Reprodução/Gemini

Oi paga salários atrasados, mas falta quitar verbas trabalhistas

Os pagamentos começaram a ser feitos após autorização judicial.

Goodanderson Gomes
2 min de leitura

De acordo com comunicado emitido pelas federações Fenattel, Fitratelp e Fittlivre, a Justiça do Rio autorizou que a Massa Falida da Oi comece a quitar dívidas com ex-funcionários.

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Nesse primeiro momento, serão pagos os salários atrasados antes da demissão em massa ocorrida pela falência total da empresa, decretada em 25 de agosto. Porém, verbas trabalhistas seguem presas.

A autorização foi dada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, que delibera casos envolvendo a Oi na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

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Pagamento incompleto

Também no seu pronunciamento, o conjunto de federações que representam os ex-colaboradores da Oi destacaram que seguem pressionando pela quitação de todo o valor devido aos seus representados.

Na verdade, havia um acordo feito entre a Massa Falida e a entidades representativas que foi homologado pela Justiça. Porém, em decisão recente, a própria juíza Simone Chevrand aceitou pedido da administração judicial que cuida do que sobrou da operadora e suspendeu o acordo, interrompendo o cronograma de pagamentos de direitos trabalhistas atrasados.

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Apesar de estarem satisfeitos com os pagamentos que vão ter seguimento, os sindicatos dizem se manter na luta para que as verbas trabalhistas sejam quitadas.

“O pagamento autorizado é uma conquista importante, mas a luta somente estará concluída quando todos os trabalhadores receberem integralmente os valores que lhes são devidos”, disseram as federações, em nota conjunta.

O diálogo institucional segue

Fenattel, Fitratelp e Fittlivre afirmam que aguardam nova audiência com o administrador judicial da Massa Falida da Oi. O objetivo é discutir novos rumos para resolução das pendências entre ex-empresa e ex-trabalhadores.

As entidades têm feito sugestões para o andamento do processo de transferência dos serviços prestados pela Oi a outras empresas. Para elas, é necessário manter os trabalhadores ainda ligados à ex-tele em atividade para ajudar nessa transição.

Entre outras determinações, a Justiça carioca já estabeleceu que o que restou da Oi garanta a prestação de serviços pactuados até que outras companhias deem continuidade.

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