.

Implantação e perspectivas

A implantação será gradual, começando pelas grandes capitais. A Anatel passou a integrar o comitê executivo da plataforma que coordena o desenvolvimento e implementação da TV 3.0 no país.

“A TV aberta segue sendo o meio de comunicação mais acessível à população brasileira. Este financiamento é um instrumento estruturante para promover inclusão digital e atualizar a infraestrutura de transmissão em todo o país”, destacou o ministro Frederico de Siqueira Filho.

TIM amplia presença digital com aposta em influenciadores regionais

Imagem: Midjourney/Reprodução

A TIM iniciou uma nova frente de atuação no ambiente digital com o lançamento de uma plataforma voltada exclusivamente para influenciadores. 

A proposta, anunciada oficialmente há poucos dias, pretende atrair até 50 mil criadores de conteúdo nos próximos dois anos. Trata-se de uma iniciativa inédita no setor de telecomunicações e que busca fortalecer a imagem da operadora por meio de vozes locais e campanhas mais conectadas com a diversidade regional do Brasil.

A estratégia será operacionalizada pelas agências Mynd e Stage, reunidas em uma joint venture criada especialmente para esse projeto.

A atuação da nova plataforma já começa em janeiro, com ativações previstas para dois grandes eventos: o Big Brother Brasil, patrocinado pela TIM pela primeira vez, e o Festival de Verão de Salvador, que já conta com apoio da operadora em outras edições.

Conexões regionais como ativo estratégico

Ao mirar micro e nano influenciadores com forte engajamento local, a TIM busca estabelecer vínculos mais autênticos com o público. 

A escolha por esse perfil de criador de conteúdo não é aleatória: trata-se de um segmento que costuma ter maior proximidade com suas comunidades, além de índices de conversão superiores aos dos grandes influenciadores.

Segundo Marcos Lacerda, vice-presidente de Marca e Comunicação da TIM, o objetivo é refletir a pluralidade cultural do país por meio das redes sociais. 

“Essa plataforma vai refletir a diversidade do Brasil, valorizando vozes regionais e reforçando nossas conexões com cada canto do país”, afirmou o executivo, durante a apresentação da iniciativa.

Estrutura e inovação em comunicação

A nova plataforma não funcionará apenas como um diretório de influenciadores. O projeto inclui desafios, campanhas segmentadas e recompensas, além de funcionar como um hub de relacionamento entre a TIM e os creators. 

A gestão desse ecossistema estará a cargo da união entre infraestrutura tecnológica e curadoria humana, pontos destacados pelas agências envolvidas.

Para ampliar o escopo de inovação publicitária, a operadora também criou uma “Mesa Criativa”, composta por nomes do mercado de publicidade, design e influência. 

A proposta é realizar encontros trimestrais com a alta direção da TIM, com o objetivo de gerar ideias disruptivas e fortalecer a aproximação com o consumidor por meio de experiências digitais.

Movimento acompanha expansão tecnológica

Embora o projeto seja voltado à comunicação, ele dialoga diretamente com o avanço tecnológico da TIM no país. A empresa já alcança todos os municípios brasileiros com sua rede 4G e segue expandindo sua presença no 5G, que já cobre mais de mil cidades.

Nesse contexto, a aposta em social media aparece como um complemento natural à infraestrutura técnica. Ao unir conectividade com presença digital humanizada, a operadora tenta se posicionar não apenas como fornecedora de serviços, mas como parte do cotidiano dos consumidores, onde quer que eles estejam.

Transferência de eSIM na Vivo fica mais fácil com recurso nativo do Android

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Imagem: Debalina Ghosh via Getty Images/Reprodução

Clientes da Vivo que utilizam eSIM em celulares Android agora contam com um novo recurso que promete tornar mais simples a migração da linha entre dispositivos.

A operadora passou a oferecer, em parceria com o Google, uma funcionalidade que permite a transferência do chip digital diretamente pelo sistema do aparelho, dispensando atendimento ou códigos QR tradicionais.

Linha no novo celular, sem burocracia

A novidade representa um avanço para quem troca de celular com frequência ou apenas busca mais autonomia. A transferência do eSIM pode ser feita logo na configuração inicial do novo aparelho.

Basta estar conectado ao Wi-Fi e seguir as instruções que aparecem na tela ao emparelhar com o telefone anterior. A autenticação acontece ali mesmo, sem precisar falar com a operadora.

