A Samsung está testando atualmente em seus laboratórios na Coreia do Sul uma bateria de 20.000 mAh com tecnologia de silício-carbono para equipar futuros celulares, buscando resolver a baixa autonomia dos dispositivos atuais através de um design experimental de células empilhadas. O projeto, conduzido pela divisão Samsung SDI, utiliza um ânodo de composto nanoestruturado que promete densidade energética muito superior aos padrões de grafite atuais.
Diferente das baterias tradicionais de íons de lítio, esta nova tecnologia utiliza silício e carbono no ânodo. Essa mudança é fundamental pois o silício consegue armazenar até dez vezes mais íons de lítio, permitindo capacidades massivas em componentes mais finos. Diversos fabricantes asiáticos já exploram essa química para oferecer dispositivos que mantenham o design elegante, mas com reservatórios de energia que podem durar dias sem recarga.
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Arquitetura de células empilhadas
O protótipo em desenvolvimento utiliza um sistema de célula dupla. A unidade principal possui 12.000 mAh, enquanto uma célula secundária adiciona outros 8.000 mAh ao conjunto. Ambas medem cerca de 10 centímetros de comprimento por 6,8 centímetros de largura. Esse design empilhado visa aumentar a capacidade total sem ocupar mais espaço horizontal no chassi do smartphone, otimizando a engenharia interna dos aparelhos topo de linha.
No projeto inicial, a célula primária tem 6,3 milímetros de espessura, e a secundária foi projetada com apenas 4 milímetros. Essa modularidade permite que a Samsung explore diferentes potências, embora exija uma precisão extrema na montagem. O objetivo é criar um componente que entregue alta performance energética sem comprometer o aquecimento global do dispositivo, algo essencial para o uso de inteligência artificial e processamento intenso.
O desafio do inchaço térmico
Apesar do potencial, os testes revelaram que a célula secundária de 8.000 mAh sofreu uma expansão de volume de 80% durante os ciclos de carga. A espessura saltou de 4 milímetros para 7,2 milímetros, o que representa um risco para a integridade física do celular. Esse fenômeno de inchaço é o maior obstáculo atual para a comercialização da tecnologia, pois pode causar danos estruturais graves e comprometer a segurança total do usuário.
Expectativas de mercado
Mesmo com o avanço, a Samsung mantém uma postura conservadora. O esperado Galaxy S26 Ultra ainda deve utilizar baterias próximas de 5.000 mAh. A nova tecnologia de 20.000 mAh é tratada como um projeto de pesquisa de longo prazo, com previsão de chegada ao mercado apenas para o final desta década. O foco agora é refinar a segurança para garantir que a alta densidade de energia não resulte em falhas críticas de hardware em modelos futuros.
Apesar de algumas derrotas (como as decisões do Procon contra a Netflix no Brasil), os serviços de streaming nem de longe desistiram da guerra para inibir ao máximo aquilo que consideram como uso injusto por parte dos consumidores.
A guerra das plataformas de streaming contra o compartilhamento de senhas
A guerra das plataformas de streaming para acabar com a prática de vários usuários acessarem e compartilharem a mesma conta não é algo novo. Em 2023, a Netflix deu um ponto final no compartilhamento de senhas. A Disney seguiu o mesmo caminho para inibir a prática, incluindo a proibição do compartilhamento de senhas nas plataformas Disney+, ESPN+ e Hulu.
Para sermos mais específicos, os serviços de streaming consideram como compartilhamento de senhas o ato de um indivíduo assinante permitir que outras pessoas (parentes, amigos, conhecidos, entre outros) fora do ambiente doméstico acessarem suas contas.
Estas empresas fornecem planos que permitem a conexão de diversos dispositivos simultaneamente dentro de uma mesma casa, justamente com o objetivo de que todas as pessoas que moram na residência da assinatura consigam acessar o conteúdo através de uma única assinatura.
Só que o ato de permitir que outras pessoas fora do âmbito doméstico acessem a conta é algo que prejudica financeiramente estas empresas, já que inúmeras pessoas acessam os conteúdos de streaming sem pagar pelo serviço.
