Android, do Google, coleta 20x mais dados do que o iOS, da Apple

Segundo estudo, usuários do iPhone têm menos dados coletados; Google questiona levantamento e aponta metodologia falha.

Mulher reagindo aos Android e iOS, com a coleta de dados.
Imagem: Ilustração Pixabay + Logotipos iOS e Android

É inevitável, toda vez que um usuário ativa seu smartphone, seus dados passam a ser coletados continuamente pelas marcas que estão por trás do dispositivo. No caso, as maiores rivais são Google e Apple, responsáveis pelos sistemas operacionais Android e iOS.

As justificativas são quase sempre as mesmas. Aprimoramento de estudos, segurança, atualização e até mesmo controle de performance para aplicação de melhorias. Obviamente, todas as empresas de tecnologia também enfrentam suspeitas de venda de dados pessoais de seus consumidores.

De olho no tema, o pesquisador Douglas Leith, do Trinity College, na Irlanda, realizou um estudo e descobriu que o Android (do Google) coleta 20 vezes mais dados do que o iOS (da Apple). O próprio destaca que a coleta acontece mesmo sem autorização do usuário, ou até mesmo o login no sistema.

A pesquisa revela que até mesmo atividades simples como a inserção de um SIM Card, navegação nas configurações e outras enviam dados para as fabricantes. Os dispositivos se conectam aos servidores back-end em média a cada 4,5 minutos.

VIU ISSO?

–> Após 9 meses, Banco Central autoriza transações financeiras pelo WhatsApp

–> Google Meet terá chamadas gratuitas e ilimitadas por mais tempo

–> Relatos de falha no Gmail são imprecisos, diz Google

Leith explica que o Android é um grande destaque na quantidade de dados que coleta. Os dispositivos chegam a enviar 1 MB de dados ao Google somente na inicialização ou em ociosidade. Na contrapartida, a Apple recebe 42 KB nas mesmas atividades para armazenamento em seus servidores.

Em dados gerais, o sistema do Google coleta 1,3 TB de dados a cada 12 horas, enquanto o iOS fica em 5,8 GB no mesmo período. Até mesmo aplicativos são fontes de coleta para ambos sistemas. Como exemplo, citamos a Siri, iCloud, Safari, YouTube, Google Docs, entre outros.

Para contestar o estudo, o Google destinou um porta-voz para explicar que a metodologia aplicada pelo pesquisador é falha.

“De acordo com nossa pesquisa, essas descobertas estão erradas por uma ordem de magnitude, e compartilhamos nossas preocupações metodológicas com o pesquisador antes da publicação”, esclareceu.

No entanto, uma fonte ligada ao Google, que preferiu não se identificar, afirmou que é impreciso dizer que um usuário pode optar por sair de toda a coleta de dados. Pois alguns são considerados essenciais para a empresa, em prol do bom funcionamento do sistema.

A Apple também se manifestou e reafirmou seu compromisso com a transparência em relação a coleta de dados. Para a empresa, o estudo entende as coisas de um modo errôneo.

De toda forma, a pesquisa de Leith alerta que a coleta de ambos sistemas é preocupante por envolver endereço de e-mail, dados de cartão, IP do dispositivo e mais.

Com informações de ARSTechnica

About Anderson Guimarães
Jornalista com seis anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
Acompanhar esta matéria
Notificação de
0 Comentários
Comentários embutidos
Exibir todos os comentários