Não se trata de um aplicativo novo, mas de uma integração entre os sistemas da Vivo e o Android. O recurso está disponível apenas em smartphones compatíveis e, até o momento, só funciona entre dispositivos Android.

Como migrar o eSIM da Vivo nativamente

Para quem já ativou o novo aparelho e quer fazer a migração depois, o processo também pode ser iniciado manualmente. Veja como:

  1. Vá até as Configurações;
  2. Acesse Rede e Internet;
  3. Em seguida, toque em Chips e Rede Móvel;
  4. Selecione Baixar novo chip;
  5. Escolha a opção Transferir de outro dispositivo Android e depois Dispositivo Android;
  6. Siga o passo a passo exibido.

O procedimento é feito todo no próprio sistema. Em poucos minutos, a linha já estará ativa no novo celular.

Também é possível transformar o chip físico em eSIM

A Vivo ainda liberou outra funcionalidade: a conversão do chip físico para digital. Por enquanto, essa opção vale apenas para aparelhos da Motorola com Android 14 ou superior.

O caminho é simples: dentro das configurações de rede, o usuário encontra a opção de transformar o SIM tradicional em eSIM. Concluído o processo, o chip físico pode ser retirado do aparelho pois ele já não será mais necessário.

Iniciativa coloca a Vivo à frente no mercado

A operadora é a primeira da América Latina a adotar esse modelo de integração com o Android.

A novidade reforça o interesse da Vivo em liderar a transição para o eSIM, uma tecnologia que, aos poucos, deve se tornar padrão em novos smartphones.

Críticas de Wagner Moura ao PL do streaming geram tensão com governo

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Imagem: Getty Images/Reprodução

Um vídeo publicado pelo ator Wagner Moura nas redes sociais o colocou no centro de um embate público com o governo federal. 

Ao se posicionar contra os termos do Projeto de Lei 8.889/2017, que propõe regras para a atuação das plataformas de streaming no Brasil, Moura atraiu atenção do setor audiovisual, críticas à gestão Lula e, ao mesmo tempo, apoio de profissionais da cultura.

O que diz Wagner Moura sobre o projeto?

No registro, divulgado no último dia 10, Wagner Moura criticou pontos centrais da proposta. O ator considera que o projeto, tal como está, falha ao não garantir mecanismos sólidos de incentivo à produção independente nacional.

Entre os principais alvos está a alíquota de cerca de 4% prevista sobre o faturamento de plataformas estrangeiras. Para Moura, o percentual é insuficiente diante do tamanho e da influência que essas empresas exercem no mercado brasileiro.

Outro ponto polêmico é a permissão para que as próprias plataformas invistam os recursos arrecadados em conteúdos próprios, sem obrigação de destinar integralmente os valores ao fomento da produção nacional independente. Moura acredita que esse modelo compromete a diversidade e a autonomia do setor audiovisual.

Reação do governo Lula

As críticas não foram bem recebidas por integrantes da gestão federal. Bastidores indicam que tanto a ministra da Cultura, Margareth Menezes, quanto o senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, reagiram com desconforto ao vídeo.

A avaliação do Executivo é que o texto do projeto reflete as limitações impostas por um Congresso de perfil conservador. Assim, qualquer mudança mais profunda seria politicamente inviável no momento.

Setor cultural apoia o ator

Apesar da tensão com o governo, Wagner Moura recebeu apoio público de entidades do setor audiovisual. No dia seguinte à publicação do vídeo, foi divulgada a carta aberta “Somos todos Wagner Moura”, assinada por cineastas, roteiristas e outros profissionais da cultura.

No manifesto, as entidades defendem que o posicionamento do ator representa um sentimento generalizado na classe artística. Além disso, contestam a tese de que o projeto seria o melhor possível, citando outros casos em que o governo demonstrou maior capacidade de articulação política.

A carta finaliza com uma crítica direta à postura conciliadora adotada pelo Executivo: “Não podemos chamar de vitória a lógica do menor dano”, destaca parte da carta.

Debate deve se estender nos próximos meses

O episódio escancarou tensões que vão além do conteúdo técnico do projeto. De um lado, o governo busca equilíbrio político para aprovar o texto. De outro, artistas e representantes do setor cultural cobram mais ambição e compromisso com uma política audiovisual que valorize a produção local.

Com Wagner Moura, que alcançou visibilidade internacional, ocupando agora o papel de voz ativa dentro desse embate, o tema tende a seguir em evidência tanto no Congresso quanto na opinião pública.