Ações para inibir compartilhamentos indevidos
Os serviços de streaming já colocaram em prática várias estratégias para tentar minimizar o acesso múltiplo às contas de forma que eles consideram como prejudicial.
HBO Max
A HBO Max, por exemplo, inclui de forma mais direta e clara quais são as políticas contra o compartilhamento de contas no FAQ disponibilizado no site oficial da plataforma. O objetivo da empresa é iniciar um mecanismo mais eficaz para combater o compartilhamento de contas entre 2024 e 2025.
Amazon Prime Video
Já a Amazon Prime Video, em contraste, não manifestou nenhuma intenção de combater a prática, ao menos não por agora. A plataforma disponibiliza o recurso Amazon Household que esclarece quais são as permissões para o compartilhamento de contas. O objetivo da Amazon, ao contrário, parece ser o de facilitar o compartilhamento das contas e armazenamento de informações de cartão de crédito para tornar os pagamentos mais rápidos.
Apple TV+
A Apple TV+ também adota uma abordagem parecida com a da Amazon, sem deixar muito claro se há algum objetivo estruturado de combater o compartilhamento de contas e senhas. Ela facilita a criação de assinaturas para plataformas de fitness, arcade, notícias e músicas, e permite reunir tudo através do Apple One.
Paramount+
No caso da Paramount+, não há nenhum indício de que restringir o compartilhamento de contas seja uma das prioridades da plataforma. Apesar disto, há mais esforços no sentido de monitorar os compartilhamentos feitos pelos usuários.
Disney+
A Disney+ inicialmente mostrou mais abertura para o compartilhamento das contas com várias pessoas, não limitadas ao ambiente doméstico. Entretanto, em 14 de março deste ano, a gigante mostrou uma mudança de posicionamento e atualizou os termos de uso da plataforma para inibir o uso de senhas, nomes de usuários ou outras informações de contato de outros usuários.
Além disto, há sinais de que a gigante do entretenimento vai seguir a mesma estratégia da Netflix: cobrar pela adição de outros usuários em uma conta. Mas ainda não há nenhuma definição clara sobre este ponto.
A Hulu, que também é de propriedade da Disney, segue a mesma política adotada pela Disney+ e já adota medidas para restringir ao máximo o compartilhamento de contas.
Peacock
Não há nenhuma mudança nas políticas da Peacock em relação ao compartilhamento de contas. Um dos fatores que pode explicar a abordagem mais amigável é o fato de a Peacock ainda ser uma plataforma em crescimento e expansão, diferente de gigantes como Netflix, Amazon e Disney+.
No momento, os esforços da Peacock são direcionadas à estratégia de transformar os atuais usuários em assinantes (a plataforma oferecia uma modalidade gratuita de conta, que foi encerrada em 2023).
Como contornar os mecanismos de bloqueio das plataformas de stream
Como nenhum sistema é perfeito, há várias formas de burlar os bloqueios de compartilhamento de contas. Aqui você pode conferir os métodos mais comuns:
1. Adquira perfis adicionais
O método mais simples é colocar mais usuários na sua assinatura. A Disney+ permite até sete perfis por assinatura, por exemplo. A Netflix permite a adição de mais um perfil com a própria conta e senha. Contas Standard podem adicionar um membro extra, e contas Premium podem adicionar até dois membros. Na Netflix, o perfil adicional acrescenta R$ 12,90 no valor da sua assinatura mensal.
Com estes múltiplos usuários, você pode compartilhar sua conta para que as outras pessoas acessem o streaming através de diferentes contas de usuário na mesma assinatura – tudo através de um recurso oferecido pelas próprias plataformas de conteúdo.
2. Compartilhe os códigos de acesso
Outra dica eficiente é compartilhar seus códigos de acesso quando quiser dividir sua conta com outras pessoas. Quando elas se conectarem usando sua conta em um novo dispositivo, elas vão precisar informar um código de confirmação, e é só fornecer o código solicitado para concluir a nova conexão.
Quando a conta é acessada fora do ambiente doméstico, você precisa usar a opção de informar à Netflix de que você está de férias, o que vai permitir o acesso no novo ponto.
