Google e Apple são acusadas de “censura” por líder político russo

Cleane Lima
3 min de leitura

Movimento do líder político detido Alexei Navalny acusou Google e Apple de cederem às vontades do governo russo de Vladimir Putin.

aplicativo navalny removido pela google e apple

Após o Google e a Apple retirarem de suas lojas nesta sexta-feira (17) o aplicativo ligado ao líder político Alexei Navalny, que está detido em uma cadeia de segurança máxima, as empresas foram acusadas de “censura” pelo movimento do líder.

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Em uma mensagem publicada no Telegram, a equipe de Navalny declarou que

“Temos todo o Estado russo contra nós e inclusive as grandes empresas tecnológicas, mas isso não significa que vamos ceder”.

Alexei Navalny acusou a Google e a Apple de ceder às vontades do governo russo, depois que o Kremlin acusou as duas empresas de tecnologia de se intrometerem em assuntos internos da Rússia.

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O aplicativo ligado ao líder político Alexei Navalny era um serviço para ajudar a registrar os votos contra o presidente Vladimir Putin nas eleições parlamentares que começaram nesta sexta e seguem até amanhã (domingo).

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O desaparecimento do aplicativo logo após o início da votação ocorreu depois que autoridades ameaçaram processar funcionários locais das empresas. Uma pressão promovida pelo Kremlin para controlar a internet no país, onde até nomearam publicamente quem seriam os processados.

Como resposta, Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que as duas empresas de tecnologias apenas aderiram à lei Russa. “Este aplicativo é ilegal no nosso país”.

Quanto a Google e a Apple, uma fonte não identificada declarou que a Apple retirou o aplicativo após as “ameaças de detenção” contra seus funcionários na Rússia.

Algumas horas após, o Google informou que retirou o aplicativo por causa da “coação extraordinária” do governo russo.

A empresa recebeu “sérias ameaças de represálias legais e penas de prisão para funcionários locais”, segundo uma fonte próxima ao caso.

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Vale ressaltar que a Rússia reiterou recentemente as advertências de empresas tecnológicas que se recusarem a retirar conteúdos que são considerados ilegais no país, assim como do movimento Navalny.

Com informações de Bol.uol.com

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