‘Estamos trabalhando para lançar 5G de forma ampla em junho’, afirma CEO da TIM

Cleane Lima
3 min de leitura

Desde o fim de janeiro que a TIM Brasil está sob novo comando. Alberto Griselli assumiu o cargo de CEO da operadora, antes ocupado por Pietro Labriola, que passou a assumir o mesmo cargo no grupo TIM, na Itália. Em sua primeira entrevista ao cargo, o executivo falou sobre sua gestão e sobre o plano estratégico traçado pelo ocupante anterior.

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Durante entrevista dada ao portal Estadão, Griselli afirmou que “não há plano de venda da TIM Brasil”. “Na verdade, estamos na contramão, participando da consolidação do setor”.

O CEO espera tornar a TIM Brasil a melhor operadora de telecomunicações ao longo do plano de três anos, ganhando a liderança em aspecto como serviço aos clientes, envolvendo qualidade de rede e o atendimento. Além disso, quer ser que a empresa seja reconhecida como a marca preferida no setor e atingir a liderança na temática ESG (ambiental, social e governança, na sigla em inglês).

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Ao ser questionado sobre rumores de que a TIM estaria à venda, Griselli negou e afirmou, inclusive, que Pietro Labriola já deixou claro que a operadora não está à venda. “Na verdade, estamos na contramão, participando da consolidação do setor”, afirma.

Alberto Griselli também falou sobre a rede 5G ao ser questionado sobre a instalação da tecnologia. Segundo o executivo, a operadora está trabalhando com o tempo determinado pela Anatel para ativar o sinal nas capitais até julho de 2022, e que depende da liberação das frequências (faixa de 3,5 Ghz, que depende de limpeza para evitar interferências). “Estamos trabalhando para lançar comercialmente de forma ampla de junho para frente”, completa.

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Sobre a operação da venda da Oi Móvel, o executivo afirmou que ainda faltam passos societários e operacionais, assim como passos que devem ser respeitados e não dependem só deles. No entanto, afirma que entre abril e maio os clientes da Oi serão migrados para a TIM.

Por fim, Alberto Griselli foi questionado sobre as sinergias esperadas com a incorporação das redes, clientes e licenças da Oi Móvel.

“As mais importantes são de natureza técnica. A TIM é quem tem menos banda por cliente no mercado brasileiro. Com a entrada do espectro da Oi, daremos um pulo grande na qualidade do serviço. A segunda vantagem é receber um pedaço dos clientes, o que gera uma contribuição nos resultados. Daí o nosso crescimento da receita, que era de um dígito médio e vai passar a ser de dois dígitos”.

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