3. Direcione o tráfego através do recurso Meshnet da NordVPN
A NordVPN conta com o Meshnet, um recurso que permite a conexão com dispositivos externos com o objetivo de evitar bloqueios, como os que são usados pelas plataformas de streaming para barrar acessos às contas fora do ambiente da sua rede doméstica. Através do Meshnet, você pode indicar que a TV na casa dos seus amigos faz parte do ambiente da sua casa, por exemplo, o que vai permitir o acesso compartilhado da sua conta.
Para habilitar o Meshnet, você precisa baixar uma ferramenta VPN com suporte a este recurso, fazer a instalação, criar sua conta e deixar o Meshnet ativo. Além disto, o dispositivo que você vai usar (TV, smartphone, tablet, entre outros) precisa ser compatível com VPN.
4. Use as versões mobile das plataformas de streaming
Muitos serviços de streaming só ativam o bloqueio de dispositivos como aparelhos de TV. Então, usar as versões de aplicativos para dispositivos móveis podem evitar as restrições.
Dispositivos iPhone e Android contam com versões dos principais serviços de streaming e, no geral, são menos afetados por estas limitações de compartilhamento de contas.
5. Conecte-se à rede Wi-Fi do proprietário da conta
Para acessar uma conta compartilhada, outro método bastante eficiente é se conectar direto à rede Wi-Fi de quem é proprietário da conta. Desta forma, mesmo com um acesso externo, fica identificado que o compartilhamento é permitido através do acesso direito à residência de quem tem a assinatura.
Uma empresa brasileira de telecomunicações foi condenada pelo TJ de Minas Gerais a indenizar uma multinacional em R$ 277,8 mil por usar software sem autorização. A decisão ocorreu na 14ª Câmara Cível mantendo sentença da Comarca de Santa Rita do Sapucaí, situação ocorrida através de uso irregular de programas de computador em contexto de crise financeira agravada pela pandemia.
A sentença do juiz Hélio Walter de Araújo Júnior estabeleceu que a empresa de telecomunicações interrompa imediatamente a utilização dos programas sem licença e destrua todas as cópias irregulares em prazo de dez dias. A indenização por danos materiais foi fixada em R$ 277.815, correspondendo ao triplo do custo das licenças dos softwares utilizados sem autorização. O tribunal rejeitou o pedido de indenização por danos morais apresentado pela multinacional.
A multinacional, detentora legítima dos direitos autorais dos softwares, comprovou que a empresa brasileira não adquiriu as licenças nem diretamente com a fabricante nem por distribuidores autorizados. A perícia técnica realizada nos computadores confirmou a reprodução indevida dos programas e a ausência de licenças ou notas fiscais que comprovassem aquisição regular dos softwares.
A empresa de telecomunicações alegou que não obteve lucro com o uso dos softwares, empregados exclusivamente para atividades internas. Argumentou atravessar crise financeira agravada pela pandemia da Covid-19 e desconhecer a irregularidade das licenças. Além disso, negou danos morais e solicitou redução dos danos materiais ao tribunal.
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Fundamentos Legais
Apesar dos argumentos apresentados, a 14ª Câmara Cível manteve a condenação. A relatora, desembargadora Evangelina Castilho Duarte, afirmou que a utilização de softwares sem licença configura violação de direitos autorais, sendo irrelevante a alegação de desconhecimento. A decisão baseia-se na Lei nº 9.609 de 1998, que equipara a proteção de programas de computador à das obras literárias. Para utilizar ou reproduzir um programa, o usuário deve possuir autorização expressa do autor do software.
O Governo Federal aprovou nesta segunda-feira (30) o Programa de Dispêndios Globais (PDG) da Telebras para 2026, por meio do Decreto nº 12.804. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e estabelece os limites de gastos, investimentos e fontes de financiamento da Telecomunicações Brasileiras S.A., com destaque para R$ 256,3 milhões em subsídios do Tesouro Nacional que serão fundamentais para o equilíbrio financeiro da companhia.
Segundo o decreto, a empresa terá até 27 de fevereiro de 2026 para revisar a programação e distribuição mensal de seus dispêndios. Eventuais propostas de reprogramação devem ser encaminhadas ao ministério supervisor por meio do Sistema de Informação das Estatais (Siest). As reprogramações consolidadas seguirão para análise do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável pela aprovação final das alterações orçamentárias.