Google vai desativar ferramenta que alertava sobre dados na dark web

Imagem: Shutterstock/Reprodução

O Google vai suspender o funcionamento de um serviço que ajudava usuários a identificar se suas informações pessoais haviam parado na dark web. O recurso, que fazia parte do pacote de segurança da empresa, será totalmente descontinuado no início de 2026, de acordo com comunicado enviado aos usuários via e-mail.

A ferramenta foi criada com a promessa de monitorar dados sensíveis, como e-mails, telefones e até endereços completos, em páginas ocultas e fóruns de hackers. 

Quando encontrava algo relacionado ao usuário, emitia um alerta. A princípio, o recurso era exclusivo para assinantes do Google One, mas acabou sendo liberado para o público geral no ano seguinte.

Encerramento ocorrerá em duas etapas

De acordo com o cronograma divulgado, o relatório será retirado do ar no dia 15 de janeiro. Em seguida, em 16 de fevereiro, o Google vai apagar todos os dados associados ao serviço, eliminando qualquer vestígio de histórico dos monitoramentos anteriores.

A decisão, segundo a empresa, está relacionada à baixa aplicabilidade prática. Em outras palavras, embora o relatório conseguisse apontar que informações haviam vazado, ele não mostrava o que o usuário deveria fazer a partir daí. Na avaliação do Google, o sistema servia apenas como alerta, sem ações efetivas.

Foco muda para ferramentas com instruções mais claras

O Google informou que, com o fim do monitoramento da dark web, deve concentrar esforços em recursos com maior potencial de resposta. Entre os citados estão o Check-up de Segurança, o Gerenciador de Senhas e a verificação em duas etapas.

Outro destaque é o recurso “Resultados sobre você”, que permite ao usuário solicitar a remoção de dados pessoais que estejam disponíveis em resultados de busca, área onde a empresa afirma ter mais controle e capacidade de resposta.

Embora descontinue a função específica ligada à dark web, o Google diz manter o compromisso com a segurança digital. A retirada do serviço, segundo a empresa, é uma forma de reorganizar estratégias e oferecer ferramentas que realmente ajudem os usuários a se proteger.

TIM é uma das 5 patrocinadoras da ‘nova cara’ da CNBC no Brasil

Imagem: TIM/CNBC/Reprodução

A partir de 2026, a CNBC passa a operar no Brasil sob a marca Times Brasil | CNBC, com patrocínio de cinco grandes empresas, entre elas a TIM.

A iniciativa marca a entrada da nova identidade visual da emissora no país e reforça seu posicionamento no jornalismo econômico global. Há cerca de um ano atrás, noticiávamos a chegada do grupo CNBC em terras tupiniquins.

A movimentação faz parte de uma reestruturação da Comcast NBCUniversal, que resultou na criação da Versant Media, holding que agora comanda marcas como CNBC, MS Now, USA e E!. 

Com isso, o braço brasileiro da CNBC passa a adotar uma nova identidade com foco em conteúdo voltado ao mercado financeiro e à cobertura de eventos internacionais.

O lançamento oficial aconteceu agora em dezembro, com a apresentação do novo logotipo e uma série de ações publicitárias voltadas ao público brasileiro, incluindo peças institucionais que reforçam a trajetória da marca e sua vocação para o jornalismo econômico de alta credibilidade.

TIM entre os cinco patrocinadores fundadores

Além da TIM, nomes como B3, Toyota, Avenue e Vale também integram o grupo inicial de patrocinadores do canal no Brasil. 

Com a parceria, essas empresas terão presença nas transmissões e iniciativas editoriais da CNBC, tanto em sua programação tradicional quanto em ações digitais.

A TIM, que já investe de forma consistente em marketing institucional e inovação, vê na associação com a CNBC uma oportunidade de ampliar sua presença em conteúdos voltados a um público de perfil estratégico, com alto interesse em negócios, tecnologia e economia global.

Presença nos grandes eventos globais

A atuação do Times Brasil | CNBC não se limitará ao território nacional. O canal terá cobertura em eventos de relevância internacional como o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o Brazilian Week, e a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Nessas ocasiões, correspondentes brasileiros representarão o canal junto à equipe global da CNBC.

Esses eventos, que tradicionalmente atraem líderes políticos e empresariais, funcionarão como vitrines estratégicas para os patrocinadores, reforçando a visibilidade de suas marcas em contextos de alto valor simbólico e comercial.

