24/02/2024

Eutelsat e Sindisat estão preocupadas com mudanças da Anatel para a 4,9 GHz

Empresas de satélite Eutelsat e Sindisat acreditam que as mudanças previstas na consulta pública serão prejudiciais para o seu setor.

A consulta pública que a Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, fez sobre a destinação da faixa de 4,9 GHz tem sido repercutida por todas as empresas do segmento. As grandes operadoras de telefonia e internet já pronunciaram a contribuição e de igual forma a Eutelsat e a Sindisat dizem estar preocupadas com as intenções da Agência. 

Anatel e consulta pública

Para ambas empresas o 5G em 4,9 GHz causa interferências nos serviços das empresas operadoras de satélite. Segundo as empresas de satélite, extinguir a banda de guarda entre o serviço móvel e os serviços de profissionais de satélite na Banda C Planejada (entre 4500 e 4800 MHZ), vai impactar através de prejuízos para as empresas e também para os clientes. 

Eutelsat se preocupa com a pauta

Segundo a Eutelsat a proposta que retira 40 MHz de banda de guarda entre o serviço móvel e o serviço de satélites é um grande problema. 

Durante o leilão do 5G, que aconteceu em novembro de 2021, a Eutelsat defendeu que emissoras de TVRO mudassem para a frequência que eles usavam, a Banda C Planejada, através do satélite 65W. Era a solução que a empresa deu para as interferências que aconteceram durante o leilão. Mas, ficou decidida a mudança para a Banda Ku. 

Hoje a Eutelsat afirma ter 5 mil clientes usando a faixa até 4,8 GHz e muitos deles vão sofrer caso parte da faixa 4,9 GHz seja destinada para operadoras sem nenhuma banda de guarda. 

Para eles, a banda de guarda não será um espectro desperdiçado, pois as redes fixas ponto a ponto iriam trabalhar dentro dos 40 MHz. Dessa forma iram haver condições de convivência com os satélites. 

Acrescentaram ainda que as empresas de telefonia móvel exageram na demanda que podem ter no futuro por esse espectro. Além disso, defendeu que os custos da proteção contra interferências devem ser custeados pela Agência reguladora ou pelas empresas que quiserem oferecer esses serviços. 

Sindsat sobre a consulta pública

E a Sindisat deixou uma contribuição parecida. Para ela, liberar a faixa de 4.800 MHz é uma ameaça aos serviços de satélite, por conta das interferências. Criticou também que a Anatel esteja tomando providências antes de ter informações sobre a ativação desse sinal e dos impactos empíricos sobre o FSS. 

Também abordaram que as interferências muito provavelmente vão piorar de acordo com a popularização do sinal de internet móvel 5G. Com isso pediram que: 

“Seja estabelecida uma banda de guarda de 4.800 a 4.840 MHz, conforme proposto na Consulta Pública nº 23 de 2021.”

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