Despesas e investimentos previstos
O PDG 2026 da Telebras prevê despesas totais de R$ 1,037 bilhão. As despesas de capital somam R$ 170,7 milhões, sendo R$ 169,3 milhões destinados a investimentos em imobilizado e intangível. Já as despesas correntes alcançam R$ 866,7 milhões, com R$ 156 milhões relacionados especificamente a gastos com pessoal. Os números demonstram a dimensão dos compromissos operacionais da estatal de telecomunicações no próximo exercício fiscal.
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Fontes de financiamento e subsídios
Do lado das fontes de recursos, a Telebras contará com diferentes origens para financiar suas operações em 2026. O demonstrativo financeiro aprovado apresenta a seguinte composição:
R$ 604,2 milhões em receitas correntes
R$ 280,3 milhões em receitas de capital
R$ 256,3 milhões em subsídios do Tesouro Nacional
R$ 237,7 milhões em despesas financeiras
Variação patrimonial positiva de R$ 197,3 milhões projetada para o ano
O PDG ainda registra uma variação negativa do disponível em R$ 293,9 milhões, refletindo o fluxo entre usos e fontes de recursos no exercício. Essa movimentação financeira indica os desafios de caixa que a estatal enfrentará em 2026, mesmo com o suporte do governo federal. A gestão do fluxo de caixa será crucial para manter a capacidade de investimento da empresa em infraestrutura de telecomunicações ao longo do ano.
Papel estratégico e desafios
A Telebras segue como peça estratégica na política de telecomunicações do país, especialmente em projetos de conectividade em áreas remotas e de difícil acesso. Os investimentos previstos no PDG 2026 devem contribuir para a expansão da infraestrutura de comunicação em regiões menos assistidas pelos serviços de internet e telefonia. A empresa também desempenha papel importante no suporte a iniciativas governamentais de inclusão digital.
A Anatel concluiu em dezembro uma fiscalização no Piauí para garantir que as radiações de antenas estejam em conformidade com as leis de segurança por meio de vistorias técnicas. A ação, realizada pela unidade operacional UO071 nas cidades de Teresina, Picos e Parnaíba, teve como objetivo monitorar a exposição da população a campos eletromagnéticos, assegurando que as estações de rádio, TV e telefonia operem dentro dos parâmetros saudáveis para todos os cidadãos.
Durante a mobilização, os fiscais da agência reguladora inspecionaram rigorosamente um total de 53 estações que prestam serviços essenciais de comunicação e conectividade móvel. O monitoramento minucioso focou na Exposição a Campos Elétricos, Magnéticos e Eletromagnéticos de Radiofrequência (CEMRF). Em Teresina, o trabalho foi intensificado com 35 unidades analisadas, enquanto o interior contou com dez inspeções em Parnaíba e oito no município de Picos, cobrindo pontos estratégicos.
A importância dessa vigilância técnica se reflete na estabilidade do sistema de comunicações e na proteção direta do usuário que reside próximo a essas torres. Eventuais irregularidades podem gerar problemas técnicos severos para a aviação e outros serviços, como o caso em que uma emissora de rádio FM foi retirada do ar após causar interferências no aeroporto de Teresina. Por isso, a manutenção dos níveis de potência e frequência dentro da norma é prioridade absoluta para a agência.
Os agentes técnicos da agência consolidaram relatórios precisos que demonstram o comportamento das emissões eletromagnéticas em diferentes áreas urbanas do estado do Piauí. Os dados oficiais comprovam que as operadoras mantêm índices de segurança significativamente inferiores ao limite legal de 27,7 V/m estabelecido pela legislação federal, garantindo tranquilidade aos cidadãos. Confira os valores máximos registrados pelas equipes durante as medições:
Teresina: registro máximo de 13,8 V/m observado em 35 estações monitoradas.
Picos: valor mais alto alcançado foi de 12,7 V/m durante as oito vistorias locais.
Parnaíba: medição de 9,3 V/m, sendo o menor índice entre as cidades avaliadas.