Um movimento estratégico de mídia e marca

A chegada da nova identidade da CNBC ao Brasil, aliada ao apoio de patrocinadores de peso, sinaliza um reposicionamento importante no setor de mídia especializada. 

Para empresas como a TIM, o patrocínio se traduz não apenas em visibilidade, mas também em alinhamento com valores como inovação, credibilidade e alcance global.

O investimento em conteúdo qualificado e em canais com reputação consolidada reforça a estratégia de branding da operadora em um momento em que o mercado de telecomunicações está cada vez mais conectado ao universo financeiro e tecnológico.

Warner descarta proposta da Paramount e prefere acordo com Netflix

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Warner Bros Netflix Paramount
Reprodução/ChatGPT

O conselho da Warner Bros. Discovery rejeitou formalmente a oferta hostil de US$ 108,4 bilhões apresentada pela Paramount Skydance nesta quarta-feira (17), classificando a proposta como “ilusória” e recomendando aos acionistas que mantenham o acordo de fusão já firmado com a Netflix.

A decisão marca mais um capítulo na disputa acirrada pelo controle de um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo, que inclui estúdios tradicionais de cinema e TV, o catálogo HBO Max e franquias valiosas como Harry Potter, Friends e produções premiadas da HBO.

Em carta aos acionistas, o conselho da Warner acusou a Paramount de “enganar consistentemente” os investidores ao afirmar que sua oferta de US$ 30 por ação estava totalmente garantida pela família Ellison, liderada pelo bilionário Larry Ellison, cofundador da Oracle.

“Não está, e nunca esteve”, escreveu o conselho sobre a garantia da proposta da Paramount, ressaltando que a oferta apresenta “riscos numerosos e significativos” que tornam a transação incerta para os acionistas.

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Netflix oferece acordo vinculante e menor risco

O conselho da Warner classificou a oferta da Netflix como “superior” por se tratar de um acordo de fusão vinculante, com proposta de US$ 27,75 por ação em dinheiro e ações, que não exige captação adicional de capital e conta com compromissos sólidos de financiamento de dívida.

A transação com a Netflix, anunciada em 5 de dezembro, totaliza US$ 72 bilhões pela aquisição dos estúdios de cinema e TV e da divisão de streaming. Incluindo a assunção de dívidas, o valor total do negócio chegaria a cerca de US$ 82,7 bilhões.

Netflix Warner Bros HBO Max
Reprodução/ChatGPT

Segundo o conselho, a proposta da Paramount poderia ser cancelada ou alterada a qualquer momento antes da conclusão do acordo, ao contrário do contrato vinculante firmado com a gigante do streaming.

“Estamos convencidos de que a parceria entre Netflix e Warner Bros. trará mais opções e valor aos consumidores, ampliará o alcance da comunidade criativa com nossa distribuição combinada e impulsionará o crescimento de longo prazo”, afirmou a Warner em comunicado.

Dúvidas sobre financiamento da Paramount

A Warner Bros. questionou duramente a estrutura financeira da oferta apresentada pela Paramount, apontando que o financiamento depende de uma estrutura complexa de sete partes com condições cruzadas.

O conselho destacou que o Lawrence J. Ellison Revocable Trust — um fundo fiduciário revogável cujos ativos e passivos não são divulgados publicamente — forneceria apenas 32% do compromisso de capital necessário, limitando sua responsabilidade a US$ 2,8 bilhões.

Um fundo revogável não substitui um compromisso garantido por um acionista controlador“, alertou o conselho, ressaltando que os ativos do fundo podem ser retirados a qualquer momento.

A Warner também expressou preocupações sobre a situação financeira da Paramount, que possui capitalização de mercado de US$ 15 bilhões e classificação de crédito “um degrau acima de ‘junk'” (título especulativo), enquanto a Netflix tem valor de mercado superior a US$ 400 bilhões e classificação investment-grade.

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Risco de endividamento excessivo

Segundo a análise da Warner, uma combinação com a Paramount resultaria em uma empresa com relação dívida/lucro operacional de 6,8 vezes, “praticamente sem fluxo de caixa livre atual”.

O conselho também criticou as “ambiciosas” projeções da Paramount de alcançar US$ 9 bilhões em sinergias, afirmando que isso representaria uma nova rodada de demissões que “tornaria Hollywood mais fraca, não mais forte”.

