Foi realizada nesta quarta-feira (28) uma manifestação na frente da sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) em defesa dos direitos dos ex-funcionários da Oi e da Serede, uma de suas antigas subsidiárias.
O ato, realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro (Sinttel-Rio), alerta para a falta de pagamento de verbas trabalhistas atrasadas.
Ao todo, são pouco mais de 5 mil pessoas demitidas da Serede e cerca de 900 que trabalhavam diretamente na Oi à espera de providências.
Quase um ano sem respostas
Os ex-colaboradores da Serede foram demitidos há quase um ano, em dezembro de 2025. Inclusive, a empresa acabou entrando em falência no mesmo período.
Em cartazes estendidos no local da manifestação dessa quarta, haviam dizeres fazendo referência aos 314 dias desde os desligamentos e ao fato de que, caso nada seja feito, em dezembro de 2026 ocorrerá o segundo “Natal com fome” para os trabalhadores demitidos.
Presente no local, Luiz Antônio da Silva, atual coordenador-geral do Sinttel-Rio, entende como inadmissível a falta de uma resolução para o caso. Ele anunciou ainda a realização de plantão em frente ao TJ-RJ para chamar a atenção de autoridades.
“É inadmissível esse total descaso com milhares de famílias, tanto da Oi quanto da Serede. A Justiça não pode continuar ignorando o drama de pessoas que foram demitidas e não receberam seus direitos”, disse. “Decidimos que agora faremos plantão em frente ao Tribunal de Justiça até que alguma providência concreta seja tomada”, completou.
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As reinvindicações
Recentemente houveram mais capítulos da novela que envolve a falência da Oi. A juíza que responde pelo caso, Simonte Gastesi Chevrand, aceitou a suspensão de um acordo feito entre a administração da Massa Falida e sindicatos, que ela mesma homologou.
Ocorre que a Oi havia concordado em pagar salários não pagos e direitos trabalhistas de forma parcelada. Depois, a AJ da operadora falida recuou por alegadamente não ter recursos. O caso foi parar na mão da magistrada, que favoreceu a empresa.
De acordo com as lideranças da mobilização em frente ao TJ-RJ, um dos objetivos do movimento é ter o reconhecimento de que Serede e Oi fazem parte de um grupo econômico, o que incluiria os ex-funcionários da subsidiária no “bolo” daqueles que têm a receber da operadora. Já os 900 colaboradores demitidos da própria Oi já estão previstos na concordata suspensa.
Questionamentos sobre receitas
Os sindicatos que defendem os interesses de ex-funcionários da Oi e seus antigos satélites apontam ainda possíveis fontes de renda que poderiam servir para pagar os direitos trabalhistas devidos.
É questionado, por exemplo, o motivo pelo qual a Justiça autorizou o pagamento de R$ 98,5 milhões ao então administrador judicial Bruno Rezende. A venda de subsidiárias restantes, como Oi Soluções e Tahto, que entrou em recuperação judicial, também são apontadas como possível saída para a crise.
Vale mencionar que a mesma juíza Simone Gastesi autorizou o pagamento de salários ainda pendentes a parte do antigo quadro funcional da Oi. As verbas trabalhistas, no entanto, seguem sem solução.