Os resultados extremamente positivos indicam que a infraestrutura tecnológica do estado respeita com folga as diretrizes impostas pela regulamentação brasileira de telecomunicações. Ter valores registrados que representam menos da metade do teto permitido reforça o compromisso das empresas com as normas de engenharia e saúde. Essa margem de segurança protege a população de possíveis efeitos cumulativos das ondas de rádio, mantendo o ambiente urbano totalmente seguro para a convivência com as antenas.
Conformidade legal e segurança internacional
Vale destacar que as inspeções cumprem rigorosamente os termos da Lei nº 11.934, legislação que protege a saúde humana e o meio ambiente contra potenciais efeitos das ondas de rádio. As ações da agência comprovam que as infraestruturas instaladas no Piauí seguem não apenas os padrões nacionais, mas também atendem às recomendações internacionais da Organização Mundial da Saúde. Isso coloca o estado em um patamar de excelência técnica quanto ao monitoramento e controle das emissões de rede.
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A Unifique Telecomunicações, que opera na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) sob a sigla FIQE3, anunciou a aprovação de R$ 200 milhões em dividendos intermediários, com repasse programado em etapas entre 2026 e 2028.
A decisão foi validada em assembleia geral extraordinária realizada no fim de dezembro e marca um movimento relevante na política de remuneração ao acionista da companhia catarinense.
Os dividendos serão pagos exclusivamente aos investidores que estiverem com ações da empresa até 29 de dezembro de 2025. A partir do dia seguinte, os papéis passam a ser negociados na condição “ex”, sem direito ao benefício.
Pagamentos escalonados para preservar caixa e garantir previsibilidade
Segundo o cronograma definido, os desembolsos ocorrerão em seis parcelas distribuídas ao longo de três anos: R$ 55 milhões em 2026, R$ 65 milhões em 2027 e os R$ 80 milhões restantes em 2028.
A medida busca suavizar o impacto nos cofres da empresa, ao mesmo tempo em que assegura visibilidade futura aos acionistas sobre o retorno do capital investido.
Os valores serão cobertos por reservas de lucros retidos nos exercícios de 2022, 2023 e 2024. Com isso, a Unifique consegue aproveitar a regra vigente de isenção de imposto de renda sobre dividendos declarados até 31 de dezembro de 2025, uma janela fiscal que deve ser encerrada com a possível reforma tributária.
Ações bonificadas ficam de fora dos proventos
Outro ponto importante da operação é que as ações originadas de bonificação aprovada na mesma data da assembleia não terão direito aos dividendos agora anunciados.
Apenas os papéis em circulação até a data de corte estão habilitados a receber os proventos, o que visa manter a equidade entre os investidores posicionados previamente.
Essa decisão reforça o compromisso da Unifique com uma política de capital transparente, que respeita a proporcionalidade entre acionistas e evita distorções provocadas por aumentos pontuais de capital.
Estratégia combina distribuição com continuidade dos investimentos
Apesar do volume expressivo aprovado, a operadora destaca que a medida não comprometerá sua capacidade de investimento. Ao contrário, o modelo de pagamento escalonado foi justamente desenhado para manter a empresa financeiramente apta a seguir com seus planos de expansão, tanto na infraestrutura de fibra óptica quanto nas operações móveis.
O desempenho recente ajuda a sustentar a iniciativa. A Unifique fechou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 64,8 milhões e baixa alavancagem financeira.
Esses resultados, somados a um histórico de aquisições táticas e bem calibradas no Sul do país, respaldaram a decisão de distribuir um volume elevado de dividendos sem prejudicar a agenda de crescimento.
Governança e disciplina financeira seguem como pilares
A empresa também reforçou que a aprovação dos dividendos seguiu rigorosamente os princípios de governança corporativa e prudência na alocação de capital.
As recentes operações inorgânicas, por exemplo, foram estruturadas com cláusulas de retenção, pagamentos atrelados ao IPCA e mecanismos de proteção financeira.
A validação regulatória dos últimos movimentos reforçou essa disciplina e contribuiu para o fortalecimento da confiança no planejamento estratégico da operadora.
