Iniciativa 5G Brasil pede impugnação do edital do leilão 5G

Cleane Lima
3 min de leitura

A Iniciativa 5G Brasil enviou nesta semana um pedido de impugnação ao edital do 5G, pedindo que o leilão seja adiado, alegando que os cálculos apresentados pela comissão de licitação não estão claros, assim como os esclarecimentos prestados aos questionamentos do grupo.

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A Iniciativa 5G Brasil, formada por 400 provedores regionais, já enviou o documento para a Comissão Especial de Licitação (CEL), que também já analisou o texto e enviou para o Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para que decida o impasse.

De acordo com Rudinei Gehart, conselheiro da Iniciativa 5G Brasil, os esclarecimentos que foram solicitados não podem ser considerados confidenciais em um processo de licitação pública.

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“Não há transparência na memória de cálculo das obrigações. Os pedidos de esclarecimento que fizemos sobre esses temas tiveram como respostas de que isso é confidencial. Mas como pode ser confidencial a memória de cálculo de um processo de licitação pública?”.

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Pedidos de impugnação

A Iniciativa 5G Brasil não é a única a pedir o adiamento do leilão que está marcado para o dia 4 de novembro. No total, há cerca de cinco processos que pedem adequações ao edital do leilão 5G, cada uma com seus objetivos e teor.

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Um desses processos foi feito pelos Integrantes da “Coalização de Direitos da Redes” que entraram com o pedido no Ministério Público Federal (MPF).

A petição feita pelo Intervozes, Instituto Telecom, Ibe Brasil e Instituto Nupef aponta problemas na área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) e no parecer do ministro revisor, Aroldo Cedraz.

A petição também alega que o edital do leilão do 5G trará danos à política pública de inclusão digital, já que no edital a cobertura da rede 5G para as escolas públicas foi incluída por pressão do Congresso Nacional.

Nos outros processos contra o edital do leilão 5G, estão envolvidas as provedoras Claro, Telefónica e a Sercomtel.

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