Além disso, a Paramount imporia “restrições operacionais onerosas” à Warner durante o período entre a assinatura e o fechamento do negócio, incluindo limitações para novos acordos de licenciamento de conteúdo.

Paramount defende superioridade de sua oferta

Em resposta, o CEO da Paramount, David Ellison, defendeu que a proposta de sua empresa oferece “valor e certeza superiores” aos acionistas da Warner, destacando que o pagamento totalmente em dinheiro protege contra “flutuações de mercado”, ao contrário da oferta mista da Netflix.

Nossa proposta claramente oferece aos acionistas da WBD valor e certeza superiores, um caminho claro para conclusão, e não os deixa com um negócio linear subescalado e altamente endividado“, afirmou David Ellison.

A Paramount apresentou um total de seis propostas para adquirir a Warner desde que iniciou sua ofensiva, três dias após o anúncio do acordo com a Netflix. O estúdio afirma ter organizado “financiamento hermético” com US$ 41 bilhões em novo capital garantido pela família Ellison e RedBird Capital, além de US$ 54 bilhões em compromissos de dívida do Bank of America, Citi e Apollo.

Guerra do streaming em jogo

Quem vencer esta disputa obterá vantagem significativa na chamada “guerra do streaming”, assegurando controle sobre um vasto acervo que inclui clássicos do cinema como Casablanca e Citizen Kane, além de franquias lucrativas e séries consagradas.

Para a Netflix, a aquisição representaria uma oportunidade de reduzir a dependência de estúdios externos e fortalecer sua expansão para áreas como games, eventos ao vivo e novos serviços. Segundo fontes, a empresa se comprometeu a manter lançamentos de filmes da Warner nos cinemas, movimento significativo para uma companhia historicamente resistente a priorizar exibições teatrais.

Enquanto isso, a Netflix está em conversas com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Comissão Europeia sobre a aprovação regulatória do acordo, segundo o co-CEO Greg Peters, que demonstrou confiança em como os reguladores avaliarão a transação.

O presidente da Warner, Samuel Di Piazza, informou em entrevista à CNBC que a votação dos acionistas sobre o acordo deve ocorrer na primavera ou início do verão. As ações da Warner caíram 1,2% para US$ 28,5, enquanto a Netflix subiu 2,5% e a Paramount recuou 4,8%.

Brisanet ultrapassa 800 mil chips móveis ativos e reforça crescimento no Nordeste

Imagem: Brisanet/Divulgação

A Brisanet encerrou o mês de novembro com um marco relevante: mais de 800 mil chips móveis ativos em operação. A expansão consolida o avanço da empresa no setor de telefonia móvel, impulsionado pela cobertura cada vez mais ampla no Nordeste e pelo fortalecimento de sua rede 4G e 5G.

Segundo relatório operacional divulgado pela companhia, foram adicionados pouco mais de 51 mil acessos móveis ao longo do mês, totalizando 813.654 chips ativos, um crescimento anual de 174%. 

A rede móvel da Brisanet agora alcança 298 municípios, com estimativa de cobertura para cerca de 14,6 milhões de pessoas.

Avanço também na banda larga fixa

A operação fixa segue uma trajetória semelhante de crescimento. Em novembro, a operadora contabilizou cerca de 1,55 milhão de casas conectadas, das quais a ampla maioria utiliza tecnologia de fibra óptica (FTTH). 

Já o segmento de acesso via FWA (Fixed Wireless Access) foi o que apresentou maior variação percentual no ano, com aumento superior a 280% em relação a novembro de 2024.

A infraestrutura da empresa também evoluiu: são mais de 7,1 milhões de casas passadas com capacidade de conexão (HPs) e 4,75 milhões de portas instaladas, indicadores que sustentam o ritmo de expansão na oferta de serviços.

Presente diretamente em 158 cidades da região, a Brisanet ainda conta com o reforço da Agility Telecom, rede de franquias do grupo, responsável por atender cidades menores e áreas rurais. Juntas, as operações diretas e franqueadas somam cerca de 1,7 milhão de clientes em banda larga fixa.

Resultado financeiro e pagamento de JCP

Além dos avanços operacionais, a empresa também anunciou a aprovação do pagamento de Juros sobre o Capital Próprio (JCP) no valor de R$ 18 milhões. 

O repasse será feito até o fim do primeiro semestre de 2026, com base nos resultados dos três primeiros trimestres do ano. A data-base definida foi 19 de dezembro, e as ações passam a ser negociadas em modo “ex-JCP” a partir do dia 22.