O público que ainda acompanha a programação linear da TV por assinatura começou a notar ausências importantes neste final de 2025. Os canais da Paramount, entre eles MTV, Nickelodeon e Comedy Central, deixaram de ser exibidos nas principais operadoras brasileiras.
A decisão, que nós noticiamos recentemente, marca o fim de uma etapa e o início de uma nova estratégia da gigante do entretenimento: falar diretamente com o consumidor, sem intermediários.
Os sinais começaram a sair do ar nesta segunda-feira, 29 de dezembro, cumprindo um cronograma que havia sido sinalizado meses antes. Além dos títulos mais populares, como Nick Jr. e Paramount Channel, outros canais da marca também foram retirados da grade.
Operadoras se pronunciam sobre desligamento
A repercussão foi imediata entre as operadoras. A SKY, uma das maiores do setor, confirmou que recebeu a notificação formal da Paramount.
Informou também que está substituindo os canais removidos por alternativas já disponíveis no mercado, como Box Kids TV, SBT News e outros títulos nacionais e internacionais.
Apesar da mudança, a parceria entre as empresas não foi encerrada. A Paramount continuará oferecendo seus conteúdos por meio do serviço Paramount+, acessível aos clientes via plataformas on demand da própria SKY.
A Claro, por sua vez, também foi comunicada e disse estar avaliando quais medidas tomará para reorganizar sua oferta de conteúdo. Até agora, nenhuma substituição de canais foi oficializada pela operadora.
A virada estratégica da Paramount: sair do pacote e ir direto ao público
Nos bastidores da indústria, a decisão da Paramount vinha sendo ventilada desde outubro. Fontes ligadas à empresa afirmam que o modelo tradicional, baseado em distribuição via pacotes fechados das operadoras, já não entregava os resultados esperados.
Três fatores pesaram: queda nas receitas de publicidade, redução no número de assinantes da TV por assinatura, e os altos custos do modelo regulado, como os encargos do SeAC.
Com esse novo movimento, a empresa sinaliza um reposicionamento claro: apostar todas as fichas no modelo D2C (direct-to-consumer), ampliando sua base de usuários no streaming pago com o Paramount+ e mantendo uma presença gratuita por meio da Pluto TV, seu serviço de canais por internet (FAST).
Um mercado em transformação e o fim da era dos canais tradicionais?
A saída desses canais do line-up das operadoras brasileiras é mais um reflexo de um cenário que se transforma rapidamente. Há anos, a TV por assinatura vê sua base de usuários encolher, enquanto as plataformas sob demanda ganham espaço.
Para o consumidor, o impacto imediato é a perda de marcas conhecidas e conteúdos tradicionais. Por outro lado, operadoras buscam ocupar esse vácuo com outras opções, embora nem sempre com o mesmo apelo, mas suficientes para manter a oferta diversificada.
Especialistas apontam que o movimento da Paramount pode ser apenas o primeiro entre outros grupos que devem repensar suas estratégias. Afinal, o jogo mudou: não são mais os canais que definem o que o público assiste, mas sim os aplicativos que o público escolhe acessar.
Quem viaja com frequência já se deparou com uma situação no mínimo irritante: você chega ao hotel, conecta o celular à rede Wi-Fi, e quando tenta colocar o notebook ou o tablet online, descobre que há um limite: dois dispositivos, no máximo. A partir daí, é pagar ou ficar desconectado.
O que muita gente não sabe é que, se estiver com um celular Android mais recente, esse e outros problemas relacionados podem ser facilmente contornados.
Alguns modelos de smartphone com Android já oferecem, nativamente, a função de compartilhar uma conexão Wi-Fi com outros aparelhos. Diferente do hotspot tradicional, aquele que distribui os dados móveis do chip, essa função reutiliza a própria rede sem fio em que o celular já está conectado e a retransmite como se fosse um novo ponto de acesso.
Como transformar o celular em uma ponte de conexão
O processo é relativamente simples, embora passe despercebido por muitos usuários. Basta conectar o celular à rede Wi-Fi disponível e, em seguida, ativar a opção de hotspot.
Se o aparelho suportar a função, ele manterá a conexão com o Wi-Fi original e criará uma nova rede, para que outros dispositivos, como um segundo celular, um notebook ou um tablet, também possam acessar a internet.
Em outras palavras, o smartphone vira uma ponte: recebe o sinal e o redistribui, sem precisar acionar o plano de dados. O detalhe é que nem todos os aparelhos permitem isso.
Em modelos com hardware mais limitado, ativar o roteador Wi-Fi automaticamente desliga a conexão sem fio original, o que torna o recurso inviável.
Um recurso útil, mas pouco divulgado
Modelos da Samsung, Xiaomi, OnePlus e Google (como o Pixel) vêm incluindo essa funcionalidade nas gerações mais recentes. Ainda assim, a função não costuma ser destacada pelas fabricantes, o que faz com que muitos usuários nem saibam que ela existe. A ausência de divulgação e o nome técnico do recurso acabam limitando seu uso.
Outro ponto importante: a funcionalidade não está presente em iPhones. No sistema da Apple, ao ativar o hotspot, o aparelho abandona a rede Wi-Fi e passa a compartilhar apenas os dados móveis. Ou seja, quem quiser usar a internet do hotel em mais de um dispositivo, vai ter que encontrar outro caminho.
Mais praticidade em redes com autenticação
Além de driblar o limite de dispositivos, o compartilhamento via Android também resolve outra dor de cabeça comum: as telas de autenticação em redes públicas, conhecidas como captive portals.
Ao usar o celular como ponto de acesso, apenas ele precisa passar por essa etapa. Os demais aparelhos conectados à rede criada por ele entram direto na internet, sem precisar repetir o processo.
Embora existam roteadores de viagem com esse mesmo propósito, nem todo mundo carrega um equipamento desses na mochila.
Para a maioria das situações, o celular dá conta do recado: sem fios, sem aplicativos extras, e com uma configuração que leva menos de um minuto.
Encontrar o que assistir navegando entre títulos em plataformas de streaming pode ser uma tarefa demorada e frustrante. Novos sites resolvem esse problema ao agregar informações de diversos serviços, mostrando onde assistir filmes e séries específicas. Plataformas como JustWatch, ReelGood e Plex funcionam como guias completos, disponíveis agora para usuários brasileiros que buscam otimizar seu tempo de entretenimento.
O principal incômodo surge quando você já sabe o que quer assistir. Seja uma recomendação de amigos, um título da sua lista pessoal ou aquele filme que você quer rever depois de anos, descobrir em qual plataforma ele está disponível consome um tempo precioso. Muitas vezes, quando finalmente encontra o conteúdo desejado, a motivação para assistir já passou.
Sites como o JustWatch atuam como agregadores de informações sobre onde assistir diferentes programas de TV e filmes. A plataforma permite navegar pelos lançamentos mais populares da sua região, descobrindo onde sintonizar e qual a forma mais econômica de transmiti-los. O sistema também possui um mecanismo de busca integrado para procurar qualquer conteúdo, desde grandes sucessos de bilheteria até lançamentos de nicho.
A ferramenta está disponível como aplicativo para smart TVs, dispositivos de streaming e Xbox One, eliminando a necessidade de pegar o telefone e fazer buscas manuais. Essa praticidade transforma completamente a experiência de escolher o que assistir, economizando minutos valiosos que seriam gastos alternando entre diferentes serviços.
Recursos que fazem a diferença
Além de localizar programas e filmes, o JustWatch oferece recursos adicionais valiosos. Um deles é a opção de filtrar títulos individuais por país, verificando em quais áreas e plataformas estão disponíveis para transmissão. Isso é especialmente útil quando você não tem certeza se um título já chegou ao streaming na sua região. O site também lista quais faixas de áudio estão disponíveis em cada serviço e se há legendas.
Divulgação/Justwach
A página inicial do JustWatch reúne títulos populares e em alta de diversos serviços de streaming, oferecendo uma visão ampla do que está disponível. Isso representa uma melhoria significativa em relação a navegar por filmes em uma plataforma específica por vez, pois oferece uma gama muito mais ampla de títulos. Você também pode criar uma conta para filtrar apenas os serviços que possui, refinando a pesquisa.