No terceiro trimestre de 2025, a Brisanet registrou R$ 433,6 milhões em receita líquida, representando um aumento de 19% frente ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido atingiu R$ 38,4 milhões, segundo dados auditados e divulgados ao mercado.

Consolidação no mercado regional

Com a marca atingida em chips móveis e a manutenção do crescimento na banda larga, a Brisanet reforça sua posição como maior operadora regional do Nordeste. 

O desempenho também evidencia o efeito da estratégia iniciada após a empresa arrematar espectros móveis nos leilões de frequências realizados em 2021.

O desafio agora é manter a escalada em um mercado competitivo, com foco na interiorização dos serviços e ampliação da base instalada.

App da Apple TV para Android agora oferece suporte ao Google Cast

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Apple TV
Divulgação/Apple

A Apple anunciou na última terça-feira (16) que o aplicativo Apple TV para dispositivos Android passou a oferecer suporte oficial ao Google Cast, permitindo que usuários fora do ecossistema iOS transmitam conteúdos originais e esportes ao vivo diretamente de seus celulares para televisores compatíveis de forma simples e integrada. A novidade chega com a versão 2.2 do aplicativo, disponível na Google Play Store, corrigindo uma ausência notável de funcionalidade que existia desde o lançamento do app para a plataforma do Google no início deste ano.

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Expansão de conteúdo e esportes ao vivo

O suporte ao protocolo de transmissão do Google significa que os assinantes do serviço de streaming agora podem espelhar seus entretenimentos favoritos a partir de um telefone Android. Com o novo recurso, proprietários de smartphones Android podem transmitir facilmente séries de sucesso global da Apple, como a aclamada “Severance”, “The Morning Show”, “Slow Horses”, “The Studio” e a produção “Pluribus”.

Além das séries premiadas, os usuários também podem levar para a tela grande os filmes originais da marca, incluindo o aguardado blockbuster de verão “F1 The Movie”. A expansão é um passo importante para a Apple, que busca consolidar sua presença em dispositivos concorrentes, oferecendo uma experiência de consumo de mídia mais flexível para quem não possui uma Apple TV física ou um iPhone.

O Apple TV tem se tornado uma plataforma robusta para fãs de esportes. Com a nova atualização, é possível transmitir partidas da Major League Soccer (MLS), as rodadas duplas do “Friday Night Baseball” e as corridas de Fórmula 1 nos Estados Unidos. Para iniciar a transmissão, o procedimento é intuitivo: basta o usuário dar o play em seu smartphone e tocar no ícone de “Cast” que agora aparece na interface.

Quer acompanhar tudo em primeira mão sobre o mundo das telecomunicações? Siga o Minha Operadora no Canal no WhatsAppInstagramFacebookX e YouTube e não perca nenhuma atualização, alerta, promoção ou polêmica do setor!

Nova interface e controles de reprodução

Após a atualização para a versão 2.2, o ícone do Google Cast aparece localizado à esquerda do avatar do perfil, no canto superior direito da tela inicial. Ao tocar no botão, uma folha de opções “Transmitir para” é aberta na parte inferior, mantendo a identidade visual e a linguagem de design característica do aplicativo da Apple, garantindo uma navegação fluida e coerente.

O botão de transmissão também foi estrategicamente posicionado dentro do player de tela cheia, logo ao lado do ícone de mudo. Durante a reprodução via Cast, o aplicativo exibe um miniplayer útil com informações de reprodução, o dispositivo de destino e a linha do tempo. Controles rápidos de retrocesso de 10 segundos e botões de reproduzir/pausar também ficam acessíveis.

Ao expandir o player para tela cheia no modo retrato, o usuário encontra botões grandes para controle de mídia, além de uma barra de progresso (scrubber) e opções dedicadas para ajuste de áudio e legendas. A arte da capa exibida é o pôster oficial do filme ou série, e um simples gesto de deslizar para baixo permite que o usuário retorne à tela inicial do aplicativo.

Disponibilidade e atualizações

Para aqueles que ainda não visualizam a opção de transmissão, a recomendação é verificar se o aplicativo está totalmente atualizado na Play Store. Testes realizados em aparelhos como o Google Pixel 10 Pro confirmaram que a funcionalidade já está operacional. Além do recurso de transmissão, a atualização trouxe um pequeno ajuste visual no ícone da tela inicial, que agora aparece ligeiramente menor dentro do círculo.