Versão premium e limitações
Alguns dos melhores recursos do JustWatch estão disponíveis apenas para assinantes premium. Usuários pagantes têm acesso a filtros de conteúdo mais detalhados, incluindo contagem de votos do IMDb, duração e informações sobre títulos que sairão em breve das plataformas. A assinatura também permite criar até 100 listas, ocultar títulos já assistidos e remover anúncios, custando aproximadamente US$ 4,70 mensais sem período mínimo de contrato.
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Alternativas disponíveis
Se o JustWatch não atende suas necessidades, existem outras opções. ReelGood e Yidio são bastante similares, reunindo dados sobre onde assistir programas de TV e filmes diversos. Ambas as plataformas permitem navegar por conteúdo em alta e por gênero, além de oferecerem mecanismos de busca para encontrar informações atualizadas sobre títulos específicos sem folhear páginas de resultados no navegador. Você também pode baixá-las como aplicativos (ReelGood para iOS e Android; Yidio para iOS, Android e Amazon) e criar perfis personalizados para focar em suas assinaturas e receber recomendações sobre o que assistir a seguir.
O Plex, além de oferecer recursos de hospedagem de servidor, também funciona como guia de streaming online. Esta pode ser a melhor escolha se você já o utiliza para acessar sua biblioteca pessoal de mídia ou para assistir seu catálogo gratuito de filmes e programas com anúncios. A plataforma permite criar listas de filmes e programas independentemente de onde estejam hospedados, compartilhando-as com amigos como uma rede social integrada.
A Samsung será a primeira fabricante de televisores a contar com uma integração nativa do Google Fotos. O anúncio foi feito pela própria empresa sul-coreana, que confirmou o lançamento da novidade para 2026.
A chegada do serviço ao ecossistema da marca ocorrerá de forma gradual, com recursos inéditos voltados à personalização e ao uso de inteligência artificial.
Apesar de parecer natural que uma novidade desse porte fosse lançada em primeiro lugar nas Android TVs, considerando o vínculo direto com o Google, não há qualquer previsão para que isso aconteça. O movimento reforça a aproximação estratégica entre Google e Samsung no mercado de dispositivos conectados.
Recurso “Memórias” será exclusivo por seis meses
Um dos principais destaques da integração é o recurso batizado de “Memories”, que organizará imagens e vídeos por rostos, locais ou momentos específicos.
Segundo a Samsung, essa funcionalidade estará disponível a partir de março de 2026 e será exclusiva das TVs da marca durante os seis primeiros meses.
Outras duas ferramentas também farão parte da experiência: o Create with AI, voltado para edições com inteligência artificial, e o Personalized Results, que promete gerar apresentações temáticas com base no conteúdo das memórias armazenadas pelo usuário. Ambos os recursos serão liberados mais adiante, ao longo do segundo semestre do mesmo ano.
Integração ainda levanta dúvidas
Embora tenha confirmado os novos recursos, a Samsung não esclareceu se o Google Fotos será implementado como um aplicativo completo dentro do sistema operacional das TVs ou se a experiência será embutida por meio de outras interfaces do aparelho, como o Daily Plus e o Daily Board.
Vale lembrar que, hoje, usuários de Android TV ou Google TV podem apenas espelhar o conteúdo do Google Fotos em suas telas ou utilizar a galeria como protetor de tela.
A ausência de um aplicativo próprio sempre foi vista como uma limitação por parte dos consumidores, especialmente em um cenário onde reviver momentos em telas maiores tem ganhado cada vez mais apelo.
TV como álbum digital: tendência ou risco?
Com a proposta de transformar a televisão em um centro visual de lembranças, a parceria entre Google e Samsung pode sinalizar uma tendência no setor de eletrônicos, aproximando ainda mais os aparelhos da rotina pessoal dos usuários.
Por outro lado, a iniciativa também traz à tona preocupações relacionadas à privacidade, já que televisores são, geralmente, equipamentos compartilhados entre moradores da mesma casa.
Até o momento, o Google não se pronunciou oficialmente sobre possíveis planos de levar essa experiência a outras plataformas, nem sobre os detalhes técnicos da implementação. O que se sabe, por enquanto, é que a Samsung saiu na frente e, ao que tudo indica, com vantagens exclusivas.